Guia para escolher antivibradores de raquete – faz diferença mesmo?
Fala, tenista! Tudo certo na quadra? Aqui é o seu professor, e hoje vamos bater um papo reto sobre uma das pecinhas mais debatidas no vestiário: o antivibrador. Aquela borrachinha colorida que uns amam e outros acham inútil. A grande questão que sempre aparece no clube é: essa coisinha minúscula faz alguma diferença real no jogo ou é só enfeite?
Vamos direto ao ponto, como um approach bem na linha. Sim, ele faz diferença. Mas, e este é um “mas” do tamanho de um grand slam, provavelmente não a diferença que você está pensando. Se você acha que vai comprar um antivibrador e magicamente curar seu tennis elbow ou adicionar 10 km/h ao seu saque, é melhor guardar esse dinheiro para o próximo encordoamento.
O jogo do antivibrador é muito mais sutil. É um jogo de som, de sensação e de preferência pessoal. É o detalhe do detalhe. Hoje, nós vamos dissecar essa peça, separar o que é mito de vestiário do que é física pura, e no final, você vai saber exatamente se precisa de um “botão” ou de uma “minhoca” na sua raquete, ou se o melhor é jogar com ela “pura”. Prepara o grip, que vamos analisar esse equipamento.
Decifrando o “Poc”: O que é o Antivibrador e o que Ele Faz?
Vamos começar pelo básico, como se fosse sua primeira aula de forehand. O antivibrador, ou dampener, é uma peça pequena, geralmente feita de silicone ou borracha densa, que você encaixa nas cordas da sua raquete. A função dele é simples, mas mal compreendida. Ele está ali para absorver… vibrações. Mas não todas as vibrações. E é aí que mora o segredo.
O que é essa pecinha?
Pense no antivibrador como um pequeno filtro. Ele não é um escudo mágico, mas sim um sintonizador. Quando você golpeia a bola, as cordas da sua raquete vibram intensamente, como as cordas de um violão quando você as toca. Essas vibrações ocorrem em várias frequências diferentes, algumas altas e agudas, outras baixas e graves. A maioria dos antivibradores é feita de polímeros de silicone, um material escolhido especificamente por sua capacidade de absorver energia de impacto e dissipá-la.
O design dele, seja um “botãozinho” que toca duas cordas ou uma “minhoca” que entrelaça seis ou oito, é feito para entrar em contato com as cordas principais. Ao fazer isso, ele impede fisicamente que certas frequências vibrem livremente após o contato com a bola. Ele age como alguém colocando o dedo levemente sobre a corda de um violão que acabou de ser tocada; ele não impede o som principal, mas corta a “reverberação” aguda que fica sobrando.
Essa peça é, essencialmente, um acessório de conforto acústico. O peso que ele adiciona à raquete é insignificante, geralmente entre 2 e 4 gramas. Portanto, ele não altera o balanço, o swingweight ou a potência da sua raquete de forma perceptível. É puramente um modificador de sensação, e essa sensação começa, na verdade, pelo ouvido.
A física do impacto: Vibração vs. Choque
Este é o ponto mais importante de toda a nossa conversa. Você precisa entender a diferença crucial entre “vibração” e “choque”. Quando você bate na bola, especialmente fora do sweet spot (o ponto doce), duas coisas acontecem. A primeira é a vibração de alta frequência: aquele som agudo, metálico, o “PING” que ecoa pelas cordas. É irritante, parece que a raquete é “oca”. O antivibrador é excelente para matar essa vibração.
A segunda coisa que acontece é o choque de baixa frequência: este é o “tranco”, o impacto pesado que você sente subir pelo cabo da raquete, passar pelo seu punho e ir direto para o seu cotovelo. Esse é o vilão. Esse é o impacto que, combinado com má técnica ou uma raquete muito rígida, pode contribuir para o tennis elbow. O antivibrador não faz absolutamente nada para reduzir esse choque.
Repetindo para ficar claro: o antivibrador filtra o “PING” agudo (vibração), mas não filtra o “TRANCO” grave (choque). Aquele impacto que faz seu braço tremer ainda estará lá. A única coisa que realmente reduz o choque é a massa da sua raquete (raquetes mais pesadas são mais estáveis e absorvem mais impacto), a rigidez do aro (aros mais flexíveis absorvem mais) e a sua própria técnica de golpe.
