E aí, campeão. Senta aí, vamos bater um papo sério. Você está de olho naquela Blade verde ou naquela Prestige pretona, né? Eu vejo você olhando para o cesto de testes. São raquetes lindas, parecem profissionais. Mas a pergunta que vale um milhão de dólares é: elas servem para o seu jogo?
Como seu professor, meu trabalho é te dar a real, sem firula. Essas raquetes são o que chamamos de “raquetes de controle”. Elas são vendidas com a promessa de precisão. Mas o que a maioria dos vendedores não te conta é que elas são ferramentas exigentes. Elas não dão nada de graça.
Vamos dissecar isso. Se você está pensando em dar esse salto, você precisa entender o que está levando para a quadra. Você está pronto para assumir o controle total, ou você está procurando uma parceira que te ajude um pouco mais? Vamos descobrir.
O que “Controle” realmente significa na quadra?
Além da potência: A sensação (Feel) e a conexão com a bola
Vamos direto ao ponto. Quando você ouve “controle”, você pensa em “mira”. Mas no tênis, controle significa “falta de potência”. Exatamente o oposto do que raquetes como a Pure Drive te oferecem. Uma raquete de controle não “cospe” a bola. Ela não tem aquele efeito de trampolim. O trabalho de gerar velocidade é 100% seu. Se você balançar curto, a bola vai morrer na rede.
O que você ganha em troca dessa falta de potência “grátis”? Sensação. É isso. A palavra mágica é feel. Raquetes de controle são, geralmente, mais flexíveis. Elas “abraçam” a bola por uma fração de segundo a mais. É o que chamamos de dwell time. Você sente a bola entrando e saindo das cordas. É essa conexão que permite que você direcione o golpe, que você sinta a bola para dar aquela curtinha ou aquele slice venenoso.
Essa conexão é o que jogadores avançados procuram. Eles não querem que a raquete interfira. Eles querem um bisturi, não um martelo. Eles precisam saber que, se fizerem o swing completo, a bola vai cair dentro, e não voar três metros para fora. O controle, portanto, é a confiança de que a raquete não vai te trair com potência excessiva quando você mais acelerar.
O perfil da raquete: Aro fino, mais peso e o “sweet spot” menor
Para conseguir essa sensação, a construção da raquete é específica. Pegue uma Blade ou uma Prestige e compare o perfil dela (o “aro”) com uma Pure Aero. As raquetes de controle são finas. Um aro fino corta o ar mais devagar e é menos rígido. Menos rigidez significa menos potência e mais conforto, mais feel.
Elas também são pesadas. Estamos falando de 305 gramas (Blade 98) ou 320 gramas (Prestige Pro) para cima, sem corda. Por que tão pesadas? Estabilidade. Quando seu oponente te manda uma bomba, você não quer que a raquete vibre ou torça na sua mão. O peso extra ajuda a bloquear, a devolver o saque. Esse peso, o swingweight, é o que dá “massa” ao seu golpe. Você precisa de técnica para movimentar essa massa, mas quando você acerta, a bola vai pesada.
E aqui está o pulo do gato: o sweet spot (a área de batida ideal) é menor. Linhas como a Prestige, historicamente, têm cabeças de 95 ou 98 polegadas quadradas, e o sweet spot é bem definido. Se você bater fora do centro, a bola não anda. Ela simplesmente morre. Isso força você a ser preciso. É uma ferramenta que exige precisão do seu dono.
O mito da raquete de controle: Ela não faz o trabalho por você
Esse é o maior erro que eu veo na quadra. O aluno de nível intermediário compra uma Prestige achando que vai começar a pintar as linhas. Na realidade, acontece o oposto. O jogo dele piora. Ele começa a mandar bola na rede, o braço começa a doer, porque ele não tem a técnica necessária para fazer aquela raquete funcionar.
A raquete de controle não te dá controle. Ela exige controle de você. Ela é uma tela em branco. Se você é um pintor ruim, o resultado será ruim. Se você é um pintor bom, ela te dá as ferramentas para criar uma obra-prima. Ela é um amplificador da sua técnica, seja ela boa ou ruim.
