Fala, campeão! Que bom ver você interessado em melhorar seu jogo fora da quadra também.
Hoje vamos bater um papo reto sobre uma das partes mais negligenciadas do equipamento de um tenista: o cabo da raquete. Eu vejo isso todos os dias nas minhas aulas. O aluno chega com uma raquete de mil reais, cordas de última geração, mas o cabo está liso, sujo ou fino demais. O resultado? A raquete gira na mão, o voleio sai mascado e, o pior de tudo, o cotovelo começa a gritar.
Você precisa entender que a conexão entre você e a raquete é única e exclusivamente feita através da empunhadura. Se essa conexão falha, toda a sua técnica vai por água abaixo. Vamos mergulhar fundo na diferença entre Overgrip e Grip (ou Cushion Grip) e entender por que cuidar disso é questão de saúde, não só de estética. Prepare-se para aprender o que muitos profissionais levam anos para descobrir.
Overgrip vs. Grip: A importância de uma boa aderência para evitar lesões na mão.
O Básico que Todo Tenista Precisa Saber
Muitos jogadores recreativos tratam o cabo da raquete como uma “caixa preta” que nunca deve ser aberta. Eles compram a raquete e jogam com ela exatamente como veio de fábrica até ela se desintegrar. Isso é um erro clássico. Para dominar sua ferramenta de trabalho, você precisa entender as camadas que compõem a empunhadura. Não é apenas “fita preta enrolada no cabo”. Existem duas estruturas distintas ali, e cada uma tem uma função vital para o seu conforto e performance.
O que é o Cushion Grip original
O Cushion Grip, ou simplesmente “Grip”, é a fita base que já vem instalada na raquete quando você a tira do plástico. Ele é espesso, acolchoado e geralmente tem uma cola adesiva forte em toda a sua extensão para fixá-lo diretamente no material duro do cabo (grafite ou pallet). A função dele é ser o “amortecedor” primário. Ele filtra as vibrações pesadas que vêm das cordas quando você rebate uma bola fora do centro.
Sem um Cushion Grip de qualidade, bater na bola pareceria bater com um pedaço de ferro puro. A vibração subiria direto pelo seu braço. Ele define o tamanho “real” da empunhadura (L2, L3, L4). Muitos alunos erram ao colocar um overgrip em cima de outro overgrip, esquecendo que a base — o Cushion — pode estar velha, compactada e dura como uma pedra lá embaixo. Um Cushion velho perde a memória da espuma e não amortece mais nada.
Você raramente troca o Cushion Grip, a menos que ele esteja deformado ou se você quiser alterar drasticamente a sensação da raquete (trocando um sintético por um de couro, por exemplo). Ele é a fundação da sua casa. Se a fundação está podre, não adianta pintar a parede. Mantenha o olho no estado desse grip base, pois ele é o último guardião antes da vibração atingir seus ossos.
A função real do Overgrip
O Overgrip é aquela fita fina, geralmente vendida em rolinhos de três ou trinta unidades, que vai por cima do Cushion Grip. Ele não tem cola na parte de trás (apenas nas pontas) e é feito para ser descartável. A função dele é fornecer a textura exata que sua pele precisa: aderência. Ele deve absorver o suor instantaneamente e travar a raquete na sua mão sem que você precise fazer força excessiva.
Pense no Overgrip como a pele da raquete. Ele precisa ser trocado constantemente. Vejo alunos usando o mesmo overgrip por seis meses até ele virar um trapo liso e preto. Isso é terrível para o jogo. Um overgrip novo e fresco permite que você segure a raquete com a mão relaxada. Se o overgrip está velho, você instintivamente aperta mais o cabo para ele não escapar, e é aí que os problemas começam.
Além da aderência, o Overgrip serve para microajustes de espessura. Cada volta dele adiciona alguns milímetros ao diâmetro do cabo. Isso é excelente para quem está entre dois tamanhos de empunhadura. Se o L3 é pequeno e o L4 é grande, um L3 com um overgrip grosso pode ser o “ponto doce” para a sua mão. É uma ferramenta de customização barata e eficiente.
A analogia do pneu e do chassi
Gosto de explicar isso na quadra usando carros de Fórmula 1. Imagine que o Cushion Grip é a suspensão do carro. Ele está lá para absorver os impactos das zebras e os solavancos da pista. Você não mexe na suspensão a cada volta, mas precisa que ela esteja em bom estado para o carro não quicar demais.
