Fala, campeão. Chega mais perto da rede. Hoje vamos dar uma pausa nos voleios e falar sobre algo que afeta diretamente o seu bolso e a qualidade do seu topspin. Sabe aquela sensação deliciosa de abrir um tubo novo? Aquele “pshh” do gás escapando é música para os nossos ouvidos. Mas você também conhece a frustração de pegar essas mesmas bolas três dias depois e elas parecerem pedras ou batatas murchas, ao escolher bolinhas para jogar tenis
Você já me perguntou se vale a pena comprar aqueles tubos mágicos que prometem trazer a vida da bola de volta. Muita gente no clube fala besteira sobre isso. Tem gente que coloca bola no congelador, tem gente que acha que é tudo golpe de marketing. Como seu treinador, meu trabalho é garantir que você jogue o seu melhor tênis e não jogue dinheiro fora. Vamos mergulhar fundo nessa história de repressurização. A resposta curta é sim, funciona. A resposta longa é: depende de como você faz e do estado da bola.
Prepare sua raquete e sua atenção. Vamos dissecar a ciência, a prática e a economia por trás das bolas de tênis. Você vai sair daqui sabendo exatamente se deve ou não investir num pressurizador e como isso vai mudar a sua rotina de treinos.
A Anatomia Oculta da Bola de Tênis
Para você entender se dá para salvar uma bola, precisa entender primeiro como ela é feita. Não é apenas um pedaço de borracha amarela. O núcleo da bola é uma maravilha da engenharia simples. Ele é feito de borracha natural misturada com diversos aditivos químicos para dar durabilidade e consistência. Dentro desse núcleo oco, os fabricantes injetam gás nitrogênio ou ar comprimido a uma pressão de aproximadamente 14 PSI acima da pressão atmosférica. É essa pressão interna que faz a bola pular quando você saca.
O problema é que a borracha, por mais sólida que pareça a olho nu, é um material permeável em nível microscópico. Imagine uma parede cheia de minúsculos furos que você não consegue ver. As moléculas de gás dentro da bola são pequenas o suficiente para passar por entre as cadeias de polímeros da borracha. É por isso que a bola perde pressão mesmo se você nunca tirar ela do tubo original, caso ele perca o selo. É uma guerra constante onde o gás quer sair para onde a pressão é menor.
Você precisa visualizar isso para entender o processo de recarga. A bola não fura. Ela simplesmente “respira” o ar para fora. Quando a pressão interna se iguala à pressão externa do ar ambiente, a bola morre. Ela não tem mais aquela energia potencial elástica para devolver quando bate nas cordas da sua raquete. Entender essa estrutura porosa é a chave para aceitar que o processo pode ser revertido.
O Núcleo de Borracha e a Guerra dos Gases
A borracha é o coração da questão. Quando você bate na bola, você deforma esse núcleo. A pressão interna força a bola a voltar ao formato esférico original instantaneamente. Isso gera o rebote. Se a pressão interna está baixa, a bola deforma e demora a voltar. Isso mata a velocidade do seu jogo. A qualidade da borracha influencia diretamente na capacidade de retenção desse gás.
Bolas de marcas premium usam uma borracha de densidade maior e com vedação melhorada. Bolas de treino ou de entrada usam borrachas mais porosas. Isso significa que tentar repressurizar uma bola de baixa qualidade é muitas vezes perda de tempo. A estrutura física do material não aguenta o processo ou deixa o gás escapar rápido demais novamente.
Além disso, o gás não sai apenas quando a bola está parada. Cada vez que você marreta um forehand, a compressão violenta força microquantidades de gás para fora através da estrutura da borracha. É um vazamento mecânico forçado. Por isso, bolas usadas em jogos de alto nível duram tão pouco. A violência do impacto acelera a migração do gás através da parede do núcleo.
A Função Crítica do Feltro na Aerodinâmica
Muita gente foca só na pressão e esquece do “cabelo” da bola. O feltro não está lá só para ficar bonito ou amarelo fluorescente para a TV. Ele é essencial para a aerodinâmica. O feltro agarra as cordas da raquete, permitindo que você gere spin. Ele também cria arrasto no ar, o que controla a velocidade da bola e permite que aquele seu lob caia dentro da quadra.
