E aí, futuro tenista. Que bom que você decidiu entrar na quadra. Você tomou uma decisão excelente. O tênis é um esporte para a vida inteira, um xadrez em movimento. Mas antes de você sonhar com o ace no match point, vamos falar sobre o primeiro passo: essa aula inicial.
Muitos alunos chegam aqui na quadra sem saber o que esperar. Eles vêm com a imagem do Federer ou da Serena na cabeça, achando que vão sair daqui deslizando no saibro. A realidade é um pouco diferente, mas eu garanto que é igualmente divertida. Meu trabalho como seu professor não é só ensinar a bater na bola. É ensinar você a amar o jogo, a entender o processo.
Este é o nosso ponto de partida. Vamos analisar o que vai acontecer na sua primeira hora comigo e, o mais importante, o que você precisa trazer (e o que definitivamente deve deixar em casa). Relaxe o braço, respire fundo e vamos começar esse bate-bola.
Calma, Você Não Vai Jogar um Grand Slam Hoje
A primeira coisa que eu digo a todo aluno novo é: relaxe. A pressão é o pior adversário do tenista. Você está aqui para aprender, não para competir no US Open. O tênis é um esporte complexo, cheio de detalhes técnicos, e ninguém, absolutamente ninguém, acerta tudo de primeira. O objetivo hoje é você sentir o esporte.
Nós vamos focar no básico do básico. Se você sair daqui hoje entendendo como segurar a raquete e fazendo a bola passar por cima da rede algumas vezes, eu já considero um game ganho. A expectativa precisa estar alinhada com a realidade. Esqueça a perfeição; hoje nós buscamos a diversão e a primeira conexão com o esporte.
O tênis profissional que você vê na TV é o resultado de décadas de treino diário. Nós estamos no minuto zero. Portanto, deixe a autocrítica no vestiário e traga para a quadra apenas a vontade de tentar.
O primeiro objetivo: contato com a bola
Nosso foco número um será algo muito simples: o contato. Quero que você sinta a bola batendo nas cordas da raquete. Parece fácil, mas acertar o “centro doce” (o sweet spot) da raquete exige uma coordenação que seu corpo ainda não tem. Nós vamos trabalhar isso. Vamos fazer exercícios parados, depois em leve movimento, apenas para você entender a distância correta entre seu corpo e a bola.
Não se preocupe com força. Eu vejo muito iniciante tentando “matar” a bola, querendo fazer um winner a cada batida. Isso não funciona. O tênis é controle. Vamos usar bolas mais lentas, talvez as bolas vermelhas ou laranjas, que são feitas exatamente para isso. Elas quicam menos e dão a você mais tempo de reação. Seu único trabalho será preparar o golpe, assistir a bola e tentar fazer um contato limpo.
O som da bola batendo no sweet spot é música. É isso que vamos buscar. Um contato suave, onde você sente que a raquete fez o trabalho. O resto, como a direção, a potência e o efeito, vem com milhares de repetições depois. Hoje, é só você, a raquete e a sensação do impacto.
O medo de “errar” e a frustração
Prepare-se para errar. Muito. Você vai furar, vai jogar a bola na rede, vai mandar no corredor (a área de duplas) e talvez até acerte o alambrado lá no fundo. Sabe o que isso significa? Absolutamente nada. Significa apenas que você está aprendendo um esporte difícil. O tênis é, fundamentalmente, um jogo de erros. Até os profissionais erram mais do que acertam na maioria dos pontos.
A frustração é o maior desafio do iniciante. Você vai pensar “minha mão não obedece meu cérebro”. Isso é normal. Seu corpo está criando novas memórias musculares, novos caminhos neurais. Você nunca pediu para ele se mover de lado, parar, girar o tronco e acertar um objeto em movimento com precisão de centímetros. Dê um tempo para ele.
Minha regra na quadra é simples: errou? Pensa rápido no que aconteceu (provavelmente você tirou o olho da bola) e já foca na próxima. Não carregue o erro anterior para o ponto seguinte. Cada bola é uma nova oportunidade. O tenista que sabe lidar com o erro é o que evolui mais rápido.
A importância de um professor (eu!)
