Da pega “eastern” à “western”: Como o seu estilo influencia a escolha da raquete.

E aí, campeão. Bom te ver de volta. Na nossa última conversa, a gente dissecou o tamanho do cabo. Falamos de milímetros, de polegadas, do teste do dedo. Hoje, vamos entrar num território mais complexo, mais profundo. Vamos falar de como você segura essa raquete.

Você já sabe que o tamanho da pega (o grip size) é a sua conexão com a raquete. Agora, pense na sua empunhadura (o grip style) como o motor do seu carro. Não adianta você ter o chassi de uma Ferrari se o motor é de um fusca, e vice-versa. A sua empunhadura — seja ela Eastern, Semi-Western ou Western — não é só uma “preferência”. É a decisão biomecânica que dita 90% do seu jogo: onde você bate na bola, a altura que ela passa da rede e, o mais importante, o tipo de “ferramenta” que você precisa levar para a batalha.

Muitos alunos chegam para mim e perguntam: “Professor, qual a melhor raquete?”. E eu sempre respondo: “Qual a sua empunhadura?”. O jogador que tenta bater um forehand Western com a raquete do Sampras está fadado a sofrer. O jogador que tenta bater um Eastern chapado com a raquete do Nadal vai mandar a bola para fora do clube.

A raquete não faz o jogador. Mas a raquete errada pode, com certeza, quebrar o jogador. Senta aí, vamos entender por que a sua empunhadura é o manual de instruções para escolher sua próxima raquete.

O Espectro das Empunhaduras: Do Clássico ao Moderno

Antes de falarmos de equipamento, vamos garantir que estamos na mesma página. Vamos fazer um reconhecimento rápido do terreno. A diferença entre Eastern e Western é basicamente “quanto” você gira a sua mão por baixo do cabo. O ponto de referência é o “calcanhar” da sua mão (a base da palma) e o nó do seu dedo indicador, e onde eles se alinham com as 8 facetas (os bevels) do cabo.

A Pega “Eastern” (O Canivete Suíço)

Essa é a pegada clássica, a do “aperto de mão”. Se você colocar a raquete de pé e simplesmente “apertar a mão” dela, você está 99% em um Eastern. O nó do seu dedo indicador e a palma da sua mão ficam alinhados com a faceta lateral da raquete, a mesma que fica paralela às cordas. Foi a empunhadura de lendas como Pete Sampras e, em grande parte, de Roger Federer.

O Eastern é o canivete suíço porque ele é versátil. Ele permite que você gere potência chapada (linear) com muita facilidade, pois o seu pulso fica naturalmente atrás da bola no momento do impacto. Você consegue “empurrar” a bola, adicionando penetração. Ele também permite gerar topspin, embora exija um movimento de pulso mais ativo para “escovar” a bola.

A maior vantagem do Eastern é a transição. Como ele é muito próximo da empunhadura Continental (a do martelo), a mudança para um slice ou para um voleio é quase instantânea. É uma pega de “all-court”, feita para quem gosta de bater firme do fundo e subir à rede para finalizar o ponto.

A Pega “Semi-Western” (O Padrão Moderno)

Gire sua mão um pouco mais no sentido horário (para destros) por baixo do cabo, até o nó do seu indicador ficar na faceta diagonal inferior (o bevel 4). Bem-vindo ao jogo moderno. Essa é a Semi-Western, a empunhadura mais popular no tênis profissional e amador hoje. É o território de Novak Djokovic, Andy Murray e incontáveis outros.

Por quê ela domina? Porque ela oferece o melhor dos dois mundos. Ela fecha a cara da raquete o suficiente para que o seu movimento natural de “limpador de para-brisa” (de baixo para cima) gere um topspin pesado e consistente, mas não tanto a ponto de sacrificar a potência. Você ainda consegue “achatar” a bola quando precisa, mas seu golpe padrão tem altura e segurança sobre a rede.

O ponto de impacto com a Semi-Western é um pouco mais alto e mais à frente do que o Eastern. Ela é a empunhadura do baseliner agressivo, o jogador que dita o ritmo do fundo da quadra com bolas pesadas, profundas e cheias de efeito, forçando o adversário a recuar.

