Transição: Quando é a hora de trocar sua raquete de iniciante por uma intermediária?
E aí, tudo certo? Pega uma água e senta um pouco. Vamos falar sobre um assunto que todo aluno meu, mais cedo ou mais tarde, traz para a quadra. Você está sentindo que seu jogo evoluiu, que você já não é mais aquele iniciante que mal acertava a bola, mas sua raquete… bom, sua raquete parece que ficou para trás. Ela parece leve demais, a bola não “anda” como você gostaria, e você sente que está fazendo a força toda sozinho. Essa é a hora clássica. É o momento de aposentar a primeira “arma” e buscar algo que acompanhe seu novo ritmo.
A transição da raquete de iniciante para a intermediária é, talvez, a troca de equipamento mais importante que você vai fazer na sua vida de tenista. É mais impactante do que trocar de tênis, de corda ou até de clube. A raquete de iniciante, geralmente de alumínio ou uma fusão de grafite, com a cabeça bem grande, foi perfeita para te ajudar a encontrar o sweet spot e facilitar o aprendizado. Ela foi feita para “perdoar” seus erros. Mas agora, você não precisa mais ser perdoado. Você precisa de uma ferramenta que “recompense” seus acertos.
O problema é que muitos alunos apressam essa troca, ou pior, demoram demais. Se você trocar cedo demais, vai pegar uma raquete pesada e exigente que pode detonar seu ombro ou cotovelo (olá, tennis elbow). Se demorar demais, você vai criar vícios técnicos para compensar o que a raquete não entrega. Você vai começar a bater com o braço todo “duro” para gerar potência, quando deveria estar usando o swing e a rotação do corpo. Achar o timing certo para essa troca é o segredo para destravar seu próximo nível no tênis.
Os Sinais na Quadra: Você está “passando do ponto” da sua raquete?
Observe seu jogo. A quadra não mente. Existem sinais muito claros que o seu equipamento atual está pedindo aposentadoria. Não é só sobre o tempo que você joga, mas como você joga. Você pode jogar há três anos e ainda ter um jogo de iniciante, ou pode jogar há oito meses com intensidade e já estar pronto para o salto. Preste atenção nos detalhes dos seus golpes e nas sensações que você tem durante os ralis. O seu corpo e a trajetória da bola vão te dizer tudo.
Muitas vezes, o aluno chega para mim e diz: “Professor, meu jogo travou. Não consigo evoluir”. Quando peço para ver a raquete, ele me mostra aquele equipamento leve, de cabeça 115, que comprou na loja de departamento. O problema não é o aluno, é a ferramenta. Ele está tentando cavar um buraco com uma colher, quando já tem força para usar uma pá. A raquete de iniciante é desenhada para ter o peso na cabeça, ajudando a gerar potência com um swing curto. Mas agora, seu swing está mais longo, mais fluido, e essa distribuição de peso começa a atrapalhar seu timing.
A frustração é o primeiro sintoma. Você vê o adversário do outro lado da quadra com mais dificuldade, mas suas bolas não o machucam. Elas flutuam, caem curtas. Você tenta bater mais forte, mas a bola voa para a tela. Isso acontece porque a raquete de iniciante não oferece a estabilidade e o controle necessários para o ritmo que você está tentando imprimir. Ela vibra muito no contato e “torce” na sua mão quando você bate fora do centro, algo que uma raquete intermediária, mais pesada e equilibrada, faria muito melhor.
O “feeling” mudou: A bola não anda mais
Lembra quando você começou e qualquer toque fazia a bola voar? Isso era a raquete de iniciante fazendo o trabalho dela, geralmente com uma cabeça bem grande e muito peso lá na ponta. O objetivo era facilitar. Agora, você evoluiu. Você aprendeu a fazer o swing completo, a usar a rotação do tronco, a transferir o peso do corpo para a bola. Você está gerando sua própria potência. E o que acontece? A raquete leve, que antes ajudava, agora parece uma pena na sua mão. Ela não tem “massa” suficiente para transferir essa sua nova força para a bola.
O resultado é o que chamamos de bola “morta” ou “oca”. Você faz o movimento certo, o timing parece bom, mas a bola sai sem peso, flutuando, e morre antes da linha de saque do adversário. Isso é um sinal claro de que a raquete não tem estabilidade de torção. Quando a bola bate nela, a raquete vibra e perde energia no impacto. Você está colocando 100% da sua energia no golpe, mas apenas 60% está indo para a bola. O resto se dissipa na vibração do aro.
Uma raquete intermediária, geralmente feita 100% de grafite, é mais densa e estável. Quando você acerta o sweet spot (que será um pouco menor, exigindo mais de você), ela transfere quase toda a energia do seu golpe. A sensação é de um impacto sólido, um “plow through” onde a raquete parece atravessar a bola, e não apenas rebatê-la. Se você sente que está fazendo todo o esforço do mundo e a bola não “fura” o adversário, o problema provavelmente não é o seu braço. É a massa da sua raquete.