Portanto, esqueça a ideia de que a raquete vai corrigir seus erros. Ela vai, na verdade, expor todos eles. Se seu footwork é preguiçoso, se sua preparação é tardia, se seu swing é curto, uma raquete de controle vai te punir em todos os golpes. Ela é honesta, e às vezes, a honestidade dói.
O Perfil do Jogador: Você está pronto para uma Blade ou Prestige?
A técnica: Você “bate” na bola ou “empurra” a bola?
Observe seu próprio jogo. Quando você está no fundo de quadra, qual é o seu swing? Ele é longo, fluido e rápido? Você usa a rotação do seu quadril e ombro para gerar velocidade? Ou você tem um swing mais curto, mais compacto, e depende mais de uma “empurrada” ou de um “tapa” na bola? Seja honesto.
Raquetes de controle foram feitas para swings completos. Elas precisam da aceleração que vem de uma biomecânica correta. Se você tem um swing completo, você gera sua própria potência. A raquete de controle apenas direciona essa potência que você criou. Se o seu swing é curto, você precisa de uma raquete que te dê potência (uma tweener), senão suas bolas não vão passar do meio da quadra.
Pense no Tsitsipas usando a Blade ou no Cilic usando a Prestige (em suas versões pro stock). O swing deles é massivo. Eles “rasgam” a bola. Eles precisam de uma raquete que segure essa pancada. Se eles usassem uma raquete de alta potência, a bola não pararia dentro da quadra. A raquete de controle permite que eles joguem soltos, sem medo de errar para fora.
A física: Onde está sua fonte de potência? (Braço vs. Rotação do corpo)
Vamos falar de física. A potência no tênis moderno não vem do braço. O braço é só o final da corrente. A potência vem do chão, sobe pelas pernas, explode na rotação do quadril e do tronco, e só então é transferida para o braço e para a raquete. Jogadores que usam raquetes de controle entendem isso. Eles usam o corpo inteiro para bater na bola.
Se você ainda joga muito usando só o braço, uma raquete pesada de controle vai destruir seu cotovelo ou ombro. Você vai tentar compensar a falta de potência da raquete fazendo mais força com o braço, e aí mora o perigo da lesão (tennis elbow). O peso da raquete de controle é feito para ser movimentado pelo corpo, não forçado pelo braço.
Antes de pensar em trocar para uma Blade ou Prestige, filme seu jogo. Veja se você está usando a rotação do corpo. Se você não estiver, seu primeiro investimento não deve ser uma raquete nova. Deve ser em aulas para corrigir sua biomecânica. Depois que seu corpo estiver gerando a velocidade, aí sim você pode pensar em uma ferramenta de precisão.
O nível intermediário-avançado: Por que os iniciantes devem esperar
Eu sou categórico nisso: iniciantes e intermediários (aqueles que ainda estão lutando com a consistência) devem ficar longe dessas raquetes. Um iniciante precisa de duas coisas: potência fácil e uma margem de erro (um sweet spot grande). A raquete de controle oferece exatamente o oposto: potência zero e margem de erro mínima.
Usar uma Prestige sendo iniciante é como tentar aprender a dirigir em um carro de Fórmula 1. Você não vai conseguir sair do lugar e provavelmente vai bater. Você precisa de um carro “normal”, que te perdoe, que tenha direção hidráulica e freio ABS. No tênis, isso são as raquetes de cabeça 100 ou 102, leves (abaixo de 300g) e mais rígidas.
O jogador pronto para uma Blade ou Prestige é o intermediário-avançado ou avançado. É o jogador que raramente erra o timing da bola. É o jogador que já tem seus golpes definidos e agora busca “lapidar”. Ele não precisa mais de ajuda para a bola andar; ele precisa de ajuda para a bola obedecer. É o jogador que sente a diferença entre uma corda de tripa e um poliéster, entre 50 e 52 libras.
