Duelo de Controle: Wilson Blade 98 vs. Head Radical Pro.

E aí, campeão. Pega sua água, senta aí um minuto. Você me pediu para analisar essas duas “ferramentas” de nível profissional. Estamos falando da Wilson Blade 98 e da Head Radical Pro. Esqueça as raquetes de iniciante que tentam fazer o trabalho por você. Essas duas aqui são para quem leva o jogo a sério, para quem constrói o ponto, para quem confia na própria técnica.

A escolha entre elas não é sobre qual é “melhor”. É sobre qual delas “conversa” melhor com o seu braço e com a sua tática. As duas são raquetes de aro 98, padrão 16×19, focadas em controle. Mas, na quadra, elas têm personalidades opostas. A Blade é o bisturi do cirurgião; a Radical Pro é o martelo do engenheiro.

Vamos dissecar essas duas máquinas. Preste atenção, porque entender a ferramenta é o primeiro passo para dominar o golpe.

A Primeira Impressão: O “Feel” e a Filosofia de Jogo

Antes mesmo de bater na bola, quando você pega essas raquetes, a sensação é diferente. O “feel”, ou a sensação de conexão com a bola, é o que define 90% da confiança de um jogador avançado. A Wilson Blade, especialmente nas últimas versões (como a V8 e V9), é sinônimo de “feel”. Ela é macia, flexível e parece que “abraça” a bola no impacto. Você sente a bola afundar nas cordas (o que chamamos de “dwell time” ou tempo de permanência) e depois ser lançada exatamente para onde seu braço mandou. É uma sensação muito conectada, quase orgânica, que dá ao jogador uma confiança absurda para mirar nas linhas.

A Head Radical Pro, por outro lado, tem uma filosofia diferente. Historicamente, a Radical era a raquete do “feeling” (quem lembra do Agassi?), mas as versões modernas, com a tecnologia Auxetic, buscam uma sensação mais “sólida” e “crisp”. Ela não é tão macia quanto a Blade. A resposta no impacto é mais direta, mais firme. Você sente menos a bola “afundando” e mais a bola “saindo” da raquete. É uma sensação de potência controlada, de estabilidade pura. Quando você acerta o sweet spot (ponto doce), a bola sai como um tiro, limpo e preciso.

Essa diferença inicial é crucial. Jogadores que cresceram aprendendo a “sentir” a bola, que usam muito touch (toque) e variação, tendem a gravitar para a Blade. Jogadores que buscam estabilidade acima de tudo, que querem uma raquete que não torça na mão contra um saque pesado e que entregue uma resposta consistente, vão olhar primeiro para a Radical Pro. Nenhuma está errada; são apenas caminhos diferentes para o mesmo objetivo: colocar a bola dentro da quadra mais vezes que o adversArio.

Entendendo a Mecânica: Por que Elas Jogam Diferente?

Você viu que as especificações parecem próximas no papel, mas o jogo é outro. Isso acontece por causa de três fatores técnicos que mudam tudo na física do golpe: a rigidez, o equilíbrio e o padrão de cordas. Não adianta ter um motor V8 se você não sabe como ele funciona.

A Flexibilidade da Blade (RA Baixo) vs. A Rigidez da Radical (RA Alto)

Aqui está a maior diferença entre elas. A Blade é famosa por ter um índice de rigidez (RA) baixo. Estamos falando de valores que ficam ali na casa dos 60-62. Isso significa que o aro da raquete “flexiona” mais no impacto. Esse “flex” é o que gera aquela sensação macia e conectada que falamos. A vantagem disso é um conforto absurdo para o braço. Se você tem histórico de tennis elbow ou simplesmente joga muitas horas, a Blade é uma aliada. A desvantagem dessa flexibilidade é a perda de potência “grátis”. A raquete absorve parte da energia do impacto, então você precisa gerar a potência com a velocidade do seu swing.

A Radical Pro vai na direção oposta. Ela é uma raquete mais rígida, com um RA que geralmente fica na casa dos 64-66. Pode não parecer muito no papel, mas na quadra é uma diferença gritante. Essa rigidez extra significa que o aro flexiona menos, transferindo mais energia diretamente para a bola. O resultado é mais “pop” (explosão) e mais potência fácil. A bola sai mais rápido do encordoamento. O lado negativo é que uma raquete mais rígida é, por natureza, menos confortável. Se você errar o sweet spot, a vibração e o choque no braço serão maiores.

