E aí, campeão! Tudo pronto para entrar na areia? Hoje nós vamos ter uma conversa séria, de treinador para jogador, sobre um detalhe que muitas vezes passa despercebido, mas que é a única conexão real entre você e a sua raquete. Eu vejo você gastando horas escolhendo a raquete de carbono mais cara, testando o peso, olhando o balanceamento… mas aí você entra em quadra com uma empunhadura velha, escorregadia ou mal ajustada. É como comprar uma Ferrari e colocar pneus carecas.
No nosso esporte, a confiança é tudo. Aquele momento em que você vai defender um smash no reflexo ou fechar o ponto na rede exige que a raquete seja uma extensão do seu braço. Se você precisa fazer força excessiva apenas para segurar a raquete, você já perdeu o ponto antes mesmo de bater na bola. Vamos mergulhar fundo no universo dos grips e overgrips, e eu vou te ensinar como transformar esse pedaço de fita em uma arma secreta para o seu jogo.
Esqueça o “achismo”. Vamos falar de física, de tato e de como a sua mão interage com o equipamento. Prepare-se para olhar para o cabo da sua raquete de uma forma totalmente nova a partir de agora.
O Básico que Ninguém Te Conta: A Diferença Real entre Grip e Overgrip
Muitos alunos chegam na minha aula usando os termos “grip” e “overgrip” como se fossem sinônimos, mas entender a distinção é o primeiro passo para profissionalizar o seu material. Não é apenas uma questão de semântica; é uma questão de engenharia do produto. Cada um foi desenhado para uma função específica e ignorar isso pode custar caro, tanto para o seu bolso quanto para o seu cotovelo.
O “Chassi” da Raquete: Entendendo o Cushion Grip Original
Quando você tira sua raquete nova da embalagem, aquela espuma preta (ou branca) que vem colada diretamente no cabo é o que chamamos de Cushion Grip, ou simplesmente Grip Original. Pense nele como o chassi do carro. Ele é grosso, acolchoado e geralmente possui uma cola forte na parte interna para fixá-lo permanentemente na estrutura de fibra de vidro ou carbono do cabo. A função dele não é dar aderência para a sua mão, mas sim absorver a vibração bruta que vem da batida da bola.
O Cushion Grip define o tamanho “L” da empunhadura (L1, L2, L3, etc.). Ele é a base. O grande problema é que muitos jogadores amadores usam esse grip até ele se desintegrar. O material do grip original geralmente é feito de polímeros mais densos e menos porosos. Ele não foi feito para lidar com o suor excessivo e a abrasão da areia do Beach Tennis. Se você desgasta essa peça, a troca é trabalhosa, cara e difícil de encontrar o modelo exato que veio de fábrica, alterando para sempre a “pegada” original da sua raquete.
Além disso, o grip original tende a ser mais liso. Em um dia de sol forte, com a umidade lá em cima, ele vira um sabonete. Eu canso de ver raquetes voando da mão de alunos no meio do saque porque confiaram apenas na aderência de fábrica. O Cushion Grip é a estrutura, não a interface de contato. Ele precisa ser protegido e complementado.
A “Pele” da Raquete: A Função Vital do Overgrip
Aqui entra o protagonista da nossa conversa: o Overgrip. Se o Cushion é o chassi, o Overgrip é o pneu de alta performance. Ele é aquela fita fina, geralmente vendida em rolinhos, que você aplica por cima do grip original. Ele é feito de materiais sintéticos como poliuretano misturado com feltro ou outras fibras têxteis, projetado especificamente para criar atrito e gerenciar a umidade.
A mágica do overgrip está na sua transitoriedade. Ele foi feito para ser descartável. Isso permite que os fabricantes usem materiais extremamente aderentes ou absorventes que não durariam muito tempo, mas que oferecem uma performance absurda enquanto estão novos. É barato, fácil de trocar e permite que você tenha sempre uma sensação de “raquete nova” a cada duas ou três partidas.
No Beach Tennis, o overgrip tem uma função extra que no tênis de campo é menos crítica: a proteção contra a areia. A areia entra em tudo, e ela age como uma lixa. O overgrip protege a estrutura vital do seu cabo contra essa erosão. Além disso, ele permite que você engrosse o cabo da raquete milimetricamente até atingir a perfeição anatômica para a sua mão, algo impossível de fazer apenas com a raquete de fábrica.
O Erro do Iniciante: Jogar Direto no Grip de Fábrica
Você já sentiu sua mão doer ou formar bolhas estranhas na palma? Muitas vezes, isso acontece porque você está jogando direto no Cushion Grip. Como ele é desenhado para durar muito tempo, o material é mais rígido e menos amigável à pele humana. O atrito direto da pele suada com a borracha dura do grip original é a receita perfeita para calos e bolhas que podem te tirar das quadras por semanas.