O controle sumiu: Você mira na paralela e a bola vai no corredor
Esse é outro sintoma clássico. Você já passou da fase de apenas “colocar a bola em jogo”. Agora você está tentando direcionar. Você quer bater aquela cruzada funda ou surpreender na paralela. Você prepara o golpe, mira no espaço vazio, executa o movimento que treinamos… e a bola teima em ir para o meio, ou pior, para o corredor. Você se sente frustrado, achando que sua mira está ruim. Mas muitas vezes, a culpa é da instabilidade do aro.
Raquetes de iniciante, por serem leves e muitas vezes feitas de alumínio ou fusões metálicas, têm uma rigidez muito alta, mas uma estabilidade de torção muito baixa. Em termos simples: elas são “duras”, mas “torcem” facilmente no impacto, especialmente em golpes fora do centro. Quando você tenta aquela paralela, mas pega a bola um centímetro para o lado do sweet spot, o aro da raquete gira levemente na sua mão no momento do contato. Esse giro mínimo, de milissegundos, é o suficiente para mudar o ângulo da face da raquete e mandar sua bola para um lugar completamente diferente.
Uma raquete intermediária (feita de grafite) é projetada para resistir a essa torção. Ela tem mais peso distribuído de forma inteligente pelo aro, o que chamamos de maior “twistweight”. Isso significa que mesmo em golpes levemente fora do centro, a face da raquete permanece firme, apontando para onde você mirou. Quando você faz a transição, a primeira coisa que muitos alunos notam é: “Nossa, agora a bola vai para onde eu estou olhando”. Você ganha previsibilidade. Você ganha a confiança de mirar perto das linhas, sabendo que a raquete vai entregar o que o seu braço pediu.
Aquele sinal clássico: Você começou a quebrar cordas
Esse é o meu indicador favorito. Quando um aluno chega para a aula e diz, “Professor, quebrei a corda!”, eu quase sempre dou os parabéns. Para um iniciante, quebrar cordas é algo raríssimo. O movimento é curto, a velocidade da cabeça da raquete é baixa, e o contato não é firme o suficiente para causar o atrito que desgasta e arrebenta o encordoamento. Um iniciante geralmente troca a corda porque ela ficou “morta” (perdeu a tensão) depois de um ano, e não porque ela arrebentou.
O momento em que você começa a quebrar cordas regularmente (digamos, a cada dois ou três meses) é um sinal de GPS gritando “Você subiu de nível!”. Isso significa duas coisas. Primeiro, a velocidade do seu swing aumentou drasticamente. Você está acelerando a raquete muito mais rápido para gerar potência. Segundo, e mais importante, você está começando a aplicar spin (efeito). O topspin é o que mais arrebenta cordas. O movimento de “limpador de para-brisa” faz as cordas principais (verticais) deslizarem sobre as cruzadas (horizontais), criando um atrito que “serra” o material até ele romper.
Se você está quebrando cordas, você está gerando potência e spin. E adivinhe? Raquetes de iniciante não são feitas para isso. Elas geralmente têm padrões de cordas muito fechados e não são aerodinâmicas. Quando você faz essa transição para uma raquete intermediária, você vai notar que ela parece “cortar” o ar mais rápido, e os padrões de cordas (como o 16×19) são mais abertos, feitos exatamente para “agarrar” a bola e maximizar esse spin que você acabou de descobrir. Quebrar cordas é o seu rito de passagem.
O que o Tênis Intermediário Exige (Que o seu equipamento atual não entrega)
Quando você era iniciante, seu objetivo era um só: passar a bola por cima da rede e acertar dentro da quadra. Seu equipamento foi desenhado para te ajudar nisso, com uma margem de erro gigante. Agora, o jogo mudou. O tênis intermediário não é sobre acertar. É sobre o que fazer com a bola. Você precisa de profundidade, direção, variação de efeitos e a capacidade de lidar com a potência do seu adversário. Você precisa de uma ferramenta que seja uma extensão precisa do seu braço, não uma “babá”.
A raquete de iniciante é como andar de bicicleta com rodinhas. Ela é estável para velocidades baixas e te impede de cair. Mas tente fazer uma curva fechada em alta velocidade com rodinhas. Elas vão te atrapalhar, te frear e talvez até te derrubar. A raquete intermediária tira essas rodinhas. Ela exige mais de você – mais equilíbrio, melhor footwork, um swing mais limpo – mas em troca, ela te dá velocidade, precisão e sensibilidade.
O jogo intermediário é mais rápido. As trocas de bola são mais longas. Você não vai apenas rebater bolas lentas no meio da quadra; você vai ter que defender um saque mais forte, devolver um slice baixo e contra-atacar uma bola funda. Seu equipamento antigo, leve e instável, simplesmente não aguenta esse “tranco”. Ele vai vibrar, vai torcer e vai devolver uma bola fraca, deixando você vendido na quadra. A nova raquete precisa ter estrutura para absorver o impacto e devolvê-lo com juros.
