Epa, (Nome do Aluno/Leitor)! Chega mais. Senta aí. Vamos bater um papo sério, de professor para aluno, sobre uma das peças mais críticas do seu arsenal. Não, não é a sua raquete nova. Estou falando do que vai nos seus pés. Você já me viu insistindo nisso no treino: você pode ter o forehand do Alcaraz e o backhand do Djokovic, mas se você estiver escorregando na quadra ou com o pé “dançando” dentro do sapato, você vai perder o ponto antes mesmo de ele começar.
O tênis moderno é um jogo de explosão e frenagem. É física pura. Você precisa confiar que, ao dar aquele split step para receber um saque a 200 km/h, seu calçado vai te dar a base necessária para a reação. A escolha errada não só prejudica seu jogo, mas te manda direto para o departamento médico com torções de tornozelo ou fascite plantar.
Meu trabalho aqui é garantir que você entenda a engenharia por trás desses sapatos. Não estamos comprando um tênis de passeio; estamos comprando uma ferramenta de performance. Analisamos o que há de melhor no circuito profissional e no dia a dia das quadras. Preparei este review completo dos 5 modelos que estão dominando o jogo. Preste atenção, porque entender isso vai mudar sua movimentação.
A ‘Marcha’ Certa: Por que o Sapato de Tênis Define Metade do Ponto
Vamos alinhar as expectativas. Muitos alunos chegam aqui gastando rios de dinheiro em raquetes de última geração, mas tentam jogar com aquele tênis de corrida ou de academia. Isso é o equivalente a tentar correr uma maratona de botas. O tênis de corrida é feito para movimento linear, para frente. O tênis de tênis é feito para parar, arrancar e mudar de direção lateralmente. É uma diferença brutal.
A estrutura de um sapato de tênis é desenhada para contenção. Quando você planta o pé para bater uma bola na corrida, seu corpo inteiro quer continuar indo para o lado, mas o pé precisa parar. O sapato de tênis tem reforços laterais (o “cage”) que seguram seu pé no lugar, impedindo que ele vire sobre a sola. Sem isso, o tornozelo fica exposto, e a chance de lesão é altíssima.
Além da estabilidade lateral, temos a durabilidade. O tênis é um esporte que destrói calçados. A quadra rápida, especialmente, é uma lixa. O solado precisa de compostos de borracha de alta densidade, e muitos modelos vêm com proteção extra na biqueira, vital para quem arrasta o pé no saque ou no slice. Se você usar um tênis comum, vai abrir um buraco nele em duas semanas de treino intenso.
O Rei da Estabilidade: Análise do Asics Gel-Resolution 9

Se você me perguntar qual o sapato mais confiável para quem joga muito do fundo de quadra, o “baseline grinder”, minha resposta será quase sempre o Asics Gel-Resolution. A versão 9 deste clássico elevou o que já era bom. A Asics focou em uma coisa aqui: estabilidade absoluta. Você se sente “travado” no chão, no bom sentido. A tecnologia DYNAWALL, que é aquela peça lateral, foi redesenhada para oferecer ainda mais suporte nas movimentações laterais.
Quando você está trocando bola no fundo, precisando mudar de direção rapidamente depois de um approach do oponente, o Resolution 9 brilha. Ele te dá confiança para frear com força total, sem medo do pé escapar por cima da plataforma. O sistema de amortecimento GEL, tanto no calcanhar quanto na ponta, absorve o impacto repetitivo das quadras rápidas, protegendo suas articulações durante jogos longos e treinos pesados.
O ponto a considerar é o peso. Para ter toda essa estabilidade e durabilidade, ele não é o sapato mais leve do mercado. Jogadores que dependem de velocidade pura e sensação de “pé descalço” podem achá-lo um pouco robusto. No entanto, para a grande maioria dos jogadores amadores e competitivos, a segurança que ele oferece compensa qualquer grama a mais. É o tanque de guerra da Asics, feito para durar e proteger.

A Fortaleza dos Pés: Análise do Adidas Barricade
Ah, o Barricade. Este nome tem história. Se o Resolution é o rei da estabilidade, o Barricade é a lenda da durabilidade. Este sapato voltou ao circuito há algumas temporadas e recuperou seu lugar de direito. A Adidas usa o composto de borracha ADIWEAR 6 no solado, que é simplesmente um dos mais resistentes que existem. Para os jogadores que “comem” solado, especialmente em quadras abrasivas, o Barricade é um investimento que se paga.

