As 5 Melhores Raquetes de Tênis para Iniciantes
E aí, tudo pronto para escolher sua primeira “arma” para a quadra? Ótimo. Eu sou seu professor e vou ser direto ao ponto. Escolher a primeira raquete é um momento crucial. Você não quer uma raquete que brigue com você. Você quer uma parceira. O erro mais comum que vejo meus alunos cometerem é comprar raquetes olhando os profissionais. Esqueça o que o Nadal ou o Djokovic usam. Aquelas são ferramentas pesadas, exigentes, feitas para atletas que treinam o dia todo. O que você precisa é de tecnologia a seu favor.
Estamos procurando três coisas para você: uma cabeça grande, um peso leve e um equilíbrio que ajude a bola a andar. Isso se traduz em facilidade, conforto e, o mais importante, diversão. Se você se cansar em 15 minutos porque a raquete é pesada, ou se errar todas as bolas porque a área de acerto é pequena, você vai desistir do esporte. E o tênis é incrível demais para isso. Nosso objetivo aqui é encontrar uma raquete que perdoe seus erros iniciais e ajude seu swing (o movimento do golpe) a evoluir.
Vamos analisar o que faz uma raquete ser boa para quem está começando. Não vamos falar de “potência” como se você fosse soltar um smash de 200 km/h. Vamos falar de potência “fácil”. É a capacidade da raquete de fazer o trabalho pesado por você. Enquanto seu forehand e backhand ainda estão em construção, a raquete precisa ser uma plataforma estável e generosa. Prepare-se, vamos dissecar as especificações sem complicação.
Descomplicando a Raquete de Tênis: O que Você Realmente Precisa Saber
Antes de olharmos os modelos, você precisa entender o básico da ferramenta. Uma raquete não é só um aro com cordas. É um equipamento de engenharia. Para um iniciante, as especificações são ainda mais importantes, pois elas vão definir a rapidez da sua evolução. Se você pegar uma raquete errada, vai desenvolver vícios de movimento para compensar o peso ou o desequilíbrio.
Muitos alunos chegam aqui com raquetes de 320 gramas, com cabeça pequena, e me dizem: “Professor, meu braço dói”. Claro que dói. Você está tentando mover uma ferramenta profissional sem ter a musculatura ou a técnica de um profissional. O jogo do iniciante é baseado em consistência. Você precisa de uma raquete que te ajude a colocar a bola em jogo, repetidamente, com conforto.
Vamos focar em três pilares: o tamanho da cabeça (o aro), o peso total da raquete e a sua empunhadura (o cabo). Se você acertar esses três fatores, 90% do caminho para uma boa escolha estará feito. O resto é detalhe técnico que, por agora, podemos simplificar. Vamos direto ao que interessa para você hoje.
O ‘Sweet Spot’: Por que o Tamanho da Cabeça Importa (e Muito)
O sweet spot é o centro da raquete, a área ideal de contato com a bola. Quando você acerta a bola ali, ela sai limpa, potente e sem vibrar o seu braço. Para quem está começando, acertar esse centro é o maior desafio. Seu olho, seu pé e sua coordenação ainda estão se ajustando às distâncias da quadra. É normal bater na bola mais na ponta, ou mais perto do cabo.
É aqui que o tamanho da cabeça (o head size) entra. Raquetes para iniciantes têm cabeças maiores, geralmente acima de 100 polegadas quadradas (in²). Modelos com 102, 105, 108 ou até 115 polegadas são comuns. Uma cabeça maior oferece um sweet spot muito mais generoso. Isso significa que, mesmo que você não acerte a bola perfeitamente no centro, a raquete “perdoa” o erro. A bola ainda vai passar por cima da rede com alguma dignidade.
