Review Raquete de Tênis Wilson Burn 100S V5 Performance: A Máquina de Spin do Fundo de Quadra
Como professor, eu vejo a evolução do tênis não apenas nos jogadores, mas nos implementos que eles usam. O jogo moderno exige velocidade, spin e a capacidade de dominar a linha de base. É nesse contexto que a Wilson Burn 100S V5 se encaixa. Ela não é apenas uma raquete, é uma ferramenta projetada para o jogador que gosta de ditar o ritmo, empurrar o adversário para trás e fechar o ponto com autoridade.
Você, que passa horas aprimorando seu forehand, sabe que precisa de um frame que não apenas acompanhe sua velocidade de swing, mas que a amplifique. A Burn 100S V5 faz exatamente isso. Ela é um convite aberto para liberar a potência do seu braço. A cor Burnt Orange, vibrante e chamativa, não é por acaso. Ela sinaliza a intensidade com que você pretende jogar.
Eu testei esta raquete em diversas situações, desde o treinamento de alta intensidade até o match competitivo, e posso garantir: ela tem uma identidade clara. Não é uma raquete para quem busca o toque delicado da rede ou o conforto supremo de um frame flexível. Esta é uma arma de precisão pesada, focada em entregar duas coisas essenciais para o jogador de alto nível: Potência Bruta e Geração de Spin Implacável. Se você é um baseliner agressivo que confia no seu arsenal de topspin profundo, continue lendo.

💥 O DNA da Burn: Potência e Geração de Spin Incomparáveis
Toda raquete tem uma assinatura. A da Burn é a capacidade de gerar um pace que o adversário terá dificuldade em controlar. O objetivo dela é transformar a energia do seu movimento em velocidade de bola, de forma eficiente e imediata. Estamos falando de colocar o seu oponente sob pressão constante, forçando erros não-forçados porque a bola está chegando pesada e rápida demais.
Essa raquete não é para quem tem medo de acelerar. Se você tem um swing de médio a completo, a Burn 100S V5 vai te recompensar com uma profundidade na quadra que poucas raquetes conseguem oferecer sem esforço adicional. É o tipo de frame que transforma um golpe defensivo na linha de base em uma bola neutra ou, melhor ainda, em uma oportunidade de ataque.
O Impacto Explosivo dos Groundstrokes
Quando você acerta o sweet spot com esta Burn, a sensação é de que a bola é catapultada para fora das cordas. É uma experiência visceral. A rigidez do frame (um rating alto que observamos nas especificações técnicas) minimiza a perda de energia na deformação do material, direcionando quase toda a força do seu swing para a bola.
Nosso foco aqui é o jogador de fundo de quadra. Se você, como muitos dos meus alunos, passa a maior parte do tempo trocando golpes na linha de base, a Burn 100S V5 é a parceira ideal. Eu notei que consegui manter uma profundidade constante sem ter que me esforçar em excesso. O topspin acessível é um salva-vidas: ele permite que você acelere no golpe e, ainda assim, mantenha a bola dentro da quadra, garantindo uma margem de segurança crucial. É a velha máxima: ataque com responsabilidade. Esta raquete te dá as ferramentas para isso.

Em momentos de pressão, quando você está defendendo fora da linha de base, a capacidade da Burn de manter a bola profunda e pesada é o que te tira do sufoco. Ela não te deixa ficar na defensiva por muito tempo.
A Magia do Spin com o Padrão de Cordas 18×16
A designação 100S não é aleatória; ela se refere ao padrão de cordas Spin Effect Technology da Wilson, especificamente o 18×16. Este é o verdadeiro diferencial do frame para o jogador que valoriza o spin. A maioria das raquetes poderosas usa 16×19, mas o 18×16 da Burn 100S V5 oferece mais cordas principais (verticais) e menos cordas cruzadas (horizontais) no centro.
O resultado é um movimento de cordas muito maior no momento do contato, o que, por sua vez, aumenta drasticamente a mordida da bola. Você sente que a raquete está agarrando a bola e girando-a com uma facilidade impressionante. Isso se traduz em um topspin mais alto e, consequentemente, em um ângulo de descida mais acentuado após a passagem da rede. O kick serve salta mais. O forehand pesado pica e acelera para cima.
Eu vejo muitos jogadores lutando para gerar spin suficiente em seus segundos saques ou em seus groundstrokes mais planos. Com a 100S V5, você obtém esse spin sem alterar drasticamente sua técnica. Você pode se concentrar em acelerar o braço, e a raquete se encarrega de colocar as rotações necessárias. Para o jogador que vive e morre pelo topspin, este é um fator que, sozinho, justifica a escolha deste frame.
