Top 10 presentes para quem ama tênis
E aí, tenista. Beleza? Vamos bater um papo reto sobre um desafio que parece um break point difícil: escolher o presente certo para quem vive respirando o pó de saibro. Eu sou técnico há anos e já vi muito presente encalhado no fundo da raqueteira porque quem deu não soube “ler o jogo” da pessoa.
Você não quer dar um presente que vai ficar no armário, certo? Você quer dar algo que o tenista vai usar até gastar, algo que faça ele pensar “isso sim é um winner!” na próxima vez que entrar em quadra.
Então, pega sua água, senta no banco da quadra, que eu vou te passar o game plan completo. Vamos analisar o que realmente funciona, do equipamento essencial até aquele detalhe que separa os amadores dos profissionais. Prepara o approach que lá vem bola boa.
1. A Raquete Certa (O Perigo e a Glória)
Vamos começar pelo presente mais óbvio e, honestamente, o mais perigoso de todos: a raquete. É o item mais pessoal do tenista, é a extensão do braço. Dar uma raquete é como escolher o calçado de um maratonista sem saber como ele pisa. Se você acertar, é game, set, match. Se errar, é uma dupla falta feia.
Muita gente compra pelo visual ou porque é a raquete do Djokovic. Isso é um erro clássico de iniciante. A raquete do seu ídolo provavelmente não serve para o seu jogo. Uma raquete de 315 gramas (sem corda) na mão de um jogador de fim de semana é a receita perfeita para uma bela dor no cotovelo, o famoso tennis elbow.
Se você realmente quer dar uma raquete, você precisa investigar. Qual o peso que a pessoa usa? Qual o tamanho da cabeça? Qual a empunhadadura (o grip)? O ideal, na real? Dê um vale-presente na loja especializada e vá junto. Deixe o tenista fazer o test-drive com raquetes demo. O presente vira a experiência de achar a arma perfeita.
2. Calçados Específicos (A Base de Tudo)
Aqui o papo é sério. Eu cansei de ver aluno chegando na quadra com tênis de corrida. Isso não é só ruim para o jogo; é perigoso. O tênis é um esporte de movimentação lateral intensa. Você precisa parar, brecar, girar e arrancar o tempo todo. O calçado de corrida é feito para ir para frente, ele não tem suporte lateral.
Um bom tênis de tênis (sim, é redundante) trava o seu calcanhar e seus dedos. Ele tem um solado desenhado para o tipo de quadra. Se o seu amigo joga no saibro, o solado “espinha de peixe” é fundamental para deslizar (slide) com controle. Se ele joga em quadra rápida (cimento), ele precisa de um solado que aguente o atrito e tenha mais amortecimento.
Não economize aqui. Um calçado de qualidade previne torções de tornozelo e joelho. Marcas como Asics (com a linha Gel Resolution) ou Nike (com os Vapor ou Cages) são padrão ouro. É um presente que diz: “Eu me preocupo com o seu jogo e com a sua saúde”. Isso vale mais que qualquer ace.
3. A Raqueteira (O Vestiário Portátil)
Pode parecer só uma bolsa, mas a raqueteira é o escritório do tenista. É onde ele carrega a vida dele. Uma boa raqueteira não serve só para as raquetes; ela precisa ter compartimentos específicos. O mais importante? O compartimento térmico.
Esse compartimento térmico (geralmente forrado com material prateado) não é luxo, é necessidade. Ele protege as cordas da raquete das mudanças de temperatura. Deixar a raquete no porta-malas do carro num dia quente sem proteção térmica “mata” a tensão da corda. O jogo muda completamente.
Procure raqueteiras que tenham espaço para, no mínimo, 3 a 6 raquetes (mesmo que a pessoa só tenha duas), um compartimento separado e arejado para os calçados e roupas suadas (ninguém merece misturar o grip novo com meia molhada), e bolsos menores para acessórios, como chaves, celular e, claro, os overgrips.
4. O “Consumível” de Luxo: Bolas Premium
“Ah, professor, mas vou dar um tubo de bola?” Sim. Mas não qualquer tubo. Existe uma diferença gigante entre a bola de “treino” e a bola de “campeonato”. O tenista que joga sério sabe disso. Dar um pack com vários tubos de bolas premium é um presente certeiro.
Bolas de entrada (aquelas mais baratas) perdem a pressão muito rápido. Depois de um set, elas já estão “murchas”, o jogo fica lento, o kick do saque não sobe. É péssimo para treinar o timing certo. O tenista acaba tendo que fazer mais força para a bola andar, o que pode estragar a técnica que ele tanto treina.