Não se preocupe em parecer amador com uma raquete “cabeçuda”. Pelo contrário, você vai parecer inteligente. Você está usando a tecnologia para acelerar seu aprendizado. Raquetes profissionais (abaixo de 98 in²) exigem que você acerte a bola exatamente no centro, golpe após golpe. Se você errar por um centímetro, a bola morre na rede ou voa para o muro. Deixe essas raquetes para quando seu jogo estiver mais sólido.
O Dilema do Peso: Leveza para Manuseio vs. Massa para Potência
Vamos falar de peso. No tênis, peso (massa) significa potência e estabilidade. Uma raquete pesada absorve melhor o impacto da bola e devolve com mais velocidade. Mas tem um custo: ela exige mais do seu braço. Para o iniciante, o foco não é potência bruta, é velocidade do swing. Você precisa conseguir preparar o golpe a tempo e mover a raquete rápido.
Aqui, o leve é seu amigo. Estamos buscando raquetes (já encordoadas) que fiquem na faixa de 260 a 290 gramas. Uma raquete leve permite que você manobre com facilidade. Você vai conseguir armar o backhand mais rápido, vai conseguir reagir a um voleio surpresa e, principalmente, não vai fadigar seu ombro e cotovelo. A técnica correta do tênis usa o corpo todo, mas no começo, é natural compensar com o braço. Uma raquete leve protege você de lesões, como o famoso tennis elbow (epicondilite lateral).
O outro lado da moeda é que raquetes muito leves podem vibrar mais e sentir mais o impacto de bolas pesadas (se você jogar com alguém mais avançado). Mas, para o jogo de iniciante, onde a bola anda mais devagar, o benefício do manuseio fácil supera qualquer desvantagem. Você precisa de agilidade. Pense na raquete como uma extensão do seu braço; ela não pode parecer uma âncora.
A Pegada Certa: Como Medir o Tamanho do Seu Grip (L2, L3, L4)
Isso é fundamental e muito negligenciado. O grip é o tamanho da empunhadura, o diâmetro do cabo. Se você pegar um grip muito pequeno, sua mão vai ter que apertar demais a raquete para ela não girar. Isso causa tensão no antebraço e pode levar a lesões. Se pegar um grip muito grande, você perde sensibilidade, não consegue fazer as trocas de empunhadura (de forehand para backhand) com agilidade e força o pulso.
Os tamanhos mais comuns para adultos são L2 (4 1/4 polegadas), L3 (4 3/8) e L4 (4 1/2). A maioria das mulheres e homens com mãos menores se encaixam bem no L2. A grande maioria dos homens adultos usa o L3. Homens com mãos muito grandes podem precisar do L4. Um teste simples: segure a raquete com sua empunhadura de forehand. Deve haver um espaço de cerca de um dedo indicador entre a ponta dos seus dedos (o anelar e o médio) e a base da palma da sua mão (a parte “gordinha” do polegar).
Na dúvida, erre para o menor. É muito fácil aumentar um grip L2 para um L3 usando um overgrip (aquela fita que vai por cima do cabo). É quase impossível diminuir um grip L3 para um L2. A pegada correta permite que seu pulso fique relaxado, o que é essencial para gerar o “efeito chicote” do swing e, futuramente, para gerar topspin (o efeito que faz a bola pular).
Entendendo o Material da Sua Primeira Raquete
Agora que você sabe o tamanho e o peso, vamos falar do que ela é feita. O material define o preço, o conforto e a durabilidade da sua raquete. Quando você olha uma prateleira, vê raquetes de R$ 200 e raquetes de R$ 2.000. A diferença está, em grande parte, na composição delas.
Para quem está começando, temos basicamente duas grandes famílias de materiais: o alumínio (e suas fusões) e o grafite (ou carbono). A escolha entre eles impacta diretamente como você vai “sentir” a bola. Uma é mais econômica, a outra é um investimento na sua evolução.
Vou ser direto: se você puder, escolha o grafite. Mas se o orçamento está apertado, o alumínio vai te colocar em quadra. O importante é entender o que cada um entrega. Não caia em promessas de marketing. Foque na física: como o material lida com o impacto?
