Vamos direto ao ponto, como um approach na cruzada: a maioria dos artigos sobre “roupas de tênis” na internet é inútil. Eles misturam calçados casuais com equipamento de performance ou apenas listam produtos de uma loja. Eles não entendem o que realmente acontece na quadra. Eles não entendem o suor, o atrito, a necessidade de um bolso que realmente segure a bola num split step agressivo.
Eu entendo. Como seu professor, eu não estou aqui para te vender uma marca. Estou aqui para te dar a vantagem. A roupa que você usa não é um acessório de moda; ela é parte do seu equipamento, tanto quanto sua raquete ou seu encordoamento. A escolha errada pode te custar um game, um set, ou pior, causar uma lesão por superaquecimento ou distração.
Nos próximos minutos, vamos dissecar o que faz uma roupa de tênis ser “boa” de verdade. Vamos analisar a engenharia por trás do tecido, a psicologia de “vestir-se para a batalha” e a função técnica de cada peça. E, claro, vamos colocar as gigantes (Nike, Adidas, Lacoste) frente a frente. Prepare-se, porque esta é a aula que separa os amadores dos jogadores sérios.
As Melhores Roupas de Tênis para homens
Antes do Primeiro Saque: Por que seu Equipamento Define seu Jogo
Eu vejo isso toda semana. O aluno chega com a raquete mais cara do mercado, mas está usando uma camiseta de algodão de um show de rock e um short de basquete. Nos primeiros vinte minutos, tudo bem. No trigésimo minuto, a camiseta vira um lastro molhado, e o short largo enrosca no joelho. O foco dele não está mais na minha instrução ou em acertar o topspin; está em como ele se sente desconfortável.
Seu equipamento é seu uniforme de batalha. Ele precisa trabalhar com você, não contra você. No tênis, um esporte de explosão, agilidade e resistência mental, cada detalhe importa. A roupa certa te dá mobilidade, gerencia seu calor e, honestamente, coloca sua cabeça no lugar certo antes mesmo de você pisar na baseline.
Não é “Roupinha”, é Engenharia de Performance (O fim do algodão)
Vamos estabelecer a regra número um, e se você não lembrar de mais nada, lembre-se disto: o algodão é seu inimigo na quadra de tênis. O algodão é um tecido fantástico para relaxar, para um churrasco. Para o esporte, ele é um desastre. O motivo é simples: ele absorve suor e não o solta. Cada game que você joga, sua camiseta fica mais pesada, mais colada e mais fria (ou mais quente, dependendo do clima). É como tentar jogar usando uma toalha molhada.
O que você procura é o que chamamos de “tecido técnico”. Na maioria das vezes, isso significa poliéster de alta qualidade, às vezes misturado com um pouco de elastano (para elasticidade). Marcas dão nomes complexos para isso, como “Dri-FIT” ou “HEAT.RDY”, mas o princípio é o mesmo: gerenciamento de umidade. Esses tecidos sintéticos puxam o suor da sua pele (isso se chama wicking, ou “dispersão”) e o jogam para a superfície externa do tecido, onde ele pode evaporar rapidamente. Você não fica seco, ninguém fica seco jogando tênis. Mas você fica leve.
A engenharia vai além do tecido. Preste atenção nas roupas dos profissionais. Você verá “painéis de malha” (mesh) em locais estratégicos: embaixo dos braços, nas costas, na cintura do short. Não é enfeite. São zonas de ventilação, projetadas com base em mapas de calor do corpo humano durante o jogo. A roupa moderna de tênis é uma peça de engenharia projetada para uma única tarefa: manter seu corpo o mais próximo possível da sua temperatura ideal de performance, pelo maior tempo possível.
A Vantagem Psicológica de “Vestir” o Jogo Corretamente
Agora, vamos falar sobre o que acontece entre suas orelhas. O tênis é, talvez, o esporte mais mental que existe. É você contra o outro cara (ou cara e moça, no caso das duplas). Não há time para te cobrir, não há técnico te orientando a cada ponto. É um xadrez físico. E nesse jogo, a confiança é tudo. Quando você coloca um kit de performance, algo muda. Você se sente mais ágil, mais leve, mais sério.
