Como escolher uma raquete de tênis para salvar seu cotovelo e voltar a jogar solto

Fala, campeão! Que bom que você parou um pouco para ler isso antes de entrar em quadra de novo. Se você está aqui, é provável que já tenha sentido aquela fisgada chata na parte externa do cotovelo ou conhece alguém que vive com gelo no braço depois do jogo. O famoso “tennis elbow”, ou epicondilite lateral para os íntimos da medicina, é o pesadelo de qualquer tenista, do amador ao profissional. Mas eu tenho uma boa notícia para você: muitas vezes, o problema não é que seu braço está “velho” ou “fraco”, mas sim que você está usando uma ferramenta que está brigando contra o seu corpo.

Imagine tentar pregar um prego na parede usando uma pedra irregular em vez de um martelo balanceado. É mais ou menos isso que acontece quando jogamos com a raquete errada. Como treinador, já vi dezenas de alunos quase desistirem do esporte por dores que poderiam ser resolvidas com uma mudança de equipamento e alguns ajustes técnicos. O mercado de tênis é cheio de marketing, pinturas bonitas e promessas de “mais potência”, mas pouca gente te explica a física que vai salvar seu tendão.

Hoje, vamos ter uma conversa franca, de treinador para aluno. Esqueça um pouco as propagandas dos jogadores top 10 da ATP. O que o Nadal ou o Djokovic usam é feito para eles, que treinam seis horas por dia e têm braços de aço. Nós precisamos focar no que vai manter você jogando tênis até os 80 anos, com sorriso no rosto e zero dor. Vamos mergulhar fundo na escolha da sua próxima parceira de quadra.

Entendendo a Física do Impacto: O Que Acontece Quando a Bola Bate

Para escolher a raquete certa, você precisa visualizar o que acontece no milissegundo em que a bola toca as cordas. É uma colisão violenta. A bola vem a 80, 100 km/h, e sua raquete precisa desacelerar esse objeto e mandá-lo de volta. Essa energia do impacto não desaparece; ela viaja. Parte vai para a bola, mas o “reco-reco” (a vibração e o choque) desce pelo aro, passa pelo cabo e entra direto no seu braço. O segredo para evitar lesões é minimizar a quantidade de “sujeira” (choque tóxico) que chega ao seu cotovelo, para raquetes de tenis para jogadores idosos

O mito da raquete leve: Por que massa é sua amiga

Existe um mito gigantesco nas lojas de esporte de que “raquete leve é melhor para o braço”. Cuidado, isso é uma meia-verdade perigosa. Quando você usa uma raquete muito leve (abaixo de 285g, por exemplo), ela tem pouca massa. Lembra das aulas de física? Força é igual a massa vezes aceleração. Se a sua raquete não tem massa suficiente, quando a bola pesada bater nela, a raquete vai “perder” a briga. A raquete vai torcer e recuar violentamente.

Quem segura esse tranco? Exatamente: seu punho e seu cotovelo. Uma raquete um pouco mais pesada (estática), digamos entre 295g e 310g, tem mais estabilidade natural. Ela atravessa a bola. É como a diferença entre bater em um muro com um caminhão e bater com uma bicicleta. O caminhão (raquete pesada) nem sente o impacto; a bicicleta (raquete leve) é destruída.

Claro, você não pode pegar uma clava de 350g que não consiga mover. Mas o segredo é encontrar a raquete mais pesada que você consiga manusear confortavelmente durante um set inteiro. O peso absorve o choque para você. Se você tem sentido dores, experimente subir um pouco o peso da sua raquete atual usando fitas de chumbo nas posições 3 e 9 horas do relógio (nas laterais da cabeça). Você vai sentir que a raquete treme menos na sua mão.

A rigidez do aro (RA): A diferença entre bater em concreto e na areia

Este é um dado que vem escondido nas especificações, mas é crucial: o índice de rigidez, ou RA (Rating). As raquetes modernas, especialmente as voltadas para potência (como a famosa Pure Drive), são muito rígidas. Um aro rígido não deforma quando bate na bola, devolvendo toda a energia para o golpe. Isso é ótimo para gerar potência fácil, mas é terrível para o seu braço. É como pular de uma altura de dois metros e cair em chão de concreto. O impacto volta seco nas suas articulações.

