Vamos direto ao ponto, sem enrolação de vestiário. Você entra na quadra, ajusta os óculos, sente a areia no pé e pega sua raquete. Nesse momento, a ferramenta que está na sua mão dita muito do que vai acontecer nos próximos sets. Se você joga Beach Tennis, já ouviu a discussão eterna: fibra de vidro ou carbono? A resposta curta é “depende”, mas a resposta certa exige que a gente entenda o seu jogo.., ao escolher sua raquete de beach tenis
Não existe raquete mágica, existe a raquete certa para o seu braço e para o seu momento atual. Vejo muitas alunas comprando o equipamento mais caro da loja achando que vão virar profissionais da noite para o dia, mas acabam com uma dor no cotovelo e frustração na rede. A escolha do material muda a saída de bola, o controle e, principalmente, o quanto você se cansa durante a partida.
Hoje vamos dissecar essas duas tecnologias como se estivéssemos analisando um replay em câmera lenta. Quero que você saia daqui sabendo exatamente o que comprar, não porque o vendedor disse que é “top”, mas porque você entendeu a física por trás da sua batida. Vamos nessa?
A Base de Tudo: Entendendo os Materiais
A Alma da Fibra de Vidro: O Trampolim
A fibra de vidro é o material mais mal compreendido do nosso esporte. Muita gente torce o nariz achando que é “coisa de iniciante”, mas isso é um erro crasso. A principal característica da fibra de vidro é a flexibilidade. Imagine uma cama elástica: quando a bola bate na face da raquete de vidro, o material cede levemente e “ejeta” a bola de volta.
Isso cria o que chamamos de efeito trampolim. Para você, jogadora, isso significa que a bola sai da raquete com facilidade mesmo que você não faça um movimento perfeito ou muito forte. Você não precisa ter o braço do Rafael Nadal para fazer a bola passar para o outro lado. A raquete trabalha por você, gerando velocidade passiva e ajudando muito naquelas bolas defensivas que você pega quase no susto.
Porém, essa ajuda tem um preço: o controle. Como a bola “afunda” e sai rápido, às vezes é difícil colocar ela naquele cantinho exato da quadra. A fibra de vidro vibra mais e oferece menos precisão direcional do que materiais mais rígidos. Mas se o seu foco é conforto e facilidade de jogo, ela é uma aliada fantástica, especialmente se você está desenvolvendo sua técnica de base.
A Rigidez do Carbono: Precisão Cirúrgica
Agora, vamos falar do carbono. Se a fibra de vidro é uma cama elástica, o carbono é uma parede de concreto (com nuances, claro). A fibra de carbono é um material muito mais rígido e leve. Quando a bola bate numa face de carbono, ela não afunda tanto; ela bate e volta instantaneamente. Isso muda drasticamente a sensação do toque.
Essa rigidez traz uma precisão absurda. Sabe quando você quer dar aquele drop shot (a deixadinha) que morre logo depois da rede? O carbono te dá esse controle porque ele não impulsiona a bola sozinho. A força que sai é exatamente a força que você colocou. Se você bater fraco, a bola morre. Se você bater forte, ela voa um míssil.
Para jogadoras que já têm o golpe “limpo”, o carbono é o próximo passo lógico. Ele exige que você faça o movimento completo, termine a batida e use o corpo. Ele não perdoa tanto os atrasos no golpe quanto a fibra de vidro, mas recompensa a técnica correta com uma bola pesada e difícil para a adversária defender. É a escolha de quem quer ditar o ritmo do ponto.
O Fator Peso e Manuseio para Elas
Aqui entra um ponto crucial que muitas vezes é ignorado: a biomecânica feminina. Em geral, nós não buscamos vencer o ponto na força bruta, mas na colocação e na agilidade. O peso da raquete e, mais importante, onde esse peso está distribuído (o balanço), faz toda a diferença no seu tempo de reação na rede.
Raquetes de fibra de vidro tendem a ser ligeiramente mais pesadas ou ter o peso um pouco mais distribuído para o centro, para compensar a falta de rigidez estrutural. Já o carbono é extremamente leve. Isso permite que os fabricantes coloquem mais peso na cabeça da raquete para gerar potência (o tal do “martelo”) ou deixem ela super leve para ser rápida na defesa.
Para a jogadora de Beach Tennis, uma raquete de carbono bem equilibrada oferece uma vantagem imensa na rede. Sabe aquela troca de bolas rápida, à queima-roupa? Uma raquete leve de carbono permite que você mova a mão mais rápido, bloqueando bolas que com uma raquete mais pesada passariam por você. O manuseio (maneuverability) é a chave para ganhar jogos de duplas.
