E aí, campeão! Tudo certo? Pega uma água aí e senta um pouco. Você me perguntou sobre aquelas duas raquetes que estão na boca do povo, a Head Speed MP e a Yonex Ezone 100. É uma dúvida clássica de quem está querendo definir o arsenal. Ambas são o que chamamos de “clássicas modernas”: raquetes de 100 polegadas, 300 gramas, padrão 16×19… No papel, parecem irmãs. Mas, na quadra, elas têm personalidades totalmente diferentes.
Pense nelas como dois atletas de elite. A Speed MP é o Novak Djokovic (que usa a versão Pro), um jogador completo, elástico, que usa a velocidade do oponente, mestre na mudança de direção e com uma defesa que vira ataque. A Ezone 100 é mais como a Naomi Osaka ou o Nick Kyrgios, pura potência, golpes explosivos, saque dominante e uma capacidade de gerar “free points” (pontos de graça) que assusta.
Escolher entre elas não é sobre qual é “melhor”. Isso não existe no tênis. A pergunta certa é: qual delas vai se encaixar no seu jogo? Qual delas vai esconder suas fraquezas e transformar seus pontos fortes em armas devastadoras? Hoje, nós vamos dissecar essas duas raquetes, golpe a golpe, para você sair daqui sabendo exatamente qual delas levar para a sua próxima partida. Vamos lá.
🎛️ A Batalha da Sensação: Onde o Braço Decide
O primeiro contato com a raquete é tudo. O “feel”, a sensação no impacto, é o que define sua confiança. Antes de falarmos de potência ou spin, temos que falar de conforto e conexão com a bola. É aqui que a diferença entre a Head e a Yonex fica mais óbvia. Elas usam tecnologias completamente diferentes para lidar com a vibração e a resposta que você sente na mão.
A Speed MP, especialmente com a tecnologia Auxetic 2.0, busca uma sensação conectada. Ela quer que você sinta a bola entrando e saindo das cordas. Não é uma raquete “morta” ou excessivamente amortecida. A Head investiu em uma construção que se adapta ao impacto; ela flexiona de forma única, proporcionando um feedback muito limpo.
Por outro lado, a Yonex Ezone 100 é famosa por ser uma das raquetes mais confortáveis e “plush” (luxuosas) do mercado. O objetivo dela é filtrar o máximo de vibração ruim, deixando apenas a sensação de potência limpa. Isso se deve à cabeça isométrica, que cria um sweet spot gigante, e aos sistemas de amortecimento (como o VDM no cabo). Elas são duas filosofias opostas de conforto.
Head Speed MP: A Conexão Auxetic
Quando você pega a Speed MP, a primeira coisa que nota é o equilíbrio. Ela parece rápida no ar, fiel ao nome “Speed”. Mas no impacto, a mágica do Auxetic acontece. A raquete parece “respirar” com a bola. Em golpes mais lentos, como um slice de approach ou um drop shot, ela parece mais flexível e macia, dando a você tempo e sensação para trabalhar o ponto. Em swings rápidos, como uma direita de contra-ataque, a estrutura parece enrijecer, dando estabilidade e controle.
Esse feedback é crucial para jogadores que dependem de toque e variação. Você sente exatamente onde a bola bateu nas cordas. Não é um amortecimento “pastoso”; é uma flexibilidade controlada. Pense nela como um carro esportivo com uma suspensão adaptativa. Ela é confortável, mas nunca te isola da estrada.
Para o aluno que gosta de “sentir” o jogo, que usa ângulos e gosta de saber que a bola fez exatamente o que ele mandou, a Speed é uma professora. Ela te recompensa pela boa técnica e pelo contato limpo. Se você bater chapado ou com spin moderado, a sensação de “pocketing” (a bola afundando nas cordas) é viciante.