Essa escolha de rigidez define o contrato que você assina com a raquete. A Blade pede que você acelere o braço e promete conforto e precisão. A Radical oferece mais potência e estabilidade, mas cobra um preço maior no conforto se sua técnica não estiver em dia.

O Balanço (Equilíbrio) e o “Swingweight”: O Custo da Estabilidade

Aqui é onde o jogo fica sério. A Blade 98 (na versão 16×19 de 305 gramas) é mais leve em peso estático que a Radical Pro (que pesa 315 gramas sem corda). Dez gramas é um mundo no tênis. Mas o peso estático não conta a história toda; o que importa é o swingweight (SW), que é a sensação de peso durante o movimento do golpe. A Blade 305g tem um swingweight alto, mas ainda muito gerenciável. Ela se move rápido pelo ar, facilitando a aceleração para gerar topspin.

A Radical Pro é um monstro de estabilidade. Com 315 gramas e um swingweight que geralmente ultrapassa os 330 pontos (encordoada), ela é uma das raquetes mais estáveis do mercado. O que isso significa? “Plow-through”. É a capacidade da raquete de “atravessar” a bola sem se abalar. Quando seu oponente bate pesado, a Radical Pro não treme. Ela tem massa para absorver o impacto e devolver uma bola igualmente pesada. O custo disso é óbvio: ela é uma raquete exigente. Você precisa ter um swing longo, rápido e uma preparação física em dia para aguentar usá-la por três sets. Ela é menos manuseável que a Blade.

Portanto, a Blade 98 oferece um equilíbrio fantástico entre manuseio e estabilidade. A Radical Pro foca tudo na estabilidade e no plow-through, exigindo mais do seu físico para ser manuseada.

O Padrão de Cordas (16×19): Como Elas Usam o Mesmo Padrão de Formas Opostas

Ambas são 16×19. Então, o spin é igual, certo? Errado. O padrão de cordas não é só o número, mas o espaçamento entre elas. A Wilson Blade 98 16×19 tem um padrão que é conhecido por ser bem aberto, especialmente na parte superior do aro. Isso permite que as cordas se movam mais, “mordam” a bola (o string snap-back) e gerem um potencial de topspin muito alto. O ângulo de lançamento da bola (o launch angle) também é mais alto, o que significa que suas bolas passam com mais margem sobre a rede.

A Head Radical Pro, apesar de ser 16×19, tem um padrão de cordas visivelmente mais denso na área central, no sweet spot. As cordas são mais juntas ali. Isso faz com que ela se comporte quase como um padrão 18×20 naquela região. O resultado? Mais controle direcional. A bola sai com um ângulo de lançamento mais baixo, mais reto. Você ganha uma precisão absurda em golpes mais planos (flat), mas perde um pouco do acesso “fácil” ao spin que a Blade oferece. Você ainda consegue gerar spin, claro, mas precisa de mais aceleração e técnica para fazer a bola “pular”.

Resumindo a mecânica: A Blade é flexível, mais leve e tem um padrão aberto (foco em spin e conforto). A Radical Pro é rígida, pesada e tem um padrão denso (foco em controle direcional e estabilidade).

O Jogo de Fundo de Quadra: Onde a Batalha é Vencida

A maior parte do jogo moderno acontece lá atrás, na linha de base. É no groundstroke (golpe de fundo) que a personalidade dessas raquetes realmente aparece. É aqui que você vai sentir o porquê de Tsitsipas usar a Blade e o porquê de jogadores como Andy Murray e Taylor Fritz terem usado (ou usarem versões customizadas) da Radical.

Wilson Blade 98: A Faca de Precisão

Quando você está trocando bolas com a Blade, a palavra que vem à mente é “confiança”. A conexão que ela oferece permite que você solte o braço sem medo de errar. Você sente que pode acelerar o swing ao máximo para gerar topspin e a bola vai “morrer” dentro da quadra. Ela é excepcional para quem gosta de variar o jogo. Quer bater um backhand slice (aquela bola cortada) baixo e venenoso? A flexibilidade da Blade dá um toque incrível para isso. Quer mudar a direção da bola no último segundo (o famoso redirection)? O manuseio dela ajuda muito.

