Você já sentiu aquele peso no ombro no meio do segundo set? Ou aquela sensação de que sua mão não chegou a tempo de bloquear aquela bola rápida na rede? Pois é, não é só falta de treino. Muitas vezes, a culpada está na sua mão. Vamos dissecar o mundo das raquetes leves e entender se elas são a chave para você jogar mais, jogar melhor e cansar menos.., ao escolher sua raquete de beach tenis
Raquetes de Tênis de Praia Mais Leves: O Segredo do Controle Feminino
Entendendo o Peso da Raquete: A Física do Jogo
A Faixa de Ouro: 300g a 320g
Quando falamos de raquetes para o público feminino ou para quem busca controle, existe uma “faixa de ouro” no peso. Estamos falando de equipamentos que oscilam entre 300 e 320 gramas. Pode parecer pouco se você comparar com um pacote de açúcar, mas na ponta do braço, em movimento de alavanca, cada grama conta. Uma raquete de 310g permite que você mantenha a “posição de espera” alta por muito mais tempo sem fadigar o deltoide (o músculo do ombro).
Muitas jogadoras vêm do tênis de campo acostumadas com raquetes de 280g ou 290g, mas lembre-se: no Beach Tennis, não temos o auxílio do “quique” da bola. É tudo voleio. Você precisa sustentar a raquete no ar 100% do tempo. Por isso, manter-se nessa faixa de peso inferior ajuda a manter a técnica limpa. Se a raquete for pesada demais (acima de 340g), seu corpo começa a compensar usando o pulso ou as costas, e é aí que a mecânica do golpe desmonta.
Não se engane achando que “leve” significa “frágil”. Hoje, a tecnologia permite raquetes extremamente leves com integridade estrutural fantástica. O objetivo aqui é manuseio. Uma raquete de 315g é uma extensão da sua mão; uma de 350g é um martelo que você precisa arrastar. Para a maioria das mulheres, começar ou se manter nessa faixa mais leve é a garantia de que quem vai ditar o ritmo do ponto é você, e não a gravidade puxando seu braço para baixo.
Peso Estático vs. Swingweight (Peso em Movimento)
Aqui entra um conceito que eu bato muito na tecla com minhas alunas de competição: o peso que você lê na balança (peso estático) é diferente do peso que você sente quando balança a raquete (swingweight). Uma raquete pode pesar 330g, mas se o peso estiver todo no cabo, ela parece leve. Já uma de 310g com o peso todo na cabeça pode parecer um tijolo.
Para nós, que buscamos agilidade, o ideal é um swingweight equilibrado ou baixo. Quando você atrasa um golpe de defesa — sabe aquela bola rápida no pé? —, é o swingweight baixo que permite que você faça a correção de última hora com o punho. Raquetes leves geralmente têm essa inércia menor, facilitando a aceleração inicial do movimento.
Isso é crucial no Beach Tennis moderno, que está cada vez mais rápido. Se você demora meio segundo para tirar a raquete da posição de espera e armar o golpe, a bola já passou. Raquetes com baixo peso em movimento permitem que você faça o “preparo curto” que eu tanto exijo nas aulas: raquete na frente, movimento compacto e explosão.
O Impacto Cumulativo nos Sets Longos
Pense no seu último torneio de final de semana. O primeiro jogo, às 9 da manhã, foi ótimo. Mas e o terceiro jogo, às 2 da tarde, sob o sol quente? É aqui que a raquete leve brilha. O cansaço muscular não é linear; ele se acumula. Levantar 350g mil vezes durante um dia gera uma microlesão muscular muito maior do que levantar 310g.
Eu vejo alunas tecnicamente excelentes perderem precisão no final do dia simplesmente porque o braço “pesou”. O saque perde a potência, o smash vai na rede. Usar um equipamento mais leve é uma estratégia de gerenciamento de energia. Você economiza bateria no começo para ter braço sobrando no 3º set do jogo decisivo.
Além disso, a fadiga mental está ligada à fadiga física. Quando seu corpo cansa, seu cérebro para de tomar boas decisões táticas. Com um equipamento que exige menos esforço físico para ser manuseado, você mantém a oxigenação cerebral focada na estratégia do jogo — onde colocar a bola, quem atacar — em vez de focar apenas em conseguir passar a bola para o outro lado.
Materiais e Tecnologias: O Que Faz a Raquete Ser Leve?
Carbono 3K e 12K: A Revolução da Leveza
Você vai ouvir muito falar em “K” por aí. 3K, 12K, 18K. Simplificando para a nossa aula: isso se refere à quantidade de filamentos de carbono por fio. O Carbono 3K é, tradicionalmente, um pouco mais flexível e leve na sensação de batida do que um 12K, que é mais rígido. Para quem busca leveza com controle, o Carbono 3K é um “ponto doce” fantástico.