Yonex Ezone 100: O Conforto Isométrico
Agora, vamos para a Ezone. Pegar a Ezone 100 depois da Speed é uma experiência diferente. A primeira coisa que você nota é a cabeça: ela não é oval, é isométrica. Parece um “quadrado arredondado”. A Yonex faz isso há décadas por um motivo: o sweet spot é massivo. Você pode bater um pouco fora do centro, seja na ponta ou mais perto do aro, e a raquete ainda entrega uma resposta sólida e potente.
O “feel” da Ezone é definido pela palavra “conforto”. Ela usa o sistema M40X no aro e o VDM (Vibration Dampening Mesh) no cabo para absorver o choque. O resultado é um impacto incrivelmente macio, quase amanteigado. A bola parece explodir das cordas com muito menos esforço e quase zero vibração ruim no braço. É uma sensação de potência “plug-and-play”.
Essa característica é uma bênção para jogadores que querem potência fácil ou que têm sensibilidade no braço. A Ezone perdoa muito mais. Ela não exige que você acerte o centro perfeito toda vez. A sensação é mais “isolada” que a da Speed. Você não sente tanto a bola, mas sente a potência limpa que a raquete gera para você.
O Veredito do Braço: Qual é mais amigável?
Aqui temos um paradoxo. A Yonex Ezone 100 é universalmente conhecida como uma raquete confortável por causa do seu amortecimento superior e do sweet spot gigante. Para a maioria dos jogadores amadores, ela é, sem dúvida, a escolha mais “arm-friendly”. Ela filtra as vibrações ruins de golpes fora do centro, o que acontece muito no nosso nível. Se você tem um histórico de tennis elbow ou apenas quer a sensação mais macia possível, a Ezone é a resposta óbvia.
No entanto, a história não acaba aí. A Ezone é uma raquete mais rígida que a Speed MP (ela precisa ser, para gerar tanta potência). Alguns jogadores com braços muito sensíveis podem, na verdade, sentir essa rigidez em impactos muito fortes. A Speed MP, por outro lado, é tecnicamente mais flexível. Ela tem um índice de “Stiffness” (RA) menor. Isso significa que a raquete em si absorve mais o impacto ao flexionar.
Para o jogador com técnica apurada, que não bate muito fora do centro, a flexibilidade da Speed MP pode ser mais benéfica a longo prazo. Ela transfere menos choque “bruto” porque o aro flexiona mais. Mas, para o jogador médio, o amortecimento da Ezone ganha a batalha do conforto imediato. É a diferença entre um colchão de molas flexível (Speed) e um colchão de espuma de memória de alta densidade (Ezone).
🏆 A Batalha no Fundo de Quadra
É aqui que os jogos são ganhos e perdidos. A linha de base é o escritório de 90% dos jogadores hoje. Como essas duas gigantes se comportam quando você está trocando direitas e esquerdas, buscando consistência, profundidade e aquele spin que tira o oponente da quadra? É aqui que as personalidades delas realmente se separam.
A Speed MP é sobre controle e velocidade de swing. Ela foi feita para o jogador que gosta de construir o ponto, que usa a velocidade do adversário e que confia na sua capacidade de acertar alvos pequenos. Ela não vai te dar pontos de graça, mas também não vai te deixar na mão quando você precisar de precisão cirúrgica.
A Ezone 100 é o oposto. Ela é uma máquina de gerar potência e spin. Ela foi feita para o jogador que quer ditar os pontos, que gosta de agredir com a direita e que quer que sua bola “pule” alto depois de quicar. Ela te dá muita potência “grátis”, o que é ótimo, mas pode exigir um pouco mais de controle para manter a bola dentro da quadra em swings muito exagerados.
Speed MP: O Mestre do Controle e “Plow-Through”
Quando você está na linha de base com a Speed MP, você se sente no controle. A raquete é muito estável para o seu peso de 300g. Ela tem um “plow-through” (capacidade de cortar o ar e atravessar a bola) excelente. Você sente que pode atacar a bola sem medo dela voar descontroladamente. A trajetória da bola (o “launch angle”) é mais baixa e penetrante. Se você gosta de bater mais chapado (flat) ou com spin moderado, a Speed é um bisturi.