O que eu gosto no Barricade moderno é como a Adidas conseguiu manter a durabilidade sem torná-lo uma bota de concreto, como eram algumas versões antigas. O sistema de amarração assimétrico e os “Torsion System” integrados dão uma sensação de bloqueio (lockdown) no mediopé que é fantástica. Você amarra o cadarço e sente o sapato abraçar seu pé, pronto para a batalha.
Ele também costuma ter uma biqueira (ADITUFF) extremamente reforçada, o que é música para os ouvidos de quem arrasta o pé no saque ou no slice de backhand. O amortecimento “Bounce” da Adidas oferece um bom retorno de energia, sendo um pouco mais firme que o GEL da Asics, o que alguns jogadores preferem para uma resposta mais rápida. É a escolha ideal para quem busca um parceiro de treino que aguente o tranco dia após dia.

Velocidade da Luz na Linha de Base: Análise do Nike Court Zoom Vapor 11
Agora, se você é o tipo de jogador que quer sentir a quadra, que vive de jogo de pernas rápido e quer leveza acima de tudo, temos que falar do Nike Vapor. O Vapor 11 (e seu “primo” Vapor Pro 2, que tem uma sensação similar) é o oposto do Barricade. Ele é desenhado para ser um foguete. É o sapato do Alcaraz, do Sinner (antes de mudar), e foi por anos a escolha do Federer.

A sensação ao calçar o Vapor é de estar mais baixo, mais próximo do chão. Isso te dá uma agilidade incrível nas trocas de direção e no split step. A unidade Zoom Air no antepé oferece aquela sensação de “explosão” na saída para a bola. Ele é mais flexível e menos restritivo que os modelos de estabilidade, permitindo que seu pé se mova de forma mais natural.
Obviamente, essa leveza tem um custo. A durabilidade não é o ponto forte do Vapor. O solado vai gastar mais rápido que o de um Barricade, especialmente se você joga muito em quadra rápida. Além disso, o suporte lateral é bom, mas não é a “fortaleza” de um Resolution. É um sapato para quem já tem uma ótima movimentação e quer uma ferramenta que acompanhe sua velocidade, sem adicionar peso.

O Híbrido Perfeito: Análise do Asics Court FF 3
Este aqui é especial. O Court FF 3 é o modelo usado por Novak Djokovic, e se é bom o suficiente para o cara que tem a melhor movimentação da história do tênis, é bom o suficiente para nós. O FF (FlyteFoam) é a tentativa bem-sucedida da Asics de criar um sapato híbrido. Ele pega a estabilidade do Resolution e mistura com a leveza e velocidade de um sapato mais ágil.

A grande inovação aqui é a construção “mono-sock” (meia única). Não há língua tradicional. Você calça o sapato como uma meia, e isso proporciona um ajuste simplesmente perfeito, sem pontos de pressão. Para quem tem o pé mais fino ou médio, a sensação é de que o sapato foi feito sob medida para você. Ele se torna uma extensão do seu pé.
O Court FF 3 também tem a tecnologia TWISTRUSS, que ajuda na rotação e na recuperação após movimentos agressivos. Ele é estável, mas não é restritivo. Ele é rápido, mas não é frágil. É, na minha opinião, um dos sapatos mais completos do mercado. O preço é salgado, sim. Mas a performance que ele entrega é de outro nível, combinando o melhor dos dois mundos: segurança para frear e agilidade para arrancar.

O Desafiante Ágil: Análise do Babolat Jet Mach 3
A Babolat não brinca em serviço, e o Jet Mach 3 é a prova disso. Se o Nike Vapor é leve, o Jet Mach 3 é uma pluma. Este é, consistentemente, um dos sapatos de performance mais leves disponíveis. A Babolat focou em remover tudo que não era essencial para criar uma máquina de velocidade.

O cabedal (parte de cima) em Matryx EVO é um show de tecnologia. É um tecido leve, mas trançado com fibras de aramida e poliamida para dar resistência e suporte onde você precisa. O resultado é um sapato que respira muito bem e se molda ao pé, sem pesar. A sensação de velocidade e a facilidade para acelerar em bolas curtas ou drop shots são o ponto forte deste modelo.
Assim como o Vapor, o Jet Mach 3 não vai ganhar prêmios de durabilidade extrema, embora a Babolat use um solado Michelin (sim, a fabricante de pneus) que segura bem a onda. Ele é para o jogador ágil, que gosta de subir à rede, que é rápido nas pernas e não quer sentir um “tijolo” no pé. É a escolha perfeita para quem prioriza a agilidade e a resposta imediata da quadra.