Saindo da “colher de chá”: A diferença do tamanho da cabeça (Head Size)
A sua raquete de iniciante provavelmente tem uma cabeça “oversize”, algo entre 105 e 115 polegadas quadradas. Isso é o que eu chamo de “colher de chá”. É enorme, feita para que você não erre a bola. O sweet spot (a área ideal de contato) é gigantesco. Isso foi ótimo para você aprender a coordenar o olho com a mão e ganhar confiança. Mas essa cabeça grande tem um preço alto: ela é péssima para o controle e para a aerodinâmica.
Agora que você já sabe acertar a bola consistentemente, você não precisa de uma área de contato tão grande. Você precisa de precisão. Raquetes intermediárias (e avançadas) diminuem o tamanho da cabeça, geralmente ficando na faixa de 98 a 102 polegadas quadradas. Um aro menor significa que a raquete é mais “manobrável”. Ela corta o ar com mais velocidade, permitindo que você acelere o swing para gerar spin e potência. Pense em tentar balançar uma frigideira grande versus uma pequena; a pequena é muito mais rápida.
Além disso, um aro menor oferece um controle direcional muito superior. Com uma cabeça de 110, você pode acertar a bola em vários pontos diferentes e ela ainda vai “mais ou menos” para o meio. Com uma cabeça 100, o feedback é instantâneo. Se você bater no centro, a bola vai exatamente onde você mirou, com uma sensação sólida. Se você bater na borda, você sente imediatamente e a bola falha. Isso te força a ser mais preciso, a ajustar seu footwork para estar sempre na posição ideal. Ela te “educa” a jogar melhor.
Ganhando “braço”: O peso e a estabilidade
Este é, talvez, o fator mais importante da transição: o peso. Sua raquete de iniciante deve pesar algo entre 250 e 280 gramas (sem corda). É leve para não cansar seu braço enquanto você aprendia os movimentos. O problema é que “leve” é sinônimo de “instável”. Uma raquete leve não tem massa para se opor à força da bola. Quando um golpe mais forte do seu adversário atinge sua raquete, ela é “empurrada” para trás. Você sente a vibração subir pelo seu braço, e a bola que você devolve sai curta e fraca.
Uma raquete intermediária sobe esse peso para a faixa de 285 a 305 gramas. Pode parecer pouco no papel, mas na quadra, esses 30 gramas a mais são uma revolução. Esse peso extra dá à raquete o que chamamos de “massa” ou “plow through”. Agora, quando a bola pesada do adversário vem, é a sua raquete que “empurra” a bola, e não o contrário. Ela absorve o impacto com muito mais solidez. O resultado imediato é que seus voleios ficam mais fáceis (a raquete faz o trabalho sozinha, você só “bloqueia”) e suas devoluções de saque ganham profundidade sem que você precise fazer mais força.
Esse peso adicional também é crucial para a saúde do seu braço. Parece contraditório, mas uma raquete um pouco mais pesada (desde que não seja muito pesada) pode ser melhor para prevenir lesões como o tennis elbow. A raquete leve vibra muito mais no impacto. Essas vibrações de alta frequência são transferidas diretamente para o seu antebraço, inflamando os tendões. A raquete mais pesada, por ser mais estável, absorve essas vibrações “ruins” no próprio aro, protegendo seu cotovelo e ombro. Você ganha estabilidade, potência e conforto.
Encontrando o ponto de equilíbrio: O balanço (Balance)
O peso sozinho não conta a história toda. Onde esse peso está localizado (o “balanço” ou equilíbrio) muda completamente a sensação da raquete. Sua raquete de iniciante é quase sempre “head heavy” (peso na cabeça). O equilíbrio dela fica mais próximo da ponta. Isso foi feito de propósito, para que a raquete “ajude” a empurrar a bola, dando potência fácil para quem tem o swing curto. É uma potência artificial.
Quando você passa para o nível intermediário, seu swing fica mais longo e rápido. Você não precisa mais dessa “ajuda” na cabeça. Na verdade, uma raquete head heavy agora vai parecer lenta e desajeitada para manusear, como um martelo. Você vai buscar raquetes que são “head light” (peso no cabo) ou “even balance” (equilibradas). Com o peso mais concentrado perto da sua mão, a raquete se torna infinitamente mais manobrável. Você consegue preparar o golpe mais rápido, ajustar a face da raquete no último segundo e acelerar a cabeça da raquete com muito mais facilidade, especialmente nos saques e voleios.
Uma raquete com peso no cabo permite que você gere a potência através da velocidade do seu swing, o que é a técnica correta. A potência vem da sua aceleração, não do peso morto na ponta. Isso também é vital para o spin. Para gerar topspin, você precisa de uma aceleração vertical rápida (o movimento de “limpador de para-brisa”). É quase impossível fazer isso com uma raquete pesada na ponta. Ao mudar para uma raquete head light, você vai sentir que seu pulso fica mais “solto”, permitindo um snap muito mais eficiente no saque e um whip muito mais rápido no forehand.
