Fala, tenista! Tudo certo por aí? Hoje vamos bater um papo muito sério, daqueles que a gente costuma ter na virada de lado, bebendo uma água e secando o suor. Se você entrou em uma loja de artigos esportivos recentemente ou navegou por sites procurando sua próxima “arma”, provavelmente foi bombardeada com raquetes coloridas, com detalhes em rosa ou roxo, e, invariavelmente, super leves. Existe uma crença quase religiosa no mercado de que “mulher precisa de raquete leve”. Mas será que isso ajuda seu jogo ou está, na verdade, segurando sua evolução em quadra?
Eu vejo isso acontecer o tempo todo nas minhas aulas. A aluna chega com uma raquete que parece uma pena, pesando 250 ou 260 gramas, e reclama que a bola está “pesada”, que a raquete gira na mão quando tenta volear ou que o cotovelo está doendo no fim do treino. A verdade é que o marketing adora simplificar as coisas: homens usam raquetes pesadas, mulheres usam raquetes leves. Essa generalização é preguiçosa e, muitas vezes, errada. O seu equipamento precisa respeitar sua biomecânica, seu nível técnico e seus objetivos, não apenas o seu gênero.
Neste artigo, vamos desconstruir esse mito peça por peça. Vou te explicar como a física funciona a seu favor quando você tem um pouco mais de massa na mão, como evitar lesões fugindo das raquetes “de brinquedo” e como encontrar o peso ideal para soltar o braço sem medo. Prepare-se para entender o tênis de uma forma que talvez seu vendedor de loja nunca tenha explicado. Vamos para o play?
A Física por Trás da Batida: Por que Massa Importa?
A Lei da Inércia e o Conceito de “Plow-Through”
Você já ouviu falar em Plow-Through? É um termo que nós, treinadores, amamos. Em tradução livre, seria algo como “atravessar a bola”. Imagine um caminhão batendo em uma bola de tênis e um fusquinha batendo na mesma bola. O caminhão nem sente o impacto; ele continua seu caminho. O fusca sente o tranco e desacelera. No tênis, sua raquete precisa ser o caminhão. Quando você usa uma raquete extremamente leve, a bola vence a batalha do impacto. A bola empurra a raquete para trás antes de sair das cordas, o que tira a profundidade e o peso da sua bola.
Uma raquete com mais massa tem maior inércia. Isso significa que, uma vez que você coloca ela em movimento, ela quer continuar em movimento. Quando a bola atinge as cordas, uma raquete mais pesada não recua. Ela transfere toda a energia cinética do seu swing diretamente para a bola. Isso resulta naquela bola funda, pesada, que empurra sua adversária para o fundo da quadra. Muitas mulheres sentem que “falta força” no braço, quando na verdade falta massa na raquete para fazer o trabalho duro por elas.
Se você joga com uma raquete muito leve, você é obrigada a compensar essa falta de massa gerando uma velocidade de braço absurda para conseguir o mesmo resultado que uma raquete 20 ou 30 gramas mais pesada faria naturalmente. É física pura: Força é igual a Massa vezes Aceleração. Se você diminui a massa, precisa aumentar a aceleração drasticamente. E é aí que a técnica começa a falhar, porque você começa a fazer força excessiva com o ombro e o punho, em vez de deixar a raquete trabalhar.
Estabilidade no Voleio e Devolução de Saque
Pense agora naquele momento tenso do jogo: você está na rede, jogando duplas, e sua adversária solta uma direita fortíssima na sua direção. Se você estiver segurando uma raquete “peso pena”, o que acontece? No momento do contato, a raquete treme, gira na sua mão e a bola morre na rede ou sai sem controle. A falta de massa nas laterais do aro (as posições 3 e 9 horas do relógio) faz com que a raquete tenha baixa estabilidade torsional.
Para jogadoras que gostam de duplas ou que enfrentam sacadoras potentes, uma raquete um pouco mais pesada é fundamental. Ela funciona como um escudo sólido. Você só precisa posicionar a mão e fazer o bloqueio. A massa da raquete absorve a energia da bola vinda e a devolve com controle. Com uma raquete muito leve, você precisa ter um tempo de reação sobre-humano e uma firmeza no punho exagerada para conseguir bloquear bolas rápidas sem que a raquete oscile.
