A Verdade Nua e Crua: Quando Suas Cordas Pedem Arrego
Vamos bater um papo reto, de tenista para tenista. Você gasta uma fortuna naquela raquete de última geração, compra o tênis do seu ídolo e treina o seu forehand até o braço cair. Mas e as cordas? Aquele emaranhado de fios no meio da sua raquete é, sem exagero, o motor do seu jogo. Você pode ter o chassi de uma Ferrari, mas se o motor for de um carro mil, você não vai ganhar corrida nenhuma. A maioria dos jogadores amadores espera a corda arrebentar para trocar. Esse é, talvez, o erro técnico mais caro que você pode cometer no seu desenvolvimento.
O problema é que as cordas não avisam que “morreram” com um pop alto e definitivo. Elas morrem em silêncio. Elas perdem a sua alma, a sua elasticidade, a sua capacidade de gerar potência e spin, muito antes de se partirem. Jogar com uma corda morta não é apenas ruim para o seu jogo; é péssimo para o seu braço. Você começa a compensar a falta de potência da corda fazendo mais força com o ombro, com o punho, e aí nasce o famoso “tennis elbow”.
O objetivo deste nosso bate-papo é simples: vou te ensinar a ouvir sua raquete. Vou te mostrar como identificar os sinais visuais, sonoros e, o mais importante, os sinais de “feeling” que indicam que suas cordas já deram o que tinham que dar. Entender isso vai mudar sua relação com seu equipamento e, consequentemente, elevar o nível do seu tênis. Você vai parar de culpar seu swing e começar a prestar atenção no equipamento que está (ou não) te ajudando.
Entendendo o “Motor” da Raquete: Por Que a Tensão é Tudo
Quando falamos de cordas, a primeira palavra que vem à mente é “tensão”, medida em libras ou quilos. A tensão que você coloca no encordoamento define a relação básica entre potência e controle. Menos tensão significa mais efeito “cama elástica”, ou seja, a bola afunda mais nas cordas e é expelida com mais velocidade. É o que chamamos de “potência fácil”. Mais tensão significa que a corda deforma menos no impacto, oferecendo uma resposta mais firme, mais previsível. Você ganha controle, mas precisa gerar a potência toda no seu swing.
O que ninguém te conta quando você está começando é que essa tensão não é estática. Ela começa a cair no exato segundo em que o encordoador tira a raquete da máquina. As cordas são materiais elásticos, e sob estresse constante, elas “relaxam”. Um encordoamento feito com 50 libras pode estar com 45 libras depois de uma semana, mesmo que a raquete fique parada dentro da sua raqueteira. O jogo acelera esse processo drasticamente a cada impacto com a bola.
Essa perda de tensão é o coração do problema. Quando a tensão cai muito, a raquete vira um “estilingue” desregulado. Aquele controle que você tinha com 50 libras desaparece. A bola começa a voar sem motivo aparente, e seu primeiro instinto é “travar” o braço para compensar. Você perde confiança no seu golpe e o jogo desanda. Não é você que está “desaprendendo” a jogar; são suas cordas que estão te traindo.
A perda de elasticidade: O inimigo silencioso
Elasticidade é a capacidade da corda de se esticar no impacto e voltar rapidamente à sua posição original. É isso que dá a “vida” ao golpe. Quando a corda é nova, ela funciona como uma mola perfeita. Ela absorve a energia da bola e a devolve com juros, criando potência. Mais importante ainda, ela permite o “snapback”, aquele movimento rápido da corda “agarrando” a bola e voltando ao lugar, que é o principal gerador de spin no tênis moderno.
Com o tempo e os impactos repetidos, a corda perde essa capacidade de “voltar”. Ela se estica, mas não retorna com a mesma velocidade ou eficiência. Ela fica “plástica”, deformada. O material sofre fadiga. É como um elástico de dinheiro que você estica várias vezes; ele fica frouxo e não tem mais aquela “explosão” inicial. No tênis, chamamos isso de corda “morta”.
O resultado prático é desastroso. Sem elasticidade, a corda para de gerar potência. Você sente que precisa fazer muito mais força para a bola “andar”. O sweet spot da raquete parece diminuir, e qualquer bola pega fora do centro parece um tijolo. Além disso, o spin desaparece. Como a corda não “agarra” mais a bola, seu topspin sai mais chapado, e a bola que antes caía dentro, começa a sair no fundo da quadra.
O que é a perda de tensão dinâmica?
Existe a perda de tensão estática, que é a perda natural da corda ao longo do tempo, e existe a perda de tensão dinâmica, que é a perda que ocorre durante o jogo. A perda dinâmica é a mais agressiva. Cada vez que você bate na bola, especialmente em golpes pesados e com muito spin, você força as cordas a se moverem e se esticarem ao limite. Esse atrito e essa deformação “cozinham” o material.