Presenteie com caixas de bolas que são usadas em torneios. Wilson US Open, Head Tour XT, ou as Babolat Roland Garros são o padrão. Elas mantêm a pressão por mais tempo, o feltro é mais durável e o “pulo” da bola é consistente. É um presente que melhora a qualidade de cada bate-bola que a pessoa for fazer.
5. Vestuário Técnico (Além da Camiseta de Algodão)
Esqueça o algodão. Tênis é um esporte de explosão e muito suor. Jogar com camiseta de algodão é como jogar com uma toalha molhada amarrada no corpo depois de 20 minutos. O peso atrapalha o movimento do saque, a rotação do tronco fica prejudicada.
O presente ideal aqui é vestuário de performance. Camisetas com tecnologia Dri-Fit, Climalite, ou qualquer nome que signifique poliéster ou poliamida de alta tecnologia. Elas puxam o suor da pele e evaporam rápido. O jogador fica leve e seco. O mesmo vale para os shorts (com bolsos fundos e corretos para guardar a bola) e, para as mulheres, saias-shorts e tops de sustentação.
E não esqueça da proteção UV. Muitos jogos acontecem sob sol forte. Roupas com proteção solar FPU 50+ são um diferencial enorme. É um presente que cuida da pele do jogador enquanto ele está focado em fechar o game.
6. O Kit de “Manutenção” (O Segredo do Grip)
Aqui é onde você mostra que entende do “papo de vestiário”. O contato da mão com a raquete é tudo. Se a mão escorregar um milímetro durante um forehand na corrida, a bola vai parar no alambrado. O grip (a empunhadura) é a alma desse contato.
Um presente fantástico é montar um “Kit de Manutenção”. O que vai dentro? Primeiro, overgrips. São aquelas fitas fininhas que colocamos por cima do grip original. Elas gastam rápido. O tenista que joga 2 ou 3 vezes por semana deveria trocar o overgrip a cada 15 dias. Compre um rolo grande (de 12 ou 30 unidades) do modelo favorito dele (o Wilson Pro Overgrip branco é um clássico).
Complete o kit com antivibradores (aquelas borrachinhas que vão nas cordas). Elas não mudam o jogo, mas tiram aquele som de “mola” irritante da batida e dão mais conforto. Adicione um pó secante ou uma “pedra” de magnésio se o jogador suar muito nas mãos. É um presente útil, barato e que mostra conhecimento profundo.
7. Acessórios de Quadra (O Kit de Sobrevivência)
Esses são os itens que todo tenista precisa, mas que muitas vezes esquece de comprar ou usa modelos velhos. É o presente “sem erro”. O trio principal é: boné (ou viseira), munhequeiras e toalhas.
A munhequeira não é estética. Ela serve para duas coisas: secar o suor da testa no meio do ponto (muito mais rápido que pegar a toalha) e, principalmente, impedir que o suor do braço desça para a mão e estrague o grip. É essencial.
Bonés ou viseiras são obrigatórios para jogos de dia. Não dá para sacar contra o sol sem proteção. Procure modelos de material leve, que “respira”, e de cor clara (preto esquenta demais a cabeça). E, por fim, toalhas. O tenista precisa de pelo menos duas: uma grande para o vestiário e uma média para levar à quadra e usar nas trocas de lado.
8. Tecnologia e Análise de Jogo
Se o tenista que você quer presentear é vidrado em dados e estatísticas, um sensor de raquete ou um app de análise de vídeo é o presente definitivo. É o Big Brother do tênis.
Existem sensores, como o da Babolat (POP ou PIQ) ou o Zepp, que você acopla no cabo da raquete. Eles medem tudo: velocidade do saque, quantidade de topspin no forehand, onde você está acertando a bola no sweet spot (centro da raquete), número de slices… É um diagnóstico completo do jogo.
Outra opção incrível são assinaturas de aplicativos como o SwingVision (que usa a câmera do celular). Você filma o jogo e o app analisa sua porcentagem de primeiro saque, seus erros não forçados, e até marca a trajetória da bola. É como ter um técnico particular analisando seu match inteiro.
