Raquete Beach Tennis Tour: O Seu Primeiro Saque Vencedor na Areia

Olá, meu aluno! Sente-se aqui na beira da quadra. Hoje, não vamos treinar drops nem smashes complexos. Vamos falar sobre a ferramenta mais importante do seu jogo: a raquete. Mais especificamente, vamos destrinchar a Raquete Beach Tennis Tour.

Quando você está começando no Beach Tennis, a tentação é sempre ir atrás da raquete que o seu ídolo usa, aquela de carbono de altíssima rigidez. Mas eu, como seu professor, digo: Calma lá, campeão! O jogo na areia tem suas fases, e a Raquete Tour é, sem dúvida, o primeiro saque vencedor para quem está entrando no esporte. Pense nela como a sua primeira bicicleta: ela te dá estabilidade, conforto e confiança para aprender a pedalar antes de você se arriscar em uma de competição. Esta raquete não é apenas um pedaço de material; é uma porta de entrada para você se apaixonar pelo jogo, sem quebrar o braço no processo.

Você já deve ter percebido que o Beach Tennis exige muito tato, muita sensibilidade no toque. Para quem nunca pegou numa raquete, ter uma ferramenta que te ajude a sentir a bola, a humanizar a batida, é crucial. A Tour se encaixa perfeitamente nesse molde. Ela é projetada para perdoar, para amortecer e para fazer você acertar o ponto doce com mais frequência do que errar. Ela é a base que vai segurar o seu jogo enquanto você constrói a técnica, sem a qual, nenhuma raquete de carbono fará milagre.

A Estrutura da Raquete: O Chassi do Seu Jogo

Imagine a raquete como um carro de corrida. O corpo dela, o chassi, é o que define como ela vai responder na pista, ou melhor, na areia. Na Tour, a fabricante focou em uma construção que prioriza o conforto e o controle, essenciais para quem ainda está calibrando o golpe. Não adianta ter um motor V8 se você não sabe fazer a curva, não é mesmo? A Tour é um carro confiável, que te leva do ponto A ao ponto B com segurança e previsibilidade.

Composição e Tecnologia (Fibra de Vidro e EVA Soft)

Aqui está o cerne da Raquete Tour, e é onde ela se diferencia das “ferramentas” mais avançadas. Ela é construída majoritariamente com Fibra de Vidro na face e, internamente, com a tecnologia EVA Soft. Você já notou a diferença quando pega uma raquete de fibra de vidro versus uma de carbono? A de fibra de vidro é mais flexível, mais maleável. Essa flexibilidade é sua maior aliada no início.

Quando a bola atinge a raquete, a fibra de vidro absorve mais o impacto e a devolve com menos rigidez. Isso significa que você não precisa da mesma força brutal que um profissional coloca no braço. A raquete faz um pouco do trabalho de potência por você, o que é um alívio enorme para o seu punho e cotovelo, evitando as famigeradas dores de iniciante. O EVA Soft é a “cereja do bolo” desse conforto, sendo um núcleo de baixa densidade, que amortece o golpe e reduz a vibração, tornando o tato com a bola surpreendentemente suave. Você sente a bola no sweet spot, mas sem aquele impacto seco e agressivo.

Você, como meu aluno, sabe que no tênis convencional falamos muito sobre o feeling das cordas. No Beach Tennis, a fibra de vidro acoplada ao EVA Soft é o que proporciona esse feeling. Ela te dá um tempo a mais de contato com a bola, permitindo que você direcione melhor o golpe. É quase como se a raquete te sussurrasse: “Respira, mira e empurra, que eu te ajudo no resto.” Essa combinação tecnológica é o que torna a Tour tão popular na fase inicial do esporte.

Peso e Balanço: O Equilíbrio entre Potência e Controle

Vamos falar de números que importam. A Raquete Tour geralmente pesa entre 320 e 330 gramas. No universo do Beach Tennis, isso é considerado um peso médio-baixo. Raquetes mais leves são muito ágeis, mas sacrificam a potência. Raquetes mais pesadas (acima de 345g) dão mais “peso” à bola, mas exigem mais do seu braço. A Tour acerta em cheio no meio-termo.

O peso dela é leve o suficiente para você manusear a raquete rapidamente na rede, fazendo aqueles voleios curtos e rápidos, mas tem peso suficiente para dar corpo ao seu saque e às defesas de fundo. O balanço é outro ponto chave: a Tour costuma ter um balanço levemente na cabeça ou equilibrado. O balanço levemente na cabeça te dá um pouquinho mais de potência, concentrando a massa na área de impacto, mas sem torná-la pesada demais na ponta, o que fatigaria seu antebraço.

