Fala, campeão! Tudo certo por aí? Já estava te esperando na rede para batermos aquele papo estratégico. Sabe, eu vejo muito aluno meu com uma direita afiada e um revés impecável, mas cometendo “dupla falta” quando o assunto é organizar a agenda. A vida fora das quadras às vezes parece um tie-break interminável, não é? Trabalho pressionando na linha de base, família pedindo atenção na rede e você no meio, tentando não isolar a bola.
Mas calma. Assim como ajustamos o grip da sua raquete para melhorar o top spin, vamos ajustar a sua rotina. O segredo não é ter mais tempo, é ter um tempo melhor. O tênis nos ensina que não precisamos correr atrás de todas as bolas desesperadamente; precisamos nos posicionar bem para chegar nelas com equilíbrio. Se você consegue manter a calma em um 15-40, consegue organizar sua semana.
Hoje, vamos desenhar a tática perfeita para você vencer esse Grand Slam que é conciliar escritório, casa e o saibro. Pegue sua garrafinha de água, enxugue o suor e preste atenção. Essa aula teórica vai valer mais que muito treino de smash. Vamos nessa?
O Planejamento é o Seu Primeiro Saque
Você sabe muito bem que o saque é o único golpe do tênis que depende exclusivamente de você. O resto do jogo é reação, mas o saque é ação pura. Na sua rotina, o planejamento assume esse papel. Se você começar a semana apenas reagindo às demandas do seu chefe ou aos imprevistos domésticos, você estará devolvendo bolas difíceis o tempo todo, correndo de um lado para o outro no fundo da quadra, sempre na defensiva. Assumir o controle da sua agenda é como lançar a bola (o toss) na altura perfeita: é o que permite que você entre na jogada com potência e direção. Sem isso, você ficará refém do ritmo do adversário, que nesse caso, é o caos do dia a dia.
O primeiro passo é olhar para a sua agenda com a mesma seriedade com que você analisa a chave de um torneio. Muitos amadores cometem o erro de tentar encaixar o tênis “quando der”. Spoiler: nunca vai dar. O tênis precisa estar bloqueado no calendário como se fosse uma reunião inadiável com o CEO da empresa mais importante do mundo: você mesmo. Se na terça-feira às 19h é seu horário de quadra, esse horário é sagrado. Avise no trabalho que você tem um compromisso inegociável. Curiosamente, quando tratamos nosso esporte com profissionalismo, as pessoas ao redor respeitam mais. É uma questão de postura, a mesma postura confiante que você usa antes de sacar.
Além disso, precisamos falar sobre a “leitura de jogo” da sua semana. Haverá momentos em que o trabalho estará exigindo um match point contra você, com prazos apertados e estresse elevado. Nesses dias, não tente forçar um treino de duas horas. Adapte-se. Talvez a estratégia seja acordar uma hora mais cedo para um treino rápido ou apenas fazer um trabalho físico. A flexibilidade mental é uma das maiores armas de um tenista. Se o plano A (jogar à noite) falhou porque surgiu uma reunião, tenha o plano B (bater parede de manhã) pronto. Não se frustre. No jogo, se o primeiro saque não entra, você não joga a raquete no chão; você respira e prepara o segundo saque com mais segurança. Faça o mesmo com seus horários.
Definindo as Linhas da Quadra: Gestão de Agenda
Pense na sua agenda como as linhas da quadra. Elas delimitam onde a bola é boa e onde é fora. Sem esses limites claros, o jogo vira uma bagunça. Você precisa definir visualmente onde começa e termina seu trabalho, e onde começa seu tempo de lazer. Eu recomendo fortemente que você use cores diferentes no seu calendário digital. Trabalho em azul, família em verde, tênis em laranja. Quando você olha para a semana e vê muito azul e nenhum laranja, sabe que está desbalanceado. É como perceber que você está jogando muito recuado e precisa subir à rede. O visual ajuda a identificar os buracos na defesa do seu tempo livre.
Outro ponto crucial é considerar o tempo de deslocamento como parte do “aquecimento”. Não adianta marcar um jogo às 18h se você sai do trabalho às 17h45 e cruza a cidade. Você vai chegar estressado, frio e vai jogar mal, o que só vai gerar frustração e a sensação de que “não vale a pena”. Seja realista. Se você tem uma hora livre, jogue 45 minutos e deixe 15 para chegar com calma. Chegar na quadra esbaforido é a receita para a derrota e para lesões. Respeite as linhas do tempo assim como respeita as linhas laterais. Se a bola (ou o compromisso) cair fora, deixe ir.