Dissecando a Lenda: A Linha Wilson Blade
A “Blade Feel”: Flexibilidade e o abraço na bola
A Blade é, talvez, a raquete de controle mais popular do mundo hoje. E a palavra-chave dela é flexibilidade. A Wilson investe pesado em marketing sobre a “Blade Feel”. E, na real, não é só marketing. Ela é conhecida por ser uma das raquetes mais confortáveis e flexíveis do mercado de performance. Ela tem um rating de rigidez (RA) baixo.
Isso significa que, no impacto, você sente a raquete “dobrar”. Ela “pega” a bola. Para jogadores que gostam de sentir que estão no controle total, isso é incrível. Ela é menos “seca” ou “dura” do que outras raquetes de controle. Esse “abraço” na bola te dá muita confiança para golpes de toque, como slices e voleios.
Porém, essa flexibilidade tem um custo. Às vezes, ela pode parecer um pouco “morta” em termos de potência, especialmente se você comparar com alternativas mais rígidas. Ela é feita para o jogador que ataca a bola, que gera sua própria velocidade. Se você é um contra-atacante que usa a velocidade do adversário, talvez sinta falta de um pouco mais de “saída” de bola.
O duelo interno: 16×19 (spin moderno) vs. 18×20 (controle clássico)
Dentro da linha Blade (falando da 98), você tem a escolha clássica: o padrão de cordas. A 16×19 é a versão moderna. Ela tem cordas mais espaçadas, o que permite que elas se movam mais e “agarrem” a bola, gerando mais topspin. A trajetória da sua bola tende a ser uma parábola maior. É uma raquete de controle, sim, mas adaptada ao jogo moderno de fundo de quadra com muito spin.
A 18×20 é a velha guarda. É o controle no seu estado mais puro. As cordas são muito mais juntas, formando uma “cama” de cordas densa. Isso te dá controle direcional absoluto. A bola vai exatamente para onde você aponta. O feel é mais sólido, mais “crocante”. A trajetória da bola é mais reta, mais rasante à rede. Você troca potencial de spin por precisão cirúrgica.
Qual escolher? Se seu jogo é baseado em topspin pesado, vá de 16×19. Se você é um jogador mais flat (que bate mais chapado), ou que baseia o jogo em slices e timing preciso (como um Dimitrov), a 18×20 pode ser sua arma. Mas atenção: a 18×20 é ainda mais exigente com a sua técnica de aceleração.
Para quem a Blade “canta” (O jogador agressivo de fundo)
A Blade “canta” na mão do jogador agressivo de fundo de quadra. É o jogador que gosta de ditar os pontos, que bate pesado dos dois lados, e que usa o spin (especialmente com a 16×19) para manter o adversário atrás da linha de base. É uma raquete que recompensa o ataque.
Ela é excelente para quem tem um swing moderno, vertical (para gerar spin), e que gosta de sentir a bola. Ela combina o feel clássico das raquetes flexíveis com a capacidade de spin das raquetes modernas. É o melhor dos dois mundos para quem já tem um jogo de pernas sólido e um braço rápido.
Se você se vê como um Tsitsipas ou uma Sabalenka (claro, guardadas as devidas proporções), que gostam de atacar e definir o ponto com forehands potentes, mas sem abrir mão da sensação de controle, a Blade é um teste obrigatório. Ela é a definição da “raquete de controle moderna”.
O Bisturi: A Linha Head Prestige
Precisão cirúrgica: O DNA da Prestige e o padrão 18×20
Se a Blade é o “controle moderno”, a Prestige é a tradição. O nome dela é tudo. Ela existe há décadas e seu DNA é um só: precisão absoluta. Historicamente, a Prestige é sinônimo de cabeça pequena (93, 95 polegadas) e padrão de cordas denso (18×20). Hoje ela foi modernizada, com modelos de 98 ou 99 polegadas (como a MP L), mas a alma dela continua a mesma.
Usar uma Prestige é usar um bisturi. Ela é feita para pintar linhas. A sensação dela é mais “seca”, mais “sólida” e “crisp” do que a Blade. Você não sente a bola “afundar” tanto; você sente um contato limpo e direto. A resposta da raquete é imediata. Não há atrasos.