Você poderia tentar aprender sozinho, batendo bola no paredão ou vendo vídeos. Muitos tentam. O problema é que o tênis tem vícios de movimento, as famosas “manias”, que são muito fáceis de pegar e incrivelmente difíceis de corrigir. Se você aprender a segurar a raquete errado (a empunhadura) ou fizer o movimento do forehand usando só o braço, sem girar o corpo, você vai estagnar.
Meu papel aqui é ser seu atalho. Eu sou o olhar treinado que vai impedir que você crie esses vícios. Eu vou ajustar sua mão na raquete, vou corrigir sua postura, vou garantir que você use os pés. O tênis moderno é jogado com o corpo inteiro, não só com o braço. Esse é o segredo para ter potência e evitar lesões.
Além da técnica, eu estou aqui para gerenciar sua aula. Eu vou trazer as bolas, definir os exercícios (os drills), e manter o ritmo. Você não precisa pensar em nada, apenas em executar o que eu peço. Essa estrutura permite que você foque 100% em sentir o golpe, acelerando seu aprendizado de forma exponencial.
O “Kit de Batalha”: O Que Você Realmente Precisa Trazer
Agora, vamos ao material. Você não precisa chegar aqui parecendo que foi patrocinado, mas alguns itens são essenciais para sua segurança e para o bom andamento da aula. O tênis é um esporte de equipamento, e usar o equipamento certo faz toda a diferença desde o primeiro dia.
A boa notícia é que, para a primeira aula, a lista é curta. A maioria das academias e professores (como eu) consegue emprestar o item mais caro, que é a raquete. Queremos que você experimente antes de investir. Porém, outros itens não são negociáveis.
Vamos detalhar o que você precisa ter na sua mochila (ou raqueteira, se você já estiver no clima) quando pisar na quadra pela primeira vez.
A Raquete: Devo comprar uma agora?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares. A resposta curta é: não. Para a primeira aula, eu tenho raquetes de iniciante aqui para você usar. É muito melhor você experimentar. O peso, o equilíbrio, o tamanho da cabeça e, principalmente, a grossura do cabo (o grip) são coisas muito pessoais.
Usar uma raquete emprestada permite que você sinta o jogo. Depois de algumas aulas, se você “for picado pelo mosquito do tênis”, aí sim vamos conversar. Eu vou medir sua mão, entender seu estilo de jogo (se você busca mais controle ou mais potência) e aí sim recomendar a compra.
Se você realmente quiser comprar uma, procure raquetes leves (abaixo de 280g), com a cabeça maior (acima de 100 polegadas quadradas). Elas são chamadas de raquetes de “potência” ou “conforto” e são desenhadas para ajudar iniciantes. Elas têm um sweet spot maior, o que perdoa mais os erros de contato. Mas, repito: para a aula 1, use a minha.
O Tênis (Calçado): O item mais importante
Aqui não tem negociação. Este é o item mais importante do seu kit. Você pode jogar com uma raquete ruim, com uma bola murcha, mas você não pode jogar tênis com o calçado errado. O tênis (o esporte) é sobre movimentação lateral, arrancadas curtas e freadas bruscas.
Você precisa de um calçado específico para tênis. Ele tem duas características vitais: suporte lateral e um solado que não prenda no chão. O suporte lateral impede que seu pé “vire” para fora quando você muda de direção rápido. O solado (geralmente com o padrão “espinha de peixe”, especialmente no saibro) é feito para deslizar de forma controlada, sem travar seu joelho e tornozelo.
Não economize neste item. É a sua segurança que está em jogo. Um calçado adequado previne as lesões mais comuns do iniciante, como entorses de tornozelo. Você não precisa do modelo mais caro do Djokovic, mas precisa de um tênis de tênis.
Os acessórios: Água, toalha e roupas adequadas
Vamos fechar o kit. Tênis é um esporte que exige muito do corpo, mesmo em uma aula de iniciante. Você vai suar. Traga uma garrafa de água grande. A hidratação é fundamental. Manter-se hidratado ajuda na concentração e na recuperação muscular.