Para quem tem cotovelo de tenista, precisamos de um aro flexível. Uma raquete flexível (com RA abaixo de 65, idealmente perto de 60 ou 62) funciona como um amortecedor. No impacto, o aro “dobra” ligeiramente para trás, segurando a bola por uma fração de segundo a mais e dissipando a vibração ruim antes que ela chegue à sua mão. É como cair na areia fofa.

Muitos alunos reclamam no início: “Professor, parece que a raquete está ‘morta’, a bola não anda”. Isso é normal na transição. Uma raquete flexível exige que você faça o movimento completo, o “swing” longo. Ela não dá potência de graça, mas ela te dá saúde. E com o tempo, você aprende a gerar sua própria potência, o que melhora sua técnica. Busque sempre perguntar o RA da raquete. Se o vendedor disser “70” ou “72”, fuja. Procure números baixos.

O equilíbrio (Balance) e a manobrabilidade

O equilíbrio da raquete diz onde o peso está distribuído. Raquetes podem ser “Head Heavy” (peso na cabeça), “Even” (equilibradas) ou “Head Light” (peso no cabo). Para quem sofre de dores no braço, raquetes com peso deslocado para a cabeça são arriscadas. Embora ajudem a dar potência em raquetes leves, elas aumentam o “swingweight” (a sensação de peso em movimento), criando uma alavanca que puxa seu tendão se você atrasar a batida.

O ideal para proteger seu cotovelo é uma raquete “Head Light” (peso voltado para o cabo). Isso torna a raquete muito mais manobrável. Sabe quando você está na rede para volear e precisa mover a raquete rápido? Ou quando precisa corrigir um golpe de última hora? A raquete com peso no cabo obedece rápido.

Isso reduz a tensão nos músculos do antebraço, que não precisam fazer tanta força para iniciar o movimento da cabeça da raquete. Quando você combina uma raquete de peso geral razoável (300g) com um balanço voltado para o cabo (por exemplo, 7 points Head Light), você tem o melhor dos dois mundos: massa para absorver impacto e agilidade para não cansar o braço.

A Importância Vital das Cordas e da Tensão

Posso te contar um segredo? Às vezes a culpa não é da raquete. Às vezes, você tem uma Ferrari na mão, mas colocou gasolina adulterada. No tênis, a “gasolina” são as cordas. Eu vejo isso todo dia: um aluno amador, nível intermediário, usando a mesma corda amarela fluorecente que o Nadal usa, tensionada a 55 ou 60 libras. Isso é um pedido de socorro para o seu cotovelo.

O perigo silencioso das cordas de poliéster (Poly)

As cordas de poliéster (monofilamento) foram criadas para profissionais que quebram corda a cada 20 minutos e precisam de controle absurdo para segurar seus golpes super potentes. O poliéster é um material morto, rígido e sem elasticidade. Quando você bate na bola com ele, o impacto é seco. Para um profissional com técnica perfeita, tudo bem. Para nós, mortais, que às vezes batemos fora do centro (fora do sweet spot), o poliéster transmite um choque brutal.

Se você tem dores no cotovelo, a primeira coisa a fazer hoje — antes mesmo de trocar de raquete — é cortar essa corda de poliéster. “Ah, mas ela dura muito e dá spin”. Sim, ela dura porque é um arame, e quando ela perde a pouca elasticidade que tem (o que acontece em 10 horas de jogo), ela vira um plástico morto que tritura seu tendão a cada forehand. Não vale a pena o custo médico.

Multifilamentos e Tripa Natural: O amortecedor do seu jogo

A cura imediata para muitas dores é a troca para cordas de Multifilamento ou, se o orçamento permitir, Tripa Natural. Essas cordas são feitas de centenas de microfibras trançadas que imitam a estrutura biológica. Elas são macias, elásticas e poderosas. Quando a bola bate, elas fazem um efeito de “cama elástica”, absorvendo a vibração e devolvendo a bola com facilidade.