Aqui entra um ponto crucial sobre a repressurização. Você pode injetar ar de volta no núcleo e fazer a bola pular como nova. Mas você não consegue “repressurizar” o feltro. Se o feltro estiver careca, gasto ou muito felpudo, a bola vai ter um voo errático. Uma bola com pressão perfeita mas sem feltro é inútil para um treino sério. Ela vai deslizar nas cordas e voar longe.
Portanto, a repressurização só faz sentido se o feltro ainda estiver em boas condições. Se você joga em quadra dura (lisonda ou cimento), o feltro gasta muito rápido, muitas vezes antes mesmo da pressão acabar. Nesse caso, o pressurizador ajuda pouco. Já no saibro, o feltro dura mais, e a pressão é o que vai embora primeiro. É no saibro que esses equipamentos brilham mais.
Por que a Pressão Foge do Tubo Fechado
Você já comprou um tubo, esqueceu na raqueteira por um ano e, quando abriu, as bolas estavam mortas? Isso acontece porque os tubos de plástico originais não são perfeitamente herméticos para sempre. O selo de metal é ótimo, mas o plástico do tubo em si permite uma troca gasosa muito lenta ao longo dos meses e anos.
A pressão dentro do tubo original é igual à pressão dentro da bola. Isso cria um equilíbrio. O gás não sai da bola porque o ambiente externo (dentro do tubo) tem a mesma “força”. Assim que você puxa o lacre de metal, a pressão do tubo cai para a pressão ambiente. A partir desse segundo, o relógio começa a contar. A bola começa a perder ar.
Mesmo se você colocar a tampa de plástico de volta, ela não veda nada. O ar continua saindo. É aqui que entram os dispositivos de repressurização. Eles tentam recriar aquele ambiente do tubo original selado de fábrica. O objetivo é parar o relógio ou, em alguns casos, voltar o tempo.
O Conceito de Repressurização Desmistificado
Vamos tirar o misticismo da jogada. Repressurizar não é mágica, é física pura. Existem dois caminhos aqui: manutenção e recuperação. A maioria dos dispositivos baratos que você vê por aí apenas mantém a pressão. Eles criam um ambiente de 14 PSI ao redor da bola. Isso impede que o ar saia. É excelente para manter a bola fresca entre um jogo de sábado e o próximo.
A recuperação real exige pressões maiores. Para forçar o ar a entrar de volta na bola através dos poros da borracha, você precisa de uma pressão externa maior do que a pressão interna desejada. Estamos falando de colocar as bolas em um ambiente com 30 a 35 PSI. Isso empurra as moléculas de ar para dentro do núcleo à força.
Você precisa entender a diferença para não comprar o equipamento errado. Se você joga todo dia, um tubo de manutenção é suficiente. Se você joga uma vez por semana e quer reviver bolas que ficaram paradas um mês, você precisa de uma máquina de alta pressão. Não adianta cobrar desempenho de Ferrari em um fusca.
A Diferença entre Manter e Recuperar
Manter é passivo. Você termina o jogo, joga as bolas no tubo pressurizado, fecha e vai para casa. O ambiente interno do tubo se iguala à pressão da bola. O gás fica estagnado. Quando você abrir o tubo na semana que vem, a bola estará exatamente como você a deixou. Ela não melhorou, mas também não piorou. Isso dobra a vida útil da bola facilmente.
Recuperar é ativo. Você pega uma bola que já está meio murcha. A pressão interna dela caiu para, digamos, 8 PSI. Para ela voltar a 14 PSI, você precisa colocá-la em um ambiente de alta pressão. A física obriga o equilíbrio. O ar comprimido do tubo vai penetrar a borracha até que a pressão interna e externa se igualem.
Esse processo de recuperação não é imediato. Não dá para colocar a bola no tubo cinco minutos antes do jogo e esperar milagres. O ar demora para permear a borracha densa. Estamos falando de dias, às vezes semanas, dependendo de quão murcha a bola estava. É um jogo de paciência, não de velocidade.
A Física da Osmose Reversa no Equipamento
O princípio científico aqui é a difusão gasosa. As moléculas movem-se de uma área de alta concentração para uma de baixa concentração. Quando a bola está nova, a alta concentração está dentro. O ar sai. O pressurizador inverte o cenário. A alta concentração está fora. O ar entra.