O ponto forte da Blade é o jogo de construção. Ela não vai te dar potência de graça. Se você estiver atrasado na bola e fizer um swing curto, a bola vai ficar morta na rede. Ela exige que você esteja bem posicionado e complete o movimento do golpe. Em troca, ela te dá um controle que poucas raquetes oferecem. Você sente que pode pintar as linhas. É a raquete perfeita para o jogador all-court que gosta de usar ângulos, slices e topspin para desmontar o adversário.

A estabilidade dela é boa, mas não é o ponto forte. Contra um batedor muito pesado, você pode sentir a raquete torcer um pouco mais na mão do que a Radical, especialmente se você não acertar o sweet spot.

Head Radical Pro: O Canhão Controlável

Se a Blade é sobre sentir a bola, a Radical Pro é sobre esmagar a bola. Quando você está na linha de base com esta raquete, você sente uma solidez incomparável. O peso e o plow-through dela são viciantes. Você não precisa ter medo de nenhuma bola. Seu adversário soltou uma bomba? Você só precisa colocar a Radical na frente, usar o ritmo dele, e a raquete vai devolver uma bola profunda e pesada. Ela é uma máquina de contra-ataque.

O controle dela é diferente do da Blade. Não é um controle de “toque”, é um controle direcional. Você aponta e atira. O padrão de cordas mais denso e o ângulo baixo de lançamento fazem dela uma arma letal para quem bate mais flat ou com médio topspin. Seu forehand e backhand chapados saem como mísseis. Você consegue mover o adversário de um lado para o outro com uma penetração de bola que a Blade sofre para igualar.

A desvantagem é o esforço. Para gerar o mesmo topspin que a Blade gera facilmente, você precisa acelerar muito mais o braço. Ela não é tão boa em slices quanto a Blade, pois a rigidez tira um pouco daquela sensação de “cortar” a bola. E, como já mencionei, o peso dela vai cobrar a conta no final do segundo set se você não estiver fisicamente preparado.

O Duelo de Spin e “Plow-Through”

Vamos colocar lado a lado. Em potencial de topspin, a Blade 98 16×19 vence com clareza. O padrão aberto e a flexibilidade ajudam a bola a agarrar nas cordas e sair com uma rotação muito alta. Se o seu jogo depende de um forehand com muito spin para empurrar o adversário para trás, a Blade é sua amiga.

Em plow-through (poder de penetração), a Radical Pro vence por nocaute. O peso (315g) e o swingweight altíssimo fazem com que ela seja um trator. Ela não apenas bate na bola, ela “atravessa” a bola. Isso resulta em golpes de fundo que, mesmo que não tenham tanto spin, chegam ao adversário de forma “pesada”, difíceis de devolver. Se você é um jogador agressivo de base (aggressive baseliner), a Radical Pro te dá a munição para ditar os pontos.

A escolha aqui é tática. Você prefere ganhar o ponto com altura e rotação (Blade) ou com velocidade e profundidade (Radical)?

Subindo à Rede: O Teste de Voleio e Manuseio

Um jogador completo não vive só no fundo de quadra. Na rede, a velocidade de reação e o toque decidem o ponto. Aqui, a diferença entre o “bisturi” e o “martelo” fica ainda mais clara.

A Sensibilidade da Blade nos Voleios Curtos

Na rede, a Blade é pura arte. Aquele feel macio e a flexibilidade dela se traduzem em um toque sublime. Para voleios curtos (drop volleys) e voleios angulados, ela é uma das melhores raquetes do mercado. Você sente a bola perfeitamente na mão, permitindo uma precisão de cirurgião para matar o ponto com categoria.

O manuseio dela (mesmo com swingweight alto) é rápido o suficiente para trocas de bola rápidas em duplas. Onde ela pode sofrer um pouco? Em voleios de bloqueio contra pancadas. A flexibilidade dela pode fazer com que a bola morra um pouco se você não for firme, e a estabilidade, embora boa, não é a da Radical. Você precisa ser mais ativo no voleio, dar o “tapinha” (punch), e não apenas bloquear.

A Solidez da Radical contra Bolas Pesadas

Subir à rede com a Radical Pro é como se posicionar atrás de um escudo. A estabilidade dela é o fator dominante. Quando o adversário tenta um passing shot (passada) com tudo, você só precisa colocar a raquete na frente. A massa da Radical Pro faz o trabalho. O voleio de bloqueio é quase automático; a bola volta funda e com peso, apenas usando a velocidade do oponente.

