E aí, futuro campeão das areias. Hoje vamos deixar a raquete um pouco de lado para conversar sobre o que realmente ganha jogo. Você já deve ter percebido que ter um braço forte não é tudo. O Beach Tennis é um xadrez jogado a 180 batimentos cardíacos. Vamos falar de tática, posicionamento e daquela malandragem que só a experiência traz.
Preparei este material pensando em você que quer subir de categoria. Vamos mergulhar fundo em como você e seu parceiro podem dominar a quadra. Não importa se vocês estão defendendo ou atacando. O segredo está na inteligência de jogo. Pegue sua água e preste atenção.
Vou te passar a visão de quem vive dentro da quadra. Esqueça as teorias complicadas de livros antigos. Aqui o papo é reto. Vamos transformar o seu jogo de duplas em uma máquina de vitórias.
A Base da Dupla Vitoriosa: Comunicação e Sinergia
Você precisa entender que uma dupla muda não ganha campeonato. A comunicação começa muito antes de a bola subir. É sobre estar na mesma página que seu parceiro em cada fração de segundo. Vejo muitos alunos perderem pontos fáceis porque simplesmente não avisaram quem pegaria a bola no meio. Isso é frustrante e totalmente evitável.
A sinergia não nasce do dia para a noite. Ela é construída treino após treino. Vocês precisam saber onde o outro está sem precisar olhar. É como uma dança onde ninguém pisa no pé de ninguém. Quando você confia que seu parceiro vai cobrir o seu lado, você joga mais solto. Essa confiança libera seu braço para arriscar aquelas bolas mais difíceis.
Lembre-se que o Beach Tennis é muito rápido. Não dá tempo de discutir a relação durante o ponto. As decisões precisam ser automáticas. Por isso batemos tanto na tecla da comunicação prévia. Vamos destrinchar como fazer isso funcionar na prática agora mesmo.
O sistema de sinais antes do saque
O uso de sinais com as mãos nas costas não é frescura de profissional. É uma ferramenta essencial para surpreender o adversário. Quando você está na rede e seu parceiro vai sacar, você precisa dizer a ele o que vai fazer. Se você sinaliza que vai fechar o meio, ele sabe que deve sacar mais aberto. Se você sinaliza que vai ficar na paralela, ele pode sacar no centro.
Isso tira a responsabilidade de reação e coloca vocês no comando da ação. O devolvedor adversário fica confuso. Ele não sabe se a bola vai vir no corpo ou na linha. Essa dúvida gera erros. E erros geram pontos grátis para você. Combine os sinais antes do jogo começar. Dedo indicador para um lado. Dedo mínimo para o outro. Punho fechado para ficar na posição.
Não tenha vergonha de usar os sinais mesmo em jogos amistosos. Treine isso para que se torne natural. No começo pode parecer confuso, mas logo vira automático. Você vai ver como o seu parceiro de fundo vai sacar com muito mais confiança sabendo do seu movimento. É uma estratégia simples que muda o nível do jogo.
A comunicação verbal durante o ponto
Gritar “minha” ou “tua” deve ser um reflexo. No meio do ponto a bola viaja muito rápido. Às vezes os dois jogadores vão para a mesma bola e batem as raquetes. Isso é perigoso e dá o ponto de graça para o outro lado. A regra é clara. Quem está na melhor posição ou de frente para a jogada deve chamar a responsabilidade.
Fale alto e fale cedo. Não espere a bola estar em cima de você. Assim que perceber a trajetória, avise. Se a bola for no fundo e você ver que vai sair, grite “fora” para ajudar seu parceiro. A visão de quem não vai bater na bola às vezes é melhor do que a de quem está focado no impacto. Use essa visão periférica a favor da dupla.
Além das chamadas de bola, incentive seu parceiro. O jogo falado mantém a adrenalina e o foco. Dizer “boa bola” ou “vamos” mantém a energia lá em cima. O silêncio na quadra geralmente indica que a dupla está perdida ou desmotivada. Não deixe o silêncio dominar. Faça barulho e mostre presença.