A Opção Econômica: Raquetes de Alumínio
As raquetes de alumínio são as mais baratas do mercado. Elas são leves e geralmente muito “cabeçudas”. São perfeitas se você quer apenas bater uma bola casualmente no fim de semana, sem compromisso. Elas são duráveis no sentido de que não quebram se caírem no chão, mas não são feitas para alta performance.
O grande problema do alumínio é a vibração. O alumínio é um metal rígido, mas não absorve bem o impacto. Quando você bate na bola (especialmente fora do centro), a raquete vibra muito. Essa vibração é transferida diretamente para o seu pulso, cotovelo e ombro. Se você jogar duas ou três vezes por semana com uma raquete de alumínio, a chance de desenvolver dor no braço é consideravelmente alta.
Elas também são chamadas de raquetes de “fusão” ou “composição” quando misturam alumínio com um pouco de grafite no cabo. Isso ajuda a reduzir a vibração, mas não resolve o problema. É uma escolha de entrada. Serve para você descobrir se gosta do esporte. Se você decidir jogar com frequência, ela será sua primeira troca.
A Escolha de Evolução: Raquetes de Grafite e Composições
Aqui é onde o jogo muda. O grafite (ou fibra de carbono) é o material padrão de todas as raquetes de performance, das intermediárias às profissionais. O grafite é fantástico por duas razões: é incrivelmente leve e, ao mesmo tempo, muito rígido e estável. Isso significa que a raquete não se “dobra” ou torce com o impacto da bola.
A maior vantagem para você é o conforto. O grafite absorve a vibração de forma muito mais eficiente que o alumínio. O resultado é uma sensação de batida “limpa”, “sólida”. Você sente a bola, mas não sente o tranco no braço. Isso permite que você jogue por mais tempo e com mais segurança, focando na sua técnica e não na dor.
Praticamente todas as raquetes da nossa lista “Top 10” são feitas de 100% grafite ou de composições avançadas de grafite. Elas são um investimento inicial maior, sem dúvida. Mas é uma raquete que vai te acompanhar por anos. Ela não vai te limitar. Você pode evoluir de iniciante para intermediário com a mesma raquete de grafite, apenas ajustando as cordas.
O Fator Conforto: Como o Material Afeta a Vibração no Seu Braço
Vamos aprofundar a questão do conforto. O tênis é um esporte de impacto repetitivo. Você vai bater na bola centenas de vezes em uma hora de jogo. Cada impacto gera uma onda de choque. O trabalho da raquete é duplo: transferir energia para a bola e filtrar as vibrações ruins antes que cheguem ao seu braço.
Raquetes de alumínio falham na segunda parte. Elas transferem tudo. Raquetes de grafite são projetadas com tecnologias específicas (como trançado de fibras, materiais viscoelásticos embutidos, etc.) para isolar as frequências de vibração que causam lesões. É por isso que algumas raquetes são famosas por serem “confortáveis”, como a linha Wilson Clash. Elas usam um grafite mais flexível que “abraça” a bola.
Para o iniciante, conforto é sinônimo de tempo de quadra. Quanto mais confortável você estiver, mais você vai querer jogar. E no tênis, tempo de quadra é tudo. É repetição. Portanto, ao escolher sua raquete, pense no material não como um luxo, mas como uma ferramenta de prevenção de lesões e um acelerador do seu aprendizado.
O Lado Técnico: Equilíbrio e Padrão de Cordas
Certo, você já é quase um especialista em peso, tamanho e material. Agora vamos dar um passo além. Duas raquetes podem ter o mesmo peso, mas “parecerem” totalmente diferentes na sua mão. Isso se deve ao equilíbrio (onde o peso está distribuído) e ao padrão de cordas (que define como a bola interage com a raquete).