O Overgrip são os pneus. Eles são feitos de borracha macia, aderente e desgastam rápido. Você troca os pneus várias vezes durante uma corrida (ou um torneio) porque, se eles ficarem “carecas”, o carro derrapa na curva. Ninguém corre com pneu careca esperando fazer a volta mais rápida. Da mesma forma, você não pode esperar um forehand com muito spin se a sua “borracha” (overgrip) está lisa.
Quando você joga com um overgrip vencido, é como dirigir na chuva com pneu liso. Você perde a confiança. Você começa a desacelerar o braço com medo da raquete voar. O seu jogo mental cai. Manter “pneus novos” na sua raquete é o investimento mais barato que você pode fazer para manter sua performance em alto nível.
A Diferença Crucial na Sensação de Jogo
Não existe “o melhor overgrip do mundo”. Existe o melhor para a sua mão e para as condições climáticas do dia. O que funciona para o Nadal no saibro de Paris pode não funcionar para você numa quadra rápida coberta em dia de chuva. Entender a sensação tátil é o primeiro passo para parar de culpar a raquete pelos seus erros não forçados.
Aderência Tacky versus Dry
Você vai encontrar basicamente duas famílias de overgrips: os “Tacky” (pegajosos) e os “Dry” (secos/aveludados). O Tacky grip parece que tem uma cola suave. Ele gruda na sua mão. É ideal para quem gosta da sensação de firmeza total e não transpira excessivamente nas palmas. A maioria dos jogadores recreativos prefere esse tipo porque dá uma segurança imediata.
Já o Dry grip tem uma textura parecida com tecido ou papel camurça. Ele não gruda. A princípio, parece escorregadio se sua mão estiver seca. Mas a mágica acontece quando você começa a suar. Quanto mais você transpira, mais ele trava. Ele absorve a umidade como uma esponja. Se você é aquele tenista que pinga suor e molha o cabo todo, o grip Tacky vai virar um sabonete na sua mão. Você precisa do Dry.
A escolha errada aqui é fatal. Usar um grip Tacky em um dia muito úmido, se você transpira muito, vai fazer a raquete girar no impacto. Usar um grip Dry no inverno, com a mão seca, vai causar bolhas pelo atrito excessivo, já que a raquete vai “dançar” na sua pele seca. Você precisa testar e ter os dois tipos na bolsa para dias diferentes.
Espessura e o tamanho da empunhadura
O tamanho do cabo importa mais do que você imagina. Um cabo muito fino faz com que seus dedos dêem a volta e quase toquem a palma da mão. Isso força você a fechar o punho com muita força para segurar a raquete estável. Um cabo muito grosso não deixa você fechar a mão corretamente, impedindo a flexão natural do punho no saque e no forehand.
O Overgrip é a sua ferramenta de ajuste fino. Existem overgrips superfinos (0.40mm) e outros bem grossos (0.75mm ou mais). Se você sente que sua raquete está escapando, talvez não seja falta de força, mas sim um cabo fino demais. Adicionar um overgrip mais espesso pode preencher melhor a palma da mão, aumentando a área de contato e a estabilidade.
O teste clássico do dedo indicador (colocar o dedo da mão livre no espaço que sobra entre os dedos e a palma ao segurar a raquete) é um bom ponto de partida, mas o conforto pessoal manda. Sinta a raquete. Se você sente que está segurando um cabo de vassoura, está fino. Se parece que está segurando uma garrafa PET de 2 litros, está grosso. O overgrip ajusta esses milímetros cruciais.
O peso adicionado e o balanço da raquete
Muitos jogadores esquecem que tudo o que você coloca na raquete tem peso. Um overgrip padrão pesa entre 5 e 8 gramas. Pode parecer pouco, mas no tênis moderno, onde as raquetes são balanceadas com precisão, 8 gramas no cabo mudam o equilíbrio (balance) da raquete.
Ao colocar um overgrip, você deixa a raquete levemente mais “head-light” (leve na cabeça), pois adicionou peso no cabo. Isso pode tornar a raquete mais manuseável, facilitando voleios e reações rápidas na rede. Porém, se você colocar dois overgrips (o que alguns fazem para engrossar o cabo), você adiciona quase 15g. Isso altera drasticamente o swingweight.