O verdadeiro trabalho: Mudar o som da batida
Se o antivibrador não impede o choque, por que 90% dos profissionais usam um? A resposta está na psicologia do jogo. O principal trabalho do antivibrador é auditivo: ele transforma o “PING” metálico e estridente em um “POC” sólido, abafado e muito mais satisfatório. É um som mais “profissional”, mais limpo.
No tênis, o som é uma parte gigantesca do feel (sensação). O seu cérebro processa o som do impacto e o traduz instantaneamente em feedback. Um som “PING” faz você sentir que bateu mal, que a bola saiu fraca ou que a raquete é de má qualidade. Um som “POC” faz você sentir que bateu na bola de forma sólida, limpa e potente, mesmo que a velocidade da bola tenha sido exatamente a mesma.
Essa mudança de som é, na verdade, uma mudança de sensação. O antivibrador “limpa” o feedback que chega à sua mão, removendo o ruído de fundo (o “PING”) e deixando apenas o impacto mais puro (o “POC”). Para jogadores que dependem dessa sensação limpa para ter confiança em seus golpes, o antivibrador não é opcional, é essencial.
O Antivibrador no Jogo: Mitos e Verdades no Vestiário
Agora vamos entrar na área mais polêmica: o que é fato e o que é “conversa de pescador” lá no clube? O antivibrador é cercado de mitos. Muitos jogadores colocam a peça esperando uma solução mágica para problemas que ela simplesmente não foi projetada para resolver. Vamos quebrar isso, ponto por ponto.
Mito 1: “Isso vai salvar meu cotovelo” (Tennis Elbow)
Esse é o maior e mais perigoso mito de todos. Como professor, eu vejo isso toda semana. Alunos chegam com dor no cotovelo (epicondilite lateral) e a primeira coisa que fazem é comprar um antivibrador. Isso é o mesmo que tentar apagar um incêndio com um copo d’água. Não vai funcionar. A dor no cotovelo é uma inflamação causada por estresse repetitivo, geralmente vindo do choque de baixa frequência e da técnica incorreta, como usar demais o punho no backhand.
Como explicamos na física do impacto, o antivibrador não filtra o choque. Ele não impede que o “tranco” do golpe suba pelo seu braço. A sensação de conforto que ele proporciona é puramente auditiva e de vibração de alta frequência. Se você está com dor, o antivibrador pode, no máximo, dar um efeito placebo, fazendo você achar que a raquete está mais confortável.
Se o seu braço dói, você precisa olhar para outras coisas. Sua técnica de golpe está correta? Você está usando uma corda muito rígida (como um poliéster de alta tensão)? Sua raquete é muito leve (o que a torna instável) ou muito rígida? O seu grip está no tamanho errado? Essas são as causas reais. O antivibrador é apenas um acessório de áudio, não um equipamento médico.
Mito 2: “Vou ganhar mais potência ou controle”
Esse é outro mito clássico. A ideia de que uma peça de 3 gramas vai alterar fundamentalmente o desempenho da sua raquete é fisicamente impossível. Potência vem da aceleração da cabeça da raquete (swing speed) e da massa que encontra a bola. O antivibrador não adiciona massa suficiente para fazer diferença. O controle vem da estabilidade da raquete no impacto e do seu padrão de cordas. O antivibrador não muda nada disso.
O que acontece, novamente, é psicológico. Ao ouvir aquele “POC” sólido, você se sente mais confiante. Você sente que está batendo melhor. Com mais confiança, você talvez solte mais o braço, faça o swing completo e, como resultado dessa confiança, gere mais potência ou coloque a bola mais na quadra.
O antivibrador não mudou a raquete; ele mudou a sua percepção da batida, o que pode ter mudado a sua atitude no golpe. É um efeito indireto, um placebo positivo. Mas não, a peça em si não adiciona controle nem potência. Se fosse assim, os fabricantes venderiam raquetes com “tecnologia antivibradora integrada” como a solução para todos os problemas, e não como um acessório de 5 reais.
Verdade: A busca pelo “feel” perfeito
Aqui está a verdade nua e crua. O único motivo real para usar um antivibrador é a busca pela sensação (o feel) perfeita. Tênis é um jogo de repetição e confiança. Jogadores de alto nível, como Rafael Nadal ou Novak Djokovic, querem que a raquete responda exatamente da mesma maneira, com o mesmo som, em todos os milhares de golpes que eles dão.