Esses são conceitos um pouco mais avançados, mas são eles que separam uma raquete “boa” de uma raquete “ótima” para o seu jogo inicial. Você não precisa calcular nada, mas precisa entender o que a etiqueta quer dizer quando fala em “Head Heavy” ou “16×19”.
Vamos simplificar. Estamos procurando uma raquete que gere potência fácil (equilíbrio) e que ajude a colocar efeito na bola (padrão de cordas). Esses dois fatores vão ajudar a bola a passar da rede e cair dentro da quadra.
Equilíbrio: Peso na Cabeça (Potência) ou no Cabo (Controle)?
O equilíbrio é medido em pontos. Uma raquete pode ser “Head Heavy” (HH), ou seja, peso na cabeça. Pode ser “Head Light” (HL), peso no cabo. Ou pode ser “Even” (equilibrada). As raquetes dos profissionais são quase todas “Head Light”, porque eles já têm um swing muito rápido e precisam de manuseio máximo para voleios e reações.
Para você, iniciante, uma raquete leve e com o peso na cabeça (Head Heavy) é uma excelente combinação. Por quê? A física explica. Como a raquete é leve, seu braço não cansa. Como o peso está na ponta (na cabeça), no momento do impacto, a própria raquete ajuda a “empurrar” a bola. Você faz menos força para a bola andar. É a potência fácil que falamos.
Muitas das melhores raquetes de iniciante (como a Head Ti.S6 ou a Wilson Energy XL) são assim. Elas são leves, mas têm o peso deslocado para a cabeça. Isso cria uma alavanca poderosa. O contraponto é que elas podem ser um pouco mais difíceis de manobrar na rede, mas, no começo, seu jogo será 90% no fundo da quadra. Priorize a potência fácil.
Padrão de Cordas (16×19 vs. 18×20): Desvendando o Spin
Padrão de cordas é simplesmente quantas cordas principais (verticais) e quantas cruzadas (horizontais) a raquete tem. Os padrões mais comuns são 16×19 e 18×20. É uma diferença pequena em números, mas gigante na prática.
Um padrão 18×20 é mais “denso”, mais fechado. Você tem mais cordas na mesma área. Isso dá mais controle, uma sensação de batida mais “seca” e é preferido por jogadores que batem “plano” (flat). O problema? Gera menos efeito (spin) e tem um sweet spot menor. Definitivamente não é para iniciantes.
O que você quer é um padrão “aberto”, como o 16×19 (ou 16×18 em alguns modelos). Menos cordas significam mais espaço entre elas. As cordas podem se mover mais no impacto e “morder” a bola. Isso gera o famoso topspin, o efeito que faz a bola girar para frente, passar alta da rede e cair como uma pedra dentro da quadra. Para o iniciante, topspin é segurança. É o que te permite bater mais forte sem mandar a bola no vizinho.
Tensão das Cordas: A Cama Elástica do Tênis
A raquete geralmente já vem encordoada de fábrica. Essas cordas são básicas e vêm com uma tensão média (geralmente entre 50-55 libras). Por agora, isso é mais que suficiente. Mas é bom você saber o conceito para o futuro.
Pense nas cordas como uma cama elástica. Se a cama elástica está muito esticada (alta tensão), você pula nela e ela mal se mexe. Você tem muito controle, mas zero potência. Se a cama elástica está mais frouxa (baixa tensão), você pula e ela te joga para o alto. Você ganha muita potência (o chamado “efeito estilingue”), mas perde controle.
Como iniciante, você se beneficia de tensões mais baixas. Isso aumenta o sweet spot e dá mais potência fácil, poupando seu braço. Quando você comprar sua raquete, jogue com a corda que veio nela. Quando ela arrebentar ou “morrer” (perder a elasticidade), peça para o encordoador colocar uma corda nova (um multifilamento macio é ótimo) com uma tensão mais baixa, talvez 48 ou 50 libras. Isso vai deixar a raquete ainda mais confortável.