A grande vantagem dela é na troca de direção. Quando você está sendo pressionado e precisa mudar a direção da bola, da cruzada para a paralela, a estabilidade e a velocidade do aro da Speed brilham. Você sente que pode “atrasar” o golpe um milissegundo a mais e ainda assim direcionar a bola com precisão. Ela recompensa swings completos e boa preparação.
Ela também é fantástica em slices de esquerda. A estabilidade e a sensação conectada permitem que você corte a bola, mantendo-a baixa e rápida. Ela não flutua. É uma raquete para o contra-atacante ou o “all-courter” que gosta de usar o fundo de quadra para preparar a subida à rede.
Ezone 100: A Máquina de Potência e Spin
Trocar para a Ezone 100 é como ligar o turbo. Imediatamente, você sente a bola saltar das cordas. O acesso à potência é sem esforço. Se você tem um swing mais curto ou mais compacto, ou se apenas quer um “extra” nos seus golpes, a Ezone entrega. A trajetória da bola é visivelmente mais alta. Ela passa da rede com mais margem, o que aumenta a consistência.
Onde ela realmente se destaca é no spin. A combinação da cabeça isométrica, do padrão 16×19 aberto e da potência fácil torna a geração de topspin ridícula. Você pode bater aquela direita com spin pesado (o “heavy ball”) que joga seu oponente para trás da linha de base. A bola não apenas vai funda, ela “dá um coice” no quique.
Para o baseliner moderno, que vive de topspin, a Ezone é uma arma. Ela é incrivelmente divertida de jogar. A desvantagem? Com tanta potência, às vezes você pode “passar do ponto”. Se você tem um swing muito rápido e agressivo, pode precisar de cordas de controle (poliéster) para “domar” a fera e manter a bola dentro das linhas.
Consistência vs. Agressividade
Aqui está o resumo da troca de bola. Com a Head Speed MP, sua consistência virá da precisão. Você vai errar menos porque sabe exatamente para onde a bola está indo. Você vai construir o ponto com mais paciência. É uma raquete que te pede para jogar de forma inteligente, usando ângulos e variações. A agressividade vem da sua capacidade de acelerar o braço, sabendo que a raquete vai controlar a bola.
Com a Yonex Ezone 100, sua consistência virá da margem. A bola passa mais alta sobre a rede e o sweet spot é maior, então você erra menos “na rede” ou “no aro”. Você vai jogar pontos mais curtos. A agressividade é nativa da raquete. Ela te incentiva a soltar o braço e ditar o ritmo. Você vai ganhar mais pontos com “winners” claros.
A escolha é filosófica. Você quer ganhar o ponto como um cirurgião, desmontando o adversário (Speed MP)? Ou você quer ganhar o ponto como um peso-pesado, com um nocaute (Ezone 100)? Ambas são consistentes, mas de maneiras diferentes.
🥅 Jogo na Rede e Transição
Um jogador completo não vive só no fundo. Como essas raquetes se comportam quando você decide subir para a rede, seja para um “saque e voleio” (coisa rara hoje em dia, mas linda) ou depois de um bom approach? Aqui, estabilidade e manuseio são as palavras-chave.
A subida à rede exige que a raquete seja rápida o suficiente para reagir, mas estável o suficiente para bloquear bolas rápidas que vêm no corpo. Você também precisa de “toque” (touch) para matar o ponto com um voleio curto ou um drop-volley.
A Speed MP, com sua sensação conectada e estabilidade torsional, tende a ser a favorita dos voleadores clássicos. Ela parece sólida como uma rocha no bloqueio. A Ezone 100, por ser tão potente e rápida, é excelente para o “poach” agressivo nas duplas, mas pode ser um pouco “viva” demais em voleios de toque.
Speed MP: A Solidez no Bloqueio
Quando você está na rede e o adversário manda uma bola forte, a Speed MP brilha. Ela tem uma estabilidade torsional fantástica. Isso significa que, mesmo que você pegue a bola fora do centro (um pouco para os lados), a cabeça da raquete não “torce” na sua mão. O resultado é um voleio de bloqueio sólido, que vai fundo e com controle.
