Raquetes mais leves e com cabeça maior: Os segredos para jogadores seniores
A Realidade da Quadra Após os 50 Anos
Você já deve ter percebido que a bola do adversário parece chegar um pouco mais rápido hoje do que chegava há dez anos. Isso não acontece porque os outros estão batendo mais forte. Acontece porque o nosso sistema visual e motor sofre pequenas alterações naturais com o tempo. Aceitar essa mudança é o primeiro passo para continuar competitivo e perigoso em quadra. O tênis é um esporte de adaptação constante. Você precisa ajustar seu equipamento para que ele compense o que o corpo já não entrega com tanta facilidade.
A gestão da sua energia durante uma partida longa se torna crucial nessa fase. Quando você entra no terceiro set ou no super tie-break a raquete que parecia leve no aquecimento começa a pesar uma tonelada. O braço fica lento. O ponto de contato atrasa. É nesse momento que o equipamento correto faz toda a diferença entre uma vitória suada e uma derrota por cansaço. Você precisa de uma ferramenta que ajude a economizar cada grama de glicogênio muscular.
Nós treinadores sempre batemos na tecla de que a técnica supera a força. Isso é ainda mais verdadeiro para o tenista sênior. Você não vai ganhar o ponto na base da pancada seca contra um garoto de 20 anos. Você vai ganhar na inteligência tática e na consistência. Para ser consistente você precisa de uma raquete que perdoe seus atrasos e corrija seus pequenos erros mecânicos. A raquete certa permite que você foque na colocação da bola e na estratégia de jogo sem lutar contra o próprio equipamento.
O Segredo das Raquetes Leves (Sub-285g)
Vamos falar de física simples aplicada ao seu forehand. Uma raquete mais leve permite que você gere velocidade na cabeça da raquete com muito menos esforço muscular. A fórmula da força é massa vezes aceleração. Se reduzimos a massa da raquete você consegue aumentar a aceleração do seu braço drasticamente. Isso resulta em golpes profundos e com spin mesmo quando você está esticado ou mal posicionado. Você deixa de empurrar a bola e volta a bater na bola de verdade.
O saque é o golpe mais complexo e exigente para o ombro. Levantar uma raquete pesada acima da cabeça repetidamente cria um estresse acumulativo no manguito rotador. Ao migrar para uma raquete abaixo de 285 gramas você alivia essa carga imediatamente. O movimento de laçada atrás das costas fica mais fluido. Você consegue manter a velocidade do braço durante todo o jogo sem sentir aquela pontada incômoda no ombro ao sacar no 5 a 5.
Pense nas bolas defensivas. Aquela bola angulada que te obriga a correr lateralmente exige uma reação rápida das mãos. Com uma raquete pesada a inércia joga contra você. O tempo que você leva para preparar o golpe pode ser fatal. Uma raquete leve é manuseável. Ela funciona como uma extensão natural da sua mão. Você chega na bola e consegue preparar o golpe em uma fração de segundo garantindo uma devolução de qualidade que mantém você vivo no ponto, para raquetes de tenis para jogadores idosos
Dominando a Área de Contato: Cabeça Oversize
O termo técnico é momento de inércia polar mas vamos chamar de “perdão”. Uma raquete com cabeça maior acima de 100 polegadas quadradas oferece uma área de batida ideal muito mais generosa. Quando você atrasa o golpe e pega a bola fora do centro a raquete tradicional vibra e a bola morre na rede. A raquete oversize estabiliza esse impacto. A bola ainda passa para o outro lado com qualidade aceitável mesmo em um golpe imperfeito.
Existe um fenômeno que chamamos de efeito trampolim. As cordas mais longas de uma raquete de cabeça grande flexionam mais no impacto e devolvem mais energia para a bola. Isso é o que chamamos de potência gratuita. Você faz o mesmo movimento curto e a bola anda muito mais. Para o jogador sênior isso é ouro. Você não precisa fazer um swing longo e desgastante para colocar a bola no fundo da quadra adversária. A raquete faz metade do trabalho pesado para você.
A estabilidade torsional é outro ponto que muitos alunos ignoram. Quando a bola bate na borda da raquete ela tende a girar na sua mão. Isso força o pulso e o cotovelo. As raquetes de cabeça maior modernas são construídas para resistir a essa torção. Elas mantêm a face da raquete estável no impacto. Isso significa que seus voleios não vão sair espirrados para o lado. Você ganha uma parede sólida na rede que bloqueia os golpes fortes do adversário com firmeza e precisão.
O Fator Rigidez e a Saúde do Braço
A rigidez da raquete é medida pelo índice RA e você precisa prestar atenção nisso. Uma raquete muito rígida transfere todo o choque do impacto diretamente para o seu braço. Para um jogador jovem isso pode significar mais potência imediata. Para um jogador sênior isso é um convite para a epicondilite ou “tennis elbow”. Você deve buscar raquetes com um índice de rigidez que equilibre a potência com o conforto articular. Raquetes mais flexíveis absorvem a energia nociva antes que ela chegue aos seus tendões.
Muitos jogadores confundem feedback com vibração ruim. Feedback é sentir onde a bola bateu nas cordas para ajustar o próximo golpe. Vibração ruim é aquele zumbido que sobe pelo braço e causa dor. As raquetes voltadas para o público sênior hoje possuem tecnologias avançadas de absorção de choque no cabo e no aro. Materiais como grafeno ou fibras especiais filtram as frequências altas que causam dor e deixam passar apenas a informação tátil que você precisa.