O padrão 18×20 (ou até mais denso em alguns modelos) é a marca registrada. Ele foi feito para o controle direcional. Se você quer bater uma paralela reta, ela te dá confiança. Ela não é uma máquina de spin. Ela foi feita para jogadores que batem mais flat (chapado) ou com spin moderado, valorizando mais a penetração da bola do que a altura sobre a rede.
O peso da tradição: Por que ela é tão exigente (e pesada)
A Prestige é uma raquete exigente. Ela é, tradicionalmente, pesada. Modelos Pro ou Tour passam fácil dos 320g (sem corda). Isso, combinado com um swingweight alto e um sweet spot pequeno, faz dela uma das raquetes mais difíceis de usar do mercado. Ela não perdoa absolutamente nada.
Por que alguém usaria algo tão difícil? Porque quando você acerta no sweet spot, a sensação é sublime. A estabilidade é total. Você pode pegar o saque mais pesado e bloquear com firmeza. Seus voleios são sólidos como uma parede. A “massa” da raquete faz o trabalho de absorver o impacto.
Mas para movimentar essa massa… você precisa de uma técnica impecável e um físico em dia. Você precisa se antecipar. A preparação do golpe tem que ser cedo. Se você se atrasar um milissegundo, você não vai conseguir trazer a cabeça da raquete a tempo. É uma raquete que exige muito do seu footwork.
Para quem a Prestige “responde” (O jogador clássico e de “timing”)
A Prestige “responde” para o jogador de perfil clássico. O jogador que tem o timing como sua maior arma. Pense em jogadores que batem a bola “na subida” (rising ball), que gostam de usar a velocidade do adversário, e que têm um jogo de slices e voleios apurado. É a raquete do contra-atacante que vira defensor, do jogador de feel.
É a raquete para quem tem um swing mais clássico, talvez mais horizontal ou linear do que o swing “limpador de para-brisa” do tênis moderno. Se você valoriza mais a colocação do que a potência bruta, se você prefere vencer o ponto na inteligência tática do que na força, a Prestige pode ser a sua parceira.
Ela é para o jogador avançado, muito técnico, que não precisa de ajuda nenhuma da raquete. Ele só precisa que a raquete seja uma extensão precisa do seu braço. Se você não tem um jogo de pernas perfeito e um timing de elite, é melhor olhar outras opções.
Ajustando a máquina: O papel das cordas e da customização
A tensão: O “volume” do controle (alta vs. baixa)
Comprar uma Blade ou Prestige é só metade da equação. A outra metade é a corda. Pense na tensão da corda como o botão de “volume” da sua raquete. Se você quer mais controle (e menos potência), você aumenta a tensão (libragem). 55, 58 libras. A cama de cordas fica mais dura, a bola “sai” menos, e você tem mais controle direcional.
Se você quer mais potência e spin (e um pouco menos de controle), você baixa a tensão. 48, 50 libras. A cama de cordas fica mais elástica, o “efeito trampolim” aumenta, e a bola “agarra” mais para o spin. Com raquetes de controle, que já são “mortas”, muitos jogadores estão usando tensões mais baixas para ganhar um pouco de ajuda.
O segredo é achar o equilíbrio. Você comprou uma raquete de controle, então você valoriza o feel. Se você colocar 58 libras, ela pode ficar parecendo uma tábua, e você perde a sensação de flexibilidade que a Blade oferece, por exemplo. O ideal é começar com uma tensão média (umas 52 libras) e ir ajustando.
O tipo de corda: Multifilamento (conforto) vs. Co-poly (performance)
O tipo de corda muda o jogo completamente. Se você usar um multifilamento (ou tripa sintética), você vai maximizar o conforto e a sensação. A raquete vai parecer ainda mais flexível, mais macia. É ótimo para o braço. A desvantagem é que essas cordas não duram nada em raquetes com padrão 16×19 e quebram rápido para quem bate forte.
O co-polímero (ou “poliéster”) é a corda da performance moderna. Elas são mais rígidas, dão muito spin e duram mais. Quase todo profissional usa. O problema? Elas são duras. Colocar um co-poly duro em uma Prestige 18×20 com 55 libras é uma receita para tennis elbow se sua técnica não for perfeita.