A Rigidez do Quadro e a Transferência de Energia
A composição de fibra de carbono da Burn 100S V5 confere a ela uma rigidez notável. No tênis, rigidez se traduz em eficiência de potência. Um frame mais rígido flexiona menos no impacto, o que significa que a energia que você coloca no swing tem menos chance de ser dissipada pela raquete.
O ponto crucial aqui é a resposta imediata. Quando você encontra a bola no tempo certo, a Burn responde como um bloco sólido. Isso é ótimo para players que buscam a sensação de um “bloco de potência” e querem que a bola saia rápida e linear. Você sente que a raquete não está te roubando nada. É você e o pace que você gerou.

No entanto, devo ser honesto, essa rigidez tem seu preço, um tema que abordaremos no conforto. Mas em termos de desempenho, a alta rigidez é a base para a potência free que a Burn oferece. Ela é projetada para ser uma plataforma firme, garantindo que mesmo os golpes mais rápidos mantenham a integridade e a velocidade necessárias para dominar o ponto. Se você gosta de sentir a firmeza do frame e confiar nele para absorver e redirecionar a força do golpe, esta característica é um grande plus.
✋ A Sensação na Mão: Manuseio, Estabilidade e Conforto
Toda raquete é um balanço, um trade-off. A Burn oferece potência e spin de sobra, mas como ela se comporta no quesito mais pessoal e subjetivo: a sensação e o conforto? Essa é a parte onde o jogador precisa ser brutalmente honesto consigo mesmo e com o seu corpo.
O tênis é um esporte de repetição. Um frame que machuca ou que é difícil de manusear pode ser sua ruína no terceiro set. A Burn 100S V5, com seu balanço em direção à cabeça (Head Light ou Even Balance dependendo do encordoamento), é projetada para ser rápida, mas a rigidez do frame sempre será um ponto de atenção para qualquer professor que se preze.
Você precisa entender que, embora ela entregue uma potência fácil, o conforto é relativo ao que você está acostumado. Para alguns, a sensação é crisp e direta; para outros, pode ser um pouco demais, especialmente em golpes fora do sweet spot.
Manejo Rápido para Reações em Tempo Recorde
A raquete tem um peso desfavorável, ou seja, um peso total que a torna fácil de manusear. Isso é fundamental, especialmente para o jogador de fundo que precisa de uma rápida preparação de swing ou para quem quer aumentar a velocidade da cabeça da raquete. Na troca de golpes rápidos, a Burn 100S V5 brilha.
Sabe aquele momento em que o adversário te pega no contrapé e você precisa encurtar a preparação do backswing? O baixo peso e o bom equilíbrio da Burn te dão essa agilidade extra. Você consegue soltar a raquete mais rapidamente sobre o ombro para gerar o topspin necessário ou fazer os ajustes finos em frações de segundo. Isso significa que você pode jogar de forma agressiva, mas ainda ter a segurança de conseguir se defender quando necessário.
A rapidez de manuseio também é um benefício na rede, embora não seja o foco principal da raquete. Permite que você bloqueie ou voleie com facilidade, mesmo em bolas rápidas. Essa velocidade de reação é um ativo inestimável no tênis moderno.
O Desafio da Estabilidade Contra Golpes Pesados
Apesar de ser rápida de manusear, há momentos em que a Burn 100S V5 pode mostrar uma ligeira falta de estabilidade. Quando você está enfrentando um jogador que bate muito forte, com pace e peso, a raquete pode torcer um pouco no impacto, especialmente em golpes descentralizados. É uma característica que costumo ver em frames que priorizam a velocidade de swing em detrimento da massa pura.

Se você é um jogador que se baseia muito no slice defensivo ou no bloqueio contra players muito pesados, talvez sinta essa leve instabilidade. A solução, muitas vezes, passa por um pequeno ajuste. Para os jogadores que sentem essa torção, meu conselho é o mesmo que dou aos meus alunos: um ou dois gramas de chumbo na parte superior do aro (na posição “10 e 2 horas”) podem resolver o problema, aumentando a massa inercial e o sweet spot lateral, sem comprometer drasticamente a manobrabilidade.
Você deve saber que toda ferramenta tem seus limites. A Burn 100S V5 é fantástica quando você dita o ritmo, mas exige um timing um pouco mais preciso quando você está reagindo à potência adversária.