Por fim, aprenda a dizer “não” para o que não é essencial. No tênis, muitas vezes deixamos uma bola passar porque sabemos que ela vai sair. Na vida, você precisa deixar passar convites ou tarefas que não agregam valor e que roubam seu tempo de quadra. Aquele happy hour forçado com pessoas que você mal conhece pode custar seu treino de quinta-feira. Vale a pena? Avalie cada convite como se fosse uma bola vindo na sua direção: eu devo bater essa bola ou deixá-la ir para fora? Proteja seu tempo de quadra com a mesma garra que você defende um break point.
Prioridades: Nem Toda Bola é um Winner
Um dos maiores erros que vejo em tenistas amadores é a tentativa de bater um winner em todas as bolas. Querem ser o funcionário do mês, o pai do ano e o campeão do clube simultaneamente, todos os dias. Isso é insustentável e leva à exaustão mental. Você precisa escolher suas batalhas. Tem semanas que o foco será fechar um grande projeto no trabalho; nessas semanas, o tênis será apenas para manutenção mental, sem cobrança de performance. Tem semanas que o foco será aquele torneio de classes do clube; aí talvez você precise negociar uma saída mais cedo do escritório.
Entenda que a sua energia é finita, igual ao seu gás no terceiro set. Se você gasta tudo correndo atrás de bolas impossíveis no trabalho ou em dramas familiares desnecessários, não vai sobrar perna para o jogo. Priorizar significa escolher o que vai receber sua energia máxima hoje. Se hoje é dia de treino pesado, talvez você não deva se voluntariar para organizar a festa da firma. É uma troca constante. Você não pode subir à rede e ficar no fundo ao mesmo tempo. Escolha sua posição e jogue a partir dela.
Aprenda também a perdoar seus erros não forçados na rotina. Às vezes, você vai planejar tudo certo e, ainda assim, vai furar o treino. O filho ficou doente, o carro quebrou, o chefe enlouqueceu. Acontece. Não se puna. O tenista que fica remoendo o erro do ponto anterior perde o próximo ponto também. Se a semana foi caótica e você não jogou, paciência. “Zera” a mente, respira fundo e foca na próxima semana. A consistência a longo prazo é mais importante que a perfeição a curto prazo. Mantenha a cabeça no lugar e siga o plano de jogo.
Negociando com a Dupla: Família e Trabalho
Você raramente joga sozinho na vida. Em casa e no trabalho, você está jogando duplas. E qual é a regra de ouro das duplas? Comunicação. Se você não avisa seu parceiro que vai cruzar na rede, vocês batem cabeça. Com a família é igual. Sua esposa ou marido e seus filhos precisam saber o quanto o tênis é importante para sua saúde mental. Não diga apenas “vou jogar”. Explique: “Amor, eu preciso dessas duas horas na terça-feira para descarregar o estresse e ser um pai/marido melhor o resto da semana”. Quando a família entende que o esporte te faz bem, eles deixam de ser adversários do seu tempo e viram sua torcida.
No trabalho, a negociação é mais delicada, mas necessária. Mostre resultados. Um profissional que entrega metas tem mais liberdade para negociar horários. Se você precisa sair às 17h na quarta-feira, certifique-se de que suas entregas estão impecáveis. Use o argumento da produtividade. Todo mundo sabe que esporte melhora o foco e a disciplina. Seja o exemplo disso. Mostre que aquele tenista que sai cedo é o mesmo que resolve problemas complexos com a cabeça fresca no dia seguinte. Você está “vendendo” a ideia de que o tênis é um investimento na sua carreira, não uma distração.
Crie acordos claros. “Sábado de manhã é meu treino, mas sábado à tarde é todo da família”. Cumpra esses acordos religiosamente. Se você falhar na sua parte do trato (chegar atrasado para o almoço de domingo porque ficou resenhando no clube), você perde a credibilidade para a próxima negociação. É como cantar uma bola “fora” que foi “boa”; você perde a confiança do adversário. Honre sua palavra e sua “dupla” vai te apoiar quando você precisar daquele tempo extra para um torneio.
O Treino Invisível: Onde a Mágica Acontece Fora da Quadra
Muitos alunos acham que só evoluem quando estão com a raquete na mão, batendo na bola amarela. Grande engano. O tênis é um esporte de repetição e mentalidade, e muito disso pode ser trabalhado quando você está longe do saibro. Chamamos isso de “Treino Invisível”. É o que você faz enquanto está no escritório, no trânsito ou em casa que prepara seu corpo e sua mente para quando a hora do jogo chegar. Se você só “liga” o modo tenista quando entra na quadra, você perdeu horas preciosas de preparação.