Muitos jogadores que usam raquetes de controle fazem um híbrido. Usam uma corda mais macia (tripa ou multi) nas cordas principais (mains) e um poliéster nas cruzadas (crosses), ou vice-versa. Assim, você tenta pegar o melhor dos dois mundos: o spin e durabilidade do poliéster com o conforto e feel do multifilamento. É a customização máxima.
Customização: O chumbo (lead tape) como ajuste fino
Quando você chega no nível de usar uma Blade ou Prestige, você começa a entrar no mundo da customização. A forma mais comum é usar lead tape (fita de chumbo). Você vê isso nos profissionais o tempo todo. Eles compram a raquete “civil” (que nós compramos) e a modificam.
Se você acha que a raquete está instável no bloqueio, você pode colocar um pouco de chumbo nas posições 3 e 9 horas na cabeça da raquete. Isso aumenta a estabilidade torsional. Se você quer mais “massa” no golpe (mais plow through), você pode colocar chumbo às 12 horas. Se quer ela mais head light (cabo pesado), coloca peso no grip.
Isso é um ajuste fino. É para o jogador que já domina a ferramenta, mas sente que falta “um tiquinho” de estabilidade ou de peso. Não é para o iniciante. Mas é importante você saber que a raquete que você compra na loja é apenas o ponto de partida. Os jogadores avançados “ajustam a máquina” para o seu gosto pessoal.
O outro lado da quadra: Alternativas modernas ao controle clássico
A família Pro Staff: O controle “diferente” da Wilson
Não dá para falar de controle na Wilson sem falar da Pro Staff. Se a Blade é o controle flexível e moderno, a Pro Staff (especialmente a RF97, do Federer, ou a 97 normal) é o controle “clássico” da Wilson. Ela é mais rígida que a Blade, mais “crocante”, e muito focada na precisão flat.
A Pro Staff é uma lenda. Ela tem uma sensação muito distinta, quase “de madeira”. Ela é pesada, exigente e tem um sweet spot que exige respeito. Ela compete mais diretamente com a Prestige em termos de sensação e exigência do que com a Blade.
Se você testou a Blade e achou ela “mole” demais, ou “vazia” (o que alguns sentem), mas você ainda quer uma raquete de controle da Wilson, teste a Pro Staff 97. Ela é uma raquete para quem bate com timing perfeito, gosta de volear e usar slices. É uma sensação diferente, mais “bruta” e direta que a Blade.
A nova guarda: Yonex Percept e Babolat Pure Strike
O mercado não vive só de Blade e Prestige. A Yonex Percept (sucessora da VCore Pro) é uma das melhores raquetes de controle do mercado. A Yonex é famosa pelo seu shape de cabeça isométrico, que (em teoria) aumenta o sweet spot. A Percept é muito flexível (como a Blade), mas muitos dizem que ela tem uma estabilidade e um feel ainda mais “puro”. Ela é uma concorrente muito, muito forte para quem busca o feel da Blade.
Do outro lado, temos a Babolat Pure Strike (especialmente a 98 16×19 ou a 18×20). A Babolat é famosa pela potência (Pure Drive, Pure Aero). A Strike é a raquete de controle deles. Mas ela é um “controle moderno” diferente. Ela é mais rígida que a Blade e a Percept. Ela é um híbrido, te dando mais potência “grátis” do que as outras raquetes de controle.
Se você quer controle, mas não quer abrir mão de toda a potência, a Pure Strike é a raquete. Ela é mais “viva”. O Thiem usava ela. É uma raquete de ataque, que mistura a precisão do padrão 18×20 (na versão dela) com uma saída de bola mais fácil. É uma ótima transição para quem sai de uma tweener e quer mais controle.
As “Tweeners” avançadas: Quando uma Radical ou Speed já é o suficiente
Aqui está um segredo: talvez você não precise de uma Blade ou Prestige. Talvez o que você precise seja de uma “tweener avançada”. Raquetes como a Head Radical ou a Head Speed (do Djokovic). Elas vivem no meio-termo.