O carbono permite que os fabricantes tirem peso da estrutura sem perder a potência. Antigamente, para a raquete ser potente, ela tinha que ser pesada. Hoje, a rigidez do carbono faz a bola andar mesmo com uma raquete “peso pena”. Para mulheres que querem controle, eu costumo indicar o 3K ou até o 12K, dependendo da força do braço.
Porém, cuidado com o marketing do “quanto mais K melhor”. Uma raquete 18K é muito rígida. Se você não tiver uma técnica de batida muito centralizada (o tal do sweet spot), a bola morre e a vibração vai para o braço. O Carbono 3K ou até uma boa fibra de vidro mista costumam ser mais amigáveis, entregando leveza sem transformar a raquete em uma tábua dura.
Fibra de Vidro: Conforto e Elasticidade
Muitas alunas torcem o nariz quando falo de fibra de vidro, achando que é material de iniciante. Grande erro! A fibra de vidro é mais pesada que o carbono? Geralmente, um pouco. Mas ela é flexível. Essa flexibilidade ajuda a “catapultar” a bola. Se você usa uma raquete leve de fibra de vidro, você tem o melhor dos dois mundos: manuseio fácil e ajuda na potência.
Para quem tem menos força física, a fibra de vidro ajuda a bola a passar da rede mesmo quando você não faz o movimento completo perfeito. Ela age como um trampolim. Existem raquetes híbridas (face de carbono e estrutura de vidro) que conseguem manter o peso baixo (na casa dos 320g) oferecendo esse conforto extra.
Eu sempre digo: não adianta ter uma Ferrari de Carbono se você não consegue pilotar. Às vezes, uma raquete com componentes de fibra de vidro, que seja leve, vai te dar muito mais prazer de jogar. Ela absorve melhor a vibração, o que, somado ao baixo peso, é um bálsamo para suas articulações.
O Coração da Raquete: EVA Soft
Não olhe apenas para a “casca” da raquete; olhe para o recheio. O EVA (a espuma interna) define o peso final também. O “EVA Soft” é uma espuma mais aerada, mais leve e mais macia. Raquetes voltadas para o público feminino ou para controle quase sempre usam EVA Soft.
Essa espuma macia faz com que a bola “afunde” mais na raquete antes de sair. Isso aumenta o tempo de contato da bola com a face, o que, na física do tênis, traduz-se em controle. Se você quer colocar aquela bola curta (a short ou “largadinha”) com precisão cirúrgica, o EVA Soft é seu melhor amigo.
Além disso, espumas mais densas (Hard) pesam mais. Ao escolher uma raquete leve, verifique se a especificação diz “Soft” ou “Super Soft”. Isso garante que a leveza da raquete não venha acompanhada de uma batida seca e dura que vai machucar seu cotovelo a longo prazo. É o conforto que permite você jogar 4 ou 5 vezes na semana sem dores.
O Ponto de Equilíbrio: Onde o Peso Mora
Cabeça Leve (Head Light): Controle Total
Aqui está o “pulo do gato” que muito vendedor de loja não explica. Você pode ter duas raquetes de 320g. Se uma tem o equilíbrio deslocado para o cabo (Head Light), ela vai parecer que pesa 300g. Se o equilíbrio for na cabeça, vai parecer que pesa 340g. Para controle e prevenção de fadiga, buscamos o equilíbrio neutro ou voltado para o cabo.
Raquetes “Head Light” são fenomenais para o jogo de rede. Sabe aquela troca rápida de voleios, pá-pum, pá-pum? Com o peso no cabo, a ponta da raquete fica ágil. Você consegue mudar a direção da face da raquete em milissegundos. Para a jogadora que gosta de construir o ponto, de trabalhar a bola, esse é o equilíbrio ideal.
Porém, exige mais técnica no smash. Como não tem “peso na ponta” para ajudar a descer o braço, você precisa fazer o movimento de “pronação” do punho com perfeição para a bola ganhar velocidade. É uma troca: você ganha uma defesa impenetrável, mas precisa usar mais técnica no ataque.
Cabeça Pesada (Head Heavy): Potência com Custo
Raquetes com peso na cabeça ajudam muito a acelerar a bola. É física simples: massa vezes aceleração. Se a massa está na ponta da alavanca, a pancada é forte. Mas, para a maioria das mulheres, isso cobra um preço alto no antebraço. A sensação é de que a raquete está sempre “caindo”.
Eu geralmente recomendo evitar raquetes muito “cabeçudas” (Head Heavy) se você busca leveza. Mesmo que a raquete tenha 310g no total, se 80% desse peso estiver na ponta, seu punho vai sofrer para manter a raquete em pé na defesa. Lembre-se: no Beach Tennis, a raquete fica alta o tempo todo.