O equilíbrio entre conforto e sensação é pessoal mas essencial. Você não quer uma raquete que pareça um travesseiro morto sem sensibilidade nenhuma. Você quer sentir a bola “morder” as cordas. As melhores raquetes dessa categoria conseguem ser confortáveis sem anestesiar a sua mão. Isso permite que você continue executando drop shots e voleios de toque com precisão cirúrgica enquanto protege sua saúde física a longo prazo.
A Biomecânica do Golpe no Tenista Sênior
Seu corpo não gira mais com a mesma amplitude de quando você tinha 30 anos e isso é normal. A sua biomecânica precisa mudar para um swing mais compacto. Raquetes leves e de cabeça maior favorecem esse estilo de golpe mais curto. Você não precisa levar a raquete lá atrás na cerca para gerar potência. Um backswing curto e rápido é suficiente. Isso melhora seu timing e garante que você pegue a bola sempre na frente do corpo.
A terminação do golpe ou follow-through deve ser limpa e fluida. Tentar frear o braço logo após o contato é a pior coisa que você pode fazer para suas articulações. Com uma raquete mais leve você consegue desacelerar o braço de forma natural ao redor do corpo. Isso dissipa a energia do golpe sem trancos. O movimento se torna circular e harmonioso. Seu tênis fica mais bonito esteticamente e muito mais eficiente energeticamente.
Você deve aprender a usar a inércia da raquete a seu favor. Mesmo sendo leve uma raquete oversize tem massa distribuída de forma inteligente. Quando você inicia o movimento a raquete quer continuar naquela trajetória. Deixe ela ir. Não lute contra a física. Relaxe o punho e deixe a cabeça da raquete liderar o caminho. Isso gera aquele “estalo” no contato com a bola que todo tenista adora ouvir. É o som da técnica vencendo a força bruta.
Customização Fina: Cordas e Grips
A raquete é o chassi do carro mas as cordas são o motor. De nada adianta comprar a melhor raquete para sênior e colocar uma corda dura de poliéster com 60 libras de tensão. Isso mata o braço de qualquer um. Você deve optar por cordas multifilamentos ou tripa sintética de alta qualidade. Elas são macias elásticas e potentes. Se o orçamento permitir a tripa natural é o melhor investimento em saúde que você pode fazer para o seu braço.
A tensão das cordas é o ajuste fino que muda tudo. Esqueça as tensões altas dos profissionais da TV. Baixe a tensão para a casa das 48 ou 50 libras ou até menos dependendo do tamanho da cabeça. Isso aumenta o efeito trampolim e o conforto. A bola sai mais fácil. Você sente a bola afundar na raquete e ser catapultada para o outro lado. O controle vem do spin e não da tensão excessiva das cordas.
O tamanho do grip influencia diretamente a fadiga do antebraço. Um grip muito fino obriga você a apertar demais a raquete para ela não girar na mão. Isso tensiona os músculos do antebraço e causa tendinite. Um grip levemente mais grosso permite que você segure a raquete de forma mais relaxada. Use overgrips de qualidade e troque-os frequentemente. Um grip aderente exige menos força de preensão e poupa sua energia para o que realmente importa: bater na bola.
Comparativo de Categorias
Analise as diferenças fundamentais entre o que você usava antes e o que deve considerar agora.
| Característica | Raquete Tour (Antiga/Pesada) | Raquete Sênior (Leve/Oversize) | Raquete Intermediária (Midplus) |
| Peso (sem corda) | Acima de 300g | 255g a 280g | 285g a 300g |
| Tamanho da Cabeça | 95 – 98 sq in | 105 – 115 sq in | 100 sq in |
| Potência | Baixa (Gera própria força) | Alta (Potência fácil) | Média |
| Sweet Spot | Pequeno e exigente | Enorme e perdoável | Médio |
| Exigência Física | Alta | Baixa | Moderada |
| Risco de Lesão | Alto (se a técnica falhar) | Baixo (absorve impacto) | Médio |
Teste Prático em Jogo
A teoria é linda mas a quadra é soberana. Quando você testar sua nova raquete foque na sensação dos voleios de reação. Sabe aquela bola rápida que vem no corpo quando você está na rede? Com a raquete leve você consegue colocar a raquete na frente e bloquear. Com a cabeça maior você não precisa acertar o centro exato para o voleio sair bom. Observe como sua confiança na rede aumenta instantaneamente. Você deixa de ter medo de subir para matar o ponto.
No fundo de quadra faça o teste da consistência. Tente trocar 20 bolas seguidas com seu parceiro sem forçar o winner. Perceba como é mais fácil manter a profundidade da bola com menos esforço. Se você costumava jogar a bola na rede quando cansava vai notar que agora ela passa com margem de segurança. Essa margem é o que ganha jogos em nível de clube. O erro não forçado diminui drasticamente.
O teste final acontece no dia seguinte. Como você acorda depois de uma partida de duas horas? Se você usava uma raquete pesada provavelmente acordava com o ombro rígido e o cotovelo dolorido. Com o equipamento certo ajustado para sua fase atual você deve acordar pronto para outra. A recuperação é mais rápida porque o dano muscular foi menor. O tênis deve ser fonte de saúde e prazer não de dor crônica.
Vamos para a quadra testar isso na prática? Pegue uma raquete de demonstração com essas especificações e sinta a diferença no seu primeiro bate-bola.

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
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