Tabela Comparativa: Colocando os Gigantes Lado a Lado
Ver todos esses modelos pode deixar você confuso. “Professor, qual eu escolho?” Para facilitar sua vida, eu montei uma tabela. Pense nisso como o “scout” do adversário. Aqui vemos os pontos fortes e fracos de cada um, lado a lado. Lembre-se, não existe o “melhor” sapato, existe o “melhor” sapato para você.
Analise esta tabela com calma. Onde você se encaixa? Você é o “grinder” que precisa de durabilidade (Barricade)? O jogador de linha de base que precisa de estabilidade (Resolution 9)? Ou o jogador ágil que precisa de velocidade (Vapor ou Jet Mach)?
| Característica | Asics Gel-Resolution 9 | Adidas Barricade | Nike Court Zoom Vapor 11 | Asics Court FF 3 (Bônus) |
| Ponto Forte Principal | Estabilidade Máxima | Durabilidade Extrema | Velocidade e Leveza | Híbrido (Estabilidade + Velocidade) |
| Tipo de Jogador Ideal | Baseline (Fundo de quadra) | Agressivo / “Destruidor” | Ágil / Jogo de pés rápido | All-Court (Todos os estilos) |
| Nível de Amortecimento | Alto (GEL) | Médio-Alto (Bounce) | Baixo-Médio (Zoom Air) | Alto (FlyteFoam) |
| Nível de Durabilidade | Muito Alta | Lendária (ADIWEAR 6) | Média | Alta |
| Sensação de Quadra | Média (Mais alto) | Média | Alta (Baixo perfil) | Alta (Baixo perfil) |
| Ajuste (Fit) | Padrão/Largo | Padrão (Travado no meio) | Apertado/Padrão | Apertado (Tipo Meia) |
Use esta tabela como seu guia. Veja que o Vapor 11 e o Resolution 9 são quase opostos em filosofia. O Vapor quer que você sinta o chão; o Resolution quer que você se sinta protegido do chão. O Barricade quer durar para sempre. E o Court FF 3 quer fazer tudo isso ao mesmo tempo. A escolha depende do seu jogo, do seu pé e do seu orçamento.
Entendendo a Ferramenta: Como Escolher Seu Próximo Parceiro de Quadra
Certo, agora que vimos os modelos top de linha, vamos para a parte técnica. Escolher o sapato certo vai além de pegar o mais bonito ou o que o seu ídolo usa. Você precisa entender três coisas fundamentais: o terreno onde você joga, o seu estilo de jogo e o formato do seu pé. Errar em qualquer um desses três pilares é pedir por problemas.
Pense no sapato como o pneu do seu carro de Fórmula 1. Você não usa pneu de chuva no dia de sol. No tênis, é a mesma coisa. O sapato de saibro é diferente do de quadra rápida. O jogador de fundo de quadra precisa de um equipamento diferente do jogador que sobe à rede o tempo todo.
Vamos detalhar cada um desses pontos. Isso é crucial para você fazer um investimento inteligente e, mais importante, para proteger seu corpo. Não pule esta parte. É aqui que separamos os jogadores amadores dos jogadores que pensam o jogo.
O Terreno de Jogo: Solados para Saibro (Clay) vs. Quadra Rápida (Hard Court/All Court)
O solado é o ponto de contato, é a tração. O erro mais comum que vejo é gente usando sapato de quadra rápida no saibro, ou vice-versa. O solado “espinha de peixe” (herringbone) é o design clássico para o saibro (clay). Por quê? Porque ele permite o deslize controlado. No saibro, você quer deslizar para parar e para alcançar bolas. A espinha de peixe dá aderência para arrancar, mas solta na hora certa para o slide. Se você usar um sapato de quadra rápida no saibro, ele vai “travar” no chão e seu joelho ou tornozelo vão pagar o preço.
Já na quadra rápida (hard court), o inimigo é o atrito e o impacto. O solado precisa ser feito de um composto de borracha muito durável (como o ADIWEAR da Adidas ou o NDurance da New Balance). O padrão do solado é modificado, geralmente uma mistura de espinha de peixe com outros padrões, para dar tração máxima na frenagem e na aceleração. Usar um solado de saibro na quadra rápida é péssimo: ele vai se desfazer em poucas semanas, pois a borracha é mais macia.