Pense nisso: em um rali intenso, a última coisa que você quer é uma raquete que te cansa no terceiro ponto. A Tour permite que você jogue partidas longas sem sentir o braço “queimar”. O equilíbrio dela é um convite para o jogador iniciante desenvolver a memória muscular correta, aquela que te faz acertar o golpe no automático. Ela não exige que você seja um gigante para gerar potência; ela te ajuda a canalizar a energia do seu corpo de forma eficiente. É o famoso: “não force a raquete, deixe a raquete trabalhar.”

Tratamento de Superfície e Furação para Efeitos

Nenhum bom professor de tênis deixaria de falar sobre o efeito na bola. No Beach Tennis, isso se traduz no spin que você coloca para fazer a bola “morrer” depois da rede ou “dar uma paradinha” no voleio. A Tour, mesmo sendo uma raquete de entrada, não ignora isso.

A face da raquete Tour geralmente vem com um tratamento microgrânulos ou uma superfície levemente áspera. É como se fossem pequenas lixas sutis. Qual é a função disso? É aumentar o atrito com a bola. Você não está buscando o spin alucinante de um tenista profissional de fundo de quadra, mas sim a capacidade de dar um toque sutil para a bola “cair” na quadra adversária após o golpe, dificultando a devolução. Esse tratamento te dá a confiança para tentar o golpe de efeito, sem precisar de uma técnica 100% lapidada.

Quanto à furação, a Tour costuma ter uma furação que favorece a área de impacto central, o que é conhecido como sweet spot ou ponto doce. Furos bem distribuídos e uma furação que “segura” um pouco mais a lateral ajuda a estabilizar a raquete no momento do contato, reduzindo aquela sensação de “raquete torcendo” que é comum em modelos mais baratos e sem qualidade. A Tour, nesse sentido, se comporta como uma raquete com alma de intermediária, focando na precisão e no conforto da batida. É uma raquete que te permite sentir o jogo.

Raquete Beach Tennis Tour
Raquete Beach Tennis Tour

O Perfil do Jogador: Quem Deve Usar a Tour?

Você pode ter a melhor raquete do mundo, mas se ela não for adequada ao seu nível, ela será mais um obstáculo do que uma aliada. A Tour tem um público-alvo muito bem definido, e é por isso que ela é tão indicada por nós, professores. É um erro pensar que ela é “fraca” ou “bácil demais”; ela é assertiva para quem precisa dela.

Transição do Zero ao Iniciante Consolidado

O jogador que está saindo do zero ou que está em suas primeiras aulas, aquele que ainda está aprendendo a segurar a raquete e a fazer o movimento básico do forehand e backhand, esse é o melhor amigo da Tour. Por ser flexível (fibra de vidro) e macia (EVA Soft), ela perdoa erros de timing. Quando você atrasa um pouco o golpe, a raquete mais rígida puniria seu braço com uma vibração forte e a bola sairia descontrolada. A Tour absorve esse erro.

Ela te permite focar no que realmente importa nessa fase: movimento dos pés, preparação do golpe e finalização. Você não precisa se preocupar em gerar potência do zero, pois a raquete te dá um auxílio nessa área. A transição que ela proporciona é suave, indo daquele toque hesitante de quem nunca jogou para o golpe mais firme e controlado de quem já está consolidando a técnica. É como se ela fosse um guia de viagem confiável, te mostrando o caminho para o jogo.

Jogadores Recreativos e a Busca por Conforto

Outro grande público da Tour são aqueles jogadores que não buscam a elite do esporte, mas sim diversão e atividade física nos finais de semana. O jogador recreativo precisa de uma raquete que seja confortável e durável o suficiente para aguentar horas de jogo amigável sem causar lesões.

A flexibilidade da fibra de vidro, combinada com o EVA Soft, é uma bênção para quem tem histórico de dores no cotovelo ou punho. A absorção de impacto é significativamente maior do que em modelos de carbono mais duros. Para o jogo recreativo, onde a velocidade da bola é menor e o foco está nos ralis longos e na socialização, a Tour oferece o tato e o controle necessários para manter a bola em jogo, o que é a chave da diversão. Ela é a raquete que te convida a jogar mais, porque ela não te castiga por jogar.

O Uso como Raquete de Transição (Escola/Aulas)

Especialmente nas escolas de Beach Tennis, a Tour ou modelos de fibra de vidro similares são o padrão ouro para as aulas. Se você está pensando em comprar sua primeira raquete depois de experimentar com as raquetes da escola, a Tour é uma excelente escolha, pois ela mantém a sensação de batida que você já está acostumado.