Analisando o “Material Bélico”: As especificações que você precisa entender
Ok, então você está convencido de que precisa trocar. Mas aí você entra em uma loja (física ou online) e é bombardeado por números, nomes e tecnologias. Rigidez, padrão de cordas, composição. É fácil se perder e acabar comprando a raquete errada. Você não precisa ser um engenheiro da NASA, mas precisa entender três conceitos básicos que definem como uma raquete joga. É como entender o motor, o câmbio e os pneus de um carro.
Ignorar essas especificações é o erro mais comum. O aluno compra a raquete porque ela é bonita, ou porque o Djokovic usa. Isso é um tiro no escuro. A raquete do seu ídolo provavelmente foi feita para um atleta de 90kg com um swing absurdamente rápido, e pode ser veneno para o seu braço. Você precisa escolher baseado no seu jogo e no seu físico.
Vamos dissecar as três especificações mais importantes, além do peso, cabeça e balanço que já falamos. O material, a rigidez e o padrão de cordas são o “DNA” da raquete. Eles determinam o feeling, o conforto e o potencial de spin da sua nova ferramenta. Entender isso é o que separa uma compra inteligente de um desperdício de dinheiro (e de saúde).
Grafite vs. Alumínio: Por que o material importa tanto
Sua primeira raquete, se foi bem barata, provavelmente é 100% de alumínio. Se foi um pouco melhor, é uma “fusão” ou “composta” (grafite e alumínio). O alumínio é barato e durável, mas para o tênis, ele é péssimo. Ele é muito leve e vibra como um diapasão. Toda aquela vibração “ruim” do impacto vai direto para o seu braço. É o material que mais causa tennis elbow em jogadores recreativos.
A sua nova raquete intermediária precisa ser 100% grafite (ou “graphite”). O grafite é um material fantástico. Ele consegue ser leve, forte e, o mais importante, absorve vibrações de forma excelente. A sensação de bater na bola com uma raquete de grafite é completamente diferente. O impacto é mais “limpo”, mais “abafado”, mais confortável. Você sente a bola, mas não sente o choque desagradável. É a diferença entre bater um prego com um martelo de metal (que vibra na sua mão) e um com cabeça de borracha.
Hoje em dia, as marcas misturam o grafite com outros materiais para otimizar as sensações. Você vai ouvir falar de Textreme, Graphene, Countervail (CV), Basalto. São todas tecnologias proprietárias para ajustar como o grafite se flexiona e absorve o impacto. Não se prenda demais a esses nomes de marketing. O importante é saber que a base é 100% grafite. Isso garante que a raquete tenha a estabilidade, o conforto e a capacidade de resposta que o nível intermediário exige. Fuja de qualquer coisa que tenha “alumínio”, “titânio” ou “fusão” na composição.
Rigidez (Stiffness): O dilema entre conforto e potência
Aqui está um conceito que confunde muita gente. A rigidez (medida em “RA”) define o quanto o aro da raquete “dobra” no impacto com a bola. Quanto maior o número RA (acima de 70), mais “rígida” é a raquete. Quanto menor o número (abaixo de 65), mais “flexível” ela é. Isso cria uma troca direta: raquetes rígidas são mais potentes; raquetes flexíveis são mais confortáveis e oferecem mais controle.
Raquetes de iniciante costumam ser muito rígidas. Elas fazem isso para dar “potência de graça” para quem tem o swing curto. Elas funcionam como uma “cama elástica” dura: a bola bate e é ejetada rapidamente. O problema? Elas também transferem muito mais choque para o braço. Uma raquete rígida não “absorve” o impacto; ela o devolve (para a bola e para você).
Ao migrar para o nível intermediário, você vai querer fugir das raquetes muito rígidas (acima de 72 RA). Você está gerando sua própria potência agora, então você pode abrir mão da “potência grátis” em troca de duas coisas: conforto e dwell time (tempo de permanência). Raquetes mais flexíveis (abaixo de 68 RA) dobram um pouco mais no impacto. Isso significa que a bola fica em contato com as cordas por uma fração de segundo a mais. Esse dwell time extra te dá mais feeling e controle, e é fundamental para aplicar spin, pois a corda tem mais tempo para “agarrar” a bola. Se você tem histórico de dor no braço, procure raquetes com RA baixo (60-65). Se você quer um equilíbrio, a faixa de 66-69 é a mais popular.
Padrão de Cordas: O segredo do spin (16×19 vs. 18×20)
O padrão de cordas é simplesmente quantas cordas principais (verticais) e cruzadas (horizontais) a raquete tem. Os dois padrões mais comuns que você vai encontrar são 16×19 e 18×20. Sua raquete de iniciante provavelmente é 16×19, mas de uma forma muito densa. Nas raquetes intermediárias, a diferença entre esses dois padrões é crucial e define o estilo da raquete.