Se você sente que falta potência no seu jogo, antes de trocar para uma raquete de cabeça pesada, vamos corrigir sua biomecânica. Ajustar a rotação do tronco e a flexão dos joelhos gera muito mais força do que simplesmente adicionar chumbo na ponta da sua raquete e arriscar uma lesão.
Como Testar o Equilíbrio Você Mesma
Na loja ou com a raquete de uma amiga, faça o teste do dedo. Coloque o dedo indicador no coração da raquete (naquele triângulo entre o cabo e a face) e tente equilibrá-la. Se ela pender para o cabo, é Head Light. Se pender para a face, é Head Heavy. Se ficar reta, é Balanced.
Para quem busca “menos cansaço”, como diz o tema da nossa aula, procure as que ficam retas ou pendem levemente para o cabo. É a garantia de que seu manuseio será fluido. Em quadra, faça “sombras” (movimentos sem bola). Sinta se a ponta da raquete “obedece” ao seu comando ou se ela “arrasta” o movimento.
Se você sentir que precisa fazer força para parar o movimento do braço depois de um swing, a raquete está com muita inércia (provavelmente muito peso na cabeça). A raquete ideal deve parar no momento exato que você tensiona o músculo para parar, dando aquela sensação de precisão absoluta.
A Biomecânica Feminina e a Prevenção de Lesões
O Fim do Pesadelo do “Tennis Elbow”
A epicondilite lateral, ou “Tennis Elbow”, é o terror de qualquer tenista. Ela acontece, na maioria das vezes, por atraso no ponto de contato. Você bate na bola quando ela já passou do seu corpo. E por que você atrasa? Muitas vezes, porque a raquete é pesada demais para a sua força muscular atual.
Ao adotar uma raquete mais leve (300-320g), você consegue chegar na bola “na frente”. Golpear na frente do corpo transfere a energia do impacto para o seu peitoral e grande dorsal (costas), músculos grandes e fortes. Golpear atrasado transfere tudo para o tendãozinho do seu cotovelo. A raquete leve é, portanto, um equipamento de saúde preventiva.
Além disso, a vibração. Raquetes pesadas e rígidas vibram muito se você não acertar no meio. Raquetes leves com materiais de absorção (como o EVA Soft que falamos) filtram essa vibração ruim. Menos peso significa menos tração nos tendões extensores do punho a cada um dos milhares de golpes que você dá num jogo.
A Anatomia do Golpe e a Sobrecarga no Ombro
Mulheres, biologicamente, tendem a ter menos massa muscular na cintura escapular (ombros) do que homens. Quando tentamos usar o mesmo equipamento que um jogador masculino de 1,90m usa, estamos pedindo para o supraespinhal (um músculo do manguito rotador) gritar por socorro.
No saque e no smash, o braço fica acima da cabeça. Sustentar peso nessa posição é exaustivo. Uma raquete leve permite que você execute a “laçada” (o movimento de levar a raquete nas costas antes de bater) com mais amplitude e velocidade.
Velocidade de braço gera potência, não apenas massa. Se você consegue acelerar uma raquete de 310g a 100km/h, o resultado será melhor do que mover uma raquete de 350g a 50km/h. Usar a física a seu favor preserva seu manguito rotador e permite que você jogue dias seguidos sem aquela dorzinha chata no ombro na hora de dormir.
A Importância do Tamanho do Cabo (Grip)
Isso é um detalhe que passa despercebido: raquetes leves às vezes têm cabos finos demais. Se o cabo for muito fino, você precisa apertar a mão com muita força para a raquete não girar no impacto. Esse “apertar” constante cansa o antebraço em 15 minutos.
Ao escolher sua raquete leve, verifique o grip. Se for fino, coloque um ou dois overgrips. O ideal é que, ao fechar a mão, sobre um dedo de espaço entre seus dedos e a palma da mão. Uma pegada relaxada é o segredo do controle.
O peso extra do overgrip (cerca de 5g) vai para o cabo, o que deixa a raquete ainda mais “Head Light” (controle), o que é ótimo. Então, não tenha medo de engrossar o cabo da sua raquete leve. Você ganha firmeza sem sacrificar a manobrabilidade da cabeça da raquete.
Tática de Jogo: Usando a Leveza para Vencer
A Rainha da Rede: Reflexos Rápidos
No Beach Tennis de duplas, o jogo é ganho na rede. Quem domina a rede, domina o ponto. Com uma raquete leve, seus reflexos ficam “afiados”. Sabe aquele bloqueio de uma bola que veio queimando do outro lado? Com uma raquete pesada, você bloqueia para fora ou na rede. Com a leve, você consegue ajustar o ângulo da face no último segundo.
Essa microcorreção permite que você não apenas defenda, mas contra-ataque. Você transforma um tiro do adversário em uma bola curta e morta na areia. A leveza te dá a “mão de seda”. Você para de brigar com a bola e começa a direcioná-la.