Ela serve como a ponte perfeita. Você começa a entender as nuances do jogo, a necessidade de mais ou menos spin, e a Tour te responde com fidelidade. Ela não é tão rígida a ponto de te obrigar a ter uma técnica perfeita para tirar o melhor dela, mas também não é tão mole que você não sinta que o seu jogo está evoluindo. Muitos alunos usam a Tour por 6 a 12 meses até sentirem que atingiram um platô e que o próximo nível exige a rigidez e a potência que só o carbono de alta densidade pode oferecer. Ela é o seu primeiro degrau para o jogo avançado.

Colocando a Tour à Prova: Desempenho em Quadra

A teoria é importante, mas o que realmente conta é o desempenho em quadra. Como a Raquete Tour se comporta nos momentos cruciais do jogo? Vamos quebrar isso em três pilares fundamentais do Beach Tennis.

A Resposta no Voleio e na Defesa

No Beach Tennis, o voleio é a alma do negócio. E a resposta da Tour no voleio é, para o seu público-alvo, excepcional. Por ser leve e ter um bom balanço, ela é muito rápida no manuseio. Isso significa que, nos troca-trocas rápidos na rede, você consegue preparar a raquete a tempo, mesmo quando a bola vem com velocidade.

A maciez do EVA Soft e da fibra de vidro faz com que a raquete segure a bola por uma fração de segundo a mais. Isso é ouro para o iniciante que precisa de mais tato para colocar a bola em drop shot ou para fazer aquele voleio angulado. Ela te dá o controle de toque sem exigir que você tenha a mão calibrada de um top 10 mundial. Na defesa, essa maciez também brilha. Ao defender um smash potente, a Tour absorve a pancada, evitando que a raquete vibre excessivamente ou que a bola volte descontrolada para a arquibancada. Ela transforma a defesa reativa em um golpe controlado, permitindo que você se mantenha no ponto.

Você vai notar que, com a Tour, é mais fácil executar a deixadinha (o drop shot). A raquete não “cospe” a bola; ela a carrega e a solta. Isso é um diferencial enorme, pois a chave para vencer pontos não é só a força, mas a habilidade de variar o jogo, e a Tour te dá essa variação com confiança.

Potência e Velocidade nos Smashing

Aqui, temos que ser realistas. A Tour não é uma raquete de potência pura como os modelos de carbono 12K ou 18K. Ela não foi feita para isso. Seu chassi flexível não tem a rigidez para transformar 100% da sua força em velocidade de bola. Mas isso não é um problema para o jogador iniciante e intermediário.

Para o smash, a Tour te oferece a potência assistida. Lembre-se, a fibra de vidro flexiona e age como uma mola suave. Quando você acerta o golpe no sweet spot, essa flexão impulsiona a bola com uma velocidade adequada para fechar o ponto, sem a necessidade de uma técnica de pronação perfeita ou de uma força descomunal no braço. O que ela perde em velocidade máxima da bola, ela ganha em precisão.

É muito mais eficaz para um iniciante acertar 9 em 10 smashes no campo adversário com potência média-alta e profundidade do que tentar um smash de 150 km/h e errar metade. A Tour te ensina a colocar o peso do corpo no golpe e a mirar, em vez de apenas bater o mais forte possível. Ela te dá a potência necessária para vencer o ponto, sem os riscos de erro e lesão associados a raquetes de carbono mais duras.

Raquete Beach Tennis Tour
Raquete Beach Tennis Tour

A Sensação do “Sweet Spot” e o Perdão em Erros

O sweet spot, o ponto doce da raquete, é a área onde a batida é perfeita, a bola sai rápida e você sente o mínimo de vibração. A Tour, devido à sua composição (EVA Soft + Fibra de Vidro), tem um sweet spot que é, na minha opinião, mais tolerante e perceptível.

O que quero dizer com isso? Que a raquete é projetada para perdoar quando você não acerta o centro perfeito. Se a bola pega um pouco mais na ponta ou um pouco mais no cabo, a flexibilidade do material amortece o erro. Você ainda consegue manter a bola em jogo, e a vibração é mínima. Isso é crucial para manter a confiança do aluno no início do jogo. Nada é mais frustrante do que errar um golpe por centímetros e sentir a raquete torcer na sua mão.

A Tour te dá um feedback claro, mas gentil. Você sente quando a batida é perfeita, mas não é punido de forma dura quando não é. Essa sensação de perdão é o que faz o iniciante querer jogar mais. Ela tira a pressão de ter que ser perfeito, permitindo que você se solte e aproveite o jogo enquanto aprimora a técnica. É a raquete que diz: “Tudo bem, você errou o centro, mas olha só, a bola ainda passou a rede!”