Você se sente confiante para enfrentar grandes sacadores ou jogadores de fundo potentes. A raquete faz o trabalho pesado de absorver o impacto e redirecionar a bola. Você não precisa fazer um swing completo no voleio; basta “colocar” a raquete na frente, e ela entrega um resultado previsível e controlado.
Em voleios que exigem mais “punch”, ela também responde bem. A sensação conectada permite que você sinta a bola e dê a direção exata que deseja, seja na paralela ou no ângulo cruzado. É uma raquete que te dá segurança no “mano a mano” na rede.
Ezone 100: A Agilidade para o “Poach”
A Ezone 100 na rede é definida pela sua manobrabilidade e pelo seu sweet spot gigante. Ela parece muito leve na mão, permitindo reações rápidas. Para o duplista que gosta de se mexer e “caçar” a bola na rede (o famoso “poach”), ela é elétrica. Você consegue interceptar bolas que outras raquetes não chegariam a tempo.
O sweet spot isométrico é, novamente, um diferencial. Em trocas rápidas na rede, onde você não tem tempo de preparação, acertar o “miolo” da raquete é difícil. A Ezone perdoa muito esses contatos imperfeitos, devolvendo uma bola sólida mesmo quando você só consegue “triscar” nela.
A potência dela também ajuda a “matar” os voleios altos. Quando a bola vem flutuando, você pode dar um “tapinha” e o voleio sai com peso, dificultando a devolução. Ela é uma raquete de voleio mais agressiva e ofensiva.
Toque e “Feel” em bolas curtas
Aqui, a Speed MP leva uma ligeira vantagem para os puristas. Como ela é mais flexível e tem um feedback mais direto, executar voleios curtos (drop volleys) ou “deixar” a bola morrer no pé do adversário é mais intuitivo. Você sente melhor a bola afundando nas cordas e consegue controlar a força com mais precisão.
A Ezone 100, por ser tão potente e amortecida, pode ser um pouco “explosiva” demais para esses golpes de toque. A bola tende a saltar das cordas muito rápido. Você precisa ter uma mão muito calibrada para “tirar o peso” da bola. Não é que seja impossível, mas exige um pouco mais de adaptação.
Em resumo: para voleios de bloqueio e toque, a Speed MP é mais confiável. Para voleios de reação, agilidade e “punch”, a Ezone 100 é mais divertida e explosiva.
🚀 Saques e Devoluções
O primeiro e o segundo golpe do ponto. O saque é sua chance de começar na frente, e a devolução é sua chance de neutralizar a vantagem do oponente. Uma boa raquete de saque combina potência (para o primeiro serviço) e spin (para o segundo). Uma boa raquete de devolução combina estabilidade (para bloquear) e agilidade (para atacar).
A Ezone 100, sem surpresa, é um canhão no saque. A potência fácil e o acesso ao spin a tornam uma das melhores raquetes de saque do mercado para jogadores amadores. A Speed MP é mais sobre precisão. Ela não vai te dar um saque de 200 km/h do nada, mas vai te permitir acertar o “T” ou abrir a quadra com um slice com consistência mortal.
Na devolução, a história se inverte um pouco. A estabilidade da Speed MP é um trunfo contra saques pesados. A potência da Ezone é ótima para atacar segundos saques, mas pode ser difícil de controlar contra primeiros saques muito rápidos.
Head Speed MP: Precisão e Penetração
Sacar com a Speed MP é um exercício de técnica e precisão. Você sente que pode colocar a bola onde quiser. Quer acertar o “T” no lado do iguais? Ela te dá o controle para isso. Quer tirar o cara da quadra com um slice aberto no vantagem? A sensação conectada te ajuda a “raspar” a bola perfeitamente.
Ela não tem a potência explosiva da Ezone. Você precisa gerar sua própria velocidade de braço. Onde ela brilha é no saque “chapado” (flat) e no slice. O saque sai rápido, baixo e penetrante. O segundo saque, com kick, é bom e consistente, mas talvez não pule tanto quanto o da Ezone. É uma raquete para o sacador que confia mais na colocação do que na força bruta.