Existe também o solado “All Court” (Todas as Quadras), que é o mais comum de se achar. Ele tenta ser um meio-termo: tem durabilidade suficiente para a quadra rápida, mas com um padrão de espinha de peixe modificado que não prende tanto no saibro. Para quem joga nas duas superfícies ocasionalmente, é uma opção válida. Mas se você joga 90% do tempo em um só tipo de piso, compre o sapato específico para ele.
O Seu Estilo de Jogo: Baseline Grinder vs. Serve-and-Volley
Como você joga? Seja honesto. Você é um “Baseline Grinder”? Aquele jogador que fica no fundo trocando 20 bolas, correndo de um lado para o outro, vivendo de movimentação lateral? Se sim, sua prioridade absoluta é estabilidade lateral e durabilidade. Você precisa de um sapato robusto que aguente o “para-e-arranca” constante. Modelos como o Asics Resolution 9 e o Adidas Barricade foram feitos para você. Eles são mais pesados, mas oferecem a plataforma segura que você precisa para não torcer o pé após duas horas de batalha.
Ou você é o jogador “Serve-and-Volley” (Saque e Voleio) ou o “All-Courter” ágil? Aquele que saca e sobe para a rede, que busca encurtar os pontos, que se move muito para frente e para trás? Nesse caso, seu foco muda. Você precisa de leveza, flexibilidade e uma biqueira reforçada (pois você vai arrastar o pé no saque e nos voleios). Modelos como o Nike Vapor 11 ou o Babolat Jet Mach 3 são ideais. Eles são leves, dão uma ótima sensação de quadra e permitem micro-ajustes rápidos na rede.
Entender quem você é na quadra define a engenharia que você precisa. Usar um Nike Vapor para jogar como um “grinder” pode acabar em lesão por falta de suporte. Usar um Barricade para sacar e volear pode parecer que você está subindo à rede com uma âncora amarrada no pé. Escolha sua ferramenta de acordo com o seu trabalho.
A Forma do Pé: A Importância do Ajuste (Fit) e Conforto
Este é o ponto mais pessoal e talvez o mais importante. Um sapato pode ter toda a tecnologia do mundo, mas se ele não se ajustar bem ao seu pé, ele é inútil. “Fit” é tudo. Você precisa experimentar. Cada marca tem uma “forma” diferente. A Nike, por exemplo, tende a ser mais estreita, especialmente na área dos dedos. A Asics (como o Resolution) costuma ser um pouco mais generosa na parte da frente.
Quando você experimentar o sapato, faça isso no final do dia (quando seu pé está mais inchado) e use a meia de tênis que você usa para jogar. O sapato deve ficar justo, mas não apertado. Você não quer que seu pé “nade” lá dentro – isso causa bolhas e perda de estabilidade. Você também não quer que seus dedos batam na ponta. Ao experimentar, dê uns split steps na loja, force umas paradas laterais. Veja se o calcanhar levanta ou se o pé desliza para frente.
Não tenha medo do “break-in period”, o período de amaciamento. Sapatos robustos como o Barricade e o Resolution 9 muitas vezes precisam de algumas horas de quadra para “moldar” ao seu pé. Eles podem parecer duros no começo. Já modelos leves como o Vapor estão prontos para sair da caixa. O conforto é rei. Se algo incomodar na loja, vai incomodar mil vezes mais no meio de um tie-break no terceiro set.
Além do Calçado: Maximizando a Vida Útil e a Performance
Ótimo, você escolheu seu sapato. Investiu uma boa grana nele. Agora, não vá estragar tudo sendo descuidado. O que você faz depois do jogo é tão importante quanto a escolha do modelo. Um sapato de tênis de alta performance precisa de manutenção. Não é como um tênis casual que você joga no armário.
Vejo muitos alunos cometendo erros básicos que diminuem a vida útil do equipamento pela metade. Eles jogam o sapato molhado de suor dentro do raqueteiro fechado, usam a mesma meia de algodão de 10 anos atrás, ou usam o mesmo par todos os dias até ele desintegrar. Isso tudo prejudica o sapato e, consequentemente, o seu pé.
Vamos falar sobre os três pilares do cuidado pós-jogo: o rodízio dos sapatos, a importância das meias (sim, meias!) e a limpeza correta. Trate bem da sua ferramenta, e ela tratará bem de você.
Rodízio e Descanso: Por que Ter Mais de um Par é Essencial