Ela é uma raquete de “apontar e bloquear”. Onde ela perde para a Blade? No toque. A rigidez e a sensação mais “morta” (em comparação com a Blade) tornam os voleios curtos e os drop shots mais difíceis de executar. Você não tem a mesma sensibilidade para “acariciar” a bola. É uma raquete de voleio mais direta ao ponto: sólida, firme e decisiva.

Em duplas, o peso dela pode ser um problema em reações muito rápidas no “tiroteio” da rede. Ela é um pouco mais lenta para mover do que a Blade.

O Momento Decisivo: Saque e Devolução

O saque é o único golpe que depende 100% de você. A devolução é o que te coloca no ponto. Vamos ver como elas se comportam nesses dois momentos cruciais.

Sacando com a Blade: Colocação Cirúrgica

Sacar com a Blade 98 é um exercício de precisão. Onde ela brilha? No saque slice (aberto) e no saque kick (com efeito). O acesso fácil ao spin do padrão 16×19 permite que você puxe o adversário para fora da quadra com um slice venenoso ou faça a bola pular alta com um segundo saque cheio de efeito. Você sente que pode acertar qualquer centímetro do quadrado de saque.

E o saque flat (chapado)? Ela é boa, mas não é um canhão. A flexibilidade da raquete absorve um pouco da potência pura. Você não vai ganhar tantos pontos “de graça” com um ace chapado como faria com a Radical. A Blade recompensa o sacador que pensa, que varia o serviço e que usa a colocação para iniciar o ponto em vantagem.

Sacando com a Radical: Peso e Potência

Se você quer “soltar o braço” e ver a bola explodir, a Radical Pro é a sua raquete. O peso (315g) e a rigidez dela se transformam em pura massa de impacto. O saque flat com a Radical Pro é uma bomba. Quando você acerta o timing, a bola sai com uma velocidade impressionante. Ela te dá aqueles “pontos grátis” que salvam games difíceis.

O saque slice também é muito eficaz devido à massa da raquete. Onde ela é um pouco mais difícil? No saque kick. O peso dela exige mais força do ombro para acelerar a cabeça da raquete para cima (a famosa “limpada de vidro”), e o padrão de cordas mais denso não gera tanto efeito quanto o da Blade. Sacar com a Radical Pro por três sets é um teste de resistência física para o ombro.

A Resposta na Devolução de Saque

Na devolução, a história se inverte. A Radical Pro é, possivelmente, uma das melhores raquetes de devolução do mercado para jogadores avançados. A estabilidade e o plow-through são simplesmente fenomenais. Quando você enfrenta um grande sacador, você pode encurtar seu swing e apenas bloquear a bola. A raquete absorve o impacto e devolve uma bola funda e estável, neutralizando o saque do oponente.

A Blade 98 também é ótima na devolução, não me entenda mal. Ela é estável o suficiente para a maioria das situações. A vantagem dela é ser um pouco mais manuseável, o que permite que você faça um swing mais completo em segundos saques, atacando a devolução com mais topspin. Contra saques muito pesados, no entanto, você sentirá mais a torção da raquete do que com a Radical.

O Lado Tático: Adaptando Seu Jogo a Cada Raquete

Escolher a raquete é escolher uma tática. Você não joga da mesma forma com um martelo e com um bisturi. Você precisa adaptar seu estilo de jogo para extrair o máximo de cada uma.

O Jogador Agressivo de Fundo (Aggressive Baseliner) e a Radical Pro

Se o seu jogo é baseado em ficar na linha de base e ditar os pontos com potência, a Radical Pro é a sua ferramenta. Ela foi feita para o aggressive baseliner moderno. Você vai usar o peso dela para bater bolas fundas e pesadas, movendo o adversário de um lado para o outro até que ele te dê uma bola curta. Ela recompensa swings longos e tecnicamente limpos.

O jogador da Radical Pro não tem medo de contra-atacar. Ele usa a estabilidade da raquete para absorver a velocidade do oponente e devolver com mais velocidade ainda. A tática é simples: seja sólido, seja pesado e não dê um passo para trás. O objetivo não é dar um winner de drop shot, é ganhar o ponto por exaustão ou por um winner chapado na paralela.