Além disso, em disputas rápidas de voleio x voleio, a capacidade de “recarrregar” o golpe (trazer a raquete de volta para a posição inicial) é vital. Raquete leve recarrega rápido. Você está sempre pronta para a próxima bola, enquanto sua adversária com a raquete pesada ainda está terminando o movimento anterior.
O Lob e a Defesa de Fundo
Quando você é empurrada para o fundo da quadra, a raquete leve facilita o movimento defensivo mais importante do Beach Tennis: o Lob. Para fazer um lob perfeito, você precisa entrar “embaixo” da bola e terminar o movimento lá em cima.
Uma raquete pesada tende a “achatat” seu movimento, fazendo o lob sair curto (o que é suicídio tático, pois vira um smash fácil para o oponente). Com a raquete leve, você consegue fazer o movimento de “pêndulo” completo com facilidade, jogando a bola bem alta e no fundo, comprando tempo para você e sua parceira recuperarem a posição na rede.
A defesa no Beach Tennis é muito sobre reação. Muitas vezes você só tem tempo de colocar a raquete na frente. A raquete leve chega lá. Eu canso de ver alunas salvarem pontos impossíveis simplesmente porque a raquete era leve o suficiente para ser jogada na direção da bola num ato de puro reflexo.
Compensando a Potência com Biomecânica
“Mas professor, se a raquete é leve, meu smash vai sair fraco?” Essa é a pergunta de um milhão de dólares. A resposta é: não, se você usar o corpo. Com uma raquete pesada, você pode ser preguiçosa e só usar o braço que a bola anda. Com a leve, você é obrigada a usar a técnica correta.
Você precisará usar mais a rotação do tronco e a transferência de peso das pernas. Isso é ótimo! Isso vai te tornar uma jogadora melhor. Ao invés de dar uma “marretada” com o braço, você vai aprender a “chicotear” a bola. O estalo do chicote é rápido e leve, mas gera uma velocidade ponta incrível.
Quando você domina a técnica de chicote (usando o punho no final do movimento) com uma raquete leve, a bola sai rápida e com muito spin (efeito). E no Beach Tennis, uma bola rápida com efeito é muito mais difícil de defender do que uma bola apenas pesada e reta.
Quadro Comparativo: Escolhendo Sua Arma
Para te ajudar a visualizar, vamos comparar uma raquete ideal para o nosso objetivo (Leve/Controle) com outras duas opções comuns no mercado.
| Característica | Raquete “Leve & Controle” (A Nossa Escolha) | Raquete “Power Pro” (Avançada/Ataque) | Raquete “Entry Level” (Iniciante/Fibra) |
| Peso Médio | 310g – 325g | 340g – 360g | 330g – 350g |
| Material Principal | Carbono 3K ou 12K + EVA Soft | Carbono 18K ou Kevlar + EVA Hard | Fibra de Vidro + EVA Soft |
| Equilíbrio | Central ou Cabo (Manuseio) | Cabeça (Potência) | Central |
| Sensação | Toque macio, resposta rápida, pouco cansaço. | Batida seca, explosiva, exige braço forte. | Batida muito macia, “elástica”, um pouco lenta. |
| Para quem é? | Mulheres buscando controle, agilidade e saúde articular. | Jogadoras de competição com físico muito forte. | Quem está na primeira semana de aula. |
| Fator Cansaço | Baixo. Permite jogar vários sets. | Alto. Exige preparo físico específico. | Médio. O peso extra cansa, mas não vibra. |
Você percebe a diferença? A nossa escolha não é apenas sobre “ser leve”, é sobre o pacote completo: leveza + material de qualidade + equilíbrio correto. Não caia na tentação de comprar a raquete que a profissional número 1 do mundo usa. O braço dela é treinado para aquilo. O seu equipamento deve servir ao SEU jogo e ao SEU corpo hoje.
Gostaria que eu te ajudasse a analisar as especificações de alguma raquete que você está “paquerando” na internet para vermos se ela se encaixa nesse perfil de leveza e controle?

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
ExperiênciaExperiência
Professor tênis – Professor tênis Professor tênis Instituto Próxima Geração. IPG · Tempo integral – Instituto Próxima Geração. IPG · Tempo integralmar de 2024 – o momento · 1 ano 2 meses De mar de 2024 até o momento · 1 ano 2 meses Monte Mor, São Paulo, Brasil · Presencial Monte Mor, São Paulo, Brasil · Presencial
Desenvolvimento de liderança e Tecnologias educacionais
Instrutor de tênis Instrutor de tênis Instrutor de tênis Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude Louveira · Meio período Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude Louveira · Meio período fev de 2017 – o momento · 8 anos 3 meses De fev de 2017 até o momento · 8 anos 3 meses Louveira, São Paulo, Brazil