Comparativos e Longevidade: Analisando a Concorrência

Como professor, preciso te mostrar o panorama completo. A Tour é ótima, mas como ela se sai contra seus rivais diretos? E o que acontece quando você estiver pronto para o próximo nível?

Quadro Comparativo: Tour vs. Modelos Similares

Para que você visualize a posição exata da Raquete Tour no mercado, criei um quadro comparativo com outros dois modelos populares no nível de entrada e intermediário, focando em como a mudança de material e construção afeta o seu jogo.

CaracterísticaRaquete Beach Tennis Tour (Shark)Shark Hammer (Iniciante – Custo/Benefício)Carbono Total Fun 2025 (Intermediário – Carbono)
Público AlvoIniciante/Intermediário RecreativoIniciante (Foco em Custo)Intermediário/Avançado
Material da FaceFibra de VidroFibra de Vidro (geralmente mais simples)Carbono 3K/6K (mais rígido)
Material do NúcleoEVA Soft (Baixa Densidade)EVA Soft (Baixa Densidade)EVA Pro ou Soft com Média Densidade
Conforto/VibraçãoAlto (Excelente absorção)Médio (Pode ter mais vibração)Médio-Baixo (Mais seco/rígido)
ControleAlto (Flexibilidade auxilia a direcionar)Alto (Devido à baixa potência)Médio-Alto (Exige mais técnica)
Potência GeradaMédia (Potência assistida)BaixaAlta (Potência explosiva)
Custo-BenefícioÓtimo (Qualidade e conforto por um preço acessível)Excelente (Preço geralmente mais baixo)Bom (Maior investimento, maior durabilidade/performance)

Analisando o quadro, você vê claramente: a Tour se posiciona no equilíbrio. Ela oferece um nível de conforto e feeling superior a modelos puramente de baixo custo (como a Hammer, que pode ser mais básica na construção), sem o preço e a rigidez que o carbono de alta performance exige (como a Carbono Total Fun). A Tour é o ponto doce para quem quer um equipamento de qualidade para evoluir sem a pressão de uma raquete profissional.

Durabilidade e Cuidados com a Fibra de Vidro

Uma preocupação comum é a durabilidade. A fibra de vidro, em comparação com o carbono, é mais suscetível a arranhões profundos e, se não for cuidada, pode ter sua estrutura comprometida. No entanto, a construção tubular e o acabamento da Tour geralmente oferecem uma boa resistência ao uso recreativo e em aulas.

A durabilidade dela, com os cuidados certos, é muito boa. Lembre-se: raquete de Beach Tennis não gosta de sol direto por longos períodos no porta-malas quente, nem de ficar batendo em superfícies duras. Se você usar a capa protetora e evitar arrastá-la pela areia ou bater na rede com frequência, a Tour vai te servir por um bom tempo. O que costuma acontecer primeiro é o desgaste do tratamento microgrânulos de superfície, que é natural com o uso e os efeitos. Quando isso ocorre, você perde um pouco da capacidade de dar spin, mas a jogabilidade da raquete continua intacta. Ela é um investimento sólido no seu aprendizado.

O Momento de Trocar de Raquete e Buscar o Carbono

Você me perguntaria: “Professor, quando vou saber que a Tour já deu o que tinha que dar?” É uma ótima pergunta! Você saberá que é hora de buscar o carbono (ou seja, uma raquete mais rígida e potente) quando começar a sentir que a Tour está “amolecendo” o seu golpe.

Isso acontece quando você já tem uma técnica consolidada, uma força de braço bem desenvolvida e sente que, mesmo colocando toda a sua energia, a bola não está saindo tão rápida e pesada quanto você gostaria. Você começa a sentir que a raquete está absorvendo demais a sua potência, em vez de liberá-la. Esse é o sinal de que a sua técnica superou a capacidade de potência assistida da fibra de vidro.

Nesse ponto, a transição para um modelo de carbono de 3K ou 6K é natural. Você manterá o timing perfeito que a Tour te ajudou a construir, mas agora, a rigidez do carbono transformará sua força em velocidade explosiva e peso de bola, características essenciais para o jogo de nível avançado e competitivo. A Tour terá cumprido sua missão: te ensinar a jogar bem e a amar o esporte com conforto e controle.


A Raquete Beach Tennis Tour não é a raquete mais potente do mundo, nem a mais cara. Mas ela é, sem sombra de dúvida, uma das melhores ferramentas para o seu desenvolvimento. Ela te dá a base, o conforto e o perdão necessários para que você se concentre em aprimorar seu movimento e sua estratégia. Trate-a bem, e ela te levará longe na areia.

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