Vamos focar nos tipos de corda. Os co-poliésteres, as cordas mais usadas no circuito profissional e por amadores competitivos, são famosos por terem uma péssima manutenção de tensão. Eles são ótimos para controle e spin quando novos, mas “morrem” muito rápido. Um poliéster pode perder 20% da tensão nas primeiras duas horas de jogo. Você começa o jogo com uma raquete e termina com outra, completamente diferente em termos de resposta.
Por outro lado, cordas como o multifilamento ou a tripa natural são conhecidas por “segurarem” a tensão por muito mais tempo. Elas oferecem uma sensação mais consistente ao longo de sua vida útil. O problema delas é outro: elas geralmente quebram mais rápido (especialmente a tripa). O poliéster raramente quebra; ele simplesmente morre e vira um “arame” duro na sua raquete, um perigo para o braço.
Como a tensão afeta seu spin e controle
O spin, especialmente o topspin, é gerado por uma combinação de fatores: o ângulo de ataque do seu swing (o famoso “brushing”, ou “limpar o para-brisa”), a velocidade da cabeça da raquete e a capacidade das cordas de se moverem e voltarem ao lugar (o snapback). Quando a tensão está ideal, as cordas principais se movem para o lado no impacto e, graças à elasticidade, voltam com violência ao lugar original, “mascando” a bola e jogando-a para cima e para frente.
Quando a tensão cai muito, as cordas ficam soltas demais. Elas se movem no impacto, mas não têm energia elástica suficiente para voltar ao lugar com velocidade. Elas “deslizam” na bola em vez de “agarrá-la”. O resultado é uma perda significativa de rotação. Sua bola “flutua” mais, perde aquele peso e a curva acentuada que faz ela “mergulhar” na quadra do oponente.
O controle também vai embora, mas por um motivo diferente. Com a tensão baixa, o efeito cama elástica é exagerado e imprevisível. A bola sai da raquete com ângulos de lançamento muito variáveis. Num golpe você sente que a bola foi “funda”, no outro ela “explode” e vai para a lona. Você perde a confiança de acelerar o swing, pois não sabe onde a bola vai parar. Você começa a “empurrar” a bola, jogando curto e facilitando a vida do adversário.
O Exame Visual: O que Seus Olhos Podem Dizer
Muitos jogadores só olham para as cordas para ver se elas quebraram. Mas elas dão pistas visuais claras de que estão no fim da vida útil muito antes disso. Você precisa se tornar um “detetive” do seu encordoamento. Depois de cada treino ou jogo, reserve trinta segundos para inspecionar o centro da sua raquete, a área onde você mais bate na bola.
Essa inspeção visual é o método mais simples e direto de avaliar o desgaste mecânico da corda. Diferentes tipos de cordas mostram sinais diferentes. Um poliéster não vai “desfiar” como um multifilamento, mas ele vai mostrar outras marcas de batalha. Aprender a ler esses sinais é fundamental para não ser pego de surpresa no meio de um set importante.
Não se trata apenas de procurar por uma corda prestes a arrebentar. Trata-se de identificar o desgaste que afeta a performance. Às vezes, a corda parece intacta, mas os sinais de atrito já comprometeram totalmente a capacidade dela de gerar spin. Vamos detalhar os dois sinais mais importantes que você deve procurar: o “notching” e o “fraying” (desfiar).
“Notching”: As marcas de guerra do poliéster
“Notching” é uma palavra em inglês que significa “entalhe”. Pegue sua raquete e olhe bem de perto para o cruzamento das cordas no sweet spot. Passe a unha sobre as cordas principais (as verticais). Você vai sentir que as cordas horizontais (crosses) “cavam” pequenos sulcos nas cordas principais, resultado do atrito violento de cada golpe. Isso é o notching.
Esses “degraus” ou “entalhes” são o pior inimigo do spin. Lembra do “snapback”? Para ele acontecer, as cordas principais precisam deslizar livremente sobre as cordas horizontais e depois voltar. Quando esses entalhes se formam, as cordas principais ficam “presas” nesses sulcos. Elas não deslizam mais. O movimento de snapback é bloqueado.
Quando você vê que suas cordas de poliéster estão com “notches” profundos, pode ter certeza: a capacidade de spin da sua raquete já era. A corda pode parecer “boa” e ainda estar longe de quebrar, mas ela não está mais fazendo o trabalho dela. Você perdeu o principal benefício do poliéster. É hora de trocar, mesmo que ela pareça durável.
Desfiando: O sinal clássico do multifilamento e tripa
Se você usa cordas de multifilamento ou tripa natural (ou sintética), o sinal visual é diferente. Essas cordas não são um “fio único” como o poliéster. Elas são feitas de centenas, às vezes milhares, de microfilamentos trançados e envoltos por uma camada protetora. Elas são projetadas para imitar a construção da tripa natural, oferecendo muito conforto e potência.
O sinal de desgaste aqui é o “fraying”, ou “desfiar”. Com o atrito, a camada externa se rompe, e esses microfilamentos internos começam a se expor e a se romper. Você verá o centro da sua raquete ficando “peludo”, “cabeludo”. Parece que a corda está se desmanchando. E ela está, literalmente.