Se você gosta de customizar, esteja ciente disso. Às vezes, o aluno sente a raquete “estranha” depois de colocar um grip novo e grosso, achando que perdeu a potência. Na verdade, ele mudou a física da raquete. Se você precisa de dois overgrips para chegar na espessura ideal, é melhor trocar o Cushion Grip por um mais grosso ou usar um “Shrink Sleeve” (tubo termorretrátil) para aumentar o cabo de forma definitiva sem alterar tanto o balanço com camadas de tecido.
Prevenção de Lesões: O Perigo Invisível
Aqui entramos na parte mais séria da nossa conversa. Equipamento ruim machuca. Não é questão de “se”, mas de “quando”. A epidemia de dores no cotovelo e punho em clubes amadores tem uma correlação direta com o estado de conservação dos grips.
A mecânica da Epicondilite (Tennis Elbow)
O Tennis Elbow (dor na parte externa do cotovelo) geralmente ocorre por sobrecarga nos extensores do antebraço. E adivinha o que faz esses músculos trabalharem em excesso? Apertar o objeto que você está segurando com força desnecessária. É o chamado “Death Grip” (Aperto da Morte).
Quando seu grip ou overgrip está velho, liso e sem aderência, seu cérebro, de forma inconsciente, manda um comando para sua mão: “Aperte mais forte, senão isso vai voar”. Você passa o jogo inteiro tensionando o antebraço, mesmo quando não está batendo na bola. Essa tensão contínua, somada à vibração do impacto da bola, cria micro rupturas nos tendões do cotovelo.
Um overgrip novo e aderente permite que você segure a raquete com uma leveza surpreendente. Você confia que ela não vai girar. Isso relaxa o antebraço. Músculo relaxado absorve impacto e gera energia. Músculo tenso transmite impacto direto para o tendão e para a articulação. Trocar o grip é mais barato que dez sessões de fisioterapia.
Bolhas, calos e abrasões na palma
A pele da sua mão é resistente, mas não é couro de elefante. O atrito constante entre a pele e um material sintético gera calor. Se o grip estiver escorregadio, a raquete se move milimetricamente dentro da sua mão a cada impacto. Esse “esfrega-esfrega” microscópico levanta a pele, criando bolhas dolorosas.
Uma vez que a bolha estoura, você muda sua empunhadura para proteger a ferida. Ao mudar a empunhadura de forma não natural, você altera a mecânica do seu golpe e pode desenvolver dores no ombro ou punho por compensação. É um efeito dominó que começa com uma bolha boba.
Manter o grip seco e aderente minimiza o movimento relativo entre mão e cabo. Menos movimento significa menos atrito, e menos atrito significa mão íntegra. Se você joga muito, considere usar esparadrapo ou fitas protetoras nos pontos de maior pressão (geralmente na base do dedo indicador e polegar) antes mesmo da bolha aparecer. Prevenção é o nome do jogo.
A fadiga muscular do antebraço
Já sentiu o braço “empedrado” no meio do segundo set? Aquela sensação de que você perdeu a sensibilidade e a força? Isso é fadiga muscular acumulada. Como disse antes, o esforço extra para segurar uma raquete escorregadia cobra seu preço ao longo do tempo.
Mas tem outro fator: a absorção de choque. Um Cushion Grip “morto” (achatado pelo tempo) não filtra a pancada. Cada vez que você bate na bola, seus músculos precisam estabilizar a articulação contra esse choque violento. Faça isso 500 vezes numa partida e seu músculo entra em falência.
Manter a empunhadura “fofa” (com bom amortecimento) e aderente poupa energia. Você chega no terceiro set com o braço ainda solto, capaz de acelerar a cabeça da raquete. O adversário que está lutando com o cabo liso vai estar com o braço pesado, jogando curto e virando alvo fácil para você.
A Biomecânica do Golpe Perfeita
Agora que falamos de saúde, vamos falar de performance. Como a aderência afeta a física do seu topspin ou a precisão do seu voleio? A resposta está na liberdade de movimento que uma boa aderência proporciona.