Eu chamo isso de “princípio do uniforme”. Quando você veste o uniforme, você assume o papel. Você não está mais apenas “batendo uma bola”; você está “treinando”. Seu cérebro recebe a mensagem de que é hora de focar, de competir, de executar. Isso afeta sua postura, sua movimentação. Você se sente mais profissional. E quer saber? Seu oponente percebe.
Quando você entra na quadra parecendo um jogador sério, você já começa o aquecimento com uma leve vantagem mental. Você manda a mensagem de que não está ali para brincar. Por outroa lado, a roupa errada é uma distração constante. A camiseta grudando nas costas. A etiqueta te arranhando. O short que não segura a bola. Cada pequena distração é um ponto de foco que você perdeu do jogo. Vestir-se corretamente é sobre eliminar distrações para que sua mente possa se concentrar 100% na única coisa que importa: a próxima bola.
Mobilidade Total: A Diferença entre Chegar na Bola e Vencer o Ponto
Tênis não é corrida de maratona. Não é um movimento linear. É um caos controlado. Você corre para frente, para trás, explode para os lados, freia bruscamente, agacha para um slice e salta para um smash. Seu corpo precisa de uma amplitude de movimento de 360 graus. Sua roupa tem que permitir isso sem nenhuma restrição.
Onde isso falha? Geralmente em dois lugares. O primeiro é nos ombros. Uma camiseta mal desenhada, especialmente com costuras mal posicionadas, vai “puxar” ou “travar” o movimento do seu saque. As melhores camisetas de tênis usam o que chamamos de “costuras roladas” (que saem do topo do ombro) ou recortes específicos (chamados gussets) embaixo do braço. Você precisa de rotação total do ombro sem que a camiseta inteira suba junto.
O segundo ponto crítico é o quadril e a virilha. Seus shorts precisam permitir que você faça uma passada lateral (lunge) completa sem prender. É por isso que os shorts de tênis são geralmente mais curtos (7 a 9 polegadas de inseam é o padrão) e têm uma pequena abertura na lateral da barra (o split hem). Isso dá ao tecido espaço para abrir quando sua perna se estica ao máximo para aquela bola na paralela. A diferença entre uma roupa que se move com você e uma que te segura é a diferença entre chegar na bola e executar o golpe com equilíbrio.
O Tira-Teima das Marcas: Nike Court vs. Adidas Tennis vs. Lacoste Sport
Ok, professor. Entendi a teoria. Mas qual marca eu compro? Nike, Adidas e Lacoste dominam o circuito profissional. Mas elas não são iguais. Cada uma tem uma filosofia de design e performance diferente. Vamos analisar o game de cada uma.
Nike Court (Foco: Performance Agressiva e Estilo dos Prós)
A Nike é a marca da agressividade, da potência. Pense em Nadal, Alcaraz, Sinner. É a marca do atleta. O DNA da Nike Court é performance bruta e estilo ousado. Os cortes são, em geral, mais “atléticos” ou slim fit, projetados para corpos com baixo percentual de gordura. Se você gosta de um visual mais justo, que mostre o físico, a Nike é para você.
A tecnologia principal é o Dri-FIT, e sua versão elite é o “Dri-FIT ADV”. O ADV é onde a engenharia fica maluca. Eles usam dados de atletas para criar tecidos com diferentes tramas na mesma peça, sem costuras. Você terá mais ventilação nas costas e mais elasticidade nos ombros, tudo na mesma camiseta. É impressionante.
O estilo da Nike é feito para a TV. Cores vibrantes, designs assimétricos, logos grandes. A Nike quer que você seja notado. Para o jogador que se inspira nos profissionais de ponta e quer o equipamento mais agressivo e estiloso do mercado, a Nike raramente erra. A linha “Rafa” (com o logo do touro) e as coleções de Grand Slam são o ápice do que eles oferecem.