Esse é um ótimo indicador. Diferente do poliéster que morre de repente, o multifilamento avisa que está indo embora. Quando o processo de desfiar começa, você ainda tem algumas horas de jogo, mas a performance já começa a cair. A corda perde a tensão e a “explosão”. Quando você vir muitos desses filamentos soltos, prepare a tesoura. Ela está prestes a estourar, e geralmente acontece no meio de um ponto importante.
Cordas “correndo” (movimentação excessiva)
Este é um sinal universal, que serve para quase todos os tipos de corda. Quando o encordoamento é novo, as cordas estão firmes. Mesmo após um golpe forte, elas tendem a voltar para o lugar sozinhas (especialmente os poliésteres). Com a perda de tensão e o desgaste do atrito, elas perdem essa capacidade.
O sinal claro é quando você precisa “arrumar” as cordas com os dedos depois de quase todo ponto. As cordas principais (verticais) ficam tortas, “correndo” de um lado para o outro. Isso indica duas coisas: primeiro, a tensão está muito baixa, permitindo que elas se movam livremente. Segundo, o atrito entre as cordas diminuiu, ou os “notches” ficaram tão grandes que elas não “travam” mais no lugar.
Quando suas cordas estão “dançando” na raquete, você tem um padrão de cordas inconsistente. Cada golpe será levemente diferente do anterior. O controle é totalmente perdido. Além de ser irritante ter que parar o jogo para arrumar a raquete, isso é um sinal vermelho piscando que seu encordoamento já passou da validade há muito tempo.
O “Feeling” no Braço: Sinais que Você Sente
O tênis é um jogo de sensações, de “feeling”. Os jogadores profissionais conseguem dizer a diferença de uma libra de tensão na raquete. Você talvez não esteja nesse nível, mas seu braço é um sensor muito mais sofisticado do que você imagina. Ele sabe quando algo está errado. O problema é que, como a perda de performance das cordas é gradual, nós nos acostumamos com o “ruim”.
Você começa a se adaptar. A corda perde potência? Você faz mais força. A corda vibra mais? Você tensiona mais o punho para estabilizar a raquete. Estamos falando de micro-ajustes inconscientes que, ao longo de um jogo de duas horas, se transformam em uma sobrecarga muscular enorme. É por isso que dores no punho, cotovelo (tennis elbow) e ombro (manguito rotador) estão tão ligadas a cordas velhas.
Aprender a identificar essas mudanças sutis no “feeling” é o que separa o jogador consciente do jogador negligente. Você precisa fazer um “check-in” com seu braço durante o jogo. “Como está a vibração hoje?”, “Estou fazendo mais força que o normal para a bola andar?”, “Onde a bola está batendo no meu sweet spot?”. Essas perguntas internas te dão o diagnóstico.
A vibração que não existia: O “Shock” no cotovelo
Cordas novas e elásticas têm uma capacidade fantástica de absorver o impacto. Elas deformam, “embolsando” a bola, e dissipam grande parte da vibração nociva antes que ela chegue ao cabo da raquete e, consequentemente, ao seu braço. É por isso que uma raquete recém-encordoada parece tão “macia”, “sólida” e “limpa” no impacto.
Quando as cordas morrem e perdem a elasticidade, elas param de absorver o choque. Elas ficam “duras”. O impacto da bola é transferido de forma muito mais crua para o aro da raquete. O resultado é um aumento dramático na vibração. Você sente um “shock” desagradável, especialmente em bolas pegas fora do sweet spot. Aquela batida “seca” e desconfortável começa a se tornar a norma.
Esse é um alerta crítico. Essa vibração de alta frequência é o que inflama os tendões. Se você começar a sentir um desconforto no antebraço ou no cotovelo que não existia antes, a primeira suspeita deve ser as cordas. Não adianta colocar dois, três “vibration dampeners” (aqueles antivibradores de borrachinha) para mascarar o sintoma. O problema é a corda; o antivibrador só tira o som, não o choque que vai para o seu braço.
A bola “morta”: Quando a potência desaparece
Esse é o sinal mais comum, especialmente com cordas de poliéster. Você está jogando e sente que seu swing está bom, seu timing está correto, mas a bola simplesmente “não anda”. Ela sai da sua raquete sem peso, sem velocidade. Você olha para o seu oponente e vê que ele está chegando em todas as bolas com facilidade, porque seus golpes perderam a profundidade.
Essa sensação da bola “morrendo” nas cordas é a perda de elasticidade em ação. A corda parou de funcionar como uma mola. Ela não está mais adicionando potência ao seu golpe; pelo contrário, ela está “roubando” a energia do seu swing. Você tem que gerar 100% da velocidade da bola, o que é exaustivo e insustentável.