É vital entender que o ar que entra é uma mistura de gases (nitrogênio, oxigênio, etc.), enquanto as bolas de fábrica geralmente são cheias apenas com nitrogênio ou ar tratado. Isso muda alguma coisa? Na prática, para nós amadores e até profissionais em treino, muito pouco. O peso molecular é similar. A performance de quique será recuperada.
Porém, existe um limite físico. Se você aplicar pressão demais, muito rápido, pode deformar a bola ou “esmagar” o núcleo de forma que ele perca a esfericidade. O processo precisa ser gradual. Equipamentos melhores permitem regular essa pressão para garantir que a entrada de ar seja suave e constante, sem danificar a estrutura da borracha.
O Tempo Necessário para a Mágica Acontecer
Não espere resultados instantâneos. Se você tem uma bola morta e a coloca num pressurizador de alta potência, ela vai precisar de pelo menos 48 a 72 horas para absorver uma quantidade significativa de pressão. Se a bola estiver muito velha, pode levar uma semana.
Isso exige planejamento. Você não pode decidir reviver suas bolas na manhã do jogo. Você precisa ter um ciclo. Um conjunto de bolas está no tubo “cozinhando”, enquanto você usa outro conjunto. Depois do jogo, você troca. Quem usa pressurizador acaba tendo que ter mais bolas no inventário para fazer esse rodízio funcionar.
E tem um detalhe: quando você tira a bola do pressurizador, ela está “supercarregada” na superfície, mas o núcleo pode ainda não estar estabilizado. O ideal é tirar a bola do pressurizador algumas horas antes do jogo para que a borracha se acomode e a pressão se distribua uniformemente.
Mitos e Verdades que Você Escuta no Clube
O vestiário do clube é um lugar cheio de lendas urbanas. Já ouvi de tudo. “Coloca no micro-ondas que o gás expande”. “Põe na geladeira que conserva”. Vamos limpar essas bobagens da sua cabeça agora mesmo. Você precisa basear suas decisões em fatos, não em achismos de quem mal sabe segurar a raquete.
A maioria desses mitos surge de uma má compreensão da física básica. Calor expande gases, frio contrai. Isso é verdade. Mas como isso se aplica à borracha e à retenção a longo prazo é onde a maioria dos tenistas se perde. Vamos derrubar os três maiores mitos que podem estar estragando o seu jogo.
Escute bem o que vou dizer: não invente moda. O tênis já é um esporte difícil o suficiente sem você adicionar variáveis malucas no seu equipamento. Siga a ciência e o que foi testado em quadra.
O Mito da Geladeira e do Micro-ondas
Colocar bolas no micro-ondas é perigoso e estúpido. Sim, o calor vai aquecer o gás lá dentro, aumentar a pressão momentaneamente e a bola vai pular mais. Por cerca de 10 minutos. Depois, o calor vai ter degradado a borracha, tornando-a mais porosa, e a bola vai morrer mais rápido do que antes. Você está literalmente cozinhando a vida útil da sua bola.
E a geladeira? A ideia é que o frio contrai o gás e diminui a pressão, reduzindo a taxa de vazamento. Em teoria, faz sentido. Na prática, o frio endurece a borracha. Borracha dura fica quebradiça e perde elasticidade. Quando você for jogar com essa bola gelada, ela vai parecer uma pedra e não vai quicar direito até esquentar.
O ciclo de esquenta e esfria degrada as propriedades elásticas do polímero da borracha. O ganho marginal em retenção de gás não compensa o dano causado à estrutura do material. Mantenha suas bolas em temperatura ambiente, longe do sol direto. O porta-malas do carro no verão é o maior inimigo das suas bolas, não a falta de geladeira.
A Ilusão de que “Qualquer Pote Serve”
Alguns alunos tentam fazer gambiarras. Pegam um pote de vidro, colocam uma válvula de pneu e acham que resolveram o problema. O problema é a segurança e a vedação. Um pote que não foi feito para aguentar 30 PSI pode explodir. E estilhaços de vidro ou plástico rígido não combinam com seus olhos.