Essa consistência de sensação é crucial. Muitos jogadores, inclusive eu, simplesmente odeiam o som do “PING”. Ele é distrativo, parece que algo está errado com o encordoamento. O antivibrador elimina essa distração. Ele torna a experiência do golpe mais “pura”, “limpa” e “sólida”. Você se concentra apenas no impacto e na bola, e não no ruído que a raquete faz.
Jogadores como Andre Agassi usavam elásticos de cabelo. Pete Sampras usava um único elástico em forma de “O”. Eles encontraram o som que lhes dava confiança. É uma preferência 100% pessoal. Alguns jogadores puristas, como Roger Federer (na maior parte de sua carreira), preferiam não usar nada, pois queriam sentir toda a informação vinda das cordas, incluindo o “PING”, para saber exatamente onde a bola tocou. Não há certo ou errado; há apenas o que funciona para você.
Os Tipos de Antivibrador: Botão vs. Minhoca
Ok, você decidiu que odeia o “PING” e quer experimentar um. Você vai à loja e encontra dois tipos principais: os pequenos “botões” e as longas “minhocas”. Eles parecem diferentes e, de fato, funcionam de maneiras ligeiramente diferentes. A escolha entre eles depende de quanto você quer abafar o som.
O “Botão”: Simples e direto
O antivibrador tipo “botão” é o mais comum. Pode ser redondo, quadrado, ou ter o logo da marca (como o “W” da Wilson ou o logo da Head). Ele geralmente se encaixa tocando apenas as duas cordas principais centrais. Alguns modelos um pouco maiores podem tocar quatro cordas (duas principais e duas cruzadas).
O efeito desse tipo é um amortecimento leve a moderado. Ele é projetado para filtrar as frequências mais altas e irritantes, mas ainda deixa passar um pouco de feedback. Você ainda “sente” a bola, mas sem o “zing” agudo. É a escolha ideal para jogadores que querem apenas “limpar” o som sem deixar a raquete parecer “morta” ou excessivamente abafada.
O famoso elástico em “O” que Sampras usava funciona como um botão. Ele toca apenas duas cordas e oferece um amortecimento mínimo, apenas o suficiente para tirar o “tom” mais agudo. Se você quer um meio-termo, começando a experimentar, o botão é o caminho.
A “Minhoca”: Cobertura máxima
O antivibrador tipo “minhoca” (como o Wilson Pro Feel ou o Babolat Custom Damp) é uma tira longa de silicone que você “costura” ou entrelaça através de várias cordas, geralmente as seis ou oito cordas principais centrais. Como ele tem mais massa e toca uma área de superfície muito maior das cordas, seu efeito é dramaticamente maior.
A “minhoca” oferece amortecimento máximo. Ela praticamente elimina todas as vibrações de alta frequência, resultando em um som muito profundo, baixo e abafado. O “PING” desaparece completamente e é substituído por um “THUD” (um som grave e surdo).
Este tipo é para jogadores que querem a sensação mais confortável e silenciosa possível. Se você usa cordas de poliéster muito rígidas e quer suavizar a sensação ao máximo (audível, lembre-se), a minhoca é a melhor opção. A desvantagem é que alguns jogadores acham que ela “mata” demais a sensação, tornando difícil sentir onde a bola bateu no encordoamento.
Onde colocar essa coisa? (Regras da ITF e posicionamento)
Isso é muito importante, pois existe um jeito certo e um jeito ilegal de instalar o antivibrador. As regras da Federação Internacional de Tênis (ITF) são claras: qualquer dispositivo de amortecimento de vibração só pode ser colocado fora da área de interseção das cordas (onde as cordas principais e cruzadas se encontram).
Na prática, isso lhe dá três opções: 1) Acima da última corda cruzada superior (ninguém faz isso). 2) Fora das cordas principais mais externas (também muito raro). 3) Abaixo da última corda cruzada inferior. Esta é a opção que 99,9% dos jogadores usam.
Você deve instalar o antivibrador bem junto ao “coração” (ou garganta) da raquete, encostado na última corda horizontal. Não importa se é um botão ou uma minhoca, o local é o mesmo. Colocá-lo no meio das cordas, onde você bate na bola, é ilegal em torneios e, francamente, estúpido, pois afetará o voo da bola. O antivibrador deve ficar fora da área de rebatida.