A gestão do erro e o apoio psicológico
Aqui entra a parte humana do esporte. Todo mundo erra. Você vai errar aquele smash fácil e seu parceiro vai jogar uma devolução na rede. A diferença entre a dupla que ganha e a que perde é como vocês lidam com isso. Reclamar ou fazer cara feia afunda o time. O erro já aconteceu e não volta mais.
Quando seu parceiro errar, vá até ele. Toque na mão ou na raquete dele. Diga “esquece, a próxima é nossa”. Isso tira o peso das costas dele. Se ele ficar remoendo o erro, vai errar a próxima também. O Beach Tennis é um jogo de momento. Você precisa que seu parceiro esteja inteiro para o próximo ponto.
Seja o pilar emocional da dupla. Se você perceber que ele está nervoso, acalme o jogo. Respirem juntos. A conexão emocional é tão importante quanto a técnica. Uma dupla unida é difícil de ser batida mesmo quando não está jogando o seu melhor tênis. A força mental vence jogos equilibrados.
Dominando o Início do Ponto: Saque e Devolução
O saque é o único momento em que você tem total controle da bola. É o início de tudo. Muitos jogadores só querem colocar a bola em jogo. Isso é um erro grave. O saque precisa ter intenção. Ele precisa machucar ou deslocar o adversário para que a bola volte fácil para vocês.
A devolução é tão crucial quanto o saque. Uma devolução ruim entrega o ponto para o “smashador” na rede. O objetivo da devolução é neutralizar o ataque deles. Você precisa tirar a bola do alcance de quem está na rede ou colocar nos pés de quem está no fundo. É uma batalha por território desde o primeiro toque.
Vamos analisar como transformar esses dois fundamentos em armas. Não adianta ter um smash potente se você não consegue construir a oportunidade. A construção começa aqui. Preste atenção nos detalhes de colocação e postura.
Estratégias de colocação do saque
Esqueça a ideia de dar um “ace” a toda hora. No saibro ou na quadra rápida o ace é comum. Na areia o jogo é outro. O saque deve buscar o ponto fraco. Sacar no corpo do adversário é extremamente eficaz. A bola vem rápida e em cima dele. Ele não consegue esticar o braço e acaba devolvendo uma bola alta e morta.
Outra opção excelente é variar a profundidade. Um saque curto e angulado tira o adversário da zona de conforto. Ele precisa correr para frente e chegar desequilibrado. Logo depois, mande um saque fundo no backhand. Essa variação de altura e direção deixa o devolvedor louco. Ele nunca sabe onde se posicionar.
Observe também o sol e o vento. Sacar fazendo o adversário olhar para o sol é uma tática válida e inteligente. Se o vento está contra, use o saque com efeito “slice” para a bola morrer na areia. Se o vento está a favor, solte o braço no saque chapado. Use a natureza como sua terceira parceira em quadra.
A devolução bloqueada versus a agressiva
Na devolução você tem duas escolhas principais. A primeira é o bloqueio. Você usa a força do saque do oponente e apenas coloca a raquete. O objetivo é jogar a bola funda, no meio dos dois adversários ou no corredor. É uma jogada de segurança e posicionamento. Funciona muito bem contra sacadores potentes.
A segunda opção é a devolução agressiva. Você entra na bola e ataca o saque. Isso é ideal quando o saque vem fraco ou curto. Avance e bata na bola no ponto mais alto possível. Tente mirar nos pés do jogador que está subindo para a rede ou na paralela se o corredor estiver aberto.
Saber escolher entre uma e outra é o que define um bom jogador. Não tente ser agressivo em um saque canhão. Você vai isolar a bola. Tenha humildade para bloquear quando necessário. E tenha coragem para atacar quando a oportunidade aparecer. A leitura do saque adversário dita a sua resposta.
O posicionamento do parceiro do sacador
Enquanto você saca, seu parceiro não pode ficar assistindo. Ele é o caçador na rede. A posição dele deve ser ativa e ameaçadora. Ele deve ficar levemente deslocado para o centro para fechar o ângulo mais fácil da devolução. Raquete sempre alta e preparada para interceptar qualquer bola mal devolvida.
Se o saque for aberto, o parceiro na rede deve cobrir a paralela. Se o saque for no centro, ele pode ser mais ousado e tentar cruzar (o famoso “poaching”). O movimento dele deve estar sincronizado com o local do saque. Isso cria uma barreira visual para quem devolve.