Além disso, a vedação precisa ser perfeita. Um vazamento minúsculo, imperceptível ao ouvido, vai fazer com que todo o seu esforço seja inútil. Você vai deixar as bolas lá por uma semana e, quando abrir, elas estarão iguais. Os equipamentos comerciais usam O-rings (anéis de vedação) de alta qualidade e materiais que suportam a expansão sem romper.
Não economize nisso tentando ser o MacGyver do tênis. Se o pote falhar durante a noite, você perde as bolas. Se falhar na sua mão enquanto você bombeia, você pode se machucar feio. Use equipamentos testados e aprovados para essa finalidade.
A Mentira da Bola Eterna
O pressurizador não transforma a bola em um Highlander. Ela não vai viver para sempre. Lembre-se do que falamos sobre o feltro e a fadiga da borracha. Cada batida deforma o núcleo. Depois de milhares de impactos, a borracha perde a “memória”, a capacidade de voltar à forma original com vigor.
Mesmo que você consiga manter a pressão interna em 14 PSI infinitamente, a borracha vai ficar flácida. A bola vai ficar “oca”. Ela tem pressão, mas quando bate no chão, o impacto é diferente, o som é diferente. Ela perde o peso de bola nova.
O pressurizador prolonga a vida útil em 3, 4, talvez 5 vezes. Mas chega uma hora que a bola tem que ir para o lixo (ou para o cachorro). Não seja aquele cara que joga com uma bola careca e oval só porque ela ainda pula. Isso prejudica o seu desenvolvimento técnico.
Impacto Real no Seu Golpe e Mecânica
Agora vou falar como treinador, não como cientista. O estado da bola muda a sua técnica. Se você treina sempre com bola murcha, você desenvolve vícios. Você começa a fazer mais força do que o necessário para fazer a bola andar. Seu cérebro calibra o golpe para uma bola morta.
Quando você chega num torneio e te dão uma bola nova, pressurizada, sua primeira bola vai na tela de fundo. Você perde o controle. A consistência no treino exige consistência no equipamento. Usar bolas pressurizadas garante que você treine em condições reais de jogo sempre.
Isso sem falar na saúde. Tênis é um esporte de repetição e impacto. Equipamento ruim transfere vibração ruim para o corpo. Vamos analisar como isso afeta seu braço e seu jogo.
A Relação entre Pressão e o Sweet Spot
O sweet spot (ponto doce) da raquete é onde a batida é limpa e sai com potência máxima. Uma bola com pressão correta comprime ao bater nesse ponto e sai com velocidade. Uma bola murcha “morre” nas cordas. Ela exige que você gere toda a energia.
Quando a bola está viva, você pode usar a força do oponente contra ele. Você apenas bloqueia ou redireciona. Com bola velha, você tem que empurrar. Isso muda a mecânica do seu swing. Você começa a “brigar” com a bola em vez de bater nela.
Treinar com bolas repressurizadas mantém seu tempo de bola (timing) afiado. Você se acostuma com a reação rápida da bola na quadra e nas cordas. Isso é vital para evoluir de nível intermediário para avançado.
Como a Bola Murcha Destrói sua Técnica de Spin
Para gerar topspin, você precisa pincelar a bola. A bola precisa ter integridade para “agarrar” nas cordas enquanto você faz o movimento vertical. Uma bola murcha achata demais. Ela fica mais tempo nas cordas, mas sai sem peso, sem aquela rotação agressiva que faz ela cair no fundo da quadra.
Se você joga com bola velha, seu topspin não pega. Você começa a mudar a empunhadura ou o movimento para compensar, tentando levantar a bola na força. Isso cria vícios técnicos difíceis de corrigir depois.
O pressurizador garante que a bola mantenha a rigidez necessária para o spin. Você bate, a bola reage. Se você quer ter um jogo moderno, com muito efeito, a pressão da bola é inegociável.
O Perigo Invisível para o Cotovelo e Ombro
Aqui o assunto é sério. “Tennis Elbow” (epicondilite) é o pesadelo de qualquer tenista. Uma das maiores causas, além da técnica errada, é o equipamento. Raquete muito rígida, corda muito dura ou… bola pesada e murcha.
Quando você bate numa bola morta, a vibração do impacto é diferente. O choque é “seco”. A bola não absorve a energia, ela transmite tudo para o aro e, consequentemente, para o seu tendão. Multiplique isso por 500 batidas num treino. É uma receita para inflamação.