É a raquete ideal para quem gosta de variar o saque e manter o adversário “adivinhando” para onde a bola vai. A consistência no segundo saque é alta porque a raquete é muito previsível.
Yonex Ezone 100: O “Canhão” de Kick e Slice
Se o seu saque é uma parte importante do seu jogo (ou você quer que seja), a Ezone 100 precisa estar na sua lista de testes. O acesso à potência é imediato. A bola explode. O primeiro saque “flat” sai com uma velocidade impressionante, mesmo sem você forçar o ombro.
Mas o verdadeiro destaque é o segundo saque. O potencial de spin da Ezone é absurdo. O saque com “kick” (topspin) pula alto, tirando o oponente da zona de conforto e muitas vezes forçando uma devolução fraca. O saque slice também é viciante, com a bola fazendo uma curva acentuada para fora da quadra.
Sacar com a Ezone é simplesmente divertido. Ela te dá confiança para soltar o braço, sabendo que a combinação de potência e spin vai manter a bola dentro do quadrado de serviço. É uma arma de “pontos fáceis”.
Absorvendo o Ritmo: Qual devolve melhor?
Na devolução de saque, a escolha depende do seu estilo. A Head Speed MP é uma fortaleza. Contra primeiros saques muito rápidos, sua estabilidade permite que você faça um bloqueio curto e profundo. Você consegue absorver o ritmo do oponente e devolver a bola no pé dele, neutralizando o ponto imediatamente. Ela é ótima para o “chip return”, aquele slice curto e baixo para quebrar o ritmo.
A Yonex Ezone 100 é mais ofensiva. O sweet spot gigante é um salva-vidas, ajudando você a fazer contato sólido mesmo quando está atrasado no golpe. Ela é fantástica para atacar segundos saques. Você pode dar um swing completo e a bola volta funda e pesada.
O desafio da Ezone é contra saques muito rápidos. Como ela é muito potente, se você não tiver uma preparação curta, a bola pode voar. Você precisa aprender a usar o “bloqueio”, mas a raquete naturalmente quer “expulsar” a bola. A Speed é mais natural para o contra-ataque, enquanto a Ezone é mais natural para o ataque.
🎯 O Aluno Ideal: Para Quem Serve Cada Raquete?
Tudo bem, “professor”, já entendi as diferenças técnicas. Mas e eu? Qual é a minha? Essa é a pergunta de um milhão. Depois de analisar golpe por golpe, podemos traçar um perfil de jogador para cada uma dessas raquetes. Lembre-se, isso é um guia, não uma regra.
A escolha da raquete é uma parceria. Ela precisa complementar seu estilo. Se você escolher uma raquete que briga com seu jogo natural, você vai viver frustrado. Se você escolher uma que realça o que você faz de melhor, seu jogo vai para outro nível.
Pense no seu jogo atual e, mais importante, no jogo que você quer ter. Você é um jogador paciente que gosta de longas trocas? Ou é um agressor que tenta terminar o ponto em três bolas? Você joga mais simples ou duplas?
O Perfil do Jogador “Speed”: O All-Courter Tático
O jogador da Head Speed MP é o “all-courter”. É o aluno que eu vejo que gosta de fazer de tudo um pouco. Ele não tem a direita mais forte do clube, nem o saque mais potente, mas ele é sólido em todos os golpes. Ele usa a cabeça, varia o jogo com slices, sobe à rede quando tem a chance e confia na sua consistência e velocidade de pernas.
Esse jogador valoriza o controle acima da potência. Ele quer uma raquete que o obedeça, que coloque a bola exatamente onde ele mirou. Ele tem um swing médio para rápido e completo, e ele mesmo gera sua potência. Ele não gosta da sensação de “bola voando” que raquetes muito potentes dão.