O Jogador “All-Court” (Versátil) e a Blade 98

Se você é o tipo de jogador que se sente confortável em qualquer lugar da quadra, a Blade 98 é a sua melhor parceira. Ela é a definição da raquete all-court. A versatilidade dela é seu maior trunfo. Você pode trocar bolas do fundo com topspin por cinco minutos e, na primeira bola curta, subir à rede e executar um voleio com toque.

O jogador da Blade usa a variação como arma. Ele mistura topspin alto com slices baixos para quebrar o ritmo do adversário. Ele usa a sensação de conexão para abrir ângulos que o jogador da Radical nem tentaria. A tática é usar a criatividade, explorar as fraquezas do oponente e usar o touch para finalizar os pontos.

O Fator Cansaço: Quem Aguenta um Jogo de 3 Sets?

Este é um ponto que muito aluno esquece de testar. A Radical Pro é brutalmente exigente. Aquele peso estático de 315g e o swingweight altíssimo vão pesar no seu ombro e no seu braço. Se você não tem um preparo físico de nível competitivo, seu saque vai “encurtar” no terceiro set e sua aceleração de forehand vai diminuir. Você precisa estar muito em forma para usar essa raquete em todo o seu potencial.

A Blade 98, com 305g, é visivelmente mais fácil de manusear por longos períodos. Ela ainda é uma raquete exigente (não é leve), mas é muito mais “amigável” que a Radical Pro. O swing flui com mais facilidade. O conforto superior dela, devido à flexibilidade, também significa que seu braço estará menos fatigado após duas horas de batalha.

Pense nisso: não adianta ter a raquete mais potente do mundo se você não consegue levantá-la direito no tie-break do terceiro set.

A Batalha no Papel: Concorrentes e Comparativos

Nenhuma raquete vive isolada. A Blade e a Radical competem diretamente com outras duas gigantes da categoria “98 polegadas de controle”. É importante ver como elas se situam.

CaracterísticaWilson Blade 98 (16×19)Head Radical ProYonex Percept 97Babolat Pure Strike 98 (16×19)
Filosofia“Feel” e SpinEstabilidade e Potência ControladaPrecisão e Toque (Flex)Potência Precisa (Rigidez)
Peso (sem corda)305 g315 g310 g305 g
Rigidez (RA)Baixa (aprox. 61)Média-Alta (aprox. 65)Muito Baixa (aprox. 60)Alta (aprox. 68-70)
SensaçãoMacia, flexível, conectadaSólida, “crisp”, potenteamanteigada, super flexívelFirme, direta, explosiva
Ideal paraJogador All-Court que usa toque e spinBaseliner agressivo que bate pesadoJogador clássico, de feel e sliceBaseliner moderno que quer spin e potência

Como você pode ver, a Blade e a Radical Pro se posicionam em lados opostos do espectro. A Blade (e a Percept) focam no “flex” e no feel. A Radical (e a Pure Strike) focam na rigidez para gerar potência e controle direcional. A Radical Pro se destaca como a mais pesada e estável de todas, enquanto a Blade é a rainha da versatilidade.

Veredito do Professor: Qual Raquete Empunhar?

Chegamos à decisão. Você já ouviu tudo. Você entendeu a mecânica, o jogo de fundo, a rede e o saque. Agora, você precisa olhar para o seu próprio jogo com honestidade.

Escolha a Wilson Blade 98 se você é um jogador que valoriza a sensação da bola acima de tudo. Você quer uma raquete que seja uma extensão do seu braço. Você constrói seus pontos usando variação, topspin e toque. Você não se importa em gerar sua própria potência, desde que a raquete te dê o controle cirúrgico para colocar a bola onde você quer. Você quer conforto para jogar por horas e uma arma versátil para qualquer situação.

Escolha a Head Radical Pro se você é um jogador que valoriza a estabilidade e o plow-through. Você é um baseliner agressivo que dita os pontos com potência. Você quer uma raquete que não trema contra os maiores sacadores e que devolva a bola com o mesmo peso que ela veio. Você tem um swing longo, tecnicamente sólido, e está com o físico em dia para manusear uma das raquetes mais exigentes (e recompensadoras) do mercado. Você quer potência controlável.

Não existe resposta errada. Mas agora você tem a informação. Vá para a quadra, teste as duas. Deixe seu braço decidir qual delas será sua parceira nesta batalha.

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