Muitos alunos chegam para mim dizendo: “Professor, meu forehand sumiu”. Na maioria das vezes, pego a raquete dele, bato algumas bolas e o diagnóstico é imediato: as cordas estão mortas. O aluno está tentando compensar essa falta de potência balançando o braço com força total, o que destrói sua técnica, seu timing e sua precisão. A troca das cordas, nesses casos, parece mágica.
O “trampolim” descontrolado: A perda de controle
Aqui temos o outro lado da moeda, que geralmente acontece antes da corda “morrer” completamente. É a fase da perda excessiva de tensão. A corda ainda está elástica, mas está tão solta que o efeito cama elástica (ou trampolim) fica exagerado. A bola “afunda” tanto nas cordas que o tempo de contato (dwell time) aumenta, mas a resposta se torna imprevisível.
Você vai bater aquele seu forehand chapado, com o mesmo swing de sempre, e a bola voa, indo parar dois metros além da linha de base. Você não entende o que aconteceu. No ponto seguinte, você tenta um slice, e a bola mal passa da rede. Essa inconsistência é a marca registrada da tensão baixa demais. A raquete vira uma “caixa de surpresas”.
Esse descontrole é frustrante. Ele mina sua confiança nos golpes de definição. Você para de “atacar” a bola e começa a “empurrá-la”, com medo de errar. Seu jogo fica passivo e defensivo. Se você sente que a bola está “saindo demais” sem motivo aparente e suas cordas já têm algumas semanas de uso, é muito provável que a tensão tenha caído abaixo do seu ponto ideal de controle.
O Som do Jogo: Aprendendo a Ouvir sua Raquete
Esse é um diagnóstico mais sutil, mas que os profissionais usam o tempo todo. Seu ouvido é uma ferramenta poderosa. Uma raquete recém-encordoada, com a tensão correta e cordas elásticas, tem um som muito característico. É um som “sólido”, “limpo” e vibrante. Em um dia calmo, você ouve um “POC” ou “PING” agudo e definido. Esse som é música para os ouvidos de um tenista.
Esse som é o resultado da frequência de vibração das cordas. Tensão alta e cordas “vivas” vibram em uma frequência mais alta, produzindo um som mais agudo. É como a corda de um violão: quanto mais esticada, mais agudo o som. O som “certo” te dá confiança, pois ele confirma que você acertou o sweet spot com um material responsivo.
Quando as cordas envelhecem, perdem tensão e elasticidade, a frequência de vibração cai drasticamente. O som muda. Aquele “POC” vibrante desaparece e dá lugar a um som “surdo”, “oco”, “morto”. É um “THUD” ou “PUM”. É um som baixo, sem vida, que indica que a corda não está mais respondendo ao impacto, apenas absorvendo-o de forma “plástica”.
O som “Poc” vibrante vs. O som “Thud” morto
Vamos treinar seu ouvido. Da próxima vez que você encordoar sua raquete, nos primeiros 10 minutos de bate-bola, preste atenção exclusiva ao som. Bata no centro do sweet spot. Ouça esse “POC” limpo. Esse é o seu “som de referência”. É o som da performance máxima do seu equipamento. Tente memorizar essa tonalidade.
Agora, preste atenção ao som da sua raquete quando você já jogou 10 ou 15 horas com ela. O som mudou, não mudou? Aquele “POC” virou um “THUD” abafado. Parece que você está batendo na bola com uma tábua de madeira. Esse som “morto” é o sinal auditivo de que a elasticidade se foi. A corda não está mais vibrando de forma eficiente; ela está apenas… lá.
Quando o som da sua raquete te incomoda, quando ele parece “errado” ou “fraco”, confie no seu ouvido. É um dos indicadores mais confiáveis de que a alma do seu encordoamento já partiu. Não importa se a corda parece visualmente intacta; o som não mente.
A frequência sonora e a tensão
A relação entre o som (frequência) e a tensão é uma ciência. Existem, inclusive, afinadores de raquete, como os usados em violões, que medem a frequência sonora para determinar a tensão (vamos falar mais disso adiante). Mas você não precisa de um aparelho caro para notar a diferença.
Quanto mais baixa a tensão, mais baixa a frequência e mais “grave” o som. Se você encordoou com 55 libras, terá um “PING” bem agudo. Se encordoou com 45 libras, terá um “POC” mais grave, mas ainda assim vibrante. O problema não é o som ser grave; o problema é o som ser “morto”.
A corda morta, mesmo que estivesse com 55 libras (o que é impossível, pois ela perde tensão), soaria “morta” porque o material perdeu a capacidade de vibrar de forma ressonante. Ele não “canta” mais. Portanto, o que você procura não é apenas um som agudo (tensão alta), mas um som “vivo” (elasticidade).
Gravando seu som: Uma tática profissional
Aqui vai uma dica de profissional, que parece exagero, mas funciona. Quando sua raquete estiver recém-encordoada, pegue seu celular, vá para a quadra e grave um vídeo de 30 segundos de você batendo bola, focando no som do impacto. Guarde esse vídeo.