Comparativo de Sensores de Performance
| Característica | SwingVision (App) | Zepp 2 Tennis Sensor | Babolat PIQ Robot |
| Tipo | Análise de Vídeo via App (iOS) | Sensor Físico (acopla no cabo) | Sensor Físico (no pulso ou raquete) |
| Métrica Principal | % de acerto, colocação da bola, erros | Velocidade do saque, tipo de golpe, spin | Velocidade, spin, “PIQ Score” (energia) |
| Ideal Para | Jogadores que querem tática (ver onde erraram) | Jogadores focados na técnica (como bateram) | Jogos e treinos (feedback em tempo real) |
| Ponto Forte | Feedback visual (mostra o replay do erro) | Leve, longa bateria, dados de sweet spot | Foco na energia e explosão do golpe |
| “Papo de Vestiário” | O “juiz de linha” eletrônico | O “radar” de saque no seu bolso | O “gameficador” do seu treino |
9. Experiências (Aulas ou Ingressos)
Às vezes, o melhor presente não é um objeto. Para o tenista que já tem “tudo”, o melhor presente é melhorar o jogo dele.
Presenteie com um pacote de aulas particulares com um bom professor. Uma aula de 1 hora com um profissional qualificado pode corrigir um vício no backhand que o jogador carrega há anos. É um investimento direto na felicidade dele em quadra.
Outra opção de ouro: ingressos para um torneio profissional. Se vocês moram perto de onde acontece um Rio Open ou um ATP Challenger, essa é a chance. Ver o timing, a movimentação e a velocidade da bola ao vivo não tem preço. É uma inspiração que ele vai levar para o próximo treino.
10. Cultura do Tênis (Livros e Biografias)
O tenista de verdade não ama só jogar; ele ama a história, a tática e o drama do esporte. O jogo mental é 50% da partida, e os melhores livros sobre tênis focam nisso.
Esqueça livros genéricos de “como jogar tênis”. Dê as biografias que mudaram o esporte. “Agassi” (Open), de Andre Agassi, é talvez a melhor biografia esportiva já escrita. “Rafa: Minha História”, de Rafael Nadal, mostra a construção de uma mentalidade imbatível.
Para quem gosta da parte tática e mental, “O Jogo Interior do Tênis”, de Timothy Gallwey, é a bíblia. É um livro que ensina a calar a voz crítica na sua cabeça e deixar seu corpo jogar. É um presente que melhora o tenista de dentro para fora, muito depois que a bola para de quicar.
11. Decifrando o Nível do Jogador: O Presente Certo para o “Winner” Certo
Agora, escuta o professor aqui. Não adianta nada eu te listar 10 presentes se você comprar o presente errado para o nível errado. É o timing da bola. Se você der uma raquete de 330g para um iniciante, você está dando um game de graça para o fisioterapeuta dele. Você precisa ler o jogo do seu amigo antes de comprar.
Um presente não é “bom” ou “ruim” por si só. Ele é bom ou ruim para alguém. O que um jogador de competição precisa é o oposto do que um iniciante precisa. Se você não sabe o nível da pessoa, foque nos itens “universais” (bolas, grips, toalhas, livros).
Mas se você sabe onde ele joga na quadra, você pode mirar no winner. Vamos quebrar essa linha de base e entender os três níveis principais de tenistas amadores e o que cada um realmente quer ganhar.
Para o Iniciante (A Fase do “Unforced Error”)
O iniciante está naquela fase de lua de mel. Tudo é novo. Ele está mais preocupado em acertar a bola dentro da quadra do que em ganhar o ponto. O unforced error (erro não forçado) é o melhor amigo dele. O que ele precisa? Conforto. Controle. Ele não precisa de potência, ele precisa de confiança.
Esqueça raquetes pesadas e de cabeça pequena. O presente ideal para ele é uma raquete de cabeça maior (tipo 102 a 105 polegadas) e mais leve (abaixo de 285g). Isso aumenta o sweet spot e perdoa as batidas fora de centro. Outro presente matador é um pacote de aulas. Nessa fase, 5 horas de aula valem mais que 5 anos de palpites de amigos.
Evite dar cordas caras ou sensores de performance. Ele não precisa saber o topspin dele ainda; ele precisa acertar o forehand. Um tênis (calçado) bom, focado em estabilidade e não em performance de deslize, é uma excelente pedida para evitar lesões logo de cara.
Para o Jogador de Clube (O “Weekend Warrior”)
Esse é o “grosso” do pelotão. O “guerreiro de fim de semana”. Ele joga toda semana, tem seu forehand preferido, já sabe dar um slice, mas ainda sofre com o segundo saque. Ele já tem seu equipamento básico, então você precisa ser mais específico.
Esse jogador valoriza qualidade e durabilidade. Ele já sabe a diferença entre uma bola boa e uma ruim. Caixas de bolas premium são um presente perfeito. Ele também já gasta seus equipamentos. Uma raqueteira nova e maior, com compartimento térmico, é um upgrade que ele vai amar.