A Pega “Western” (A Máquina de Spin)

Agora, gire a mão completamente para baixo do cabo, até o nó do seu indicador e a palma da sua mão ficarem na faceta inferior (o bevel 5). Você está segurando a raquete quase como uma frigideira. Esse é o Western, ou Full Western. É a empunhadura dos especialistas em saibro, dos “moedores” de fundo de quadra. Pense em Rafael Nadal (que usa algo entre a Semi e a Full) ou Carlos Alcaraz.

Essa empunhadura força a cara da raquete a ficar extremamente fechada, apontando para o chão. Para bater na bola, você é obrigado a fazer um movimento vertical extremo, uma “chicotada” violenta de baixo para cima. O resultado? Um topspin absurdo. A bola sobe muito, passa com metros de folga da rede e “cai” dentro da quadra com um coice, pulando na altura do ombro do adversário.

O Western sacrifica tudo pela rotação. É difícil bater bolas chapadas com essa pega. É muito difícil bater bolas baixas (especialmente em quadras rápidas). A transição para o voleio (para o Continental) é lenta e desajeitada. Mas se o seu jogo é ficar no fundo da quadra e torturar o adversarío com spin, essa é a sua arma.


O “Eastern” e a Raquete de All-Court

Tudo bem, você se identificou com o Eastern. Você gosta de bater chapado, de subir à rede, você admira o jogo clássico. Você é um jogador de all-court. Agora, que tipo de raquete você coloca na sua mão? Você precisa de uma ferramenta que recompense a sua versatilidade.

Priorizando o “Primeiro Golpe” (Potência e Flat)

Sua empunhadura permite que você acerte a bola de forma linear, transferindo o peso do seu corpo diretamente através da bola. Você não está “escovando” tanto, você está “martelando”. Para isso, você precisa de controle e sensação. Você não quer uma raquete que pareça um “trampolim”.

Você deve procurar por raquetes que ofereçam um feel (sensação) mais clássico. Isso geralmente se traduz em raquetes com um perfil (a espessura do aro) mais fino e constante, e uma rigidez (RA) mais baixa ou média. Essas raquetes “flexionam” um pouco mais no impacto, segurando a bola nas cordas por uma fração de segundo a mais, o que te dá o controle direcional que você precisa para mirar nas linhas.

Um padrão de cordas mais fechado, como 18×20, pode ser o seu melhor amigo. Ele oferece um controle cirúrgico para golpes chapados. Se você ainda quer um pouco de ajuda no spin, um 16×19 mais controlado (não os superabertos) é o ideal. Você está procurando uma raquete que te dê “feedback”, não uma que gere potência “grátis” e descontrolada.

A Necessidade de Transição (Voleio e Slice)

O seu jogo não termina na linha de base. Você usa o Eastern porque ele te permite mudar rapidamente para o Continental e avançar. Isso significa que sua raquete precisa ser ágil na rede. A característica que define isso é o balanço (equilíbrio).

Você vai se beneficiar enormemente de uma raquete com balanço Head Light (cabo pesado). Isso torna a cabeça da raquete leve e rápida, permitindo que você reaja a voleios rápidos e ajuste o ângulo da raquete no último segundo. Uma raquete “cabeçuda” (Head Heavy) seria um pesadelo no seu jogo de rede; pareceria que você está tentando volear com uma marreta.

Essa característica Head Light também ajuda no saque, permitindo uma aceleração rápida da cabeça da raquete. Como um jogador de Eastern, seu jogo provavelmente depende de um bom primeiro saque para preparar a subida à rede, então essa manobrabilidade é crucial.

O Perfil Ideal (Exemplos de Raquetes)

Então, o que estamos procurando? Estamos atrás de raquetes na faixa de 95 a 100 polegadas quadradas. A cabeça menor (95-98) vai recompensar sua técnica e te dar mais controle; a cabeça 100 vai te dar um pouco mais de potência e perdão. O peso deve ser substancial (acima de 305g sem corda) para te dar estabilidade no impacto e nos voleios.

O balanço, como dissemos, deve ser Head Light (cabo pesado). O padrão de cordas ideal é 18×20 para controle máximo ou 16×19 para um equilíbrio de controle e spin.

Pense em famílias de raquetes como a Wilson Pro Staff (especialmente o modelo 97) ou a Wilson Blade. Na Head, a família Head Radical ou a Prestige se encaixam nesse molde. São raquetes que exigem que você gere a potência, mas te devolvem em troca uma sensação e um controle incomparáveis.