Quando você estiver em dúvida se suas cordas “morreram”, grave um novo vídeo nas mesmas condições. Depois, coloque os fones de ouvido e compare os dois áudios. A diferença será gritante. O primeiro vídeo terá aquele “POC” limpo e explosivo. O segundo terá o “THUD” surdo e sem energia.
Essa comparação objetiva tira o “achismo” da equação. Você terá a prova auditiva de que não é o seu braço que está fraco, mas sim a sua corda que está morta. É uma ferramenta simples, gratuita e incrivelmente eficaz para monitorar a saúde do seu equipamento.
A Regra de Ouro e Por Que Ela (Quase) Sempre Funciona
Ok, professor, você já entendeu os sinais visuais, de sensação e auditivos. Mas eles exigem que você preste atenção constante. E se você quiser uma regra mais simples, uma “receita de bolo” para saber quando trocar? Ela existe, é famosa, e é um ótimo ponto de partida.
A regra de ouro do encordoamento é: “O número de vezes que você joga por semana é o número de vezes que você deve trocar as cordas por ano.” Simples assim. Joga duas vezes por semana? Você deve trocar suas cordas, no mínimo, duas vezes por ano (ou seja, a cada seis meses). Joga quatro vezes por semana? Troque quatro vezes por ano (a cada três meses).
Essa regra é um guia mínimo de manutenção. Ela se baseia na perda de tensão estática (a perda que ocorre com o tempo, mesmo sem jogar) e em um desgaste médio de jogo. É uma regra fantástica para jogadores recreativos que não quebram cordas com frequência e que tendem a esquecer que elas existem. Ela evita que você jogue com uma corda de um ano de idade, que já virou um pedaço de plástico inútil.
A conta clássica: Jogos por semana = Trocas por ano
Vamos detalhar essa conta. Se você joga uma vez por semana, deveria trocar, no mínimo, uma vez por ano. Sinceramente? Eu, como técnico, acho isso muito pouco. Uma corda, especialmente um poliéster, não dura um ano em termos de performance nem em um vácuo. Eu diria para esse jogador trocar, pelo menos, a cada seis meses (duas vezes por ano).
Se você joga três vezes por semana, a regra diz para trocar a cada quatro meses. Isso já começa a fazer mais sentido. Três jogos por semana, digamos de 1h30 cada, são 4h30 de uso semanal. Em quatro meses, são mais de 70 horas de tênis. Uma corda de poliéster já “morreu” com 10 a 20 horas de uso. Um multifilamento talvez dure um pouco mais em “feel”, mas também estará bem desgastado.
Portanto, use essa regra como o prazo máximo absoluto que suas cordas devem ficar na raquete. Se você joga três vezes por semana, não deixe passar de quatro meses. Mas, usando os sinais que aprendeu (visual, som, feel), você provavelmente vai descobrir que precisa trocá-las bem antes disso, talvez a cada dois meses.
Ajustando a regra para o seu estilo de jogo (Spinner vs. Flat)
A regra de ouro é genérica. Ela não leva em conta o seu estilo de jogo, que é um fator crucial no desgaste das cordas. Se você é um jogador “spinner”, que bate com muito topspin, seu swing “raspa” a bola violentamente. Esse atrito acelera todos os tipos de desgaste: o “notching” no poliéster, o “fraying” no multifilamento e a perda geral de elasticidade.
Um jogador de spin pesado desgasta a corda duas a três vezes mais rápido que um jogador “flat” (chapado). Se você é um “spinner” e joga três vezes por semana, a regra dos quatro meses não serve para você. Você provavelmente precisará trocar suas cordas mensalmente, ou até mais rápido, se usar poliéster e quiser manter o nível de spin.
Por outro lado, se você tem um jogo mais clássico, com golpes mais chapados ou com muito slice (que gera menos atrito que o topspin), suas cordas tendem a durar mais em termos de desgaste físico. No entanto, elas ainda sofrem com a perda de tensão. Você pode até seguir a regra dos quatro meses, mas fique atento aos sinais de “bola morta” ou “trampolim descontrolado”.
O fator clima: Calor e umidade acelerando o processo
Os tenistas geralmente ignoram isso, mas o clima tem um impacto gigantesco na vida útil das suas cordas. As cordas são polímeros (plásticos) ou, no caso da tripa, material orgânico. Ambos são sensíveis à temperatura e umidade.
O calor é o grande vilão. Deixar sua raqueteira no porta-malas do carro em um dia de sol é o jeito mais rápido de matar suas cordas. O calor acelera o processo de “relaxamento” do material, fazendo a tensão despencar vertiginosamente. Uma corda que duraria 10 horas de jogo pode perder toda a “vida” em um dia dentro de um carro quente. O calor também torna as cordas (especialmente poliéster) mais macias, o que pode aumentar o “notching” e a perda de controle.