Imagine que seu corpo é seu equipamento principal, mais importante que sua raquete de última geração. Se você passa 8 horas sentado na frente do computador com a postura torta, seus ombros e quadris vão travar. Quando você chegar na quadra, vai levar um set inteiro só para “desenferrujar”. O treino invisível envolve cuidar dessa máquina durante o dia. Pequenos alongamentos no escritório, levantar para beber água e caminhar a cada hora, ou fazer exercícios de fortalecimento de punho enquanto lê um relatório. Tudo isso conta. Você está mantendo o motor aquecido para não engasgar na hora da partida.
Além do físico, existe o tático. Quantas vezes você assiste a jogos de profissionais com um olhar analítico? Aproveite seus momentos de descanso ou até o almoço para assistir a 15 minutos de um jogo de alto nível no celular. Mas não assista como torcedor; assista como estudante. Observe o jogo de pernas do Federer, a intensidade do Nadal, a devolução do Djokovic. Tente visualizar você fazendo aqueles movimentos. O cérebro não distingue muito bem entre fazer e visualizar vividamente. Ao imaginar a técnica perfeita, você está reforçando as vias neurais. Quando chegar na quadra, o movimento sairá mais natural.
Visualização e Jogo Mental
A visualização é uma ferramenta poderosa usada por todos os top 100 do mundo. Você pode fazer isso no metrô ou antes de dormir. Feche os olhos e imagine-se sacando. Sinta o peso da bola na mão, a textura do grip, o som da batida, o cheiro do saibro. Visualize a bola indo exatamente onde você quer. Imagine-se em situações de pressão, como um 30-40, e veja-se calmo, respirando e executando o ponto com perfeição.
Esse treino mental reduz a ansiedade. Quando você entra em quadra para o jogo real, seu cérebro tem uma sensação de déjà vu. “Eu já estive aqui, eu sei o que fazer”. Isso é crucial para quem tem pouco tempo de treino. Se você só joga duas vezes por semana, sua “memória muscular” precisa dessa ajuda extra da imaginação para se manter afiada. Você transforma tempo morto (trânsito, fila de banco) em tempo de treino tático e psicológico.
Outro aspecto é o diálogo interno. Como você fala com você mesmo durante o dia? Se você se estressa e se xinga quando comete um erro no trabalho, provavelmente fará o mesmo na quadra. Pratique a autocompaixão e o foco na solução no escritório. “Errei o relatório, ok. Como conserto?” Treinar essa mentalidade resiliente no trabalho vai te ajudar a não desmoronar quando tomar uma passada na paralela. A mente é a mesma, seja usando terno ou shorts.
Preparo Físico “Home Office”
Você não precisa de uma academia completa para se manter em forma para o tênis. O treino invisível físico pode ser feito na sala de casa, em 20 minutos, enquanto a família vê TV. Foque no que o tênis exige: pernas, core e ombros. Um elástico (thera-band) é barato e pode ser usado para fortalecer o manguito rotador, prevenindo aquela dorzinha chata no ombro que tira tanta gente de quadra.
Agachamentos e “pular corda” (mesmo sem corda, simulando o movimento) são excelentes para o footwork. Lembre-se, o tênis é jogado com os pés. Se você tiver pernas fortes e ágeis, chegará na bola com tempo para preparar o golpe. Faça séries curtas e intensas. O tênis é um esporte explosivo. Treinos de 15 minutos de alta intensidade (HIIT) em casa podem valer mais para o seu fôlego de jogo do que uma hora de caminhada leve na esteira.
Use a mobília a seu favor. Faça alongamentos de panturrilha no degrau da escada. Fortaleça o abdômen (seu centro de gravidade e força) no tapete da sala. A ideia é que, quando você pisar na quadra, seu corpo não seja um obstáculo, mas sim um facilitador. Você não quer gastar seu precioso tempo de aula recuperando o fôlego; você quer gastá-lo aprimorando a técnica. O dever de casa físico garante que a aula renda o dobro.
Recuperação: O Sono e a Hidratação
Este é o ponto onde a maioria dos amadores falha feio. Eles treinam duro, trabalham duro, mas não recuperam. O sono e a hidratação são o “staff médico” do seu corpo. Se você dorme 5 horas por noite e bebe só café o dia todo, vai entrar em quadra propenso a lesões e com reflexos lentos. O tênis exige reação rápida. Um cérebro cansado é lento. Trate seu sono como parte do treino. Dormir bem é treinar. É durante o sono que o músculo se regenera e o aprendizado motor se consolida.