O “Western” e a Raquete de “Spin” (A Ferramenta de Tortura)

Agora, vamos virar o jogo 180 graus. Você é o moedor. Você não se importa em subir à rede. Você quer quebrar o adversário fisicamente e mentalmente do fundo da quadra. Seu jogo é topspin, e seu grip é o Western (ou Full Western). Você não precisa de um canivete suíço; você precisa de uma ferramenta de demolição especializada.

O Motor de Topspin (Aro e Cordas Abertas)

Seu golpe é uma chicotada vertical. Você está batendo “para cima” na bola. Você precisa de uma raquete que maximize esse movimento. A primeira coisa que você vai procurar é um padrão de cordas aberto. Estamos falando de 16×19, 16×18, ou até 16×15. Quanto mais abertas as cordas, mais elas podem “morder” a bola e se mover (o efeito snapback), catapultando a bola para cima e para frente com rotação máxima.

A segunda característica é o aro. Ao contrário do jogador de Eastern, você não quer um aro fino. Você quer um aro aerodinâmico e espesso. Um aro mais grosso é geralmente mais rígido (RA alto). Essa rigidez impede que a raquete flexione e “roube” sua energia de spin, e adiciona uma dose de potência “grátis” que seu golpe vertical pode precisar para ganhar profundidade.

A aerodinâmica (o formato do aro) também é crucial. Como seu golpe é todo baseado em velocidade de pulso (o snap), você quer uma raquete que “corte” o ar com o mínimo de arrasto. Raquetes construídas para spin são desenhadas no túnel de vento para serem rápidas. para raquetes de tenis para jogadores intermediários

O Desafio do Ponto de Impacto (Sweet Spot e Peso)

O seu grip Western força seu ponto de contato a ser muito mais alto (na altura do ombro) e muito mais à frente do que o Eastern. Você está pegando a bola na subida. Isso significa que você precisa de duas coisas: um sweet spot (ponto doce) generoso e estabilidade.

Você deve procurar raquetes com cabeça de 100 polegadas quadradas. Não vá muito abaixo disso. O Western é uma pegada menos precisa, e o sweet spot maior de uma cabeça 100 vai te dar o perdão que você precisa quando não acertar a bola perfeitamente no centro.

Além disso, como seu impacto é uma “raspada” e não uma “martelada”, você precisa de uma raquete com um bom swingweight (peso em movimento). A raquete precisa ter massa suficiente para ser estável e “arar” através da bola (plow-through), mesmo que seu golpe seja vertical. Uma raquete muito leve vai vibrar e “morrer” no impacto.

O Perfil Ideal (Exemplos de Raquetes)

O que você está procurando no mercado? Você quer a “máquina de spin“. Cabeça de 100 polegadas quadradas. Padrão de cordas bem aberto (16×19). Um aro espesso e aerodinâmico. Um balanço que pode ser Head Light (para mais velocidade de pulso) ou até Even Balance (equilibrado), pois você não se preocupa tanto com voleios.

A família de raquetes que definiu esse estilo é a Babolat Pure Aero (a raquete do Nadal). Ela foi literalmente desenhada para essa biomecânica. Outras excelentes opções incluem a linha Yonex VCORE (feita para spin e velocidade) e a Head Extreme, que também são focadas em maximizar a rotação e a potência.


O Elo Perdido: O Jogador “Semi-Western”

Eu sei o que você está pensando: “Professor, eu não sou nem Sampras nem Nadal. Eu estou no meio. Eu uso a Semi-Western.” E você está certo. A maioria dos jogadores modernos vive aqui, no meio-termo. E é por isso que o mercado de raquetes hoje é tão focado em você.

O Melhor dos Dois Mundos

O jogador de Semi-Western é o baseliner agressivo. Você quer o spin do Western para ter segurança e altura, mas você quer a penetração do Eastern para finalizar o ponto. Você precisa de uma raquete que possa fazer as duas coisas. Você não quer uma ferramenta hiper-especializada. Você quer uma arma versátil.

Você precisa de uma raquete que gere spin facilmente (como o jogador de Western), mas que também tenha feel e controle suficientes para quando você decidir achatar a bola ou subir à rede (como o jogador de Eastern). É o equilíbrio mais difícil de todos.