A umidade é a inimiga número um da tripa natural, fazendo-a inchar e desfiar rapidamente. Mas ela também afeta os multifilamentos, que podem absorver um pouco de umidade e ficar mais “pastosos” e pesados. O frio extremo, por sua vez, torna os poliésteres extremamente duros e desconfortáveis, aumentando o risco de lesão. Proteja sua raquete das variações climáticas.
Comparativo de Cordas: Durabilidade vs. Performance
Nem toda corda é criada igual. A sua escolha de corda impacta diretamente quando e como você precisará trocá-la. Um jogador que usa tripa natural terá uma experiência de troca completamente diferente de um jogador que usa poliéster. Entender as três principais “famílias” de cordas é essencial para gerenciar seu equipamento.
As famílias são: Poliéster (ou Co-poliéster), Multifilamento e Tripa Natural. (Existem também as tripas sintéticas, ou “synthetic guts”, que são geralmente um núcleo sólido com um envoltório, sendo uma opção mais barata e menos performática que os multifilamentos). Vamos focar nas três grandes.
A escolha entre elas é um eterno triângulo: Conforto, Durabilidade e Performance (Spin/Controle). Você raramente consegue ter os três ao mesmo tempo. O poliéster te dá spin e durabilidade (em termos de quebra), mas sacrifica o conforto e a manutenção de tensão. O multifilamento te dá conforto e potência, mas sacrifica a durabilidade de quebra. A tripa natural te dá tudo (potência, conforto, manutenção de tensão), mas sacrifica a durabilidade de quebra (especialmente na umidade) e, claro, o seu bolso.
A Batalha dos Materiais: Poliéster vs. Multifilamento vs. Tripa Natural
Para entender quando trocar, você precisa entender como cada material “morre”. O poliéster morre de “morte súbita”: ele perde a elasticidade e o “snapback” muito rápido. O Multifilamento morre de “morte lenta”: ele vai desfiando e perdendo potência gradualmente. A Tripa Natural é a que melhor “segura” a tensão, mas é frágil ao desgaste e ao clima.
A tabela abaixo resume as características de cada uma, focando em como elas se desgastam e quando indicam a troca. Pense nela como um guia para escolher seu “motor” e saber como cuidar dele.
| Característica | Poliéster (Poly) | Multifilamento (Multi) | Tripa Natural (Gut) |
| Perfil Principal | Controle, Spin, Durabilidade (de quebra) | Conforto, Potência, “Feel” | Potência, Conforto, Manutenção de Tensão |
| Principal Sinal de Troca | Perda de “snapback” (Notching), som morto, dor no braço. | Desfiar (Fraying) visível. | Desfiar e perda de resposta (menos comum). |
| Como “Morre” | Perde a elasticidade rapidamente. Fica “dura” e “morta”. A performance cai antes da quebra. | Vai desfiando lentamente, perdendo potência e “feel” gradualmente. | Mantém a tensão melhor que todas, mas é sensível à umidade e desfia com o atrito. |
| Vida Útil de Performance | Baixa (aprox. 8-20 horas de jogo) | Média (aprox. 20-40 horas de jogo) | Alta (mantém “feel” por muito tempo) |
| Manutenção de Tensão | Péssima. Perde muito rápido. | Boa. | Excelente. A melhor do mercado. |
| Recomendado Para | Jogadores competitivos que precisam de spin e quebram cordas de Multi/Tripa muito rápido. | Jogadores com dor no braço, iniciantes a intermediários, ou quem busca conforto. | Jogadores que buscam o “feel” máximo e potência, sem se importar com o custo. |
Cordas Híbridas: O melhor dos dois mundos?
Você deve ter notado que muitos profissionais, como Roger Federer ou Novak Djokovic (em diferentes fases da carreira), não usam um tipo só de corda. Eles usam um encordoamento “híbrido”: um tipo de corda nas principais (verticais) e outro tipo nas horizontais (crosses). Essa é uma tentativa de pegar o melhor de cada material.
A combinação mais famosa é Poliéster nas principais (para spin e controle, via snapback) e Tripa Natural nas horizontais (para conforto, potência e “feel”). Isso suaviza a dureza do poliéster e aumenta a vida útil da tripa (que sofre menos atrito nas “crosses”). É uma solução fantástica, mas muito cara. Uma alternativa comum é Poliéster nas principais e Multifilamento nas horizontais.
Quando trocar um híbrido? Você precisa observar os dois materiais. Geralmente, o poliéster nas principais vai “morrer” primeiro (perdendo o snapback e criando “notches”). Mesmo que o multifilamento nas horizontais ainda pareça bom, o conjunto já perdeu sua principal característica (o spin). Em outros casos, o multifilamento (mais macio) pode arrebentar nas “crosses” antes do poliéster. O híbrido exige uma atenção dobrada.