Isso é especialmente crítico na devolução de saque. Quando você enfrenta um saque rápido, muitas vezes não dá tempo de fazer o movimento completo (o backswing). Você precisa fazer um movimento curto e compacto. Nesses movimentos curtos, você depende inteiramente da estabilidade da raquete. Se ela for leve demais, a bola do saque “ganha” da raquete, e sua devolução sai fraca e curta, deixando você vulnerável para o próximo ataque.
Absorção de Choque: Quem Sofre é a Raquete ou Seu Braço?
Aqui está o ponto mais contra-intuitivo que você vai ler hoje: raquetes mais pesadas costumam ser mais macias e amigáveis para o braço do que as leves. Parece estranho, né? Mas acompanhe o raciocínio do “pro” aqui. Quando a bola bate na raquete, ocorre um choque violento. Essa energia de impacto precisa ir para algum lugar. Em uma raquete pesada, a própria massa do material (grafite) absorve grande parte dessa vibração. O aro se deforma levemente e dissipa a energia, protegendo seu braço.
Já as raquetes muito leves, para não quebrarem ao meio por terem pouco material, são construídas para serem extremamente rígidas. Elas são duras. Além disso, por terem pouca massa, elas não conseguem absorver o choque do impacto. Adivinha para onde vai toda essa vibração “suja”? Exatamente: sobe pelo seu punho, viaja pelo antebraço e se aloja no seu cotovelo ou ombro. É como bater em uma parede de concreto com um bastão de metal versus bater com um bastão de madeira maciça.
Muitas alunas chegam para mim com dores crônicas e pedem raquetes ainda mais leves, achando que o “peso” é o culpado pelo cansaço. Na maioria das vezes, o que está machucando elas é a vibração excessiva de uma raquete leve demais que não oferece proteção nenhuma contra o impacto da bola. Aumentar o peso (com sabedoria) muitas vezes faz a dor desaparecer como mágica, porque a raquete passa a absorver a pancada no lugar dos seus tendões.
O Fator Nível de Jogo: A Evolução da Tenista
A Iniciante e a Necessidade de Manuseio
Claro, não vou dizer para uma iniciante que nunca pegou numa raquete começar com o equipamento da Serena Williams. No estágio inicial de aprendizado, a prioridade número um é a manuseabilidade. Você está aprendendo a coordenar os pés, o olhar e o movimento do braço. Uma raquete excessivamente pesada nessa fase pode atrasar o aprendizado porque o músculo cansa antes de a técnica se fixar, fazendo você atrasar o ponto de contato.
Para quem está começando, raquetes entre 260g e 280g são ferramentas úteis. Elas permitem que você faça repetições sem fadiga extrema e facilitam a correção de movimentos no ar. Se você atrasou o swing, é fácil corrigir com o punho de última hora (embora não seja o ideal, acontece). Nesse estágio, a velocidade da bola que vem do outro lado também é menor, então a falta de estabilidade da raquete leve não é tão punida assim.
Porém, o erro comum é ficar nessa faixa de peso para sempre. Muitos vendedores vendem a raquete de iniciante como se fosse “a raquete para mulheres”, criando um teto de vidro para a sua evolução. Assim que você consegue trocar bolas com consistência e começa a enfrentar adversárias que batem mais forte, essa raquete leve deixa de ser uma aliada e vira uma âncora, limitando sua capacidade de gerar e receber potência.
A Transição para Intermediário
Aqui é onde a mágica acontece e onde a maioria das tenistas se perde. Você já joga há um ou dois anos, sabe bater topspin, saca com algum efeito e joga partidas completas. Esse é o momento crucial de abandonar a raquete de 260g e subir para a faixa dos 285g a 300g. Essa transição deve ser gradual, mas é necessária. É como trocar de marcha no carro para pegar a estrada; você precisa de mais motor.
Nessa fase, você vai notar que, com uma raquete levemente mais pesada (digamos, uma de 285g ou 290g), seus voleios ficam mais firmes e seu drive ganha mais peso natural. Você não precisa “esbofetear” a bola com tanta força. A técnica começa a fluir melhor porque o peso da raquete ajuda a guiar o movimento. A raquete cria um pêndulo natural que facilita a aceleração sem tensão muscular excessiva.