A hidratação começa muito antes de você abrir a garrafa na virada de lado. Se você chega no jogo desidratado, já perdeu. Comece a beber água assim que acordar. Mantenha uma garrafa na sua mesa de trabalho. Olhe para a cor da sua urina; ela é seu placar de hidratação. Se estiver escura, você está perdendo de 6-0 para a desidratação. Chegar bem hidratado evita cãibras e mantém seu foco mental até o último game.
Pense na alimentação também como combustível. Não coma uma feijoada antes do jogo, obviamente, mas também não vá de estômago vazio. Uma banana, uma barra de cereal, algo leve para dar energia rápida. Planejar o que você come nos dias de jogo faz parte daquele “profissionalismo amador” que vai elevar seu nível. Você não precisa ser radical, apenas inteligente. Pequenos ajustes, como beber mais água e dormir 30 minutos a mais, têm um impacto gigantesco na sua performance e na prevenção de lesões, ao escolher uma raquete para mulheres
Equipamento e Logística: Otimizando o Setup
Vamos falar de logística? Porque, cá entre nós, às vezes a preguiça de arrumar a mala ou a distância da academia é o que te faz desistir de treinar. Para vencer a inércia, precisamos diminuir o atrito. Tudo tem que estar pronto, fácil e acessível. Se você tiver que procurar suas meias, sua raqueteira e sua toalha cinco minutos antes de sair, a chance de você dizer “hoje não vou” aumenta drasticamente. O tenista ocupado precisa ser um mestre da logística, quase um militar.
O seu equipamento é sua ferramenta de trabalho na quadra. Ele precisa estar em dia. Não há nada mais desmotivante do que chegar para jogar e perceber que a corda estourou ou que o grip está escorregando. Mantenha suas raquetes encordoadas e seus grips novos. Isso mostra respeito pelo seu tempo. Se você tem pouco tempo para jogar, que seja com o melhor material possível, para que a experiência seja prazerosa. Ninguém gosta de jogar com equipamento ruim. Invista em conforto e praticidade.
A escolha do local também é estratégica. Às vezes, vale mais a pena pagar um pouco mais caro em uma quadra perto do trabalho ou de casa do que atravessar a cidade para ir ao clube barato. O tempo que você perde no trânsito é tempo de vida e tempo de treino jogado fora. Calcule o valor da sua hora. Se você gasta uma hora no trânsito para economizar 50 reais, você está valorizando sua hora muito baixo. Otimize a rota. O melhor clube é aquele que você consegue ir com frequência.
A Estratégia da “Mala Pronta” (Go-Bag)
Você conhece o conceito de “Go-Bag”? É aquela mochila de emergência. No seu caso, é a raqueteira. Ela deve morar no seu carro ou ficar na porta de saída, sempre pronta. Nunca, jamais, desmonte sua mala totalmente sem remontá-la imediatamente. Chegou do treino? Roupa suja vai para lavar, roupa limpa já entra na mala. A toalha limpa entra, a água nova entra.
Isso elimina a barreira mental de “ter que arrumar as coisas”. Quando surgir uma janela de tempo inesperada – por exemplo, uma reunião cancelada – você está pronto. “Opa, tenho uma hora livre e estou com o equipamento no carro. Vou bater um paredão”. Essa prontidão cria oportunidades de treino que você perderia se tivesse que passar em casa.
Tenha duplicatas de itens essenciais se possível. Um desodorante, um par de meias, um boné e protetor solar que vivem na raqueteira e nunca saem de lá. Isso evita o clássico esquecimento que estraga o treino. A raqueteira é seu escritório móvel. Mantenha-a organizada e abastecida. É a sua arma secreta contra a preguiça e os imprevistos.
Escolhendo o Campo de Batalha: Localização e Parceiros
Como mencionei, localização é tudo. Mas além da distância, pense na facilidade de agendamento. Clubes com sistemas de reserva online ou grupos de WhatsApp ativos facilitam muito. Evite lugares onde marcar um jogo é uma burocracia dos anos 90. Hoje em dia, aplicativos de agendamento e grupos de tenistas da região são essenciais para quem tem agenda flexível.
Sobre parceiros: tenha um “banco de reservas”. Se você só tem um parceiro de treino e ele tem uma reunião, você não joga. Construa uma rede. Participe de rankings, escadinhas ou grupos do clube. Tenha 3 ou 4 contatos de pessoas que jogam no seu nível e que têm horários compatíveis. O WhatsApp é uma ferramenta de gestão de tênis fantástica. Crie um grupo “Tênis Terça 19h” e coloque os interessados. Quem puder, confirma.