O parceiro do sacador tem a função de definir o ponto rápido. Se a devolução sobrar, é “caixão”. Ele não pode recuar. A pressão na rede é o que força o erro do adversário. Fiquem atentos a essa dinâmica de cobertura. O sacador constrói e o parceiro destrói.
A Arte do Ataque: Pressão e Definição na Rede
Ganhar a rede é ganhar o jogo. No Beach Tennis, quem domina a frente da quadra dita o ritmo. O ataque não é só bater forte. É bater certo. É encontrar os buracos na defesa adversária e explorar o cansaço deles. A posição de ataque exige reflexos rápidos e muita agressividade controlada.
Você precisa intimidar. Quando os dois jogadores da sua dupla avançam, o campo de visão do adversário diminui. Eles sentem que não tem onde jogar a bola. Essa pressão psicológica é fundamental. Mantenha a postura ereta e a raquete sempre na altura dos olhos.
Vamos ver como transformar essa presença em pontos no placar. O ataque tem suas nuances. Não é só força bruta. Tem toque, tem visão e tem inteligência. Vamos explorar as principais armas para finalizar os pontos.
O conceito de fechar o meio da quadra
O meio da quadra é a zona de conflito. É onde a maioria dos pontos são decididos. Se vocês deixam o meio aberto, é convite para o adversário. No ataque, vocês devem jogar como um limpador de para-brisa. Se a bola vai para a direita, os dois se movem para a direita. O meio fica sempre coberto por um dos dois.
Muitas duplas iniciantes deixam um buraco enorme entre eles. Os adversários experientes vão martelar ali o jogo todo. Combine com seu parceiro quem pega as bolas no centro. Geralmente quem está na diagonal da bola ou quem tem o forehand no meio assume essa responsabilidade.
Fechar o meio também significa induzir o adversário ao erro. Quando vocês tapam o centro, eles são forçados a tentar as paralelas ou os lobs. Essas são jogadas de maior risco. A probabilidade de a bola sair é maior. Jogue com as estatísticas a seu favor protegendo o coração da quadra.
O Smash e o gancho como armas letais
O smash é o golpe de definição por excelência. Quando a bola sobe, você tem que descer o braço. Mas cuidado com a força excessiva. Muitas vezes um smash colocado, buscando a grade ou o pé do adversário, é mais eficaz que uma bomba no meio que eles podem defender por reflexo. Busque ângulos.
O gancho é aquele golpe quando a bola passa um pouco da linha do seu corpo. Você faz um movimento lateral contornando a cabeça. É um golpe técnico e muito útil no Beach Tennis. Ele permite que você mantenha o ataque mesmo quando o lob foi bom. Treine esse movimento para não precisar recuar.
A chave é o “snap” do punho. Acelere a cabeça da raquete no final do movimento. Isso dá velocidade e efeito na bola. Se a bola enterrar na areia, melhor. Varie a direção dos seus ataques aéreos. Não vicie em bater sempre no mesmo lugar. Seja imprevisível lá em cima.
A importância da curta (drop shot) na hora certa
Nem só de pancada vive o atacante. A “curtinha” é a quebra de ritmo perfeita. Quando os adversários estão lá no fundo, esperando a bomba, você apenas toca na bola. Ela morre logo depois da rede. É lindo de ver e terrível de defender.
Use a curta quando você perceber que os adversários estão muito recuados ou com o peso do corpo nos calcanhares. O elemento surpresa é essencial. Faça a preparação do golpe parecer um smash ou um voleio fundo. Mude a força no último segundo. Essa dissimulação é o que vende o peixe.
Cuidado para não abusar. Se você fizer muitas curtinhas, eles vão começar a antecipar e chegar a tempo. Use como um tempero no seu jogo. Uma curta bem executada cansa o adversário, pois ele tem que dar um pique explosivo na areia fofa. Isso mina a perna deles para o resto do jogo.