Estabilidade no impacto de voleios e devoluções
No voleio, você não tem tempo de preparar o golpe. É bloqueio e reação. Frequentemente, a bola vem forte e fora do centro da raquete. Se a sua aderência for ruim, a raquete vai girar na sua mão no momento do impacto. O resultado é uma bola que morre na rede ou sai sem direção.
Com um overgrip novo, a “tração” aumenta. Mesmo que você pegue a bola na borda da raquete, a aderência extra ajuda a manter a face da raquete estável, resistindo à torção. Isso é crucial na devolução de saque, onde a bola vem pesada.
A estabilidade torcional da raquete na mão depende mais do atrito do grip do que da força bruta do seu aperto. Tentar compensar a falta de atrito com força bruta no voleio deixa o golpe duro e sem toque. O segredo do voleio “manteiga” é segurar a raquete leve, e isso só é possível com um grip confiável.
A importância do relaxamento para o saque
O saque é o golpe mais complexo biomecanicamente. Ele exige uma cadeia cinética perfeita que termina na “pronação” do antebraço e na flexão do punho. Para que essa chicotada final aconteça, o punho precisa estar completamente solto, relaxado.
Se você tem medo da raquete escapar no ponto mais alto do toss (lançamento), você trava o punho. Punho travado significa saque sem potência e sem efeito. Muitos alunos sacam “com o ombro” apenas porque não confiam na pega da raquete para soltar o punho lá em cima.
Faça o teste: coloque um overgrip novo, bem aderente. Vá sacar e foque em segurar a raquete com a mínima força possível, como se fosse um passarinho. Você vai sentir a cabeça da raquete acelerar muito mais, gerando aquele estalo bonito na bola. A confiança na aderência desbloqueia a velocidade da cabeça da raquete, para raquetes de tenis para jogadores idosos
Gerando Spin com a munheca solta
Para gerar topspin pesado, aquele que faz a bola cair rápido na quadra, você precisa “escovar” a bola. Esse movimento exige uma ação rápida do punho de baixo para cima. Novamente, a tensão é inimiga do spin.
Jogadores que usam empunhaduras extremas (Western ou Semi-Western) dependem ainda mais do overgrip. A mão fica “por baixo” do cabo, e a gravidade puxa a raquete para fora da mão. Se o grip não segurar, a raquete escorrega.
O grip correto permite que você faça o movimento de limpador de para-brisa (windshield wiper) com agressividade total. Você pode acelerar sem medo. Note como os profissionais no saibro trocam de raquete (ou secam a mão) o tempo todo. Eles sabem que qualquer umidade que faça a raquete deslizar vai matar o spin e fazer a bola voar para a tela.
Segredos do Vestiário Profissional
O que o Federer, Nadal e Djokovic fazem que você não faz? Além de treinar 8 horas por dia, eles são obcecados pelos detalhes do equipamento. Vamos roubar algumas dicas deles.
O mito do Grip de Couro (Leather Grip)
Você já viu uma raquete profissional “pelada”, sem overgrip? Provavelmente viu um grip de couro marrom. A maioria dos pros (como Federer e Sampras usavam) troca o Cushion Grip sintético macio por um de couro natural. Por quê? O couro é duro, pesado e fino.
Eles fazem isso porque o couro transmite tudo. Eles querem sentir cada aresta do cabo da raquete (os bevels). Isso ajuda a saber exatamente se a empunhadura está correta sem precisar olhar. O sintético “arredonda” o cabo, tirando essa precisão tátil.
Eles colocam o overgrip por cima do couro. Assim, eles têm a aderência do overgrip e a firmeza das arestas do couro por baixo. Se você quer levar seu tato para o próximo nível, experimente colocar um grip de couro base e um overgrip fino por cima. A sensação de controle é incomparável, embora seja menos confortável.
A frequência insana de troca dos Tops
Você troca seu overgrip quando ele rasga. Um profissional troca a cada troca de bolas (7 ou 9 games) ou a cada set. Alguns, como Richard Gasquet, trocam a cada virada de lado! Isso parece exagero e desperdício para nós, mortais, mas mostra a importância que eles dão à aderência perfeita.
Eles não esperam o grip perder a performance. Eles trocam antes de começar a degradar. Minha dica para você: não precisa trocar a cada set, mas troque assim que perder a sensação de “novo”. Se você joga 3 vezes na semana, troque a cada duas semanas no máximo. Overgrip é barato perto do custo de uma lesão ou da frustração de perder um jogo.