Elas são mais leves que a Prestige (geralmente 300g ou 305g), têm um feel mais moderno, mas ainda oferecem um controle excelente. A Speed, por exemplo, é conhecida por ser uma raquete “faz-tudo”. Ela tem potência, tem controle, tem spin. A Radical é a mesma coisa, talvez com um feel um pouco mais clássico.
Muitas vezes, um jogador intermediário-avançado está muito melhor servido com uma Radical MP ou uma Speed MP do que com uma Prestige Pro. Ele vai ter mais facilidade de manuseio, mais potência no final do jogo (quando estiver cansado), e ainda assim ter controle suficiente. Não caia na armadilha de comprar “mais raquete” do que você precisa.
O “Head-to-Head”: Blade vs. Prestige no paredão
Batalha de Sensações: Flexibilidade (Blade) vs. Toque Sólido (Prestige)
Colocando as duas lado a lado, a diferença fundamental é o feel. A Blade (especialmente a V9) é macia, flexível, quase amanteigada. Você sente a bola “morar” nas cordas. É um feel que te envolve. É ótima para o spin e para o conforto.
A Prestige (modelos clássicos ou a nova Auxetic) é sólida, densa, “crisp”. O contato é mais direto, mais “pá”. Você não sente a bola “afundar” tanto; você sente o impacto limpo. É um feel que te dá informação instantânea. É excelente para golpes flat e voleios.
Qual é melhor? Não existe “melhor”. Existe preferência. Você prefere a sensação de “estilingue” flexível da Blade ou a resposta “sólida” de um bisturi da Prestige? Só o teste em quadra pode te dizer.
Potência e Spin: Onde a Blade (geralmente) leva vantagem
No jogo moderno, a Blade (especialmente a 16×19) quase sempre vai te dar mais potência fácil e, com certeza, mais spin do que uma Prestige 18×20. A flexibilidade da Blade, combinada com o padrão de cordas aberto, ajuda a “lançar” a bola com mais altura e rotação.
A Prestige foi feita para segurar a bola. Ela não foi feita para te ajudar. A potência dela vem do peso (massa = força), mas você precisa ter a técnica para usar essa massa. O spin é mais difícil de gerar na Prestige; você precisa “rasgar” a bola muito mais rápido, pois o padrão 18×20 não te ajuda.
Se o seu jogo depende de topspin pesado para ganhar, a Blade 16×19 é uma escolha mais natural. Se você é um jogador que bate flat e confia na velocidade e profundidade do seu golpe, a Prestige pode ser a sua arma.
Tabela Comparativa Rápida (Blade 98 16×19 vs. Prestige MP L vs. Yonex Percept 97)
Para fechar, vamos colocar as três lado a lado. Note que pegamos modelos “amigáveis” (a MP L é mais leve que a Pro ou Tour) para uma comparação mais justa com a Blade 98.
| Característica | Wilson Blade 98 (16×19) V9 | Head Prestige MP L 2023 | Yonex Percept 97 |
| Peso (sem corda) | 305 g | 300 g | 310 g |
| Tamanho da Cabeça | 98 sq in | 99 sq in | 97 sq in |
| Padrão de Cordas | 16×19 | 16×19 | 16×19 |
| Balanço (sem corda) | 32.0 cm (Equilibrada / Leve) | 31.5 cm (Cabo Pesado) | 31.0 cm (Cabo Pesado) |
| Rigidez (RA) | ~60 (Muito Flexível) | ~66 (Média-Rígida) | ~60 (Muito Flexível) |
| Perfil (Aro) | 21 mm / 21 mm / 21 mm | 21.5 mm / 21.5 mm / 21.5 mm | 21 mm / 21 mm / 21 mm |
| Sensação Principal | Flexível, conectada, “abraça” a bola | Sólida, estável, mais potência | Macia, precisa, sweet spot isométrico |
| Ideal Para | Jogador agressivo (base) que busca spin e feel | Jogador que busca a sensação Prestige com mais facilidade de uso | Jogador técnico que busca o máximo de feel e conforto |

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
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