Outra área boa é o vestuário técnico. Ele provavelmente ainda usa algumas camisetas velhas. Dê um conjunto (camiseta e short) de alta performance, da marca favorita dele (Nike, Adidas, Fila). Ele vai se sentir o próprio Sinner entrando em quadra no sábado de manhã.
Para o Competidor (O Jogador “Match Point”)
Esse cara é diferente. Ele não joga só por jogar; ele joga para ganhar. Ele participa de torneios internos do clube ou até de torneios federados. O equipamento dele é ajustado no detalhe. Não tente, jamais, comprar uma raquete ou corda para ele. Você vai errar a tensão, o peso, o balanço. É jogo perdido.
O que ele precisa? Vantagem competitiva. O sensor de raquete ou o app de análise (H2 8) é feito para ele. Ele quer saber por que errou 40% dos segundos saques no último jogo. Ele precisa de dados para ajustar o treino.
Outra área crucial é a manutenção. Ele “come” overgrip. Um pack com 30 unidades do grip que ele usa é um presente incrível. Ele também valoriza a parte mental e física. A biografia do Nadal ou um rolo de liberação miofascial (veja o próximo H2) são presentes que ele entende como ferramentas para ganhar o próximo match point.
12. O Jogo Mental e a Preparação Fora da Quadra
Um erro que muito amador comete é achar que o tênis só acontece entre as linhas da quadra. O jogo de verdade começa horas antes, na preparação, e termina horas depois, na recuperação. O tenista que se cuida fora da quadra é o que evolui mais rápido e joga por mais tempo.
Presentear com foco nessa preparação mostra um nível de entendimento do esporte que poucos têm. Você não está dando um “presente de tênis”; você está dando performance. Você está ajudando o tenista a estar inteiro para o terceiro set, quando as pernas pesam e a cabeça começa a falhar.
Essa é a área dos presentes inesperados, mas que têm um impacto direto no placar. É aqui que você foge do óbvio (raquete e bolinha) e entra no mundo da preparação de elite, adaptada para o jogador amador.
Ferramentas de Recuperação Física
O tênis moderno é brutal para o corpo. As rotações são violentas, as frenagens são secas. Se o jogador não se recuperar bem, a lesão é questão de tempo. O tennis elbow (cotovelo), o ombro e os joelhos são os primeiros a apitar.
Um presente fenomenal nessa área é um foam roller (rolo de liberação) de alta densidade ou uma pistola de massagem (theragun ou similar). Essas ferramentas soltam a musculatura (fáscia) depois de um jogo duro. Isso diminui a dor do dia seguinte e prepara o corpo para o próximo treino. É o fisioterapeuta em casa.
Kits de recuperação com bolas de massagem (para soltar o glúteo e a sola do pé) ou bandas elásticas (para aquecimento do manguito rotador antes de sacar) também são excelentes. São itens que o jogador não compra, mas que, uma vez que ele aprende a usar, não vive sem.
Fortalecendo o “Mindset”
O tênis é um jogo de boxe sem contato físico. É 90% mental. Você está sozinho ali. Não dá para culpar o colega de time. Você erra, o ponto é do adversário. Como você lida com o erro anterior define o próximo ponto.
Presentes que fortalecem o mindset são transformadores. O livro “O Jogo Interior do Tênis”, que mencionei antes, é o número 1. Ele ensina o tenista a parar de tentar acertar e simplesmente deixar o corpo bater na bola.
Outra opção são biografias que focam na superação. A história de Agassi, a resiliência de Nadal, a calma competitiva de Federer. Esses livros dão perspectiva. O jogador lê sobre o Nadal salvando um break point em Roland Garros e pensa: “Ok, talvez eu consiga lidar com a pressão no 40-40 do meu jogo de clube”.
Nutrição e Hidratação de Performance
Quantos jogos você já viu virarem porque um jogador “quebrou” fisicamente no terceiro set? Muitas vezes, isso não é falta de treino; é falta de “combustível”. A nutrição e a hidratação são os grandes diferenciais no tênis amador de longa duração.
Monte um “Kit de Performance”. Coloque dentro uma garrafa térmica de alta qualidade (uma Squeeze que mantenha a água gelada por 3 horas debaixo do sol faz milagres). Adicione caixas de isotônicos em pó (melhor que os líquidos cheios de açúcar) e géis de carboidrato.
Para o tenista que joga torneios longos (vários jogos no mesmo dia), uma coqueteleira e um pote pequeno de Whey Protein ou BCAA para tomar imediatamente após o jogo ajuda na recuperação muscular para o dia seguinte. É o presente que ajuda a ganhar o championship point no domingo.

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
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