Outro ponto crítico é a higiene. O Cushion Grip absorve o suor, mas não o libera com facilidade. Com o tempo, ele vira uma esponja de bactérias e fungos acumulados de meses de jogo. O cheiro que fica na mão depois do jogo? É isso. Ao usar um overgrip, você cria uma barreira sanitária que é trocada frequentemente, mantendo a base da raquete limpa e sua mão saudável.
Por fim, jogar sem overgrip limita sua evolução técnica. A falta de aderência faz com que você, inconscientemente, aperte o cabo com muito mais força do que o necessário para evitar que a raquete gire. Essa tensão excessiva no antebraço trava o seu punho, impedindo aquela munhecada solta e rápida que gera o spin e a potência nos golpes. Você cansa mais rápido e joga pior, tudo por economizar em uma fita que custa menos que uma garrafa de água.
Aderência e Sensibilidade: Como a Textura Define seu Voleio
Agora que você entendeu a estrutura, vamos falar de feeling. No Beach Tennis, diferentemente do tênis de quadra, os ralis são rápidos, os reflexos são constantes e não há tempo para trocar de empunhadura no meio do ponto. A raquete tem que estar “colada” na sua mão, mas sem parecer que você passou supercola. A escolha da textura do seu overgrip muda completamente a forma como você sente a bola.
A Batalha das Sensações: “Tacky” (Aderente) vs. “Dry” (Seco)
Você vai encontrar basicamente duas famílias de overgrips no mercado, e a escolha entre elas é tão pessoal quanto a escolha de um perfume. Primeiro, temos os “Tacky” ou aderentes. Sabe aquela sensação de que a raquete está grudando na mão? É isso. Eles possuem uma camada de resina na superfície que cria uma aderência química. Para quem tem a mão seca ou joga em climas mais amenos, o Tacky é sensacional. Ele dá uma segurança absurda; você sente que pode relaxar os dedos e a raquete não vai a lugar nenhum.
Do outro lado do ringue, temos os grips “Dry” ou secos. Eles têm uma textura aveludada, parecida com um tecido ou camurça. A princípio, eles parecem escorregar mais que os Tacky, mas a mágica acontece quando você começa a suar. Eles funcionam como uma toalha de alta tecnologia. Quanto mais você transpira, mais eles “agarram”. Se você é aquele jogador que, depois de 10 minutos de aquecimento, já está pingando, o grip Tacky vai virar um quiabo na sua mão, pois a resina não lida bem com a água. O Dry é a sua salvação.
O segredo é testar. Eu recomendo que meus alunos comprem um de cada. Jogue um set com o Tacky. Jogue outro com o Dry. Observe não apenas se a raquete escorrega, mas como seu braço se sente. Muitas vezes, o jogador de mão suada que insiste no grip Tacky acaba desenvolvendo dores no cotovelo porque precisa apertar demais a raquete para compensar o escorregamento causado pelo filme de água que se forma sobre a resina.
O Fator Suor e Areia: O Ambiente Hostil do Beach Tennis
Nós não jogamos em um ambiente controlado. Jogamos sob o sol, com vento, maresia e areia. A areia é o inimigo número um da aderência. Quando você vai sacar e a bola, cheia de areia, toca sua mão esquerda e depois você ajusta a raquete, você transfere microgrânulos para o cabo. Um grip Tacky, por ser pegajoso, tende a “imantar” essa areia. Em poucos games, seu cabo vira uma lixa suja que perdeu toda a aderência.
Já os grips Dry lidam melhor com a areia. Como eles são mais “fibrosos” e secos, você consegue passar a toalha e a areia sai com mais facilidade. Além disso, a própria estrutura do material tende a absorver a umidade e “enterrar” a poeira nas fibras internas, mantendo a superfície de contato relativamente limpa.
Para quem joga em praias muito úmidas ou dias de mormaço, o suor escorre do braço direto para a mão. Uma dica de ouro que eu dou: use munhequeira. Não é estilo, é barreira hidráulica. Ela impede que o suor do antebraço chegue ao overgrip. Isso, combinado com um grip Dry de boa qualidade, garante que você chegue ao tie-break do terceiro set com a mesma firmeza do primeiro game.
Microfuros e Relevos: Marketing ou Funcionalidade Real?
Você vai ver nas lojas overgrips com furinhos (perfurados) ou com linhas em relevo (nervuras). Muita gente acha que é só estética, mas tem ciência aí. Os microfuros servem para aumentar a área de superfície e criar canais de escape para o suor. Pense num pneu de chuva. Se a superfície for totalmente lisa, a água cria uma película e ocorre aquaplanagem. Os furos quebram essa tensão superficial e direcionam o suor para as camadas internas de feltro.