Traga uma toalha pequena. Você vai querer secar o suor do rosto e, principalmente, das mãos. A mão suada faz o cabo da raquete escorregar (a gente resolve isso com overgrips, mas a toalha ajuda muito).
Por fim, a roupa. Use roupas leves, de material esportivo (poliéster, poliamida). Elas ajudam a evaporar o suor. Para os homens, uma bermuda com bolso é essencial. Você vai aprender que, no tênis, precisamos guardar a segunda bola do saque no bolso. É um detalhe, mas faz parte. Para as mulheres, shorts-saia ou leggings de ginástica funcionam perfeitamente. Um boné ou viseira é muito bem-vindo se a aula for em quadra descoberta durante o dia.
O “Não Traga Isso”: Erros Comuns de Equipamento
Tão importante quanto saber o que trazer é saber o que deixar em casa. Eu já vi de tudo na quadra. Alunos que chegam com equipamento que não só atrapalha o aprendizado, mas que coloca em risco a segurança. Você quer ter uma primeira experiência positiva, certo? Então evite esses erros clássicos.
Muitas vezes, na empolgação, o aluno pega o que tem no armário e acha que “dá para o gasto”. No tênis, esse improviso pode custar caro. Uma torção no tornozelo na primeira aula pode afastar você do esporte por meses.
Vamos ser diretos. Se você estava pensando em trazer qualquer um dos itens abaixo, repense. Meu trabalho é garantir que você aprenda com segurança.
O Perigo do Tênis de Corrida (Running Shoe)
Este é o erro número um. O mais grave. Vou repetir: não jogue tênis com um tênis de corrida. Eu sei, eles são confortáveis, macios, você pagou caro neles. Mas eles foram desenhados para uma única coisa: movimento para frente. A estrutura deles é alta e macia, sem nenhum suporte lateral.
No momento em que você tentar uma mudança de direção lateral (o que você vai fazer na primeira aula, mesmo que devagar), seu pé vai “passar” por cima da sola. O risco de torcer o tornozelo é altíssimo. Além disso, a sola deles, feita para asfalto, costuma ter muita aderência (grip) na quadra. Isso “trava” seu pé no chão na hora de girar, forçando todo o impacto para o seu joelho.
É melhor jogar com um tênis casual “reto”, tipo de futsal (embora não ideal), do que com um tênis de corrida. O calçado de tênis é feito para estabilidade; o de corrida é feito para amortecimento linear. São funções opostas.
Roupas inadequadas (jeans, camisas de algodão pesado)
Isso parece óbvio, mas acontece. Você precisa de amplitude de movimento. Jogar de calça jeans é impossível. Você não vai conseguir se agachar para pegar as bolas baixas, não vai conseguir dar a passada larga do split step.
O algodão também é um problema. Camisetas 100% algodão ficam encharcadas de suor. Elas ficam pesadas, grudam no corpo e esfriam você nos intervalos. Isso atrapalha a performance e o conforto.
O tênis é um esporte atlético. Vista-se como se fosse para uma academia ou para uma corrida. Roupas leves, flexíveis e que gerenciem bem o suor. O conforto é essencial para você focar no que importa: a bolinha amarela.
A raquete “do seu primo” de 20 anos atrás
Às vezes o aluno chega orgulhoso com uma raquete antiga, de alumínio ou grafite pesado, que estava guardada na garagem. Eu entendo o sentimento, mas essa raquete provavelmente vai mais atrapalhar do que ajudar. O tênis evoluiu muito. As raquetes modernas são feitas de materiais tecnológicos (grafite, carbono) que absorvem melhor a vibração e geram potência com menos esforço.
Raquetes muito antigas costumam ser pesadas e ter a “cabeça” pequena. Isso significa um sweet spot minúsculo. Você vai ter que fazer uma força desnecessária e, pior, toda a vibração do impacto vai direto para o seu braço. Isso é um convite para lesões como o tennis elbow (epicondilite lateral).
Comece com uma raquete moderna, seja a minha emprestada ou uma de iniciante atual. A tecnologia está aí para ajudar você a ter uma boa experiência. Deixe a raquete vintage na parede, como decoração.