O padrão 16×19 é o mais comum hoje em dia. É considerado um padrão “aberto”. Há mais espaço entre as cordas. Esse espaço extra permite que as cordas principais se movam mais livremente no impacto e “mordam” a bola com mais eficiência. Isso gera um potencial de spin muito maior. A bola é ejetada em um ângulo mais alto (mais altura sobre a rede) e “cai” dentro da quadra com mais efeito. É a escolha ideal para jogadores de fundo de quadra que usam o topspin como arma principal (como a maioria dos jogadores modernos).
O padrão 18×20 é um padrão “fechado”. Há menos espaço entre as cordas. Isso cria uma “cama” de cordas mais densa e firme. O resultado é menos spin, mas muito mais controle e precisão. A bola sai em um ângulo mais baixo, mais reto, como um “laser”. É uma sensação mais “clássica”, preferida por jogadores que batem a bola mais flat (plana) ou que gostam de subir à rede e precisam de controle máximo nos voleios. Para a maioria dos jogadores em transição, eu recomendo começar com o 16×19, pois ele é mais fácil de usar e ajuda a desenvolver o topspin moderno.
O Test Drive: Como escolher o novo “brinquedo” sem errar
Você fez sua pesquisa. Você entendeu as especificações. Você separou três ou quatro modelos que parecem ideais no papel. E agora? Pelo amor de Deus, não clique em “comprar” ainda. Comprar uma raquete sem testá-la é como comprar um sapato de corrida sem experimentar. Ela pode ter a tecnologia mais avançada do mundo, mas se o feeling não “casar” com a sua batida, ela vai ficar encostada. O teste na quadra é a parte final e mais importante do processo.
Aqui é onde você precisa ser paciente e metódico. O “demo” (teste de raquetes) é seu melhor amigo. A maioria das lojas especializadas oferece esse serviço. Você paga um valor (ou deixa um cheque-caução) e leva as raquetes para a sua quadra, para o seu ambiente de jogo. Testar a raquete batendo bola na parede da loja não serve para nada. Você precisa sacar, volear, bater smashes e, principalmente, jogar pontos com ela.
O objetivo do teste não é achar a raquete que te faz ganhar todos os pontos. É achar a raquete que parece uma extensão natural do seu braço. A raquete que te dá confiança. A que faz você pensar menos no equipamento e mais na tática do jogo. Não tenha pressa. Se possível, teste cada raquete por pelo menos duas horas, em dias diferentes.
O perigo de copiar o ídolo (Nadal, Federer, Djokovic)
Eu vejo isso toda semana. O aluno chega com uma Babolat Pure Aero novinha, pintada de amarelo vibrante, porque ele quer jogar como o Nadal. O problema: a raquete do Nadal é uma “viga”, pesadíssima (mais de 340g com corda), com um balanço ajustado para o swing dele. A raquete que você compra na loja (a versão “de prateleira”) é bem diferente, mas ainda assim é uma raquete exigente. Ela é rígida e feita para gerar spin massivo, o que pode ser péssimo se sua técnica de swing não for limpa.
O mesmo vale para a Wilson Pro Staff do Federer ou a Head Speed (ou Radical) do Djokovic. São raquetes fantásticas, mas são “ferramentas de precisão” para jogadores que acertam o sweet spot 99% das vezes. A Pro Staff, por exemplo, tem uma cabeça pequena (97) e exige muito do jogador. Se você pegar uma raquete avançada demais, seu jogo não vai melhorar; ele vai piorar. Você vai perder potência, o braço vai doer e sua confiança vai para o espaço.
A raquete tem que servir ao seu jogo, não ao jogo do seu ídolo. Seja honesto sobre seu nível. Você é um intermediário, não um profissional da ATP. Procure as versões “Team”, “Lite” ou “MP” (Midplus) das linhas famosas, que geralmente são as versões feitas para jogadores intermediários (na faixa de 290-305g). Esqueça a pintura. Foque na sensação e no desempenho que ela entrega para você.
A importância do “Demo”: Testando antes de comprar
O “demo” é o momento da verdade. Quando você pegar as raquetes de teste, tente manter uma variável controlada: o encordoamento. Se possível, peça para a loja colocar a mesma corda e a mesma tensão em todas as raquetes que você for testar. Uma corda ruim ou uma tensão errada podem fazer uma raquete excelente parecer horrível (e vice-versa). Se não der, pelo menos pergunte qual corda e tensão estão em cada uma para ter isso em mente.
Leve as raquetes para a quadra. Não tente só bater winners. Faça um aquecimento completo. Comece com o minitênis, sinta a bola no centro da raquete. Vá para o fundo de quadra. Tente bater bolas fundas com topspin. Tente slices. Veja como a raquete se comporta na defesa, quando você está correndo. Depois, vá para a rede. Faça voleios de forehand e backhand. A raquete é “sólida” ou parece uma “gelatina” no bloqueio? E o mais importante: saque. Dê um balde de saques. Sinta a aceleração, o controle no segundo serviço e a potência no primeiro.