Muitas mulheres têm medo dessa mudança achando que o braço vai cansar. Minha experiência em quadra mostra o contrário: o braço cansa menos. Por quê? Porque você para de lutar contra a bola. Você para de ter que gerar 100% da força com o bíceps e o tríceps e começa a usar a massa da raquete para transferir energia. O jogo fica mais fluido, mais “solto”. É aquela sensação gostosa de bater na bola e sentir que ela saiu “limpa”.
A Competidora Avançada e o Controle Absoluto
Para as jogadoras avançadas, aquelas que competem em torneios amadores, interclubes ou que têm uma técnica refinada, o peso é sinônimo de controle. Estamos falando de raquetes acima de 300g, muitas vezes chegando a 305g ou 310g (sim, mulheres usam esses pesos!). Jogadoras profissionais como Iga Swiatek ou Aryna Sabalenka usam raquetes que, com chumbo e personalizações, pesam muito mais do que as vendidas em loja.
Nesse nível, a velocidade da bola é alta. Você precisa de uma raquete que não seja intimidada pela velocidade da adversária. O peso extra permite que você relaxe a mão. Parece paradoxal, mas quanto mais pesada a raquete (dentro do seu limite físico), mais leve você pode segurar o cabo, pois a massa da raquete fará o trabalho de estabilização. Isso gera spin e precisão cirúrgica.
Uma jogadora avançada com uma raquete leve demais se torna errática. A bola “voa” sem controle porque qualquer micro-movimento do punho altera a face da raquete. O peso atua como um estabilizador de direção. Se você tem boa técnica, bom preparo físico e joga regularmente, não tenha medo de testar raquetes que o mercado rotula como “masculinas” ou “de performance”. Seu tênis vai agradecer com bolas que caem a centímetros da linha de fundo.
Biomecânica e Saúde: O Paradoxo da Lesão
O Perigo Oculto das Raquetes “Pena”
Vamos falar de saúde, porque ninguém quer parar de jogar por seis meses para fazer fisioterapia. Existe um mito perigoso de que raquetes leves previnem lesões. A lógica parece simples: “é mais leve, cansa menos o ombro”. Isso é verdade se você ficar apenas segurando a raquete no ar. Mas tênis é um esporte de impacto. Cada batida na bola é uma colisão violenta. E nessa colisão, quem ganha: a bola ou a raquete?
Se a raquete é leve demais (tipo pena), ela perde a colisão. Ela desacelera bruscamente e vibra. Essa desaceleração súbita força seus músculos a contraírem violentamente para segurar a raquete na mão. Esse “coice” repetitivo é um veneno para os tendões. Você acaba recrutando músculos pequenos do antebraço para fazer um trabalho que a inércia da raquete deveria fazer.
Imagine tentar pregar um prego grande com um martelo de plástico bem leve. Você teria que bater com muita força, muitas vezes, e seu braço vibraria a cada impacto. Agora imagine usar um martelo de ferro pesado. Você só levanta e solta; o peso faz o trabalho. No tênis é igual. A raquete leve exige mais esforço muscular por impacto do que a raquete pesada.
Tennis Elbow e a Vibração do Aro
O famigerado Tennis Elbow (epicondilite lateral) é o terror de qualquer tenista. E adivinhe? Ele é frequentíssimo em mulheres que usam raquetes oversize muito leves e rígidas. A vibração viaja pelo quadro rígido da raquete e para exatamente no epicôndilo lateral do seu cotovelo. Com o tempo, isso causa microfissuras nos tendões.
Eu já tive alunas que gastaram fortunas em médicos e fisioterapia, mas continuavam jogando com a mesma raquete de 255g encordoada com uma corda dura. A solução, muitas vezes, foi simples: mudar para uma raquete de 285g ou 300g, com um aro mais flexível e massivo. A massa extra “mata” a vibração antes que ela chegue ao braço.
É claro que a técnica influencia. Bater atrasado ou fora do centro (fora do sweet spot) causa vibração. Mas uma raquete mais pesada é mais indulgente. Mesmo quando você não acerta bem no meio, a massa extra impede que a raquete torça violentamente, protegendo seu punho e cotovelo de torções perigosas que levam a lesões a longo prazo.