Se você é um jogador que está transicionando de um nível intermediário para o avançado, e sua prioridade é desenvolver a precisão, a variação e o jogo de rede, a Speed MP é a ferramenta perfeita. Ela vai te recompensar pela boa técnica e te dar a confiança para tentar golpes mais difíceis, como a curta na paralela ou o pass-shot na corrida.
O Perfil do Jogador “Ezone”: O Baseliner Agressivo
O jogador da Yonex Ezone 100 é o “baseliner” moderno e agressivo. É o aluno que quer que sua direita e seu saque sejam armas temidas. Ele joga principalmente do fundo de quadra e seu jogo é construído em cima de potência e topspin. Ele quer ditar os pontos e forçar o adversário a correr.
Esse jogador adora a sensação de potência fácil. Ele talvez tenha um swing um pouco mais curto, ou simplesmente quer um “boost” gratuito da raquete. Ele valoriza o conforto e um sweet spot generoso, porque isso lhe dá confiança para soltar o braço sem medo de errar ou de machucar o braço.
Se você é um jogador de nível iniciante a intermediário-avançado que quer mais profundidade, mais spin e um saque mais perigoso, a Ezone 100 vai transformar seu jogo. Ela torna o tênis mais fácil e divertido, perdoando mais e recompensando a agressividade.
Adaptabilidade: Elas funcionam para duplas?
Ambas funcionam muito bem em duplas, mas por motivos diferentes. A Ezone 100, como mencionei, é uma máquina de “poaching”. Sua agilidade na rede e seu saque com spin pesado são armas clássicas de duplas. Ela permite que você seja muito ativo e ofensivo na rede.
A Head Speed MP é a raquete do duplista “sólido”. Ela é fantástica nas devoluções, conseguindo neutralizar grandes sacadores e colocar a bola baixa no pé do jogador que está subindo. Nos voleios, sua estabilidade e toque são superiores para as trocas rápidas e para definir o ponto com precisão, não apenas com força.
A escolha aqui depende do seu papel na dupla. Você é o jogador agressivo que saca e vai para rede? Ezone. Você é o jogador de devolução, o “paredão” que prepara o ponto para o parceiro matar? Speed MP.
📊 Quadro Comparativo: A Batalha das “100 Polegadas”
Você não está sozinho nessa dúvida. A Speed MP e a Ezone 100 competem em um mercado lotado. Para te dar uma visão ainda mais clara, vamos colocá-las lado a lado com duas outras lendas dessa categoria: a Babolat Pure Drive (a rainha da potência) e a Wilson Blade 100 (a nova versão da rainha do “feel”).
| Característica | Head Speed MP | Yonex Ezone 100 | Babolat Pure Drive | Wilson Blade 100 v9 |
| Perfil Principal | Controle Versátil | Potência Confortável | Potência Pura & Spin | Sensação & Controle |
| Potência | Média | Alta | Muito Alta | Média-Baixa |
| Controle | Alto | Médio-Alto | Médio | Muito Alto |
| Spin | Médio-Alto | Alto | Muito Alto | Médio |
| Conforto | Alto (Flexível) | Muito Alto (Amortecido) | Baixo-Médio (Rígida) | Muito Alto (Flexível) |
| Sweet Spot | Médio-Grande | Muito Grande (Iso) | Grande | Médio-Grande |
| Ideal Para | O jogador “All-Court” | O Baseliner Agressivo | O “Power Baseliner” | O jogador de “Feel” |
| Compara a | Djokovic (Controle) | Osaka (Potência) | Roddick (Explosão) | Tsitsipas (Fluidez) |
🔧 Customização e Cordas: O “Tuning” Fino
Uma raquete nunca está completa sem as cordas. As cordas são o “motor” da raquete. Você pode mudar completamente a personalidade da Speed ou da Ezone apenas escolhendo a corda e a tensão certas. E para os jogadores mais avançados, um pouquinho de chumbo (lead tape) pode fazer milagres.