A Estrutura da Aula: O Que Vamos Fazer na Quadra
Ok, você chegou. Está com o calçado certo, roupa leve e a garrafa d’água na mão. E agora? O que vamos fazer durante esses 50 ou 60 minutos? A primeira aula tem uma estrutura muito clara. Ela é desenhada para apresentar o esporte a você de forma progressiva e segura., ao escolher uma boa raquete de tênis para iniciantes
Meu objetivo é que você termine a aula cansado, mas com um sorriso no rosto. E, principalmente, que você tenha batido muitas bolas. O tênis se aprende na prática. A teoria (as regras, a tática) vem depois. Hoje é dia de sentir a quadra.
Vamos quebrar a aula em três fases principais: a preparação do corpo, o contato com os golpes principais e a introdução ao golpe mais importante do jogo.
O aquecimento: preparando o corpo
Não vamos entrar na quadra e sair batendo na bola com força total. O tênis exige muito de músculos que você provavelmente não usa no dia a dia: rotação de tronco, pequenos músculos do ombro (o manguito rotador) e muita movimentação de pernas. Precisamos acordar esse corpo.
Vamos começar com um aquecimento dinâmico. Um pouco de corrida leve pela quadra, movimentos laterais (o famoso “passinho” de lado), polichinelos. Depois, vamos soltar os braços, girar o tronco. Também faremos alguns exercícios de coordenação motora, talvez usando cones ou a própria raquete.
O aquecimento não é perda de tempo; é prevenção de lesão. Ele aumenta o fluxo sanguíneo para os músculos e prepara suas articulações para o impacto. Além disso, é o momento perfeito para você começar a se acostumar com o ambiente da quadra, o tamanho, as linhas.
Os primeiros golpes: Forehand e Backhand
Aqui começa a diversão. O forehand (para destros, o golpe do lado direito do corpo) e o backhand (o golpe do lado esquerdo) são os pilares do jogo. 90% da sua aula será dedicada a eles. Vamos começar do zero. Primeiro, a empunhadura: como segurar a raquete. Eu vou te mostrar a pegada Eastern ou Semi-Western, que são as mais fáceis para começar.
Depois, vamos treinar o movimento sem bola (o shadow swing). A preparação (levar a raquete para trás), a rotação do corpo (ficar de lado para a rede), o ponto de contato (bater na bola na sua frente) e a terminação (o movimento que o braço faz depois de bater). Você vai repetir isso algumas vezes até seu corpo começar a entender a sequência.
Então, eu vou começar a jogar bolas para você. De perto, com a mão. Bolas fáceis, lentas. Seu único trabalho é acertar o movimento. Depois, vou para o outro lado da rede e começar a bater bolas leves. Vamos focar primeiro só no forehand. Quando você estiver mais confortável, faremos o mesmo processo para o backhand.
O início do saque e a “bolinha” certa
Como eu disse antes, provavelmente vamos usar bolas mais lentas (Play and Stay). Elas são mais leves, quicam menos e dão a você mais tempo. Isso reduz a frustração e permite que você foque na forma do golpe, não em correr desesperadamente pela quadra.
No final da aula, se tivermos tempo, vamos começar a falar sobre o saque. O saque é o golpe mais complexo do tênis. Ele envolve coordenação de pernas, tronco, braço e o toss (lançamento da bola). Não espere acertar um ace hoje.
Vamos focar apenas na primeira parte do movimento. Talvez só o toss. Ou talvez um “mini-saque”, de dentro da quadra, apenas para você entender a mecânica de bater na bola acima da cabeça. É uma introdução, um “gostinho” do que vem pela frente. A ideia é você sair daqui tendo experimentado todos os fundamentos básicos do jogo.
A “Linguagem” da Quadra: Entendendo o Jogo
O tênis não é só bater na bola. É um esporte com uma cultura rica, regras próprias e uma “linguagem” que você vai aprender. Parte do meu trabalho é fazer você se sentir confortável nesse novo ambiente. Na primeira aula, você não precisa saber todas as regras, mas vamos começar a nos familiarizar com o básico.
Entender o espaço onde você joga e o porquê daquela pontuação maluca (15, 30, 40?) ajuda você a se sentir parte do clube. O tênis é um esporte de cavalheiros, mesmo na mais acirrada das disputas.