O Nosso Top 10: As Melhores Raquetes para Começar o Jogo
Chegamos à lista. Selecionei 10 modelos que são, na minha opinião de professor, as melhores ferramentas para você começar com o pé direito. Todas elas seguem os princípios que discutimos: cabeça grande, peso leve, conforto e foco na potência fácil. A ordem não é rígida; a “melhor” para você vai depender do seu orçamento e da sensação na mão.
Lembre-se, estas são raquetes de “transição”. Elas são projetadas para levar um jogador do zero até o nível intermediário. Elas perdoam erros, protegem seu braço e ajudam a construir uma base técnica sólida. Qualquer uma destas raquetes será uma parceira muito melhor do que aquela raquete velha de alumínio guardada na garagem.
Vamos analisar cada uma, destacando seus pontos fortes. Eu vou focar no que você, como meu aluno, sentiria ao empunhar cada uma delas. Algumas são mais voltadas para potência pura, outras para um equilíbrio entre potência e uma primeira noção de controle. Todas são excelentes escolhas.
1. Babolat Evoke 102
A Babolat Evoke 102 é uma das raquetes de grafite (ou fusão de grafite, dependendo do ano) mais populares para quem está começando. O nome já diz: ela tem uma cabeça de 102 polegadas quadradas. É o ponto ideal: maior que as raquetes profissionais, oferecendo um bom sweet spot, mas sem ser exageradamente grande. Isso ajuda você a sentir que está jogando com uma raquete “séria”.

Com cerca de 270 gramas (sem corda), ela é muito leve. O manuseio é o ponto forte aqui. Você vai sentir facilidade em preparar o swing do forehand e agilidade para se ajustar no backhand. Ela é muito fácil de mover no ar. O equilíbrio dela é levemente voltado para a cabeça, o que ajuda a dar aquele “empurrão” na bola que o iniciante tanto precisa.
A Evoke é uma plataforma estável. Ela não vai te dar uma potência explosiva, mas vai te dar consistência. É uma raquete que te ensina a gerar sua própria potência usando a técnica correta, ao invés de depender 100% da ferramenta. É uma escolha sólida, de uma marca de ponta, que não vai te deixar na mão e tem ótimo valor de revenda quando você decidir evoluir.

2. Wilson Energy XL
Se a palavra que você procura é “facilidade”, a Wilson Energy XL é uma candidata forte. O “XL” no nome se refere a duas coisas: o tamanho da cabeça (112 in²) e o comprimento (ela é um pouco mais longa que o padrão). Essa cabeça gigante cria um sweet spot massivo. É quase difícil errar a bola com ela.

Essa raquete é feita de uma liga de alumínio (AirLite Alloy), o que a torna super leve (cerca de 274g encordoada) e mais acessível. O ponto principal dela é a tecnologia V-Matrix, que cria uma área de acerto muito generosa. Ela também tem “Stop Shock Pads” no aro, que são pequenas almofadas para tentar reduzir a vibração do alumínio.
Por ser tão leve e com a cabeça tão grande, ela é uma máquina de potência fácil no fundo de quadra. Você vai sentir a bola explodindo da raquete com pouco esforço. O comprimento extra também dá mais alavanca no saque. O contraponto é que, por ser de alumínio e tão “cabeçuda”, ela pode vibrar um pouco e oferecer menos controle em golpes mais refinados. É ideal para quem quer diversão imediata.

3. Head Ti.S6
Esta raquete é uma lenda. A Head Ti.S6 está no mercado há anos por um motivo simples: ela funciona. Ela é o exemplo perfeito de raquete leve (cerca de 252g encordoada) e extremamente “Head Heavy” (peso na cabeça). Ela é feita de uma composição de Titânio e Grafite, o que a torna leve, mas muito potente.