A Muralha Defensiva: Sobrevivência e Contra-ataque
Chegamos na parte que separa os meninos dos homens. Defender no Beach Tennis é uma arte. A bola vem de cima para baixo, rápida e com efeito. Seu objetivo na defesa não é apenas devolver. É neutralizar a vantagem de quem está na rede e tentar recuperar a posição de ataque.
Uma defesa sólida frustra o atacante. Ele bate, bate e a bola sempre volta. Isso gera impaciência e leva ao erro não forçado. Você precisa ter pernas fortes e uma leitura de jogo afiada para se antecipar aos golpes. Fique baixo, com o centro de gravidade próximo à areia.
Não encare a defesa como uma posição de derrota. É uma posição de oportunidade. Um bom lob ou um bloqueio bem feito vira o jogo instantaneamente. Vamos entender como construir essa barreira intransponível e sair do sufoco com classe.
O uso inteligente do Lob defensivo
O lob é o melhor amigo do defensor. Quando você está no fundo e sendo bombardeado, a melhor saída é jogar a bola para o céu. O lob obriga os adversários a recuarem e olharem para o sol. Isso te dá tempo para respirar e se reposicionar na quadra.
Não faça lobs curtos. Um lob curto é presente para o adversário definir. Mire bem no fundo da quadra, nos últimos centímetros de areia. Use a altura. Quanto mais alta a bola, mais difícil é o tempo de bola para o smash. Além disso, o vento interfere mais nas bolas muito altas.
Treine o lob tanto de forehand quanto de backhand. Você precisa ter essa segurança dos dois lados. Quando conseguir um lob perfeito que passe pelos adversários, corra imediatamente para a rede. É a sua chance de inverter os papéis e assumir o controle do ponto.
Defesa de reflexo e bloqueio corporal
Às vezes não dá tempo de fazer movimento. A bola vem queimando em cima de você. Nessas horas, o bloqueio é a solução. Coloque a raquete na frente do corpo como um escudo. Use a força da bola do adversário para devolvê-la. Mantenha o grip firme para a raquete não girar na mão.
Proteja o rosto e o tronco. A posição de espera deve ser com a raquete alta. Se você ficar com a raquete no joelho, não vai dar tempo de subir. O reflexo se treina. Peça para seu treinador ou parceiro bater bolas em você na rede para desenvolver essa rapidez de mãos.
Tente direcionar o bloqueio para os espaços vazios. Se eles bateram forte no meio, tente bloquear para as laterais. Se bateram na paralela, bloqueie cruzado. Use a geometria da quadra. Uma defesa bem bloqueada muitas vezes se torna uma bola indefensável para quem atacou.
A transição rápida da defesa para o ataque
O Beach Tennis moderno é dinâmico. Você não fica só defendendo ou só atacando o tempo todo. A transição é o momento chave. Assim que você perceber que sua defesa colocou o adversário em dificuldade, avance. Não espere o convite. Ganhe terreno metro a metro.
Se você mandou uma bola no pé deles e eles levantaram um pouco, dê dois passos à frente. Se você deu um lob fundo, corra para a rede. Essa leitura de “bola morta” ou “bola defensiva do adversário” é o gatilho para você subir.
Comunique-se com seu parceiro nessa hora. “Sobe!”, “Vamos!”. Os dois devem subir juntos para não criar buracos. A dupla que consegue fazer essa transição com fluidez domina a quadra. É como uma maré que recua na defesa e avança com força no ataque.
Leitura de Jogo e Adaptação Tática
Você já sabe bater na bola. Agora precisa saber “ler” o jogo. Cada adversário é um quebra-cabeça diferente. O que funcionou no jogo anterior pode não funcionar agora. A inteligência tática é a capacidade de perceber o que está acontecendo e mudar a estratégia em tempo real.
Não seja um robô que repete as mesmas jogadas. Observe. Analise. Quem está errando mais do outro lado? Quem se move pior? Onde está o espaço? Essas perguntas devem estar na sua cabeça o tempo todo. O jogador inteligente vence o jogador forte na maioria das vezes.
A adaptação também envolve o ambiente. A areia está fofa ou dura? O vento está lateral? Tudo isso influencia na trajetória da bola. Quem se adapta mais rápido às condições do dia leva vantagem. Vamos ver como afiar essa percepção.