Vamos passear um pouco pelo seu novo escritório: a quadra de tênis.
As linhas e áreas: seu novo território
A quadra parece um emaranhado de linhas brancas no começo. Mas é simples. A quadra é dividida ao meio pela rede. O retângulo maior, nas laterais, é o “corredor”. Ele só vale para jogos de duplas. Como estamos jogando simples (um contra um), se a bola quicar ali, é fora.
A quadra é dividida no meio por uma linha central (a “linha do T”). E tem uma linha mais ao fundo, a linha de base (baseline), que é onde vamos passar a maior parte do tempo trocando bolas. As caixas menores, perto da rede, são as áreas de saque.
Na primeira aula, vamos focar em uma coisa: manter a bola dentro da quadra de simples e fazê-la passar por cima da rede. Eu vou mostrar exatamente onde você deve mirar e onde deve se posicionar. Esse senso de espaço é crucial e começa a ser desenvolvido agora.
A pontuação: por que é tão diferente?
“Professor, por que 15, depois 30, depois 40?”. Essa é uma das primeiras perguntas. A origem é histórica (vem do francês antigo, talvez baseado nas badaladas de um relógio), mas o que você precisa saber é o básico. Você precisa de quatro pontos para ganhar um game.
O primeiro ponto é 15. O segundo é 30. O terceiro é 40. O quarto ponto “fecha” o game. Se os dois jogadores chegarem a 40 (o famoso 40-iguais), chamamos de deuce (igualdade). Aí, um jogador precisa fazer dois pontos seguidos para vencer o game: o primeiro ponto dá a “vantagem” (advantage) e o segundo fecha o game.
Você não vai jogar um game valendo pontos na primeira aula. Provavelmente faremos alguns jogos de “quem faz 10 pontos primeiro”. Mas é bom você já ir se acostumando com a terminologia. Faz parte da imersão no esporte.
O “fair play” e a etiqueta do tênis
O tênis é um esporte onde, na maioria das vezes (especialmente no nível amador), não há juiz. Você é o juiz da sua própria quadra. Isso exige um nível de honestidade e respeito muito alto. A regra é clara: se a bola foi na sua quadra, a marcação é sua. Na dúvida, você dá o ponto para o adversário.
Além disso, temos algumas regras de etiqueta. Não atravesse outra quadra no meio de um ponto para buscar sua bola. Espere o ponto acabar e peça licença. Quando for sacar, tenha certeza de que seu oponente está pronto.
Na nossa aula, a etiqueta será simples: foco total. Quando eu estiver falando, ouça. Quando for a sua vez de bater, execute. Recolha as bolas rapidamente para não perdermos tempo. O respeito pelo tempo do professor e pelo seu próprio aprendo é o primeiro passo do fair play.
Seus Próximos Passos Depois do “Game, Set, Match” da Primeira Aula
A aula acabou. Você está cansado, suado e, eu espero, muito feliz. Você sobreviveu. Você bateu seus primeiros forehands, arriscou uns backhands e entendeu que o saque é um desafio. O que acontece agora? A primeira aula é apenas o warm-up. O jogo de verdade começa agora.
O tênis é um esporte de repetição. A consistência é a chave para a evolução. Você não vai ficar bom vindo a uma aula por mês. Precisamos de ritmo.
Vamos definir o que você deve fazer entre esta aula e a próxima, e como vamos transformar essa primeira experiência em um hábito saudável e divertido.
A importância da consistência: batendo bola
Uma aula por semana é o mínimo para você começar a construir a memória muscular. O que você aprendeu hoje precisa ser reforçado. Se você esperar duas semanas, seu corpo “esquece” parte do aprendizado e vamos ter que usar metade da próxima aula para relembrar.
O ideal para um iniciante é jogar duas vezes por semana. Pode ser uma aula comigo e uma prática leve com um amigo, ou até mesmo 30 minutos batendo bola no paredão. O paredão é um professor silencioso excelente. Ele devolve tudo e força você a ajustar seus pés e sua preparação.