Manter as bolas vivas é uma questão de saúde. É mais barato gastar com um pressurizador do que com sessões de fisioterapia. Cuide do seu braço. Jogue com bolas que tenham vida.
Equipamentos de Repressurização no Mercado
Você já entendeu a teoria, agora vamos para a prática. O que comprar? O mercado tem de tudo. Desde tubos simples de rosca até máquinas complexas com bombas de bicicleta. A escolha depende do seu perfil de uso e do seu orçamento.
Não vou te dizer qual marca comprar, mas vou te mostrar as categorias. Você tem que avaliar se quer apenas manter a bola de um dia para o outro ou se quer ressuscitar bolas mortas. Essa distinção define o preço e a complexidade do uso.
Vamos comparar as opções para você tomar uma decisão informada.
Quadro Comparativo: Opções de Pressurização
| Característica | Tubo de Manutenção (Rosca) | Sistema de Alta Pressão (Ex: Pascal Box) | Solução Caseira (DIY) |
| Função Principal | Manter a pressão original (14 PSI) | Recuperar e Manter (até 30+ PSI) | Varia muito (Incerto) |
| Como Funciona | Ao fechar a rosca, comprime o ar interno. | Usa uma bomba externa para injetar ar. | Adaptações com válvulas de pneu. |
| Eficácia | Boa para bolas novas recém-abertas. | Excelente para qualquer estado da bola. | Risco alto de falha ou vazamento. |
| Preço | Baixo/Médio | Alto (Investimento inicial salgado) | Baixo (Custo de peças) |
| Complexidade | Nenhuma (só rosquear) | Média (precisa bombear e monitorar) | Alta (precisa montar e testar) |
| Durabilidade da Bola | Dobra a vida útil. | Multiplica por 4x ou 5x a vida útil. | Imprevisível. |
Tubos de Manutenção Simples
Esses são os mais comuns. Você coloca as bolas, fecha a tampa e gira uma rosca que comprime o espaço interno, aumentando a pressão. Eles geralmente chegam a 14-16 PSI.
São ótimos para quem joga 2 ou 3 vezes na semana. Você abre um tubo novo, joga, guarda no mantenedor. No próximo jogo, elas estão iguais. É prático, leve e cabe na raqueteira. Não precisa de bomba, não precisa de esforço.
A limitação é que eles não ressuscitam defuntos. Se a bola já perdeu muita pressão, esses 14 PSI não vão ser suficientes para empurrar ar para dentro com eficácia. É um equipamento de preservação.
Sistemas de Alta Pressão com Bomba Externa
Aqui entramos na liga profissional dos pressurizadores, como o famoso Pascal Box ou o Pressureball. Eles têm uma válvula igual à de pneu de bicicleta e um manômetro. Você injeta ar até a pressão desejada (20, 30, 35 PSI).
Isso permite controlar o processo. Quer recuperar bolas de treino? Taca 30 PSI e deixa lá uma semana. Quer manter bolas de jogo? Põe 15 PSI. É versátil e realmente funciona para reverter a perda de pressão.
O contra é o preço e o trabalho. Você tem que andar com uma bomba (alguns kits já trazem) e o processo de abrir e fechar é um pouco mais trabalhoso. Mas se você compra caixas de bolas, esse equipamento se paga em poucos meses.
A Solução Caseira de Baixo Custo
Eu sei que você gosta de economizar, mas cuidado aqui. Tem muito tutorial no YouTube ensinando a fazer tubos de PVC pressurizados. O custo é baixo, mas o risco não vale a pena. O PVC pode estilhaçar se a pressão for excessiva.
Além disso, conseguir uma vedação perfeita em casa é difícil. Você gasta tempo e dinheiro montando algo que vaza ar lentamente durante a noite. Quando vai ver, as bolas não pressurizaram nada.
Minha recomendação de treinador: invista num produto feito para isso. Segurança em primeiro lugar. Deixe as invenções para quem tem oficina e sabe testar limites de pressão de materiais.
Análise Financeira e Ecológica Profunda
Vamos falar de dinheiro. Tênis é um esporte caro. Quadra, professor, cordas, tênis… e as bolas são o custo recorrente mais chato. Um tubo de bolas boas custa caro e dura pouco. Repressurizar é, antes de tudo, uma decisão econômica inteligente.