Fortalecimento Muscular vs. Equipamento
Você não pode colocar toda a responsabilidade na raquete. Para usar uma raquete mais otimizada (leia-se: um pouco mais pesada), você precisa estar com o corpo em dia. E aqui entra um ponto importante: a força física das mulheres no tênis costuma ser subestimada. Vocês são perfeitamente capazes de manusear raquetes de 300g, desde que haja um trabalho de fortalecimento de ombro, core e antebraço.
O problema é que muitas jogadoras recreativas fogem da academia e querem que a raquete compense a falta de preparo físico. Se você quer subir de nível e usar um equipamento que proteja seu braço e melhore seu jogo, dedique alguns minutos por semana para fortalecer o manguito rotador e os extensores do punho.
Uma raquete mais pesada exige uma preparação de golpe mais cedo. Você precisa armar o golpe antes. Isso te obriga a melhorar sua movimentação de pernas e sua leitura de jogo. No fim, a transição para um equipamento melhor acaba forçando você a se tornar uma atleta melhor, tanto física quanto tecnicamente. É um ciclo virtuoso de evolução, ao escolher uma raquete para mulheres
Personalização e Balanceamento: O Segredo do Circuito
Entendendo a Diferença entre Peso Estático e Swingweight
Aqui entramos na “engenharia” do negócio, algo que diferencia os amadores dos experts. O peso que você vê escrito na raquete (ex: 280g) é o Peso Estático. É quanto ela pesa na balança parada. Mas no tênis, nós balançamos a raquete. O que realmente importa para a sensação de “peso” durante o jogo é o Swingweight (peso em movimento).
Uma raquete pode ser leve na balança, mas se todo o peso estiver concentrado na cabeça (na ponta), ela vai parecer pesada quando você tentar acelerar o golpe. Por outro lado, uma raquete pesada (320g) com o peso todo no cabo vai parecer surpreendentemente leve e manuseável durante o swing.
Para mulheres, o segredo geralmente está em encontrar uma raquete com peso estático médio (285-300g), mas com um equilíbrio voltado para o cabo (head light). Isso dá a estabilidade da massa, mas mantém a raquete rápida para voleios e reações rápidas. Não olhe apenas para as gramas; pergunte sobre o equilíbrio (balance) da raquete.
O Uso de Lead Tape (Fita de Chumbo) para Ajuste Fino
Você comprou uma raquete leve e sentiu que ela está instável? Não precisa vender e comprar outra. Nós usamos um truque velho conhecido no circuito: a fita de chumbo (lead tape) ou fita de tungstênio. São fitas adesivas com peso que colamos no aro da raquete.
Se você sente que sua raquete treme muito ao volear, colocamos 2 ou 3 gramas nas posições de 3 e 9 horas do relógio (nas laterais da cabeça da raquete). Isso aumenta a estabilidade torsional sem aumentar muito o peso total. Se você quer mais potência e plow-through, colocamos um pouco de peso na ponta (12 horas).
Isso permite que você compre uma raquete mais leve e vá “tunando” ela conforme seu jogo evolui. É muito mais barato e eficiente. Comece com uma raquete confortável e vá adicionando gramas aos poucos. Você vai se surpreender como 5 gramas de chumbo bem posicionado podem transformar uma raquete de iniciante em uma máquina de golpes sólidos.
Balanceamento: Cabeça Leve vs. Cabeça Pesada
A maioria das raquetes “leves para mulheres” vendidas em lojas são Head Heavy (peso na cabeça). Elas são feitas assim para ajudar a gerar potência, já que falta massa total. O problema é que peso na cabeça dificulta o manuseio na rede e pode sobrecarregar o punho se você tiver golpes com muito topspin.
Raquetes de performance geralmente são Head Light (peso no cabo). Elas são mais pesadas no total, mas o peso está na sua mão, o que te dá controle total da ponta da raquete. Para mulheres que já desenvolveram uma técnica decente de swing completo, fugir das raquetes “cabeçudas” (peso na ponta) é uma libertação. Você sente que tem mais controle sobre a aceleração e desaceleração da raquete, o que é crucial para deixadinhas, lobs e angulações curtas.
O Papel das Cordas na Equação de Peso e Conforto
Como a Tensão Afeta a Sensação de Peso
Você sabia que a corda errada pode fazer sua raquete parecer um tijolo? Se você usa uma raquete leve, mas encordoada com 60 libras de tensão, você matou a raquete. A tensão alta deixa a trama dura, o que exige muito mais força do seu braço para fazer a bola andar. Isso dá a falsa sensação de que a raquete é “pesada” ou “morta”.