Identificando o elo mais fraco da dupla rival
Geralmente, em duplas amadoras e até profissionais, existe um jogador mais instável. Descubra quem é ele nos primeiros games. Pode ser quem tem a devolução pior, ou quem não tem paciência na troca de bolas. Uma vez identificado, direcione o jogo para ele., ao escolher sua raquete de beach tenis
Isso é estratégia, não maldade. Faça o jogador mais fraco tocar na bola a maior parte do tempo. Isso se chama “geladeira” no jogador forte. Você tira o melhor jogador deles do jogo simplesmente não mandando bolas para ele. Ele vai ficar frio e impaciente, e quando a bola for nele, a chance de erro aumenta.
Mas cuidado para não ser óbvio demais. Se você só joga em um, o outro começa a cobrir o meio. Varie de vez em quando para manter os dois honestos. Mas nos pontos importantes (30-30, 40-40), a bola tem que ir no elo mais fraco. É a lei da sobrevivência competitiva.
Adaptação às condições climáticas e de areia
Se a areia estiver muito fofa, é difícil se movimentar. O jogo fica mais lento. Abuse das curtinhas, pois é difícil correr para frente na areia fofa. Se a areia estiver dura e batida, o jogo fica rápido. Prepare o movimento mais cedo e encurte os golpes.
O vento é o fator X. Jogar a favor do vento exige mais controle e top spin para a bola não sair. Jogar contra o vento exige mais força e bolas mais retas. Se o sol estiver atrapalhando um lado, use lobs quando os adversários estiverem de frente para ele. Cegue o adversário com a natureza.
Não lute contra as condições. Use-as. Se está ventando muito, evite buscar as linhas. Jogue com margem de segurança. O jogador que reclama do vento perde o foco. O jogador que usa o vento ganha o ponto. Seja o segundo tipo.
Quebrando o ritmo do adversário
Se os adversários estão batendo tudo e ganhando, você precisa mudar algo. Peça tempo para secar o rosto. Amarre o cabelo. Quebre o fluxo deles. No jogo, varie a velocidade da bola. Mande uma bola alta e lenta (“balão”) no fundo para quebrar o ritmo de quem gosta de pancadaria.
Jogadores agressivos odeiam bolas sem peso. Eles querem usar a sua força. Não dê o que eles querem. Dê bolas mortas, curtas, ou lobs muito altos. Tire eles da zona de conforto. Se eles gostam de ritmo, jogue lento. Se eles são lentos, acelere o jogo.
Seja um camaleão. A capacidade de mudar o estilo de jogo durante a partida é o que torna uma dupla perigosa. Se a tática A não está funcionando, tenha a tática B e C na manga. Não morra abraçado com uma estratégia que está falhando.
Mentalidade de Campeão e Foco Competitivo
Para fechar, vamos falar da cabeça. O Beach Tennis é muito mental. A proximidade com o adversário, a torcida, a música, tudo pode distrair. Manter o foco ponto a ponto é um desafio. Você precisa blindar a sua mente contra as distrações externas e internas.
A mentalidade vencedora não é arrogância. É confiança na preparação. É saber que você pode virar o jogo mesmo estando atrás no placar. É lutar por cada bola como se fosse o match point. Essa postura intimida quem está do outro lado. Eles sentem que para ganhar o ponto vão ter que suar sangue.
Vou te passar umas dicas de como manter essa fortaleza mental. O jogo só acaba quando o árbitro diz ou quando apertam as mãos. Até lá, tudo é possível. Vamos trabalhar o seu “mindset” para momentos decisivos.
Manutenção da intensidade ponto a ponto
Não existe ponto perdido antes da hora. Corra em todas as bolas. Mesmo que pareça impossível. Só o fato de você mostrar esforço coloca pressão no adversário. Mantenha a intensidade alta do primeiro ao último game. Não entre em “piloto automático”.
Celebre os pontos ganhos. Vibrem juntos. Isso gera dopamina e confiança. Mas controle a euforia. Ganhou o ponto? Ótimo. Foco no próximo. Perdeu o ponto? Paciência. Foco no próximo. O tênis é um esporte de presente. O passado não importa e o futuro a gente constrói agora.