Mas também é uma questão ecológica. Você tem ideia de quantas milhões de bolas de tênis são descartadas anualmente no mundo? A borracha demora séculos para se decompor. Ao estender a vida da bola, você está reduzindo sua pegada ambiental.
Não é ser pão-duro, é ser consciente. Se você pode usar a mesma bola por 5 jogos com qualidade de bola nova, por que jogar ela fora no segundo jogo? Vamos fazer as contas.
A Matemática do Custo por Hora de Jogo
Se um tubo de bolas custa R$ 60,00 e dura 2 jogos de alto nível, seu custo é R$ 30,00 por jogo. Se você joga 3 vezes por semana, são quase R$ 400,00 por mês só em bolas. É muito dinheiro.
Com um pressurizador de alta performance (que custa, digamos, o preço de 5 ou 6 tubos de bolas), você pode fazer esse mesmo tubo durar 8 ou 10 jogos com qualidade aceitável. Seu custo por jogo cai para R$ 6,00.
Em três meses, o equipamento se paga. O resto do ano é lucro puro. Para um professor ou uma academia, a economia é brutal. Para o amador, sobra dinheiro para trocar a corda com mais frequência ou pagar aquele churrasco pós-jogo.
O Impacto Ambiental do Descarte
Bolas de tênis são um problema ambiental sério. Elas não são biodegradáveis e a reciclagem é complexa porque envolve separar o feltro da borracha. A maioria vai para aterros sanitários.
Ao usar um pressurizador, você reduz seu consumo de bolas pela metade ou mais. Se cada tenista fizesse isso, teríamos milhões de bolas a menos no lixo todos os anos. É uma pequena ação que tem um impacto coletivo gigante.
Além disso, bolas muito velhas, que não servem mais para jogar mesmo repressurizadas, podem ser doadas para ONGs, escolas com crianças iniciando (onde a pressão não importa tanto) ou para abrigos de animais. Dê um destino digno ao material.
Quando Descartar Definitivamente
Mesmo com toda essa tecnologia, chega a hora do adeus. Você precisa saber identificar quando a bola morreu de vez. O primeiro sinal é o feltro. Se está careca, liso, não tem mais grip, acabou. Não importa a pressão, a bola não serve.
O segundo sinal é a deformação. Se a bola ficou oval, jogue fora. Ela vai pular torto e te deixar louco. O pressurizador não conserta formato.
O terceiro sinal é a borracha mole. Se você aperta a bola e sente que a parede da borracha está fina, sem resistência estrutural, mesmo estando cheia de ar, ela já deu o que tinha que dar. Agradeça pelos bons rallies e descarte corretamente.
Próximos Passos para o Seu Jogo
Olha só, depois de tudo isso, acho que você já entendeu que repressurizar não é mito. É uma ferramenta essencial para quem leva o tênis a sério e quer economizar. Não adianta ter a raquete do Federer se você treina com bolas que parecem ameixas secas. A qualidade do seu treino depende da qualidade da sua bola.
Eu sugiro que você comece testando um sistema de manutenção simples se for um jogador de fim de semana, ou parta logo para um sistema de alta pressão se joga torneios e treina pesado. A diferença na quadra é nítida na primeira batida.
Você gostaria que eu te ajudasse a montar uma tabela de treino para testar a diferença de spin entre suas bolas novas e as recuperadas na próxima aula?

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
ExperiênciaExperiência
Professor tênis – Professor tênis Professor tênis Instituto Próxima Geração. IPG · Tempo integral – Instituto Próxima Geração. IPG · Tempo integralmar de 2024 – o momento · 1 ano 2 meses De mar de 2024 até o momento · 1 ano 2 meses Monte Mor, São Paulo, Brasil · Presencial Monte Mor, São Paulo, Brasil · Presencial
Desenvolvimento de liderança e Tecnologias educacionais
Instrutor de tênis Instrutor de tênis Instrutor de tênis Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude Louveira · Meio período Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude Louveira · Meio período fev de 2017 – o momento · 8 anos 3 meses De fev de 2017 até o momento · 8 anos 3 meses Louveira, São Paulo, Brazil