Comparativo de Mercado: Os pesos-pesados do “Dampening”
Você não precisa quebrar a cabeça escolhendo. Existem alguns modelos clássicos que dominam o circuito e as lojas. Cada um oferece uma sensação ligeiramente diferente, e conhecer os principais vai te ajudar a decidir qual testar primeiro.
Análise: Wilson Pro Feel (O clássico)
Este é um dos antivibradores tipo “minhoca” mais famosos e vendidos do mundo. Frequentemente visto nos saquinhos de raquetes Wilson Pro Staff, ele é longo e geralmente vem em várias cores. Ele se entrelaça pelas cordas principais e oferece um amortecimento muito significativo.
A sensação que o Pro Feel proporciona é muito “abafada”. Ele é excelente para quem realmente quer matar o som da raquete. Se você usa um poliéster rígido e quer que ele pareça mais macio (pelo menos no som), o Pro Feel faz um trabalho fantástico. Ele transforma o “PING” em um “TOC” bem grave.
Jogadores que buscam conforto acústico máximo adoram este modelo. Se você, por outro lado, gosta de sentir o feedback das cordas, provavelmente achará que ele “amortece” demais a raquete, fazendo com que você se sinta um pouco desconectado do impacto. É uma escolha polarizante: ou você ama, ou odeia.
Análise: Head Pro Damp (O favorito dos Pros)
Este é o pequeno antivibrador “botão” que você vê na raquete de Novak Djokovic. É uma peça pequena e densa de silicone que se encaixa firmemente entre as duas cordas principais centrais. Seu design é minimalista, mas muito eficaz.
Por ser um botão, o Head Pro Damp oferece um amortecimento mais moderado. Ele faz o trabalho essencial: corta o “PING” agudo e irritante. No entanto, ele permite que mais “informação” do golpe chegue à sua mão. A batida soa sólida, mas não “morta”.
É a escolha perfeita para o jogador avançado que quer limpar o som sem sacrificar o feel. Ele oferece o melhor dos dois mundos: remove a distração do ruído de alta frequência, mas mantém você conectado à bola. É menos intrusivo que a “minhoca” e dá uma sensação muito “limpa”.
Análise: Luxilon Legacy Dampener (O “O” moderno)
Este antivibrador é o herdeiro espiritual do famoso elástico de Pete Sampras. É um “botão” em forma de “O” que se encaixa de forma muito segura nas cordas. A Luxilon é famosa por suas cordas de poliéster (como a ALU Power), e este antivibrador foi projetado para complementar essa sensação.
O Legacy oferece o amortecimento mais sutil dos três. Ele é muito firme e seu trabalho é hiper-focado: ele existe para filtrar apenas aquela frequência específica e mais irritante. Ele deixa quase todo o resto do feedback passar.
Este é para o purista. O jogador que, como Sampras, odeia aquele “eco” metálico específico, mas ainda quer sentir a “brutalidade” do impacto da corda de poliéster. Se você acha o Head Pro Damp muito abafado e o Wilson Pro Feel uma “almofada”, o Luxilon “O” é provavelmente o que você está procurando.
Tabela Comparativa Rápida
| Característica | Wilson Pro Feel (Minhoca) | Head Pro Damp (Botão) | Luxilon Legacy (Botão “O”) |
| Tipo | Minhoca (Longa) | Botão (Pequeno) | Botão (O-Ring) |
| Nível de Amortecimento | Máximo (Muito Abafado) | Moderado (Limpo) | Mínimo (Sutil) |
| Sensação | “Morta”, “THUD” grave | “Sólida”, “POC” limpo | “Crua”, “TOC” seco |
| Ideal para quem… | Odeia qualquer vibração e busca conforto máximo. | Quer remover o “PING” mas manter o feel. | É purista e quer apenas o filtro mais leve. |
| Visto em (Exemplos) | Serena Williams (às vezes) | Novak Djokovic | (Semelhante ao de Pete Sampras) |
O Fator Decisivo: Quando VOCÊ Deve (ou Não) Usar um?
Chegamos à decisão final. Você já entendeu a física, os mitos e os tipos. Agora, como você aplica isso ao seu jogo? A resposta depende de dois fatores: o equipamento que você usa e o que você gosta de sentir.