Felizmente para você, essa é a categoria de raquetes que mais recebe inovação. Você está procurando por raquetes que misturam o aro aerodinâmico com um pouco de flexibilidade, ou que usam padrões de cordas 16×19 que são abertos, mas não tão abertos.

A “Raquete do Jogador” Moderna

O seu território são as raquetes de 98 a 100 polegadas quadradas. Elas oferecem a mistura perfeita de potência e controle. O peso é crucial: algo em torno de 300g a 310g (sem corda) é o ideal, combinado com um balanço Head Light para manter a manobrabilidade.

Essa configuração te dá estabilidade suficiente do fundo da quadra (graças ao peso), mas é rápida o suficiente na mão para gerar spin e reagir na rede. O padrão de cordas 16×19 é o seu padrão-ouro.

Pense em raquetes como a Wilson Blade 98, a Head Speed, a Yonex EZONE 98/100 ou a Babolat Pure Strike. Essas são as “raquetes do jogador” modernas. Elas são plataformas. Elas não fazem uma única coisa perfeitamente (como a Pure Aero faz com o spin), mas fazem tudo muito bem.

O Ajuste Fino (Customização)

Mais do que qualquer outro jogador, o usuário de Semi-Western vai se beneficiar da customização. Como você vive no equilíbrio, pequenas mudanças fazem uma grande diferença. Você pode pegar uma Head Speed (controle) e usar uma corda de poliéster focada em spin para “puxar” ela na direção do spin.

Ou você pode pegar uma Yonex EZONE (potência e spin) e adicionar um pouco de fita de chumbo (lead tape) na cabeça para aumentar a estabilidade e o plow-through.

Sua raquete é uma plataforma. Ela é o ponto de partida. A Semi-Western é a empunhadura mais adaptável, e por isso, exige a raquete mais adaptável. Você não está preso a um estilo; sua raquete também não deveria estar.


A Raquete “Errada” para a Pega “Certa”

Eu quero gastar um minuto aqui, porque esse é o erro que eu mais vejo. O aluno tem a biomecânica correta, mas a ferramenta errada. É como tentar cortar um bife com uma colher. Não funciona.

O Desastre do Western com uma Raquete Clássica

O aluno chega com um grip Full Western que ele aprendeu vendo o Alcaraz. Ele quer gerar spin. Mas a raquete dele é uma Wilson Pro Staff 90 (a raquete antiga do Federer) que ele comprou usada. É uma raquete com cabeça de 90 polegadas, super pesada, balanço no cabo e um padrão de cordas 16×19 denso.

O resultado? Um desastre. O sweet spot é minúsculo, então ele erra tudo. O padrão de cordas é muito fechado para “morder” a bola e gerar spin. A raquete é flexível e absorve a energia que ele está tentando criar. O resultado é que a bola dele não anda. Ela sobe, mas morre no meio da quadra. Ele não entende por que o spin dele não tem “peso”. É porque a raquete está lutando contra o grip dele.

Para esse grip, ele precisaria de uma Pure Aero: cabeça 100, aro rígido, cordas abertas. A raquete ajudaria a catapultar a bola, transformando a velocidade vertical em spin e profundidade.

O Risco do Eastern com uma “Máquina de Spin”

Agora, o cenário oposto. O aluno tem um forehand Eastern lindo, clássico, chapado. Ele bate com força. Mas ele foi na loja e o vendedor disse: “A raquete do Nadal é a que mais vende”. Ele compra uma Babolat Pure Aero.

Ele vai para a quadra. Toda bola que ele bate com sua empunhadura Eastern voa. Ele acerta a grade do fundo. A raquete é um “trampolim”. O padrão de cordas é superaberto e o aro é super rígido, feito para spin. Quando ele bate de forma chapada, a raquete simplesmente cospe a bola sem controle nenhum.

Ele começa a “tirar a mão” do golpe para tentar manter a bola dentro. Ele perde a confiança. O forehand dele, que era uma arma, vira um “balão”. Esse jogador precisava de uma Blade 18×20, uma raquete que o recompensasse pelo controle, não que o punisse por falta de spin.