Para mulheres jogando com raquetes de peso intermediário, baixar a tensão é um segredo de ouro. Tente usar 48, 50 ou 52 libras. A corda vai funcionar como um trampolim, ejetando a bola com facilidade. Isso permite que você use uma raquete mais pesada (para ganhar estabilidade) sem sentir que precisa fazer força bruta para a bola passar da rede. O equilíbrio entre peso da raquete e tensão da corda é a chave do conforto.
A Escolha do Material: Multifilamento vs. Poliéster
Aqui vai uma bronca de professor: pare de usar a corda que o Rafael Nadal usa se você não tem o braço do Nadal! As cordas de poliéster (as famosas coloridas, duras) são ótimas para spin, mas são horríveis para conforto e potência. Elas são “peso morto”.
Para a maioria das mulheres, especialmente aquelas em transição de nível ou que buscam conforto, as cordas de Multifilamento (que imitam a tripa natural) são superiores. Elas são macias, potentes e absorvem vibração. Ao usar uma multifilamento, você pode se dar ao luxo de usar uma raquete mais pesada e rígida, pois a corda fará o trabalho de amaciar o impacto. É um casamento perfeito. Deixe o poliéster duro apenas para quando você estiver arrebentando corda a cada duas semanas.
O Padrão de Encordoamento e a Aerodinâmica
Por fim, o padrão de cordas (quantos quadradinhos a raquete tem). Um padrão aberto (16×19) agarra mais a bola e joga ela para cima, facilitando a profundidade. Um padrão fechado (18×20) dá mais controle direcional, mas a bola sai mais baixa.
Raquetes mais pesadas com padrão aberto são excelentes para mulheres que querem jogar com topspin sem fazer esforço excessivo. A massa empurra a bola, e o padrão aberto gera o efeito. Se você pegar uma raquete leve com padrão fechado, vai ter que fazer uma força descomunal para a bola passar da rede com peso. Fique atenta a esses números impressos no aro da raquete, eles mudam completamente a “pegada” do equipamento.
Comparativo Prático: O Que Escolher?
Para facilitar sua vida, montei esse quadro comparando três perfis de raquetes que você vai encontrar por aí. Vamos usar modelos famosos como referência, mas o conceito vale para qualquer marca.
| Característica | Produto A (Leve / “Feminina”) | Produto B (Intermediária / Recomendada) | Produto C (Pesada / Avançada) |
| Modelo Exemplo | Babolat Pure Drive Lite / Wilson Ultra UL | Babolat Pure Drive / Wilson Clash 100 | Wilson Pro Staff 97 / Yonex VCore 97 |
| Peso (sem corda) | 255g – 270g | 285g – 300g | 305g – 315g |
| Estabilidade | Baixa (Treme em batidas fortes) | Média/Alta (Boa para fundo e rede) | Altíssima (Rocha sólida) |
| Potência | Alta (mas exige swing rápido) | Equilibrada (Potência fácil) | Baixa (Você gera a potência) |
| Risco de Lesão | Alto (Vibração excessiva se for rígida) | Baixo (Melhor absorção de choque) | Médio (Exige preparo físico) |
| Público Ideal | Iniciantes totais, juniores ou idosas | A maioria das jogadoras de clube | Competidoras e técnicas apuradas |
| Sensação | “Brinquedo”, rápida, mas instável | Sólida, confortável, versátil | “Espada”, precisa, mas exigente |
O Próximo Passo para o Seu Jogo
Agora que você entendeu que “leveza” não é sinônimo de qualidade e que um pouco de peso pode ser o melhor amigo do seu cotovelo e da sua performance, eu tenho um desafio para você.
Na próxima vez que for à quadra ou à loja, não olhe a cor da raquete. Peça para testar uma raquete na faixa de 290g a 300g com um balanceamento voltado para o cabo. Dê 50 batidas com ela. No começo pode parecer estranho, mas repare em como a bola sai mais fácil, como o voleio firma e como você precisa fazer menos força para a bola chegar no fundo.
Seu jogo merece mais do que uma raquete de plástico bonita. Seu jogo merece estabilidade e potência real. Vamos testar? Te vejo na quadra!

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
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