Quando a durabilidade se torna um problema (Cordas que “duram demais”)
Aqui está um paradoxo que confunde muitos jogadores amadores. O marketing das cordas de poliéster foca muito na “durabilidade”. Mas essa é a durabilidade de quebra. Essas cordas são fortes, elas demoram muito para arrebentar. E isso é um problema. O jogador amador, que não tem força para arrebentar um poliéster, fica com aquela corda na raquete por seis, oito, dez meses.
Como vimos, a vida útil de performance de um poliéster é curtíssima (10-20 horas). Isso significa que o jogador amador passa 90% do tempo jogando com uma corda morta, dura, que não gera spin e é um veneno para o cotovelo. A “durabilidade” do poliéster é uma armadilha para quem não quebra corda.
Se você é um jogador que não quebra cordas, fuja dos poliésteres “duros” focados em durabilidade. Opte por multifilamentos de boa qualidade. Eles vão te dar mais conforto, mais potência “fácil” e, o mais importante, eles vão arrebentar quando a vida útil acabar. O multifilamento te força a trocar de corda, o que é, na verdade, uma bênção para o seu braço e para o seu jogo.
Mitos e Verdades sobre a Troca de Cordas
No mundo do tênis, especialmente nos clubes, existem “verdades” que são passadas de geração em geração e que, muitas vezes, estão completamente erradas. Essas “lendas” sobre cordas acabam prejudicando o jogo e a saúde dos tenistas amadores. É hora de usar a tesoura e cortar alguns desses mitos pela raiz.
Como técnico, ouço essas frases todos os dias na quadra. “Ah, mas meu amigo disse…”, “Mas eu li no fórum que…”. O problema é que o equipamento de tênis é muito pessoal e o que funciona para um profissional de 20 anos que treina 6 horas por dia não se aplica a um jogador de fim de semana de 45 anos.
Vamos desmistificar três das frases mais comuns que eu ouço sobre a vida útil das cordas. Entender por que elas estão erradas vai te poupar de muita dor de cabeça (e dor de cotovelo) no futuro, e te ajudará a tomar decisões mais inteligentes sobre o seu equipamento.
“Só troco quando quebra”: O maior erro do amador
Esse é o mito número um, o rei de todos os equívocos. Como já discutimos exaustivamente, a corda “morre” (perde elasticidade e tensão) muito, mas muito antes de quebrar. A quebra física é apenas o último estágio de um longo processo de degradação. A performance já foi embora há semanas, ou até meses.
O jogador que espera a corda quebrar está, na prática, aceitando jogar com um equipamento defeituoso. É como um piloto de corrida que só troca os pneus quando eles furam. Ele não percebe que, muito antes de furar, o pneu já estava “careca”, sem aderência, comprometendo toda a performance do carro nas curvas. No tênis, é a mesma coisa.
Se você usa poliéster, esperar quebrar é uma sentença de lesão. Esse material não foi feito para durar meses na raquete; foi feito para durar horas, ser trocado, e oferecer performance máxima. Se você usa multifilamento, esperar quebrar é menos perigoso para o braço, mas você estará jogando com uma corda “desfiada” e sem potência por muito tempo. Adote o mantra: “Troca-se pela performance, não pela quebra”.
“Meu encordoador disse que essa corda dura 6 meses”
Seu encordoador é seu amigo, mas ele pode estar simplificando demais a informação, ou você pode estar interpretando mal. Quando ele diz que a corda “dura” 6 meses, ele provavelmente está se referindo à durabilidade de quebra para um jogador médio, ou aplicando a “regra de ouro” (se você joga 2x/ano). Ele não está falando da vida útil de performance.
Nenhuma corda, nem mesmo a melhor tripa natural, mantém suas características originais por seis meses de uso regular. A perda de tensão é um fato físico. Além disso, o encordoador não sabe seu estilo de jogo. Você dá muito spin? Você bate chapado? Você joga na chuva? Você larga a raquete no carro? Todos esses fatores mudam a equação.
O seu encordoador pode te dar uma estimativa inicial, mas você é o piloto da raquete. Você que precisa sentir os sinais de morte da corda. A melhor relação com seu encordoador é a de diálogo. Chegue para ele e diga: “Encordoei com essa corda há um mês, joguei 10 vezes, e estou sentindo a bola ‘morta’ e meu braço doendo”. Ele, então, poderá sugerir uma corda diferente ou uma tensão nova, baseada no seu feedback real.
“Usar ‘string savers’ aumenta a vida útil?”
“String savers” são pequenas pecinhas de plástico que você encaixa no cruzamento das cordas, no sweet spot. A promessa é que eles reduzem o atrito entre as cordas, diminuindo o “notching” (entalhe) e, assim, fazendo a corda durar mais antes de quebrar.
Eles funcionam? Sim, eles de fato reduzem o atrito e podem aumentar o tempo até a corda arrebentar. Mas agora você já sabe: aumentar a durabilidade de quebra não é necessariamente uma coisa boa! O que o “string saver” faz é “travar” as cordas principais no lugar, impedindo-as de se moverem. Em outras palavras, ele mata o “snapback”.