Já os grips com relevo (aquelas costuras ou elevações em espiral) servem para aumentar o feedback tátil. Eles criam “travas” para os dedos. Isso é excelente para quem tem dificuldade em manter a face da raquete estável na hora do impacto. O relevo encaixa nas falanges dos dedos e impede que a raquete gire no eixo longitudinal.
No entanto, cuidado: grips com muito relevo podem causar bolhas se você tiver a pele sensível, pois aumentam o atrito em pontos específicos da palma. Se você já tem a mão calejada de tanto treinar, o relevo pode te dar aquele controle extra no smash. Se está começando e tem a mão macia, comece com os lisos e perfurados para uma adaptação mais suave.
Personalização e Biomecânica: O Ajuste Fino da Empunhadura
Agora vamos entrar na parte técnica que separa os amadores dos avançados. O overgrip não serve só para não escorregar; ele é a ferramenta principal para ajustar a biomecânica da sua pegada. A espessura final do cabo da sua raquete influencia diretamente a saúde do seu braço e a qualidade do seu golpe.
A Física da Espessura: Cabos Finos vs. Cabos Grossos
Existe uma regra básica na biomecânica do tênis: quanto mais grosso o cabo, mais relaxada fica a musculatura do antebraço, mas menor é a mobilidade do punho. Quanto mais fino o cabo, mais você consegue “chicotear” a raquete (munhecada), mas maior é a tensão muscular necessária para segurar o equipamento.
Se você tem a mão grande e joga com um cabo fino (apenas um overgrip fino sobre o cushion), seus dedos vão se sobrepor demais. Isso obriga você a “esmagar” a raquete para ter firmeza. O resultado? Tennis elbow (epicondilite) e fadiga precoce. Nesse caso, colocar dois overgrips, ou um overgrip mais espesso, preenche o espaço na mão, aumenta a área de contato e permite que você segure a raquete com menos força, poupando seus tendões., ao escolher sua raquete de beach tenis
Por outro lado, se sua mão é pequena e você engrossa demais o cabo, você perde a capacidade de fazer o “snap” do punho no saque e no smash. A raquete fica “presa”. O overgrip te dá o poder de micromanipular esse diâmetro. Você pode esticar mais o overgrip na hora de colocar para ele ficar fininho, ou sobrepor menos as voltas para ele ficar mais grosso e acolchoado.
O Equilíbrio da Raquete: Como o Peso do Grip Altera o Balanço
Você sabia que um overgrip pesa entre 5 a 8 gramas? Pode parecer pouco, mas em uma raquete de Beach Tennis que pesa 330g, isso é significativo, especialmente porque esse peso é adicionado na extremidade do cabo. Ao colocar um overgrip (ou dois), você está mexendo no balanço da raquete, trazendo o ponto de equilíbrio mais para o cabo (“head light”).
Isso torna a raquete mais manuseável. A sensação de peso diminui, facilitando as trocas rápidas na rede e a defesa de reflexo. Jogadores que sentem a raquete “pesada de cabeça” e lenta muitas vezes resolvem o problema apenas adicionando um overgrip mais grosso e pesado. Você ganha conforto e velocidade de manobra sem precisar trocar de raquete.
Porém, fique atento: se você exagerar e colocar três overgrips, você altera tanto o balanço que pode perder potência nos golpes de fundo e no saque, pois a “martelada” da cabeça da raquete perde massa inercial. Tudo é uma questão de ajuste fino.
A “Pega Continental” e a Liberdade de Movimento do Punho
No Beach Tennis, usamos predominantemente a empunhadura Continental (como se estivesse segurando um martelo). Essa pega exige que o indicador esteja levemente separado dos outros dedos (“gatilho”) para dar controle e alavanca. O overgrip fornece a tração necessária para que esse dedo indicador faça seu trabalho sem deslizar.
Se o grip está velho e liso, instintivamente você junta o indicador aos outros dedos para ganhar força de preensão. Ao fazer isso, você perde a alavanca fina da direção da bola. Um overgrip novo e de boa qualidade permite que você mantenha a técnica correta da empunhadura Continental, confiando que o atrito do material vai segurar a raquete, liberando seu cérebro para focar na tática do jogo e não na segurança do equipamento.
Além disso, a maciez do overgrip permite uma pequena “acomodação” dos ossos da mão durante o impacto violento de um smash, funcionando como um sistema de suspensão primário antes da vibração subir para o braço.
Rituais de Manutenção: Quando e Como Trocar
Você não esperaria o pneu do carro estourar para trocar, certo? Com o overgrip é a mesma coisa. A maioria dos jogadores troca tarde demais, quando o material já perdeu as propriedades há semanas. Vamos estabelecer um padrão profissional para o seu material.