A Lição: A Raquete é uma Extensão da sua Biomecânica

Eu não posso ser mais claro que isso. A sua empunhadura define sua física. Ela dita se o seu golpe é vertical (Western) ou linear (Eastern). Você precisa de uma raquete que seja projetada para amplificar essa física, e não para lutar contra ela.

Se você bate com spin, precisa de cordas abertas e um aro aerodinâmico. Se você bate chapado, precisa de cordas mais fechadas e um aro que te dê feedback e controle.

Não existe “melhor raquete”. Existe a raquete certa para a sua biomecânica. E a sua biomecânica começa, literalmente, na palma da sua mão.


O Tira-Teima: Comparando as Ferramentas

Para você visualizar melhor, vamos colocar as necessidades lado a lado. Pense nisso como a “ficha técnica” que cada estilo de jogo exige do equipamento.

O Foco na Versatilidade (Eastern)

O jogador de Eastern precisa de uma raquete que funcione como um bisturi. A precisão é o nome do jogo. A raquete deve ser uma extensão silenciosa da sua mão, oferecendo feedback máximo. A estabilidade é fundamental, pois você vai enfrentar o peso do golpe do adversário na rede e precisa de uma plataforma sólida.

O peso da raquete é seu amigo, desde que esteja no cabo (Head Light). Você gera sua própria potência através da transferência de peso e de um golpe linear. A raquete não precisa te dar potência “grátis”; ela precisa te dar controle sobre a potência que você já tem.

Você procura por termos como “controle”, “sensação” (feel), “flexibilidade” (RA baixo) e “padrão denso” (18×20) ou “16×19 controlado”. Você está comprando um carro de Fórmula 1: ele não tem direção hidráulica, mas você sente cada centímetro do asfalto.

O Foco na Rotação (Western)

O jogador de Western precisa de um trator. Uma máquina de guerra. A raquete precisa ser uma arma de spin. A aerodinâmica é crucial, pois seu golpe depende de velocidade de pulso pura. A raquete tem que “cortar” o ar.

A rigidez (RA alto) é sua aliada. Ela transforma sua chicotada vertical em uma bola pesada que pula e empurra o adversário para trás. O sweet spot precisa ser generoso (cabeça 100), porque sua pegada é extrema e menos tolerante a erros de tempo. O perdão é mais importante que a precisão cirúrgica.

Você procura por termos como “spin“, “potência”, “aerodinâmico” e “padrão aberto”. Você está comprando um carro de rally: ele é feito para pular, derrapar e jogar lama para todo lado, e faz isso melhor do que qualquer outro.

Quadro Comparativo: A Raquete Certa para a Pega Certa

Vamos simplificar tudo em uma tabela para você “colar” na hora de ir à loja.

Característica da RaquetePega “Eastern” (Clássica/All-Court)Pega “Semi-Western” (Moderna/Baseliner)Pega “Western” (Extrema/Spin)
Objetivo PrincipalControle, Sensação, VersatilidadeEquilíbrio (Spin + Potência)Spin Máximo, Potência
Tamanho da Cabeça95 – 100 pol² (idealmente 98)98 – 100 pol²100 pol² (ou mais)
Padrão de Cordas18×20 (Controle) ou 16×19 (Controlado)16×19 (Padrão)16×19 (Aberto) ou 16×18
Rigidez (RA)Baixa a Média (Abaixo de 67 RA)Média (64 – 69 RA)Média a Alta (Acima de 68 RA)
Perfil (Aro)Fino, ConstanteMédio, Aerodinâmico/ElípticoEspesso, Aerodinâmico
Balanço (Equilíbrio)Head Light (Cabo Pesado)Head Light a EquilibradoEquilibrado a Head Light
Famílias de ExemploWilson Pro Staff, Wilson Blade, Head PrestigeHead Speed, Yonex EZONE, Babolat Pure StrikeBabolat Pure Aero, Yonex VCORE, Head Extreme

Não trate essa tabela como uma lei, mas como um mapa. Ela te coloca no bairro certo. A sua sensação pessoal vai te dizer em qual casa morar.

Comece entendendo como você segura a raquete. Essa é a sua assinatura. Depois, vá ao mercado e procure a ferramenta que foi desenhada para assinar essa obra. Não tente pintar um muro com um pincel de aquarela.

Alguma dúvida sobre onde o seu jogo se encaixa nisso?

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