O perfil do jogador que se beneficia (Sensibilidade, som)
O antivibrador é quase obrigatório para um grupo específico de jogadores: aqueles que usam cordas de poliéster (poly). Cordas de poliéster são fantásticas para spin e durabilidade, mas são muito rígidas e transmitem uma tonelada de vibração de alta frequência. Elas são as maiores culpadas pelo “PING” metálico. Um antivibrador torna a experiência de jogar com poliéster muito mais agradável ao ouvido.
O segundo perfil é o jogador que é sensível ao som. Se você é um jogador que se distrai facilmente, e aquele “ZING” metálico a cada golpe tira sua concentração ou te faz sentir inseguro sobre sua batida, então você deve usar um. O antivibrador vai limpar essa distração e te dar a consistência sonora que você precisa para focar.
Finalmente, há o jogador que está customizando seu equipamento. O jogador avançado que já acertou a raquete, a tensão, a corda, e agora está apenas “polindo” a sensação. O antivibrador é o ajuste fino, o último 1% que deixa a raquete com o feel perfeito para ele.
O perfil que prefere a raquete “pura” (Feedback)
Por outro lado, existe um grande grupo de jogadores que detesta antivibradores. O principal perfil é o purista do feel. Esse jogador, muitas vezes criado com cordas mais macias como tripa natural ou multifilamento, quer sentir tudo o que acontece no encordoamento. Para ele, a vibração não é “ruído”, é “informação”.
Esse jogador usa a vibração para saber instantaneamente se bateu no sweet spot ou se errou o centro. Um golpe limpo tem um som; um golpe na borda tem outro. O antivibrador, especialmente o tipo “minhoca”, tende a mascarar essa diferença. Ele faz com que todos os golpes soem um pouco parecidos, abafados. O purista sente que está jogando com uma “almofada” na frente das cordas.
Se você usa cordas macias (multifilamento ou tripa natural), elas já amortecem muito bem a vibração por conta própria. Nesses casos, um antivibrador é muitas vezes redundante e pode “matar” a sensação nítida e confortável que essas cordas já oferecem. Se você busca feedback máximo, jogue sem nada.
Testando na prática: Como encontrar o seu?
A beleza do antivibrador é que ele é o acessório de tênis mais barato que existe. Não há desculpa para não testar. A minha recomendação como professor é simples: compre um de cada tipo, um “botão” e uma “minhoca”. Eles custam quase nada.
Vá para a quadra. Jogue 15 minutos com o “botão”. Preste atenção ao som e à sensação. Tire-o. Jogue 15 minutos sem nada. Você vai notar imediatamente o “PING” voltando. A diferença será gritante. Você vai descobrir na hora se aquele “PING” te incomoda ou se você prefere o feedback dele.
Depois, coloque a “minhoca” e jogue mais 15 minutos. Note como o som fica ainda mais abafado que o do “botão”. Você vai descobrir seu nível de tolerância: você gosta de um pouco de filtro (botão), de um filtro total (minhoca), ou de nenhum filtro (sem nada)? Você pode até testar a “gambiarra” clássica de Sampras: pegue um elástico de borracha grosso e dê algumas voltas nas duas cordas centrais. Funciona perfeitamente.
O Veredito do Professor: Afinal, vale a pena o investimento?
Então, voltamos à pergunta original: o antivibrador faz diferença? Sim. Uma diferença enorme… no som. Ele é, antes de tudo, um equipamento de conforto acústico e psicológico. Ele não é um equipamento de performance ou de medicina esportiva.
Vamos ser brutalmente honestos um com o outro, como fazemos no vestiário depois de um jogo duro. O antivibrador não vai te transformar em um jogador melhor. Ele não vai corrigir seu backhand ou salvar seu braço de uma lesão. A sua técnica, seu preparo físico e a escolha correta de raquete e cordas são 99% do jogo.
O antivibrador é o último 1%. É um ajuste fino. Ele muda o “PING” para “POC”. Se esse “POC” te dá mais confiança, te faz sentir mais “sólido” na batida, te ajuda a relaxar e a focar no jogo em vez de no barulho da sua raquete, então ele não apenas vale a pena, ele é essencial para o seu jogo. O tênis é jogado tanto entre as orelhas quanto entre as linhas. E se uma pecinha de borracha de 3 gramas te ajuda a vencer a batalha mental, ela já se pagou mil vezes.

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
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