Anote suas impressões. A Raquete A foi ótima no saque, mas ruim no voleio. A Raquete B foi super confortável, mas faltou potência. A Raquete C foi um bom equilíbrio de tudo. Não escolha a raquete no primeiro dia. O entusiasmo inicial pode enganar. Durma com o assunto. Volte no dia seguinte e tente de novo. A raquete que parece “ok” no começo, mas que não te dá nenhuma surpresa desagradável, muitas vezes é a escolha certa. Ela é a raquete previsível que vai te dar consistência.
Ajustando o motor: O papel do encordoamento e da tensão
Parabéns, você escolheu sua nova raquete. Você comprou o “chassi” do carro. Agora, falta escolher o “motor” e os “pneus”: o encordoamento e a tensão. Muitos jogadores gastam uma fortuna na raquete e depois colocam a corda mais barata da loja, ou deixam a “corda da fábrica” (que geralmente é de péssima qualidade) até ela quebrar. Isso é um erro fatal. A corda é 50% da performance da sua raquete.
Para um nível intermediário, você provavelmente vai sair das “tripas sintéticas” (multifilamentos macios) que usava como iniciante e vai experimentar os “copolímeros” (ou “poliéster”, ou “poly”). Os poliésteres são cordas mais rígidas, que dão muito controle e um potencial de spin absurdo. Elas são as cordas que os profissionais usam. Elas “morrem” (perdem tensão) mais rápido, mas oferecem um desempenho que nenhuma outra corda dá.
Minha sugestão é não ir direto para um poliéster 100% rígido. Comece com um “híbrido”. Coloque um poliéster nas cordas principais (para spin e controle) e um multifilamento macio nas cruzadas (para conforto e potência). É o melhor dos dois mundos. Sobre a tensão: comece no meio do que a raquete recomenda (geralmente entre 50-55 libras). Menos tensão (abaixo de 50) vai te dar mais potência e conforto. Mais tensão (acima de 55) vai te dar mais controle. Encontrar a sua corda e tensão ideais é um processo de tentativa e erro que vai durar meses, mas que faz parte da diversão de evoluir no esporte.
Comparando as “Armas” Populares para o Salto de Nível
Você vai notar que três linhas de raquetes dominam as quadras de clubes no mundo todo quando falamos de jogadores intermediários. São as “três grandes” que oferecem um equilíbrio fantástico de potência, controle e spin, e quase todo jogador se adapta bem a pelo menos uma delas. Estamos falando da Babolat Pure Drive, da Wilson Blade e da Head Speed. Elas são como os carros populares “premium”: confiáveis, cheias de tecnologia e cada uma com uma personalidade bem definida.
Entender a diferença entre elas pode ser o seu melhor atalho para o “demo”. Se você é um jogador que gosta de ditar o ponto do fundo de quadra com potência, seu caminho provavelmente é a Pure Drive. Se você é um jogador que prioriza o feeling, o toque, e gosta de variar os golpes com slices e curtinhas, a Blade vai te conquistar. Se você não é nem um nem outro, e quer uma raquete que faça tudo bem – um canivete suíço –, a Speed é sua melhor aposta.
Nenhuma delas é objetivamente “melhor”. A melhor é aquela que complementa o seu estilo de jogo. Testar as três (nas versões de peso intermediário, como a Pure Drive Team, a Blade 100L ou a Speed MP) é quase obrigatório. Provavelmente, a sua raquete ideal está nesse trio.
A Babolat Pure Drive: A máquina de potência
A Pure Drive é uma lenda. É a raquete que definiu a categoria de “potência moderna”. Ela geralmente tem uma cabeça 100, um peso na casa das 300g e um perfil de aro mais “grosso” e rígido. A cor azul dela é inconfundível. A proposta dela é simples: potência fácil e spin massivo, com o mínimo de esforço. Ela é uma verdadeira “cama elástica” otimizada.
Para o jogador intermediário que está saindo de uma raquete leve, a Pure Drive parece um foguete. Você faz o swing e a bola explode na quadra adversária. Ela é muito boa para saques e para quem gosta de jogar no fundo, empurrando o adversário para trás. A rigidez dela ajuda a gerar essa potência, mas pode ser um ponto negativo para quem tem o braço sensível. Ela não é a raquete mais “confortável” do mercado.
O spin também é um ponto forte. O padrão 16×19 aberto e a velocidade que ela gera fazem a bola pular alto depois de quicar. É uma arma intimidadora. O ponto fraco dela, para alguns, é o controle fino. Por ser tão potente, às vezes é difícil “acalmar” a bola em toques mais sutis, como curtinhas ou voleios de precisão. Ela é feita para agressividade.