Ao usar “string savers” em uma corda de poliéster, você está eliminando o principal motivo de usar essa corda: a geração de spin. Você “salva” a corda da quebra, mas “mata” a performance dela instantaneamente. Além disso, eles adicionam peso à cabeça da raquete e deixam o “feeling” da batida mais “duro” e estranho. É uma solução que cria mais problemas do que resolve.
Ferramentas e Métodos Avançados de Medição
Se você é um jogador mais “nerd”, como eu, e gosta de dados objetivos, talvez os sinais de “feeling” e som não sejam suficientes. Você quer números. Você quer saber exatamente quanta tensão sua raquete perdeu. Felizmente, a tecnologia moderna oferece algumas ferramentas para isso.
Usar métodos avançados de medição tira o “achismo” da equação. Eles são ótimos para testar diferentes cordas e descobrir qual delas “segura” mais a tensão para o seu tipo de jogo. Você pode fazer um teste A/B, encordoando duas raquetes iguais com cordas diferentes e medindo a perda de tensão delas ao longo de duas semanas.
Essas ferramentas transformam o gerenciamento do seu equipamento em uma ciência. Elas não são essenciais para jogadores casuais, mas para quem leva a competição a sério, mesmo em nível de clube, elas podem ser um diferencial. Vamos ver as três principais formas de medir objetivamente a vida da sua corda.
O App de celular funciona? (Medidores de frequência)
Sim, e surpreendentemente bem. Existem vários aplicativos de celular (como o TennisTension ou Stringster) que usam o microfone do seu telefone para medir a frequência sonora da sua corda. O processo é simples: você abre o app, segura o celular perto da raquete e “dedilha” as cordas, como se fosse um violão. O app ouve o som e o traduz em uma frequência (em Hertz, Hz).
Essa frequência está diretamente ligada à tensão. Quanto maior a frequência (som mais agudo), maior a tensão. O truque aqui não é saber a tensão exata em libras (a conversão nunca é perfeita), mas sim medir a perda relativa.
O método correto é: assim que pegar sua raquete recém-encordoada, meça a frequência e anote. Digamos que deu 350 Hz. Jogue por uma semana. Meça de novo. Agora está em 310 Hz. Você sabe objetivamente que perdeu uma quantidade significativa de tensão. Com o tempo, você vai descobrir qual é a sua “frequência da morte”. Você vai aprender, por exemplo, que abaixo de 300 Hz, seu jogo desanda. Quando o app mostrar 300 Hz, é hora de cortar as cordas, independentemente de qualquer outro sinal.
O ERT (Electronic Racket Tuner): Precisão de torneio
Se o app de celular é a solução caseira, o ERT (como o ERT 300 ou aparelhos similares) é a ferramenta profissional. É um dispositivo eletrônico pequeno que você prende na raquete. Ele “excita” as cordas com uma pequena vibração e mede a rigidez da “cama de cordas” (o “Dynamic Tension” ou DT).
O ERT é o que muitos encordoadores profissionais usam em torneios para garantir que todas as raquetes de um jogador estejam com a mesmíssima tensão. A vantagem dele é a precisão e a consistência. Ele não depende da acústica do ambiente, como o microfone do celular. Ele te dá um número (o valor DT) que é um indicador direto da “saúde” do seu encordoamento.
Assim como o app, você mede o valor DT quando a raquete é nova (ex: DT 38) e estabelece um limite de perda (ex: quando chegar em DT 32, eu troco). É uma ferramenta cara para um amador, mas se você é capitão de equipe, técnico, ou apenas muito apaixonado por equipamento, é o melhor que o dinheiro pode comprar para monitoramento de tensão.
O “diário de bordo” da raquete: O método mais confiável
Este é o meu método preferido, pois combina o melhor da tecnologia com o melhor da percepção humana. E é quase gratuito. Você só precisa de um caderno, um app de notas no celular, ou até mesmo uma etiqueta amarrada na sua raquete. Crie um “diário de bordo” para seu encordoamento.
Toda vez que você encordoar, anote:
- A data.
- O modelo da corda (ex: RPM Blast).
- A tensão (ex: 50 libras).
- (Opcional) A medição do app de frequência (ex: 350 Hz).
Depois de cada vez que você jogar, anote rapidamente:
- Tempo de jogo (ex: 1h30).
- “Feeling” (ex: “Ótimo, muito spin” ou “Começando a ficar meio ‘morto'”).
- (Opcional) A nova medição do app (ex: 340 Hz).
Pode parecer trabalhoso, mas depois de um mês, você terá um relatório completo sobre a vida útil daquela corda. Você saberá, por exemplo, que a “RPM Blast a 50 libras” tem uma performance incrível nas primeiras 5 horas, fica “OK” até as 10 horas, e “morre” completamente com 12 horas de jogo. Esse diário é o seu guia pessoal e definitivo. Ele te permite parar de adivinhar e começar a saber, com dados reais, exatamente quando suas cordas precisam ser trocadas.

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
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