Eu sei, eu sei. Sapatos de tênis são caros. “Professor, você quer que eu compre dois pares?” Sim, eu quero. E não é para eu vender mais. É para o seu bem. Se você joga mais de duas ou três vezes por semana, ter apenas um par é um erro. O componente principal do amortecimento em todos esses sapatos é uma espuma (EVA ou similar, como o FlyteFoam). Essa espuma precisa de tempo para “descansar” e descomprimir.
Quando você joga um jogo longo, você comprime essa espuma milhares de vezes. Se você guardar o sapato e usá-lo de novo no dia seguinte, a espuma não teve tempo de voltar ao seu estado original. O resultado? O amortecimento morre muito mais rápido. Você começa a sentir mais o impacto no joelho e nas costas. O sapato parece “morto” em poucas semanas.
O ideal é ter dois pares do seu modelo preferido e alternar o uso. Joga segunda com o par A, terça com o par B. Enquanto o B está em quadra, o A está em casa, secando e descomprimindo. Isso parece um custo maior no início, mas, no longo prazo, ambos os pares vão durar muito mais do que dois pares comprados e usados em sequência. É mais inteligente e melhor para o seu corpo.
A Meia Certa: O Herói Não Cantado do Conforto
Vamos falar sobre meias. Você gasta R$ 1.000,00 num sapato e coloca uma meia de algodão fina? Isso é sabotagem. O algodão é o pior material para performance esportiva. Por quê? Ele absorve o suor e não o solta. Ele fica encharcado. Um pé molhado dentro de um sapato de tênis é a receita perfeita para bolhas, atrito e mau cheiro.
Você precisa investir em meias esportivas técnicas. Procure por meias feitas de fibras sintéticas (poliéster, poliamida) ou lã merino. Esses materiais “puxam” o suor da sua pele para a superfície da meia, onde ele pode evaporar (o famoso “wicking”). Seu pé fica seco e confortável.
Além do material, procure por meias que tenham amortecimento extra nas áreas de alto impacto, como o calcanhar e a planta do pé. Muitas meias de tênis também oferecem compressão no arco do pé, o que ajuda no suporte e na circulação. Pode parecer um detalhe, mas a interface entre seu pé e o sapato é a meia. Se essa interface falhar, todo o resto falha.
Limpeza e Cuidados Pós-Jogo: Evitando o “Pé de Atleta” no Saco de Raquetes
O jogo acabou. Você está exausto e encharcado. A tentação de tirar os sapatos, jogá-los no fundo do raqueteiro e fechar o zíper é enorme. Não faça isso. O ambiente escuro, úmido e quente dentro do seu raqueteiro é o paraíso para fungos e bactérias. É assim que o sapato fica com aquele cheiro insuportável e o material começa a degradar.
Regra número um: nunca lave seu sapato de tênis na máquina de lavar. Aquele calor e a agitação vão destruir as colas, deformar as espumas de amortecimento e estragar o cabedal. Para limpar, use um pano úmido ou uma escova macia com um pouco de sabão neutro. Tire o excesso de saibro batendo os sapatos (fora de casa, por favor).
O mais importante é a secagem. Chegou em casa? Tire os sapatos do raqueteiro. Solte os cadarços, puxe a língua para fora e tire a palmilha (se ela for removível). Deixe tudo secar naturalmente, em local arejado e na sombra. Nada de colocar no sol ou atrás da geladeira. O sol direto resseca o material e o calor deforma o sapato. Cuidando assim, seu investimento dura mais e seu pé fica mais saudável.
A escolha do seu sapato de tênis é uma das decisões técnicas mais importantes que você vai tomar no esporte. Ela afeta sua movimentação, sua confiança e, principalmente, sua saúde. Não trate isso como uma compra de moda. Analise seu jogo, seu tipo de quadra e seu pé. Invista no modelo que te oferece a combinação certa de estabilidade, durabilidade ou velocidade.
E, acima de tudo, cuide do seu equipamento. O rodízio, as meias e a limpeza são a sua responsabilidade como jogador. Agora você tem a informação. Vá para a quadra, mas vá com a ferramenta certa nos pés. A diferença no seu jogo será nítida.

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
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