Usar um bom multifilamento (como a Wilson NXT, Tecnifibre Biphase ou Head Velocity) transforma a sensação da batida. O som muda de um “plack” seco para um “fump” macio. É conforto puro. Você vai sentir que precisa fazer menos força para a bola andar. E menos força muscular significa menos tensão no tendão epicôndilo lateral.

Se você é um quebrador de cordas compulsivo e o multifilamento dura pouco, tente um híbrido: coloque o poliéster (um macio, por favor) apenas nas cordas verticais (mains) e um multifilamento bem macio nas horizontais (crosses). Isso mantém o spin, mas adiciona conforto. Mas se a dor for aguda, vá de multifilamento total sem medo.

A tensão ideal: O efeito trampolim contra a parede de tijolos

Outro erro clássico é usar tensão muito alta (muitas libras ou quilos). Existe a crença de que “mais tensão dá controle”. Até dá, mas transforma sua raquete numa tábua. Quanto mais esticada a corda, menos ela deforma, e mais choque ela transmite.

Para quem tem tennis elbow, a regra é: baixe a tensão. Não tenha medo de encordoar com 48, 45 ou até 40 libras. “Mas professor, vai virar um estilingue!”. No começo parece estranho, mas você ganha uma profundidade de bola incrível sem esforço. Baixar a tensão aumenta o “tempo de permanência” (dwell time) da bola na raquete, espalhando a força do impacto por uma área maior e por mais tempo.

Experimente baixar 10% da sua tensão atual na próxima vez que encordoar. Se você usa 55 lbs, peça 50 ou 49. Seu braço vai agradecer instantaneamente. Lembre-se: o controle da bola deve vir do seu spin e da sua técnica, não de transformar sua raquete em uma parede de tijolos.

O Tamanho do Grip e a Estabilidade

Você já tentou apertar um parafuso com uma chave de fenda de cabo muito fino? Você precisa fazer uma força descomunal com os dedos para a chave não girar em falso, certo? No tênis é igual. O tamanho do cabo (grip) é um fator biomecânico negligenciado.

Como medir sua empunhadura sem erro

O tamanho errado do grip é um gatilho silencioso de lesões. Para medir, segure a raquete com sua empunhadura de forehand (Eastern ou Semi-western). Olhe para o espaço entre a ponta do seu dedo anelar e a base do polegar (a “almofadinha” da mão). Deveria caber exatamente o dedo indicador da sua outra mão nesse espaço.

Se sobrar muito espaço, o grip está grande. Se o seu dedo não couber ou se os dedos tocarem a palma da mão, está pequeno. Essa é a regra básica, mas vamos aos detalhes práticos do dia a dia em quadra.

O problema do grip muito fino e o “efeito alicate”

A moda recente, influenciada por alguns profissionais que usam muito wrist action (munheca), é usar grips mais finos (L2 ou 4 1/4 para homens adultos). O perigo aqui é que, quando o grip é fino demais, a raquete tende a girar na sua mão quando você rebate uma bola descentralizada. Para impedir que a raquete gire, o que você faz inconscientemente? Você aperta com força.

Esse “apertar com força” (o efeito alicate) mantém os músculos extensores do antebraço contraídos durante todo o impacto. Músculo contraído não absorve choque; ele transmite o choque direto para o tendão. Se você acorda com a mão dolorida ou o antebraço “pedrado”, verifique se seu grip não está fino demais. Às vezes, adicionar um overgrip extra já resolve a estabilidade.

Grip muito grosso e a fadiga do antebraço

O oposto também é ruim, embora menos comum hoje em dia. Um grip grosso demais impede que você feche a mão confortavelmente, exigindo força constante apenas para segurar a raquete. Além disso, dificulta a movimentação do punho para gerar top spin. Sem top spin, você tende a bater chapado, o que gera mais choque.

O equilíbrio é fundamental. E lembre-se de trocar o overgrip frequentemente. Um overgrip velho e escorregadio te obriga a apertar a raquete duas vezes mais forte para ela não voar da mão. Um overgrip novo e aderente permite que você segure a raquete como se estivesse segurando um passarinho: firme o suficiente para não fugir, mas leve o suficiente para não machucar. Essa mão relaxada é o segredo da absorção de impacto.