Compre rolos de 30 ou 60 unidades. O custo unitário cai pela metade e você não vai ter “dó” de trocar. Ter sempre um grip novo na bolsa é libertador.
Personalização extrema com Pallets e chumbo
O cabo da raquete profissional é moldado para a mão do atleta. Muitas marcas usam sistemas de “Pallets” (placas removíveis no cabo) que permitem mudar o formato de retangular para quadrado. Djokovic, por exemplo, usa um formato customizado que não existe no mercado.
Além disso, eles colocam fitas de chumbo debaixo do grip para ajustar o peso e o equilíbrio. Se você acha sua raquete muito leve e instável, experimente colocar um pouco de fita de chumbo ou massa de silicone no cabo, por baixo do Cushion Grip. Isso deixa a raquete mais estável nos voleios e muda a sensação da batida sem precisar comprar uma raquete nova.
Lembre-se: o cabo é oco na maioria das raquetes. É o lugar perfeito para esconder contrapesos e deixar a raquete com a sua cara.
Manutenção e Troca: Não Jogue Dinheiro Fora
Para fechar, vamos falar de como fazer isso do jeito certo. Não adianta ter o melhor material e aplicar errado.
Sinais visuais de desgaste
Não espere o overgrip rasgar. Olhe para ele agora.
- Mudança de cor: Se o grip branco está cinza escuro ou marrom, já passou da hora. A sujeira entope os poros de absorção.
- Superfície lisa: Passe a unha levemente. Se ela deslizar sem resistência, o “tacky” acabou.
- Fiapos: Se o tecido está desfiando onde você apoia o polegar, a camada externa já era. Você está segurando no tecido base, que não tem aderência nenhuma.
Seu jogo agradece se você trocar assim que um desses sinais aparecer.
O jeito certo de aplicar para não estragar
Aplicar grip é uma arte.
- Comece pelo fundo: A parte cônica tem que ficar perfeita para não machucar a palma.
- Tensão constante: Puxe o overgrip enquanto enrola. Se ficar frouxo, ele enruga e cria bolhas na sua mão. Se puxar demais, ele afina e perde o amortecimento. Ache o meio termo.
- Sobreposição: O padrão é sobrepor cerca de 1/3 da largura da fita. Se quiser o cabo mais grosso, sobreponha metade. Se quiser mais fino, sobreponha apenas a borda (1mm). Mantenha esse padrão até o topo.
- Acabamento: Corte a ponta na diagonal (se já não vier cortada) e use a fita adesiva de finalização. Dica pro: passe a fita adesiva pegando metade no overgrip e metade no aro/cabo da raquete para selar contra a entrada de água.
Erros comuns que matam a sua empunhadura
O maior erro é guardar a raquete molhada dentro da raqueteira fechada. O suor no cabo vai fermentar, criar bactérias e apodrecer tanto o overgrip quanto o Cushion Grip (e o cheiro fica insuportável). Ao chegar em casa, tire a raquete da bolsa e deixe o cabo “respirar” num local arejado.
Outro erro: usar cremes ou protetor solar nas mãos e ir jogar direto. O óleo do protetor destrói a química do grip em minutos, deixando-o liso para sempre. Lave as mãos com sabonete para tirar a oleosidade antes de entrar em quadra. Use munhequeiras para evitar que o suor do braço escorra para a mão. Isso dobra a vida útil do seu grip.
Comparativo Rápido
Aqui vai um resumo para você visualizar as diferenças e escolher sua arma:
| Característica | Overgrip | Cushion Grip (Original) | Grip de Couro (Leather) |
| Função Principal | Aderência e absorção de suor | Amortecimento e conforto base | Sensibilidade das arestas e firmeza |
| Espessura | Fino (0.4mm a 0.7mm) | Grosso (1.5mm a 2.0mm) | Médio/Fino e muito denso |
| Durabilidade | Baixa (Horas ou dias) | Alta (Meses ou anos) | Altíssima (Quase eterna) |
| Preço | Baixo | Médio | Alto |
| Sensação | Pegajoso ou Aveludado | Macio e “fofo” | Duro e direto |
| Aplicação | Sobre o Cushion Grip | Direto no cabo (Pallet) | Direto no cabo (Pallet) |

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
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