Carbono Não É Tudo Igual: Decifrando a Sopa de Letrinhas
Carbono 3K: O Ponto de Equilíbrio
Você vai ver nas lojas siglas como 3K, 12K, 18K. Não se assuste, isso não é bicho de sete cabeças. O “K” refere-se à quantidade de filamentos de carbono em cada fio da trama. 3K significa 3.000 filamentos. No mundo do Beach Tennis, o Carbono 3K é considerado o mais “macio” entre os carbonos.
Ele é o meio-termo perfeito entre a fibra de vidro e os carbonos mais duros. Ele oferece aquela rigidez estrutural que dá estabilidade para a raquete não torcer na sua mão quando você rebate uma bola forte, mas ainda mantém uma certa flexibilidade. É menos seco que os modelos superiores.
Eu recomendo muito o 3K para a jogadora que está saindo da raquete de entrada e quer investir em algo melhor, mas tem medo de perder o conforto. É uma raquete que permite erros. Você consegue sacar bem, defender bem e atacar com segurança. É o “coringa” das raquetes modernas e costuma ter um custo-benefício excelente.
Carbono 12K: Quando a Potência Fala Alto
Subindo a escada, chegamos ao 12K. Aqui a conversa fica séria. Com 12.000 filamentos por fio, a trama é mais densa e, curiosamente, em algumas construções, pode parecer mais rígida, embora na teoria mais filamentos pudessem sugerir flexibilidade dependendo da resina usada. Na prática do mercado atual, raquetes 12K costumam ser vendidas como opções de potência e toque seco.
Quando você bate com uma 12K, o som é diferente. É um “pá” seco, metálico às vezes. A bola sai muito rápida se você acertar o centro da raquete (o sweet spot). Mas se você bater fora do centro, a raquete vibra e a bola não anda. É uma raquete que exige que você esteja bem posicionada.
Para a jogadora intermediária-avançada, a 12K é uma arma poderosa. Ela permite acelerar o jogo. Sabe aquele smash que você quer que suba muito depois de bater na areia? A 12K transfere toda a sua energia para a bola. Mas atenção: se você tem histórico de dor no braço, teste antes de comprar, pois a rigidez começa a ser sentida aqui.
Carbono 18K e Kevlar: Dureza Extrema
No topo da pirâmide (e do preço), temos o 18K e as misturas com Kevlar. O Kevlar é aquele material de colete à prova de balas. Ele é usado para dar uma rigidez absurda e durabilidade. Raquetes 18K ou full Kevlar são tábuas. Elas oferecem controle total e absoluto. Onde você mirar, a bola vai.
Porém, elas são impiedosas. Se você estiver num dia ruim, cansada, chegando atrasada na bola, essa raquete vai “punir” seu desempenho. A bola vai morrer na rede. Elas não têm quase nada de efeito trampolim. Toda a força tem que vir da sua rotação de tronco e aceleração de braço.
Eu, como professor, raramente indico uma 18K para quem não compete em alto nível. Para a maioria das jogadoras de clube e torneios de final de semana, essa rigidez toda mais atrapalha do que ajuda. Além disso, o preço é salgado. Só invista aqui se o seu treinador disser que sua técnica já pede esse nível de precisão.
O Que Realmente Importa na Quadra: Sensação e Jogo
O Efeito Estilingue vs. A Batida Seca
Vamos traduzir a física para a sensação de jogo. Com a fibra de vidro, você sente a bola “grudar” na raquete por uma fração de segundo a mais. Isso é ótimo para quem gosta de sentir o jogo, de empurrar a bola para o fundo da quadra com profundidade sem fazer força excessiva. É o efeito estilingue jogando a seu favor.
Já com o carbono, a sensação é de impacto imediato. A batida seca favorece quem tem um estilo de jogo agressivo e rápido. Se você é aquela jogadora que gosta de definir o ponto na primeira bola, de matar o ponto no saque ou na primeira devolução, a batida seca te dá a resposta instantânea que você precisa.
Essa diferença muda até a forma como você ouve o jogo. O som estalado do carbono pode ser intimidante para a adversária, enquanto o som mais abafado do vidro esconde a velocidade real da bola. Escolha a sensação que te dá mais confiança. Confiança ganha mais jogo do que tecnologia.
Defesa e Bloqueio: Qual Perdoa Mais Erros?
No Beach Tennis, a defesa é 50% do jogo. Quando aquela bola vem queimando no seu peito ou no seu pé, você não tem tempo de fazer o movimento bonito. É puro reflexo. Aqui, a fibra de vidro brilha. Você só precisa colocar a raquete na frente. O material elástico faz o trabalho sujo de devolver a bola para o outro lado.
O carbono, principalmente os de alta graduação (12K+), exige uma “mão firme”. Se você bloquear uma bomba da adversária com o pulso mole usando uma raquete de carbono rígida, a raquete gira na sua mão e a bola vai para a tela lateral. O carbono exige que você bloqueie ativamente, empurrando a bola de volta.