Tecnologias Específicas e Marcas Focadas

Agora que entendemos a física, vamos falar de equipamentos reais. Não sou patrocinado por ninguém, então posso te dar a real sobre o que funciona no mercado.

A tecnologia cinética (Kinetic System)

A marca ProKennex é, sem dúvida, a referência quando o assunto é saúde do braço. Eles têm uma tecnologia chamada “Kinetic”. Imagine que dentro do aro da raquete existem microcâmaras cheias de areia ou microesferas de metal. Quando você prepara o golpe, essa areia vai para trás. Quando você bate na bola, essa massa é lançada para frente no momento do impacto.

Isso faz duas coisas: aumenta a massa no impacto (estabilidade) e absorve a vibração residual. É ciência pura. Para quem tem dores crônicas e não consegue se livrar delas, migrar para uma ProKennex (como a linha Ki 5 ou Ki Q+ 5) costuma ser o “santo remédio”. O design pode não ser o mais moderno visualmente, mas a funcionalidade é inquestionável.

A revolução da flexibilidade moderna

Recentemente, a Wilson lançou a linha Clash, que mudou o mercado. Eles conseguiram criar uma raquete com rigidez baixíssima (super flexível) mas que não perde estabilidade lateral. Isso significa que você tem o conforto de uma raquete antiga de madeira com a potência de uma raquete moderna de grafite. Outras marcas correram atrás: a Head com a linha Boom ou Gravity, e a Yonex com a linha EZONE (que embora não seja super flexível, tem tecnologias de amortecimento excelentes no cabo).

Comparativo de Produtos

Para facilitar sua vida, montei este quadro comparando uma raquete focada totalmente em saúde (nosso “Produto Herói”) com outras duas populares no mercado:

CaracterísticaProKennex Ki Q+ 5 (O Especialista)Wilson Clash 100 v2 (O Moderno Flexível)Babolat Pure Drive (O Padrão de Potência)
Foco PrincipalProteção total do braço e eliminação de vibração.Conforto extremo com sensação moderna e fácil acesso a spin.Potência explosiva e jogo agressivo.
Rigidez (RA)Média/Baixa (mas com sistema ativo de massa).Muito Baixa (~55-60). Flexiona muito no impacto.Alta (~71-72). Rígida para devolver energia.
Tecnologia ChaveKinetic System (Massa móvel que anula o choque).FortyFive (Carbono trançado para flexibilidade estável).FSI Power (Grommets abertos para potência).
Para quem é?Quem tem dor crônica ou histórico de lesão séria.Quem quer prevenir dores sem sacrificar o estilo moderno.Quem tem braço 100% saudável e busca potência máxima (Cuidado!).
SensaçãoSólida, sem vibração, som único de “chocalho” suave.Macia, “amanteigada”, muito conectada à bola.Seca, firme, “crisp”. A bola sai voando.

Se você já está com dor, minha recomendação forte é testar a ProKennex ou a Wilson Clash. Evite raquetes focadas puramente em potência (como a Pure Drive) até que sua técnica e seu braço estejam blindados.

A Técnica como Fator de Proteção

Não adianta comprar a raquete mais cara e medicinal do mundo se você continuar batendo na bola de forma traumática. A raquete ajuda 40%, os outros 60% são como você se move.

O ponto de contato atrasado

O erro número um que causa tennis elbow no backhand (e no forehand) é bater na bola atrasado. Quando você bate na bola depois que ela já passou da linha do seu corpo, seu braço está “espremido”, sem alavanca. O punho tem que fazer uma força absurda para compensar o atraso.

Seu objetivo deve ser sempre bater na bola na frente do corpo. Imagine que você quer pegar a bola antes de ela entrar na sua “bolha” pessoal. O contato à frente permite que seu braço esteja estendido (mas não travado) e que a força venha do ombro, não do cotovelo. Treine o olhar fixo na bola e a preparação cedo. Preparou cedo, bateu na frente, salvou o cotovelo.