Não tenha vergonha de jogar com pessoas de níveis diferentes de vez em quando. Jogar com alguém “pior” te ajuda a treinar regularidade e controle; jogar com alguém “melhor” puxa seu nível para cima. O importante é a bola estar em jogo. Esteja aberto a convites. Às vezes, um jogo de última hora com um desconhecido vira uma grande parceria futura. Networking funciona dentro da quadra também.
Tecnologia e Apps a Seu Favor
Use a tecnologia para gerir seu tênis. Existem apps excelentes não só para marcar quadras, mas para encontrar parceiros (tipo um “Tinder” de tenistas). Use também relógios inteligentes para monitorar seu desempenho. Ver que você queimou 800 calorias em uma partida é um incentivo enorme para continuar treinando, mesmo cansado. A gamificação da sua saúde ajuda a manter a motivação.
Grave seus treinos. Um tripé simples para o celular resolve. Se ver jogando é a maneira mais rápida de corrigir erros técnicos. Você acha que está agachando, mas o vídeo mostra que suas pernas estão esticadas. Essa correção rápida economiza meses de aulas tentando entender o que o professor diz. Eficiência é a chave para quem tem pouco tempo.
E não esqueça dos vídeos instrucionais. Siga canais de qualidade, mas cuidado com o excesso de informação (overcoaching). Escolha um ou dois “mentores virtuais” e foque nas dicas deles. Tentar aplicar dicas de 20 canais diferentes ao mesmo tempo vai dar um “tilt” no seu cérebro e destruir seu forehand. Foco e simplicidade.
Quadro Comparativo: Qual o Melhor Formato Para Sua Rotina?
Para te ajudar a decidir onde investir seu tempo e dinheiro, preparei este comparativo entre três “produtos” comuns no mundo do tênis, pensando na realidade de quem tem a agenda apertada.
| Característica | Aulas Particulares (Personal) | Clínicas em Grupo | Paredão / Muro de Treino |
| Flexibilidade de Horário | Média. Depende da agenda do prof, mas é negociável e remarcável. | Baixa. Horário fixo e imutável. Se perder, já era. | Alta. Você vai a hora que quiser, 24/7 se tiver luz. |
| Custo-Benefício | Alto Investimento. É caro, mas a evolução é rápida e focada em você. | Médio. Mais barato, divide a atenção do prof com outros 3 ou 4. | Grátis (ou quase). Custo zero, apenas seu tempo e bolas. |
| Foco Técnico | Extremo. Correção detalhada de cada movimento. Ideal para evoluir rápido. | Tático/Situacional. Foca mais em situações de jogo e drills coletivos. | Repetição. Ótimo para fixar o golpe, mas sem correção externa (cuidado com vícios). |
| Intensidade Física | Personalizável. Você dita o ritmo com o professor (pode ser insano ou leve). | Variável. Tem filas e pausas enquanto os outros batem. Menor queima calórica. | Altíssima. Não tem pausa. A bola volta sempre. Você cansa em 20 minutos. |
| Fator Social | Baixo. Só você e o professor. Foco total no treino. | Alto. Ótimo para fazer amigos, networking e achar parceiros. | Zero. É um momento solitário, quase meditativo. |
| Indicação Principal | Para quem quer evoluir a técnica rápido e tem orçamento. | Para quem quer lazer, socializar e manter a regularidade. | Para quem tem janelas curtas de tempo e quer suar a camisa. |
O Jogo Continua…
No fim das contas, conciliar o tênis com a rotina de trabalho e família é um jogo de estratégia, não de força. É saber quando atacar e quando defender, quando acelerar e quando apenas colocar a bola em quadra. Não se cobre a perfeição de um Roger Federer na gestão do tempo. Haverá semanas em que você vai cometer duplas faltas na agenda, e tudo bem. O importante é não desistir do jogo.
Lembre-se de que o tênis é a sua válvula de escape, o seu momento de recarregar as baterias para ser um profissional e um familiar melhor. Não transforme o prazer de jogar em mais uma obrigação estressante. Mantenha a leveza. Aquele cheiro de bola nova, o som da batida perfeita, a resenha pós-jogo… isso é combustível para a vida.
Então, meu amigo, aperte os cadarços, ajuste o boné e vá para a quadra. Nem que seja por 30 minutos. Nem que seja no paredão. O importante é manter a raquete em movimento. O jogo da vida é longo, e o tênis é o melhor parceiro que você pode ter nessa jornada.
Gostaria que eu montasse um micro-ciclo de treino semanal de 30 minutos focado em “manutenção técnica” para dias corridos?

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
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