A Wilson Blade: A rainha do “feeling” e controle
Se a Pure Drive é o “martelo”, a Blade é o “bisturi”. A linha Blade da Wilson (famosa pela pintura verde) é o oposto. Ela é conhecida por ser flexível (RA baixo), ter um aro mais fino e um foco obsessivo no “feeling” e na “conexão” com a bola. Ela não te dá potência de graça. Você tem que gerar a sua própria. Em troca, ela te dá um controle e uma sensação que poucas raquetes oferecem.
Quando você bate com uma Blade (especialmente as versões 98), você sente a bola afundar nas cordas. Aquele dwell time que falamos é enorme. Isso te dá uma confiança absurda para mirar nas linhas, para soltar uma curtinha venenosa ou para aplicar um slice que “morre” no chão. Ela é muito confortável para o braço, justamente por ser flexível e absorver o impacto.
A desvantagem é clara: se você tem um swing mais curto ou não acelera bem o braço, vai sentir falta de potência. A bola não vai “andar” sozinha. Ela exige que você tenha uma boa técnica. Para jogadores intermediários que estão desenvolvendo o toque e a variação, e que não querem depender só de força bruta, a Blade (especialmente a versão 100 ou a 98S) é uma escolha fenomenal.
A Head Speed: O equilíbrio versátil
E se você não for nem 100% potência nem 100% controle? Aí você entra no território da Head Speed. Famosa por ser a escolha do Djokovic (embora a dele seja uma versão muito modificada), a linha Speed (branca e preta) é o canivete suíço do tênis. Ela é a definição de equilíbrio. Ela faz tudo muito bem.
A Speed MP (a versão de 300g) oferece uma mistura fantástica. Ela tem mais potência que a Blade, mas muito mais controle e feeling que a Pure Drive. Ela é mais confortável que a Pure Drive, mas mais “explosiva” que a Blade. O sweet spot dela é generoso, a manobrabilidade é alta, e ela te permite jogar agressivo no fundo de quadra, mas também ter firmeza nos voleios na rede.
É a raquete “segura”. É muito difícil alguém não gostar da Speed. Ela não tem o “fator UAU” de potência da Pure Drive ou o feeling de manteiga da Blade, mas ela nunca te deixa na mão. Para o jogador intermediário que ainda está descobrindo seu estilo de jogo principal, ou para o jogador “all-court” que gosta de fazer de um tudo, a Speed é, na minha opinião, o melhor ponto de partida para os testes.
Quadro Comparativo: As Três Gigantes Intermediárias
| Característica | Babolat Pure Drive (100) | Wilson Blade (98 ou 100) | Head Speed (MP) |
| Personalidade | Potência Explosiva | Controle e Feeling | Versatilidade (O Canivete Suíço) |
| Nível de Potência | Muito Alto | Baixo a Médio | Médio a Alto |
| Potencial de Spin | Muito Alto | Alto | Alto |
| Rigidez (RA) | Alta (Rígida) | Baixa (Flexível) | Média (Equilibrada) |
| Conforto | Médio | Muito Alto | Alto |
| Ideal Para | Jogadores de fundo de quadra agressivos. | Jogadores que valorizam o toque e a precisão. | Jogadores “all-court” que buscam equilíbrio. |
Erros Comuns na Transição (E como evitá-los)
A transição está quase completa. Você testou, escolheu, comprou e encordoou. Você está pronto para dominar as quadras. Certo? Cuidado. Achar a raquete certa é metade da batalha. A outra metade é saber se adaptar a ela. Eu vejo muitos alunos cometerem erros bobos logo depois do upgrade, erros que podem levar a lesões ou a uma queda de desempenho, fazendo-os culpar a raquete nova.
O primeiro erro é a falta de paciência. Sua nova raquete tem um peso diferente, um balanço diferente, um sweet spot em um lugar ligeiramente diferente. Seu cérebro e seus músculos precisam de tempo para recalibrar. Você vai errar bolas fáceis nas primeiras semanas. Seu timing vai estar fora. Isso é normal. Não desista da raquete depois de três jogos ruins. Dê a ela (e a você) pelo menos um mês de adaptação.
O segundo erro é achar que a raquete nova conserta uma técnica ruim. Se você tem um backhand todo torto, uma raquete de 3 mil reais não vai te dar um backhand de profissional. Ela vai, na verdade, expor ainda mais o seu defeito. A raquete intermediária exige uma técnica melhor. Use a nova ferramenta como um incentivo para focar ainda mais nos fundamentos que treinamos em aula.
O salto para o “Avançado”: Pular etapas e se machucar
Esse é o erro da “síndrome do super-homem”. O aluno pensa: “Se uma raquete intermediária de 300g é boa, uma avançada de 320g deve ser melhor ainda! Vou comprar logo a Pro Staff de 315g.” Isso é uma receita para o desastre. Raquetes avançadas (acima de 310g) não são “melhores”; elas são feitas para jogadores com um físico e uma técnica completamente diferentes. Elas são muito menos “amigáveis” (perdoam menos) e exigem uma velocidade de swing enorme para gerar potência.