O design dela é único, com uma cabeça de 115 polegadas quadradas. Ela é, talvez, a raquete mais potente desta lista. Se você tem um swing mais curto, mais lento, e sente que não tem força no braço, a Ti.S6 é a sua resposta. Ela faz 80% do trabalho por você. O swing mínimo resulta em uma bola profunda.
O padrão de cordas 16×19, combinado com a cabeça enorme, também a torna uma máquina de spin. O contraponto é que ela é tão potente que alguns jogadores iniciantes podem ter dificuldade em “achar” o controle. A bola pode voar se você bater com muita força. É uma raquete para quem precisa de ajuda máxima da tecnologia para colocar a bola em jogo.

4. Yonex Ezone Ace
A Yonex é uma marca fantástica, conhecida pela qualidade de construção. A linha Ezone é focada em conforto e potência. A Ezone Ace é o modelo de entrada dessa família. Ela traz a assinatura da Yonex: a cabeça isométrica (em formato de quadrado arredondado). Isso aumenta o sweet spot em 7% comparado a um aro oval tradicional.

Feita de grafite, ela pesa cerca de 260g e tem uma cabeça de 102 in². É uma combinação muito equilibrada. Ela não é tão explosiva quanto a Ti.S6, nem tão básica quanto uma de alumínio. Ela é uma raquete de grafite “de verdade”, que oferece uma sensação de batida sólida, muito conforto e um ótimo acesso a spin.
A tecnologia “Vibration Dampening Mesh” (VDM) no cabo ajuda a filtrar as vibrações ruins. Isso a torna uma das raquetes mais confortáveis da lista, ideal se você tem receio de dores no braço. É uma escolha de alta qualidade, que parece e se comporta como uma raquete premium, mas ajustada para o jogo do iniciante.

5. Wilson Federer Team
Não se engane pelo nome. Esta raquete não tem nada a ver com a raquete pesada e difícil que o Roger Federer usava. A linha “Federer” da Wilson é voltada para o mercado de iniciantes e intermediários, pegando carona na imagem do mestre. A Federer Team 105 é uma excelente opção.

Ela tem 105 polegadas quadradas e pesa cerca de 290g (encordoada). Ela já está no limite superior do peso para iniciantes, o que a torna uma ótima raquete de transição. Se você é um adulto com uma boa condição física, começar com ela pode ser uma boa ideia, pois ela oferece mais estabilidade do que as ultraleves.
A composição dela é uma fusão de grafite e alumínio, buscando um equilíbrio entre custo e performance. Ela é estável no fundo de quadra e tem uma boa área de acerto. É uma raquete sem frescuras, sólida, que te dá um pouco mais de “massa” para bloquear bolas mais rápidas, sem sacrificar o sweet spot generoso.

Tabela Comparativa: A Batalha dos Gigantes Iniciantes
Para facilitar sua visualização, vamos colocar lado a lado três das nossas principais recomendações, cada uma representando um perfil diferente: a potência máxima (Head Ti.S6), o equilíbrio do grafite (Babolat Evoke 102) e a opção de entrada (Wilson Energy XL).
| Característica | Head Ti.S6 | Babolat Evoke 102 | Wilson Energy XL |
| Material | Composição Grafite/Titânio | Grafite (ou Fusão) | Alumínio (AirLite Alloy) |
| Tamanho da Cabeça | 115 in² (Gigante) | 102 in² (Grande) | 112 in² (Gigante) |
| Peso (Encordoada) | ~252 g (Ultraleve) | ~285 g (Leve) | ~274 g (Leve) |
| Equilíbrio | Head Heavy (Peso na Cabeça) | Head Light (Peso no Cabo) | Head Heavy (Peso na Cabeça) |
| Foco Principal | Potência Máxima | Equilíbrio (Manuseio/Controle) | Potência Fácil (Custo-Benefício) |
| Nível de Conforto | Bom (para potência) | Alto (Grafite) | Razoável (Vibra mais) |
| Ideal Para | Jogador com swing curto que precisa de ajuda máxima para a bola andar. | Jogador que busca uma raquete de grafite “séria” para evoluir. | Jogador casual que busca facilidade imediata e preço baixo. |
Depois da Compra: Como Cuidar da Sua Nova Ferramenta
Ótimo, você escolheu sua raquete. Agora ela é sua parceira. E você precisa cuidar dela. Uma raquete não é um pedaço de metal indestrutível. Ela é um equipamento sensível que precisa de manutenção para continuar performando bem e, mais importante, para continuar protegendo seu braço.