Por isso, analise honestamente o seu nível defensivo. Se você ainda sofre para devolver saques rápidos, fique na fibra de vidro ou no carbono 3K. Se você já tem uma defesa sólida e consegue direcionar o bloqueio, o carbono vai te permitir transformar uma defesa em um contra-ataque mortal.
O Smash e o Saque: Onde a Potência Aparece
É no ataque que o marketing das raquetes ganha o consumidor. Todo mundo quer dar aquele smash que enterra a bola. Mas entenda uma coisa: potência é Massa x Aceleração. O carbono é leve, o que te ajuda a acelerar (A), mas é rígido, o que transfere a energia de forma eficiente.
Com fibra de vidro, parte da sua energia é absorvida pela deformação do material. Você bate forte, mas a raquete “rouba” um pouquinho dessa energia para se dobrar. No carbono, a transferência é quase total. Se você tem técnica para acelerar a cabeça da raquete, o carbono vai fazer sua bola andar muito mais.
No saque, isso é visível. O saque com carbono (especialmente com tratamento de areia na face) ganha mais giro (spin) e velocidade. Mas lembre-se: potência sem controle é bola fora. Não adianta sacar um canhão se ele for direto para o vidro de trás. Comece controlando a fibra de vidro e migre para a potência do carbono gradualmente.
Saúde e Longevidade no Esporte: Cuide do Seu Corpo
Vibração e a Temida Epicondilite
Esse é o tópico mais sério da nossa conversa. O “cotovelo de tenista” (epicondilite) é o fantasma que assombra quem joga esportes de raquete. E a culpa, muitas vezes, é do equipamento errado. A vibração do impacto da bola viaja pelo braço até o cotovelo. Materiais rígidos vibram em uma frequência que machuca mais.
O carbono de alta rigidez (12K, 18K) transmite muito impacto para o braço se você não acertar o centro da raquete (o sweet spot). Se você é uma jogadora que bate muito fora do centro, o carbono vai cobrar o preço nas suas articulações. O vidro, por ser mais macio, absorve melhor essa vibração ruim.
Se você sente qualquer desconforto no antebraço ou cotovelo após os jogos, considere seriamente usar uma raquete de fibra de vidro ou um carbono 3K com um EVA interno bem macio (Soft). Não sacrifique sua saúde por performance. É melhor jogar bem com uma raquete “inferior” do que não jogar porque está lesionada.
Shutterstock
Cansaço Muscular e a Fadiga do Ombro
Beach Tennis é um esporte de movimentos acima da cabeça. Você passa o tempo todo com o braço levantado. Uma raquete pesada, ou com o peso todo na ponta (cabeça), vai fritar o seu ombro depois de 30 minutos de jogo. E quando o ombro cansa, a técnica vai embora e a lesão chega.
A fibra de vidro, por precisar de mais material para ser resistente, às vezes resulta em raquetes um pouco mais pesadas se não forem bem projetadas. O carbono permite raquetes ultra leves. Porém, cuidado com raquetes leves demais! Se a raquete for muito leve, você tem que fazer muita força para a bola andar.
O segredo é o equilíbrio. Uma raquete de carbono permite aos fabricantes distribuírem o peso de forma inteligente. Para a maioria das jogadoras, uma raquete entre 330g e 340g, com balanço equilibrado, é o ideal para jogar dois ou três sets sem sentir que o ombro vai cair.
A Importância do EVA Interno (Não é Só a Casca)
A gente fala muito da “casca” (vidro ou carbono), mas o “recheio” importa tanto quanto. O EVA é a espuma que fica dentro da raquete. Ele trabalha em conjunto com a face. Você pode ter uma face de carbono duro com um EVA mole (Soft) ou um EVA duro (Hard/Pro).
Para proteger seu braço e garantir conforto, a combinação ideal para a maioria das amadoras é: Face de Carbono 3K + EVA Soft. O carbono dá a precisão, e o EVA Soft amortece a vibração e ajuda a soltar a bola.
Evite EVAs muito duros (geralmente pretos ou descritos como “Black EVA” de alta densidade) a menos que você seja uma jogadora avançada de competição. Eles são ótimos para controle, mas terríveis para absorção de impacto. Pergunte sempre sobre a densidade da espuma antes de comprar.
Durabilidade e Investimento: Onde Colocar Seu Dinheiro
Resistência a Impactos Acidentais
Vamos ser realistas: raquete de Beach Tennis sofre. Ela bate no chão quando você mergulha, bate na raquete da parceira quando as duas vão na mesma bola (o famoso “meu Deus, desculpa!”). Nesse quesito, os materiais se comportam de formas opostas.