Evite os altos e baixos emocionais. Tente manter uma linha constante de energia. Se você oscila muito, seu jogo oscila junto. Seja uma rocha. Consistente, firme e difícil de quebrar.
Lidar com momentos de pressão e tie-breaks
O tie-break é o momento da verdade. O coração dispara. A mão treme. O segredo aqui é simplificar. Não tente inventar a jogada genial no 5 a 5 do tie-break. Faça o básico bem feito. Jogue a bola para o outro lado e deixe eles errarem. A pressão faz as pessoas cometerem erros bobos.
Respire fundo antes de sacar. Visualize onde você quer colocar a bola. A respiração controla a ansiedade. Foque na rotina, não no resultado. Se você pensar “se eu errar eu perco”, você vai errar. Pense “vou sacar aberto e pegar a próxima”. Foco na tarefa.
Confie no seu parceiro. Vocês chegaram ali juntos. Dividam a pressão. Um olhar de confiança vale mais que mil palavras nessas horas. Joguem com coragem, mas com responsabilidade. Quem tem medo de ganhar, acaba perdendo.
A linguagem corporal como ferramenta tática
Seu corpo fala. Se você está de ombros caídos, cabeça baixa, arrastando a raquete, você já disse ao adversário que está derrotado. Eles vão crescer para cima de você. Mesmo que você esteja jogando mal, mantenha a postura de campeão. Peito aberto, cabeça erguida, passo firme.
Não mostre frustração ou cansaço. Finja que está novo em folha. Isso confunde o oponente. “Como esse cara correu tanto e não está cansado?”. A dúvida neles é vantagem para você. A linguagem corporal positiva também ajuda seu cérebro a acreditar que você está bem.
Olhe nos olhos do adversário. Mostre que você está ali para competir. A presença física impõe respeito. Ocupe o seu espaço na quadra com autoridade. Muitas vezes o jogo é ganho na postura antes mesmo da técnica.
Quadro Comparativo: Dinâmica de Duplas
Para você entender onde o Beach Tennis se encaixa no universo dos esportes de raquete e ajustar sua mentalidade, preparei este comparativo rápido.
| Característica | Beach Tennis | Tênis de Campo | Padel |
| Posicionamento | Predominantemente paralelo (lado a lado). Não existe recuo total. | Um na rede, um no fundo (início). Rotação constante. | Constante troca de fundo/rede. Uso das paredes. |
| Ataque | Aéreo constante (Smash/Gancho). Ponto definido rápido. | Voleio e Smash. Construção de ponto mais longa. | Voleios, Bandejas e Viboras. Muita paciência. |
| Defesa | Lobs e bloqueios de reflexo. Pouca movimentação lateral. | Passadas e lobs. Muita corrida lateral. | Uso das paredes para desacelerar a bola. |
| Saque | Uma tentativa. Foco em colocação. | Duas tentativas. Foco em potência e ace. | Por baixo (menos ofensivo). Foco tático. |
| Equipamento | Raquete sólida (furos). Sem cordas. | Raquete com cordas. Alta tensão. | Raquete sólida. Com perfurações. |
Próximo Passo
Agora que você está com a cabeça cheia de táticas, preciso que você faça uma coisa: No seu próximo treino, escolha APENAS UM desses conceitos (por exemplo, os sinais antes do saque) e aplique do início ao fim. Não tente fazer tudo de uma vez. Domine uma ferramenta, depois passe para a próxima. Bora pro play?

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
ExperiênciaExperiência
Professor tênis – Professor tênis Professor tênis Instituto Próxima Geração. IPG · Tempo integral – Instituto Próxima Geração. IPG · Tempo integralmar de 2024 – o momento · 1 ano 2 meses De mar de 2024 até o momento · 1 ano 2 meses Monte Mor, São Paulo, Brasil · Presencial Monte Mor, São Paulo, Brasil · Presencial
Desenvolvimento de liderança e Tecnologias educacionais
Instrutor de tênis Instrutor de tênis Instrutor de tênis Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude Louveira · Meio período Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude Louveira · Meio período fev de 2017 – o momento · 8 anos 3 meses De fev de 2017 até o momento · 8 anos 3 meses Louveira, São Paulo, Brazil