O erro que vejo é o aluno comprar uma raquete de grafite de R$ 1.000 e nunca mais trocar a corda. A corda é o “motor” da raquete. A raquete é o “chassi”. Não adianta ter uma Ferrari com pneu careca.
Cuidar da raquete é simples. Envolve basicamente três coisas: o encordoamento, o grip e o bom senso. Se você fizer isso, sua raquete vai durar anos e seu tênis vai ser muito mais prazeroso.
A Troca do Encordoamento: Quando e Por Quê
As cordas de tênis (sejam elas de nylon, multifilamento ou poliéster) perdem a tensão. Elas morrem. Mesmo que não arrebentem, elas perdem a elasticidade. Uma corda “morta” não absorve impacto e não gera potência. Todo o choque da bola vai direto para o seu braço. É a receita para o tennis elbow.
Uma regra simples: você deve trocar as cordas por ano o mesmo número de vezes que você joga por semana. Joga 1 vez por semana? Troque a corda 1 vez por ano (no mínimo). Joga 3 vezes por semana? Troque a corda 3 vezes por ano. Isso se ela não arrebentar antes.
Quando você for trocar, peça ao encordoador um “multifilamento macio” (como a Wilson Sensation ou Head Velocity) e uma tensão baixa, como 50 libras. Isso vai manter sua raquete confortável e potente. Não use cordas de poliéster (as duras que os profissionais usam) até você ser um jogador avançado que arrebenta cordas toda semana.
O Grip e o Overgrip: Mantendo a Aderência em Dia
A sua mão vai suar. O grip original da raquete (o cushion) vai se desgastar. Ele vai ficar liso, duro e fino. Quando o grip está ruim, você tem que apertar a raquete com mais força para ela não escapar. Isso, de novo, tensiona seu antebraço e causa dor.
A solução é o overgrip. É aquela fita fina e barata que você enrola por cima do grip original. O overgrip é feito para ser trocado. Ele dá aderência, absorve o suor e mantém a pegada “viva”. Assim que ele começar a ficar sujo ou liso (a cada 4-6 jogos), você tira o velho e coloca um novo.
Usar um overgrip protege o grip original (que é caro de trocar) e garante que você sempre tenha a melhor conexão possível com a raquete. É o melhor custo-benefício na manutenção do seu jogo. Mantenha seu grip em dia, e seu pulso ficará relaxado.
Evitando o Desgaste: O que Não Fazer com Sua Raquete
Isso devia ser óbvio, mas eu vejo toda semana. Não bata a raquete no chão. Nunca. Nem de leve. Uma raquete de grafite não é como uma de alumínio. O alumínio amassa; o grafite racha. Uma pequena batida na grade, no poste ou no chão pode criar uma microfissura na estrutura de carbono.
Essa fissura vai crescer com os impactos da bola, e um dia, no meio de um forehand, sua raquete vai simplesmente “explodir” ou ficar mole. E não tem conserto. Raquetes de grafite são feitas para aguentar o impacto da bola, não do piso.
Evite também deixar a raquete dentro do carro em um dia de sol quente. O calor extremo pode comprometer a estrutura do grafite e, principalmente, “matar” a tensão das suas cordas em questão de horas. Leve sua raquete para dentro de casa. Cuide dela, e ela cuidará do seu jogo.

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
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