A fibra de vidro é mais resiliente a trincas por impacto direto. Ela pode lascar a pintura, mas dificilmente quebra a estrutura numa batida leve. Ela é mais “borrachuda”. Já o carbono é como vidro temperado: muito duro, mas se bater no ângulo errado ou com força pontual, ele pode trincar ou rachar a face.
Se você está começando e ainda bate muito a raquete no chão na hora de pegar aquela bola baixa, a fibra de vidro vai aguentar mais o tranco do dia a dia. O carbono exige um cuidado de joia. Uma batida forte na trave da rede pode condenar uma raquete de carbono de R$ 2.000,00.
A Vida Útil dos Materiais
Com o tempo, todas as raquetes “morrem”. O material fadiga. A fibra de vidro tende a “abrir” mais com o tempo, ficando mole demais. Depois de um ano de uso intenso, ela pode perder aquela resposta elástica e você sente que tem que fazer muito mais força para a bola andar.
O carbono mantém suas propriedades por mais tempo. Uma raquete de carbono 12K vai ter praticamente a mesma batida no primeiro dia e no dia 300 (se não houver rachaduras). O EVA interno costuma “morrer” antes da face de carbono.
Então, pense na frequência do seu jogo. Se você joga todo dia, uma raquete de carbono vai manter a consistência do seu jogo por um período maior. Se você joga esporadicamente, a degradação da fibra de vidro será lenta o suficiente para não te incomodar por anos.
Custo-Benefício: Vale Pagar o Dobro?
A pergunta de um milhão de dólares. Uma raquete de fibra de vidro custa entre R$ 300 e R$ 600. Uma de carbono começa em R$ 800 e vai até R$ 3.000. Será que a de carbono é 5 vezes melhor? Para uma iniciante, absolutamente não.
Você não vai jogar 5 vezes melhor só porque a raquete é de carbono. Na verdade, pode até jogar pior se não tiver técnica para domar a rigidez dela. O melhor investimento é: comece com uma boa fibra de vidro ou uma híbrida (face vidro/frame carbono). Use a diferença do dinheiro para pagar aulas.
Quando sua técnica evoluir e você sentir que a raquete está “limitando” seus golpes (a bola não sai com a velocidade que seu braço gera, ou o controle está impreciso), aí sim, migre para o Carbono 3K. É a evolução natural e financeiramente inteligente.
Comparativo Rápido
Aqui está um resumo para você visualizar as diferenças na prática:
| Característica | Fibra de Vidro (Iniciante/Interm.) | Carbono 3K (Interm./Avançado) | Carbono 12K/18K (Pro/Competição) |
| Toque (Feel) | Macio, confortável | Equilibrado, firme | Seco, rígido, metálico |
| Saída de Bola | Alta (Efeito Trampolim) | Média | Baixa (Exige força do braço) |
| Controle | Menor (Bola espalha mais) | Bom (Direcional) | Cirúrgico (Onde mira, vai) |
| Sweet Spot | Grande (Perdoa erros) | Médio | Pequeno (Exige técnica) |
| Durabilidade | Boa contra impactos, fadiga média | Excelente durabilidade estrutural | Alta, mas frágil a batidas secas |
| Preço Médio | $$(Acessível) | $$$ (Investimento) | $$$$ (Alto Custo) |
Espero que agora, quando você olhar para aquele paredão de raquetes na loja, você não veja apenas cores e preços, mas entenda exatamente o que cada uma vai fazer pelo seu jogo. Lembre-se: a melhor raquete é aquela que te faz querer ficar mais tempo na quadra, sem dor e com sorriso no rosto.
Te vejo na areia!
Um vídeo relevante para complementar seu estudo:
Para ver na prática a diferença de som e comportamento entre esses materiais, recomendo assistir a este comparativo visual:
APRENDA A DIFERENÇA ENTRE AS RAQUETES DE CARBONO 3K, 12K e 18K – YouTube
Este vídeo é relevante porque mostra visualmente a diferença das tramas de carbono (3K, 12K, 18K) mencionadas no artigo, ajudando a identificar o que você encontrará nas lojas.

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
ExperiênciaExperiência
Professor tênis – Professor tênis Professor tênis Instituto Próxima Geração. IPG · Tempo integral – Instituto Próxima Geração. IPG · Tempo integralmar de 2024 – o momento · 1 ano 2 meses De mar de 2024 até o momento · 1 ano 2 meses Monte Mor, São Paulo, Brasil · Presencial Monte Mor, São Paulo, Brasil · Presencial
Desenvolvimento de liderança e Tecnologias educacionais
Instrutor de tênis Instrutor de tênis Instrutor de tênis Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude Louveira · Meio período Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude Louveira · Meio período fev de 2017 – o momento · 8 anos 3 meses De fev de 2017 até o momento · 8 anos 3 meses Louveira, São Paulo, Brazil