Diagnóstico Visual e Tátil: Quando o Grip Morre
Não se engane pela aparência. Um overgrip preto pode parecer novo, mas estar morto. O primeiro sinal é a perda da aderência inicial. Se você precisa apertar a raquete mais forte hoje do que precisava semana passada, o grip morreu. Faça o teste do dedo: pressione o polegar no cabo. Se ele não oferecer resistência alguma ao deslize, troque.
Sinais visuais incluem descamação (aquela pelezinha soltando), manchas escuras de gordura e suor onde os dedos apoiam, e o “esgarçamento” nas bordas da fita. Se você ver a base da raquete aparecendo por baixo, você já passou do ponto há muito tempo.
Para quem joga 3 vezes na semana, uma troca a cada 10 ou 15 dias é um bom parâmetro. Para profissionais, a troca é a cada jogo ou a cada dois jogos. O custo de um overgrip é ínfimo perto do custo de uma fisioterapia para tratar uma lesão causada por esforço excessivo de preensão.
A Arte da Aplicação: Segredos de um Profissional
Colocar o overgrip é uma arte. Comece sempre pela base (o “butt cap”) da raquete. A maioria dos overgrips tem uma ponta afilada com um adesivo pequeno. Prenda ali e comece a girar. O segredo é a tensão: você precisa esticar a fita enquanto gira. Se não esticar, ela fica frouxa e corre durante o jogo. Se esticar demais, ela fica fina demais e perde absorção.
A sobreposição ideal é de cerca de 1/8 a 1/4 da largura da fita sobre a volta anterior. Se você quer um cabo mais grosso (ou tem a mão grande), sobreponha mais (1/3 da fita). Mantenha a tensão constante e vá girando a raquete, não a fita. Ao chegar no topo, corte o excesso na diagonal (muitos já vêm cortados ou com marcação) e use a fita de acabamento que vem na embalagem.
Dica de pro: não use aquela fita adesiva preta de acabamento que vem com a marca do grip se ela for ruim. Use fita isolante de eletricista de boa qualidade. Ela é mais flexível, cola melhor e não solta com o suor. O acabamento fica impecável e não descola no meio do set decisivo.
Higiene e Saúde: Protegendo Suas Mãos de Fungos e Bactérias
Isso aqui quase ninguém fala, mas é sério. O cabo da raquete é um ambiente úmido, quente e escuro (dentro da raqueteira). É um resort 5 estrelas para fungos. Micoses de mão e unhas são comuns em tenistas que não trocam o grip. O overgrip funciona como uma barreira descartável.
Ao trocar o overgrip, passe um álcool 70% no cushion grip base e deixe secar por um minuto antes de colocar o novo. Isso mata as bactérias que passaram para a camada de baixo. Se você joga todos os dias, tire a raquete da raqueteira quando chegar em casa para o cabo “respirar”. Essa manutenção simples mantém sua pele saudável e evita aquele cheiro de “cachorro molhado” que algumas raquetes adquirem.
Quadro Comparativo: Escolhendo Sua Arma
Para facilitar sua vida, preparei este quadro comparando três perfis de produtos que você vai encontrar nas lojas. Não se prenda à marca, mas ao tipo de produto.
| Característica | Overgrip Genérico (Econômico) | Overgrip “Tacky” (Profissional Aderente) | Overgrip “Dry” (Profissional Seco) |
| Sensação ao Toque | Plástico, liso, artificial. | Pegajoso, cola na mão, emborrachado. | Aveludado, seco, toque de tecido/papel. |
| Absorção de Suor | Baixa. Vira um sabonete rápido. | Média. Bom para suor leve, ruim para excesso. | Alta. Quanto mais molha, mais agarra. |
| Durabilidade | Baixa. Esfarela rápido. | Média. A goma/cola sai em alguns jogos. | Média/Alta. Desgasta fisicamente, mas mantém grip. |
| Melhor para: | Quem joga pouco ou quer apenas engrossar o cabo. | Climas frios/secos ou quem não transpira nas mãos. | Climas quentes, úmidos e quem sua muito. |
| Exemplos de uso | Raquetes de aluguel ou recreação leve. | Jogos noturnos ou indoor. | Sol de meio-dia, torneios na praia, verão. |
Próximo passo para você:
Na sua próxima ida à quadra ou loja de esportes, compre um pacote de 3 overgrips (experimente um modelo “Dry” se você nunca usou). Tire aquele grip velho que já está cinza e instale o novo seguindo a técnica de tensão que te ensinei. Sinta a diferença no primeiro smash. Seu jogo vai mudar instantaneamente. Bom treino!

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
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