Pense nisso como o ajuste fino. A raquete te dá 90% do caminho; os últimos 10% de performance vêm da customização. Uma corda errada na Ezone pode torná-la um canhão descontrolado. Uma corda errada na Speed pode deixá-la “morta” e sem potência.
Aqui, o objetivo é sempre equilibrar. Raquetes potentes (Ezone) geralmente pedem cordas de controle (poliéster). Raquetes de controle (Speed) podem se beneficiar de cordas que ajudam na potência e conforto (multifilamento ou poliéster macio).
O que colocar na Speed MP (Controle e Conforto)
A Speed MP é uma plataforma muito versátil. Ela aceita quase tudo. Se você quer maximizar o controle e o spin, um poliéster mais macio (como Head Lynx Tour, Solinco Hyper-G Soft ou Yonex Poly Tour Pro) com tensões médias (48-52 libras) funciona de forma brilhante. Você terá o controle da raquete com o “bite” da corda.
Se você achou a Speed um pouco firme demais ou quer mais potência e conforto, uma corda híbrida é a resposta. Coloque um poliéster na vertical (para controle e spin) e um multifilamento de alta qualidade (como Tecnifibre X-One ou Head Velocity MLT) na horizontal (para conforto e potência). É o melhor dos dois mundos e uma configuração muito popular entre os jogadores que usam a Speed.
Evite poliésteres muito rígidos ou tensões muito altas, pois isso pode “matar” a sensação flexível que é o ponto forte da raquete. Você quer trabalhar com a flexibilidade dela, não contra.
O que colocar na Ezone 100 (Domando a Potência)
A Ezone 100 é uma raquete potente e relativamente rígida. O objetivo número um aqui é: controle. Você já tem potência de sobra; agora você precisa garantir que ela aterrisse dentro da quadra. A escolha quase unânime para a Ezone é um copolímero (poliéster).
Cordas como a Yonex Poly Tour Pro (a escolha clássica para a Ezone, macia e controlada), Poly Tour Strike (mais firme, para mais controle) ou Solinco Hyper-G (para spin extremo) são parceiras ideais. Como a raquete já é muito confortável, você pode usar um poliéster sem medo de machucar o braço.
O segredo na Ezone é a tensão. Não tenha medo de subir um pouco (50-55 libras). Uma tensão mais alta vai “acalmar” o sweet spot, diminuir o “efeito trampolim” e te dar o controle direcional que você precisa. Usar um multifilamento nela é arriscado; a bola pode voar sem controle.
O papel do Lead Tape: Ajustando o equilíbrio
Quando você ficar mais avançado, pode querer “brincar” com o peso. A Speed MP, por exemplo, responde incrivelmente bem a um pouco de peso extra nas posições de 3 e 9 horas (nas laterais da cabeça). Isso aumenta a estabilidade e o “plow-through” dela, deixando-a parecida com a versão “Pro” de Djokovic, mas sem o peso excessivo.
A Ezone 100, por ser mais leve na cabeça, às vezes pode parecer instável contra bolas muito pesadas. Um pouco de chumbo nas posições de 10 e 2 horas (no topo da cabeça) pode aumentar o sweet spot e a potência ainda mais, mas cuidado para não deixá-la lenta demais.
Minha recomendação? Jogue com elas “stock” (originais) por alguns meses. Aprenda a personalidade da raquete. Só depois, se você sentir que falta “aquela coisinha” (mais estabilidade, mais peso no saque), comece a experimentar com o chumbo. É um caminho sem volta, mas muito divertido.
Então, campeão, aí está. A dissecação completa. A Head Speed MP é a ferramenta do estrategista, do jogador que ama o controle e a sensação conectada. A Yonex Ezone 100 é a arma do agressor, do jogador que quer dominar com potência e conforto.
Não existe resposta errada. Ambas são raquetes fantásticas. O próximo passo é o mais importante: pegue as duas para um teste. Vá para a quadra, bata suas direitas, seus saques, seus voleios. Uma delas vai “falar” com você. Uma delas vai parecer uma extensão do seu braço. É essa que você deve levar para casa.
Bom treino!

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
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