Se você, um jogador intermediário, pegar uma raquete pesada demais, duas coisas vão acontecer. Primeiro, seu jogo vai ficar lento. Você vai se atrasar na preparação dos golpes, porque seu braço não consegue manobrar aquele peso todo com a velocidade necessária. Seus golpes vão sair curtos e fracos. Segundo, e muito pior, você vai se machucar. Seu ombro, seu cotovelo e seu punho não estão preparados para aguentar essa carga por duas horas de jogo. Você vai acabar com uma bela tendinite e culpar o tênis.
Respeite o processo. O salto da iniciante (270g) para a intermediária (290-305g) já é enorme. Fique nessa faixa de peso por, pelo menos, alguns anos. Desenvolva sua técnica, fortaleça seu corpo. A maioria dos jogadores amadores, mesmo os avançados, nunca precisa de uma raquete com mais de 305g (sem corda). Não pule etapas querendo usar a “arma” mais pesada da loja.
Ignorar o Grip: O tamanho da sua mão importa (e muito)
Você passou horas decidindo o peso, o balanço, o padrão de cordas… e na hora de comprar, pegou qualquer tamanho de cabo (grip) que estava disponível. Erro grave. Jogar com o tamanho de grip errado é tão ruim quanto jogar com uma raquete de alumínio. Um grip muito pequeno vai fazer você “apertar” a raquete com muita força para que ela não gire na sua mão. Essa tensão constante é a causa número um de tennis elbow (cotovelo de tenista).
Um grip muito grande, por outro lado, impede o movimento do seu pulso. Você perde a capacidade de acelerar a raquete, de gerar spin e de ter sensibilidade nos voleios e slices. Seu braço fica “travado”. Encontrar o tamanho certo (geralmente L2, L3 ou L4 para adultos) é fundamental. Existe uma regra simples: segure a raquete como se fosse um martelo (eastern grip). Deve caber um dedo indicador seu no espaço entre a ponta do seu dedo anelar e a “almofada” da palma da sua mão (tenar).
Na dúvida, erre para o lado menor. É sempre possível aumentar um grip pequeno usando um overgrip (ou dois, ou até uma “luva” termo-retrátil). Mas é quase impossível diminuir um grip que veio grande de fábrica. Preste atenção nisso. É um detalhe que faz uma diferença gigantesca no conforto e na prevenção de lesões.
Achar que a raquete faz milagre (O foco ainda é o seu treino)
A raquete nova é fantástica. Ela vai te dar mais potência, mais controle, mais conforto. Ela vai destravar um potencial que estava escondido. Mas ela não joga sozinha. A raquete é uma ferramenta. A melhor furadeira do mundo não faz um furo reto na mão de quem não sabe usá-la. O seu foco, agora mais do que nunca, deve ser no treino. O footwork, a preparação do golpe, a transferência de peso, a terminação.
A nova raquete vai te dar um feedback muito mais honesto. Quando você errar, ela vai te dizer exatamente onde você errou (bateu atrasado, pegou fora do centro, etc.). Use isso a seu favor. Use a nova sensibilidade para entender melhor o seu próprio jogo. A raquete não vai te dar um saque de 200 km/h se você não treinar o movimento. Ela não vai te dar um backhand de uma mão se você não treinar seu footwork.
Não se frustre se você não virar o Federer da noite para o dia. A evolução no tênis é lenta e cheia de platôs. A raquete intermediária é o equipamento que vai te permitir escalar o próximo platô. Mas quem tem que fazer a escalada é você. Confie na ferramenta, mas, acima de tudo, confie no processo e no seu treino.
O Veredito: Você está pronto para o “upgrade”?
Então, vamos resumir a conversa. Você está pronto para essa troca se seu jogo não é mais de “sobrevivência”, mas de “construção”. Você está pronto se sente que a bola não “anda” mais, mesmo você fazendo o swing certo. Você está pronto se começou a quebrar cordas ou se seus golpes mais fortes parecem instáveis, voando sem controle. Esses são os sinais de que as “rodinhas” da sua raquete de iniciante estão te atrapalhando.
A transição para uma raquete intermediária é um rito de passagem. É o momento em que você assume o controle total do seu jogo. Você vai trocar a potência “grátis” e a cabeça gigante por uma ferramenta de precisão, que exige mais de você, mas que recompensa sua boa técnica com uma mistura devastadora de potência controlada, spin e estabilidade. O jogo fica mais rápido, mais sólido e, honestamente, muito mais divertido.
Não tenha medo do peso extra; ele é seu amigo. Não tenha medo da cabeça menor; ela vai te tornar um jogador mais preciso. Faça o “demo”, teste a Pure Drive, a Blade e a Speed. Seja honesto sobre seu nível e evite pular etapas. E, acima de tudo, lembre-se que a raquete é apenas parte da equação. Continue focado no treino, no footwork e na consistência. Agora, vamos voltar para a quadra e colocar essa teoria em prática.

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
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