Notas sobre Conforto e a Tecnologia Parallel Drilling
O conforto é a parte mais delicada. A rigidez alta, que é o motor da potência, é também o fator que pode gerar mais vibração em golpes fora do sweet spot. Jogadores com histórico de problemas no braço (cotovelo de tenista, por exemplo) devem ter cautela ou considerar estratégias de encordoamento mais suaves.
Wilson, no entanto, implementou a tecnologia Parallel Drilling na Burn. Essa tecnologia não é apenas um truque de marketing. Ela faz com que os furos das cordas sejam alinhados de forma consistente, permitindo que as cordas se movam mais livremente e absorvam mais vibração. Em outras palavras, ela tenta mascarar um pouco da rigidez excessiva. Eu achei que a vibração é bem amortecida no sweet spot, resultando em uma sensação crisp e direta, mas não harsh (áspera) como alguns frames rígidos de antigamente.
Para otimizar o conforto, a escolha da corda é fundamental. Esqueça um encordoamento completo de poliéster ultra-rígido se você está preocupado com o braço. Um híbrido de poliéster nas principais e multifilamento nas cruzadas, ou até mesmo um full bed de multifilamento de alta qualidade, vai melhorar dramaticamente o conforto sem sacrificar completamente a potência da raquete. Lembre-se, o frame é potente; o encordoamento é o seu controle de cruzeiro.
🎾 Execução em Todas as Áreas da Quadra
Uma raquete de performance deve ser capaz de atuar em todas as zonas da quadra, embora sempre tenha uma área de excelência. A Burn 100S V5 é excelente no fundo, mas vamos ver como ela se sai nas outras situações cruciais do match.
A versatilidade é o que separa uma boa raquete de uma ótima. Você não pode ter uma arma que só funciona em forehands de topspin. Você precisa de confiança em cada golpe, do slice de defesa ao smash de ataque.
Você notará que a facilidade de gerar pace e spin da Burn 100S V5 se manifesta de maneiras diferentes em cada área da quadra. No fundo, é poder puro; no serviço, é velocidade; e na rede, é estabilidade para block e potência para o put-away volley.
Vantagem no Saque: Velocidade e Variedade
O saque é o golpe mais importante do tênis, e a Burn 100S V5 é uma grande aliada aqui. O balanço head light a torna rápida e fácil de acelerar acima da cabeça. Para o primeiro saque, você sentirá que a bola voa para fora das cordas, gerando aquele pace intimidador que força o adversário a se posicionar mal.
A verdadeira vantagem, no entanto, está na capacidade de gerar variedade no segundo saque. O padrão 18×16 de spin é fenomenal para o kick serve. A bola salta com uma altura impressionante, dificultando o return e te dando tempo extra para se posicionar para o primeiro groundstroke. Eu encorajo você a não ter medo de acelerar no segundo saque, pois o spin acessível do frame oferece a margem de segurança necessária para manter a bola dentro da caixa de serviço.
No slice serve, a raquete também se comporta bem, permitindo que você knife a bola para fora, tirando o oponente da quadra. Em resumo, esta raquete te permite atacar com o saque, não apenas começar o ponto.

A Batalha na Rede: Volleys e Finesse
A Burn 100S V5 não é o frame mais tradicional para um net player puro, mas ela surpreende positivamente. Sua principal virtude na rede é a potência e a estabilidade para volleys de bloqueio. Em volleys de ataque e put-aways, a raquete tem peso suficiente para swat a bola e finalizar o ponto.
Quando você está sob ataque na rede, o rápido manuseio permite que você posicione a raquete rapidamente para bloquear a bola, e a rigidez do frame garante que ela não seja empurrada para trás. Isso é crucial contra passing shots rápidos. A bola sai crisp e profunda, dando pouco tempo de reação ao seu oponente.
Onde ela exige mais é nos touch volleys e drop shots. A sensação é um pouco dampened (amortecida) e direta, não oferecendo o feedback suave que alguns net players procuram. Mas lembre-se, o propósito da Burn não é a finesse delicada, mas sim a finalização assertiva. É um implemento para o player que quer put away o volley e não para quem quer dinkar no contrapé.
Retornos de Saque: Agressividade e Profundidade
O return é, muitas vezes, a primeira oportunidade de ataque. A Burn 100S V5, com seu fácil pace e manuseio rápido, transforma o return em uma arma. Você consegue acelerar no return e forçar o erro ou a defensiva imediata do sacador.