A consistência transforma o movimento “pensado” em movimento “automático”. Nosso objetivo é que você não precise mais pensar “passo 1: girar, passo 2: bater, passo 3: terminar”. Você vai simplesmente ver a bola e seu corpo vai reagir. Isso só vem com a repetição.
Analisando seu jogo: o que deu certo e o que ajustar
Logo depois da aula, enquanto toma sua água, pense por dois minutos no que aconteceu. O que você sentiu mais facilidade? Foi o forehand? Você conseguiu se posicionar bem? O que foi mais difícil? O backhand de duas mãos pareceu estranho? O toss do saque parecia impossível?
Essa autoanálise é valiosa. Traga essas sensações para a próxima aula. Me diga: “Professor, eu senti meu braço doer no backhand” ou “Eu sinto que estou sempre atrasado para a bola”. Isso me dá informações cruciais para personalizar seu treino.
Não se julgue. Apenas observe. O tênis é um processo constante de ajuste. O Federer ajusta o jogo dele todos os dias. Você também vai. Aceitar isso é o primeiro passo para evoluir sem frustração.
Marcando a próxima aula e definindo objetivos
Se você gostou, não deixe o ritmo cair. Vamos marcar sua próxima aula agora. Manter um horário fixo na semana ajuda a criar o hábito. Trate esse horário como um compromisso sério, como uma reunião de trabalho. É o seu investimento em você, na sua saúde e na sua diversão.
Para a próxima aula, nosso objetivo será simples: consolidar o forehand e o backhand. Vamos buscar mais consistência. Quero que você acerte 5 bolas seguidas dentro da quadra. Depois 10. Vamos começar a introduzir um pouco mais de movimentação.
O tênis é uma jornada longa, mas cada aula é um game ganho. O mais difícil você já fez: começar. O resto é comigo.
Comparativo de Equipamento: O Calçado Certo para Começar
Como eu disse, o calçado é o seu item de segurança número um. Para você entender visualmente por que eu insisto tanto nisso, preparei um quadro. Vamos comparar o “Produto A” (um tênis de corrida comum), o “Produto B” (um tênis de tênis ideal para iniciantes) e o “Produto C” (um tênis de performance profissional).
O seu foco deve ser o Produto B. Ele oferece a combinação exata de segurança, durabilidade e custo-benefício que um novo jogador precisa.
Tabela Comparativa de Calçados para Tênis
| Característica | Produto A: Tênis de Corrida (Ex: Nike Pegasus) | Produto B: Tênis de Tênis “All-Court” Iniciante (Ex: ASICS Gel-Dedicate) | Produto C: Tênis de Tênis “Clay” Profissional (Ex: Babolat Jet Mach 3 Clay) |
| Objetivo Principal | Amortecimento para impacto vertical (corrida para frente). | Estabilidade, durabilidade e tração controlada. | Desempenho máximo, leveza e tração específica. |
| Suporte Lateral | Muito baixo ou inexistente. A malha é flexível e a sola é alta. | Alto. Possui reforços laterais (plástico ou couro sintético) para “travar” o pé em movimentos laterais. | Muito alto e rígido. Focado em estabilidade extrema para trocas de direção em velocidade. |
| Tipo de Solado | Borracha macia, focada em tração para frente. Desgasta rápido na quadra. | Borracha durável (non-marking). Padrão “espinha de peixe” modificado (All-Court). Desliza o suficiente, mas sem travar. | Solado “espinha de peixe” (Clay) completo e profundo. Feito especificamente para deslizar no saibro. |
| Risco de Lesão na Quadra | Extremamente Alto. Alto risco de torção de tornozelo (pela falta de suporte) e lesão no joelho (por travar no chão). | Baixo. Desenhado especificamente para os movimentos do tênis, protegendo tornozelos e joelhos. | Baixo. Porém, se usado em quadra rápida (cimento), pode travar demais e causar desgaste. |
| Ideal para… | Correr no asfalto ou esteira. | Sua primeira aula. Ideal para quem joga 1-3 vezes por semana em qualquer tipo de quadra (saibro ou rápida). | Jogadores avançados ou competitivos que jogam primariamente no saibro e precisam de performance máxima. |

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
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