A cadeia cinética: Usando o corpo

Você joga tênis com o braço ou com o corpo? A força deve vir do chão. Pernas empurram o chão, quadril gira, tronco gira, ombro projeta o braço e, por último, a raquete chega. Isso é a cadeia cinética. O tenista que joga só com o braço (“arming the ball”), sem girar o tronco, sobrecarrega as pequenas articulações.

O cotovelo é uma articulação pequena feita para dobrar e esticar, não para aguentar a pancada de uma bola a 100km/h sozinha. Quando você usa a rotação do tronco, os grandes músculos das costas e abdômen absorvem e geram a energia. Pense em “bater com o umbigo”, girando o core na direção da batida.

O “Squeeze” excessivo na raquete

Já falamos do grip, mas vale reforçar a técnica de segurar. Muitos alunos entram em quadra tensos, apertando a raquete como se quisessem esganá-la. Essa tensão viaja até o pescoço. Tente manter uma escala de tensão de 1 a 10, onde 10 é esmagar e 1 é cair da mão. Tente jogar no nível 3 ou 4.

No momento do impacto, a mão firma naturalmente (é um reflexo), mas durante a preparação e o follow-through (terminação), a mão deve estar relaxada. Relaxe os ombros. Solte o ar quando bater na bola (o famoso gemido dos tenistas não é frescura, é uma forma de soltar a tensão muscular).

Gestão de Rotina e Retorno às Quadras

Você comprou a raquete certa, encordoou com multifilamento e está corrigindo a técnica. E agora? Como voltar a jogar sem recair?

Aquecimento específico para braço e punho

A maioria dos amadores chega no clube, tira a raquete da mala e começa a bater bola no quadrado. Isso é um crime. Seus tendões estão frios e rígidos (menos irrigação sanguínea). Antes de encostar na raquete, faça 5 minutos de mobilidade.

Gire os punhos, alongue os extensores (braço esticado, puxe a mão para baixo suavemente), gire os ombros. Use um elástico leve para aquecer o manguito rotador. Quando entrar em quadra, jogue mini-tênis (no quadrado) por 10 minutos, focando apenas no toque suave e no centro da raquete. Só vá para o fundo quando estiver suando levemente.

A frequência de troca de equipamento

Já falamos das cordas, mas é sério: corda velha mata o braço. O poliéster perde a propriedade elástica muito rápido. Se você joga 3 vezes por semana, deveria trocar de corda pelo menos uma vez por mês, mesmo que ela não quebre. “Ah, mas é caro”. Mais caro é a fisioterapia e a ressonância magnética. Encare a corda como pneu de Fórmula 1: ela se desgasta e perde performance e segurança, mesmo parecendo nova visualmente.

Também troque as bolas. Bolas velhas, pesadas e sem feltro exigem muito mais força para andarem. Bolas molhadas? Nem pense nisso. O peso da água na bola é veneno para o cotovelo.

Escutando o corpo durante o jogo

Aprenda a diferença entre “dor de cansaço” muscular e “dor de lesão”. Dor muscular é difusa, no meio do músculo. Dor de tendão (tennis elbow) é pontual, aguda, perto do osso. Se sentir essa pontada, pare. Não tente ser herói e “terminar o set”. O tênis permite que joguemos por décadas, desde que respeitemos os sinais de pare.

Se a dor aparecer, gelo por 15 minutos após o jogo ajuda a reduzir a inflamação aguda. Mas o gelo não cura a causa. A cura vem do fortalecimento (exercícios excêntricos com pesinhos leves) e do equipamento correto que discutimos aqui.


Escolher a raquete certa para evitar o tennis elbow é um investimento na sua longevidade no esporte. Não caia na tentação da raquete mais bonita ou da que promete mais potência. A melhor raquete do mundo é aquela que permite que você jogue amanhã, depois de amanhã e na semana que vem, sem dor.

Vá para uma loja especializada, peça para testar uma raquete mais flexível (baixo RA), verifique o equilíbrio Head Light e, por favor, coloque uma corda confortável com tensão baixa. Seu cotovelo vai agradecer, e seu tênis vai fluir muito mais natural.

Você gostaria que eu montasse um plano de aquecimento específico de 5 minutos para você fazer antes de entrar em quadra na próxima vez?

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