A facilidade de spin é novamente vital aqui. Em saques mais lentos, você pode gerar topspin e mandar um return profundo e pesado. Em saques mais rápidos, a velocidade de swing do frame permite que você encurte o movimento e use a potência do sacador contra ele, bloqueando a bola com profundidade. Para o slice return, a rigidez ajuda a knifear a bola, mantendo-a baixa e com pouca margem para o adversário atacar.
Se você gosta de atacar o segundo saque, esta raquete é ideal. Ela te dá a confiança para step in e fazer um chip and charge ou simplesmente acelerar no golpe, sabendo que o spin e o pace vão funcionar a seu favor.
🎯 Para Quem a Burn 100S V5 é a Arma Perfeita
A Burn 100S V5 não é uma raquete para todos. Ela é uma raquete de desempenho especializado. Meu trabalho como seu professor é te guiar para o equipamento que melhor se adapta ao seu estilo de jogo, à sua fisiologia e aos seus objetivos.
Você tem que encarar a escolha do seu frame como a escolha de um parceiro de dupla: você precisa de alguém que cubra suas fraquezas e amplifique suas forças. Para o jogador certo, esta raquete é a chave para subir de nível e transformar um bom forehand em um winner devastador.
Se você está saindo de um frame de iniciante ou intermediário e sente que está esgotando a potência do seu implemento atual, a Burn 100S V5 pode ser o próximo passo lógico e impactante.
O Perfil do Jogador Agressivo de Fundo de Quadra
Esta raquete foi projetada para o baseliner agressivo que tem um swing de médio a longo, gosta de ditar o ritmo com golpes pesados e usa o topspin como seu principal agente de controle e ataque. Se você se encaixa neste perfil, a Burn 100S V5 é o seu bilhete de entrada para um jogo mais potente.
Eu digo aos meus alunos que esta raquete é perfeita para quem tem a base física para sustentar a rigidez do frame e quer maximizar a velocidade da bola e a rotação. Você pode ser um jogador de clube avançado ou um júnior promissor. O importante é que você confie na sua capacidade de aceleração e não tema um feel mais direto.
Não a recomendo para quem está apenas começando ou para quem tem uma mecânica de swing incompleta. A potência free exige que você tenha algum controle inerente ao seu golpe. Caso contrário, você pode espalhar a bola por toda a quadra. A Burn 100S V5 é para quem já sabe bater e agora quer bater mais forte e com mais spin.
O Fator Custo-Benefício e a Transição de Frames
Um ponto que sempre considero como professor é o valor. A Burn 100S V5 costuma se posicionar em uma faixa de preço ligeiramente mais acessível que as linhas top da Wilson (como a Pro Staff ou a Blade). Isso faz dela uma excelente proposta de valor para o jogador de performance. Você está obtendo tecnologias de ponta, como o Parallel Drilling e o Spin Effect, em um frame sólido sem o preço premium de um modelo assinado por um profissional.
Para você, que está fazendo a transição de um frame intermediário, a Burn 100S V5 oferece um salto claro em termos de potência e potencial de spin. A transição deve ser feita com cautela, ajustando a tensão do encordoamento inicialmente. Comece com uma tensão ligeiramente mais alta para domesticar a potência e depois vá descendo conforme se adapta.
Eu vejo esta raquete como a escolha inteligente para quem quer um desempenho de nível de torneio sem ter que pagar o preço mais alto. É um investimento no seu jogo que tem um retorno claro em termos de pace e dominância na quadra.
Recomendações de Encordoamento para Otimizar o Desempenho
O encordoamento é o coração da raquete, e com a Burn 100S V5, ele é ainda mais crítico. O padrão 18×16 já gera muito spin, então você tem flexibilidade para brincar com o controle.
Para o Máximo Spin e Controle, eu recomendo um hybrid (híbrido): uma corda de poliéster de bom controle (co-poliéster) nas principais (verticais) e um multifilamento ou até mesmo uma corda sintética nas cruzadas (horizontais). Isso oferece o bite e a durabilidade do poliéster com um toque mais suave nas horizontais, mitigando a rigidez.
Se o seu foco é o Conforto, vá com um full bed (encordoamento completo) de um bom multifilamento ou de tripa natural. Você perderá um pouco do feel de controle, mas o conforto e a potência serão maximizados.
Em termos de tensão, para um player que busca controle e tem um swing rápido, eu sugiro começar na faixa média-alta (24-25 kg). Para quem quer mais potência e feel, desça um pouco (22-23 kg). Lembre-se, o frame é uma tela, e o encordoamento é a sua tinta. Você o personaliza para o seu toque final. Este é o detalhe que, muitas vezes, separa um bom player de um player de elite. Escolha com sabedoria.

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
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