Adidas Tennis (Foco: Tecnologia Climacool/HEAT.RDY e Sustentabilidade)
Se a Nike é o artista agressivo, a Adidas é o engenheiro alemão eficiente. A Adidas foca obsessivamente em gerenciamento de temperatura. Por anos, a tecnologia “Climacool” foi o pilar. Hoje, o “HEAT.RDY” é o carro-chefe. O HEAT.RDY é projetado não apenas para dispersar o suor, mas para resfriar ativamente a pele, usando fios com minerais e uma estrutura de tecido que maximiza o fluxo de ar. Para quem joga no sol do meio-dia, essa sensação de resfriamento é perceptível.
Outro diferencial técnico da Adidas é a construção “Freelift”. Este é um design de camiseta onde a parte dos ombros e braços é cortada de forma a permitir o movimento completo do saque sem que a barra da camiseta suba, expondo sua barriga. É um detalhe sutil, mas que demonstra o nível de pensamento focado no tênis.
Nos últimos anos, a Adidas também se tornou a líder em sustentabilidade. A parceria com a Parley Ocean Plastic significa que muitas de suas roupas de alta performance são feitas de plástico reciclado retirado do oceano. Para o jogador que valoriza a engenharia, a eficiência térmica e quer fazer uma escolha mais consciente ambientalmente, a Adidas é uma escolha fantástica.
Lacoste Sport (Foco: A Tradição, o Conforto e a Elegância Clássica)
E então, temos o Crocodilo. A Lacoste inventou a camisa polo de tênis. René Lacoste, o fundador, era um jogador. A marca nasceu na quadra. Enquanto Nike e Adidas brigam pela “próxima grande tecnologia”, a Lacoste aposta na tradição, no conforto supremo e na elegância atemporal.
Não se engane: o “Lacoste Sport” não é a mesma polo casual do seu avô. O tecido “Ultra Dry” é um piqué de poliéster técnico que gerencia o suor com extrema eficiência. O “Stretch” deles é incrivelmente confortável. O diferencial da Lacoste é o corte e o toque do tecido. As roupas da Lacoste parecem mais “luxuosas”. O caimento é impecável, geralmente um pouco mais clássico (nem tão justo, nem tão largo).
Usar Lacoste (como fazem Djokovic e Medvedev) é uma declaração. É dizer que você respeita a história do jogo. É a escolha do jogador de club, do cara que aprecia a elegância tanto quanto a performance. O preço é mais alto, sem dúvida. Você paga pela herança, pela qualidade de construção superior e, claro, pelo icônico crocodilo no peito. É o kit para quem quer vencer com classe.
A Peça Chave [Expansão 1]: Camisetas e Polos que Respiram com Você
A camiseta ou polo é o seu radiador. É a peça mais importante para o gerenciamento de temperatura. Um erro aqui e você superaquece. Vamos aprofundar nos detalhes que importam na hora de escolher a sua.
A Batalha das Tecnologias: Dri-FIT (Nike) vs. HEAT.RDY (Adidas)
Vamos colocar as duas principais tecnologias do mercado sob o microscópio. O Dri-FIT da Nike, em suas várias formas, é o rei da dispersão. Ele funciona como milhões de pequenos canudos, puxando a umidade da sua pele e espalhando-a pela superfície do tecido. O objetivo é aumentar a área de superfície do suor para que ele evapore mais rápido. O resultado? Você se sente mais seco. A sensação é de leveza, de não estar carregando peso.
O HEAT.RDY da Adidas, por outro lado, foca em resfriamento. A Adidas usa uma abordagem diferente. O tecido é projetado para “capturar” o ar em movimento (como uma brisa ou sua própria corrida) e passá-lo direto pela pele. Os fios infundidos com minerais (como titânio, em algumas versões) criam uma sensação tátil de frio. O resultado? Você se sente mais fresco. Mesmo que o tecido esteja úmido, ele parece frio ao toque.
Qual é melhor? É uma preferência pessoal. Eu, particularmente, prefiro o HEAT.RDY para dias de calor extremo, acima de 30°C, pois a sensação de resfriamento ativo é um alívio mental. Para dias normais ou jogos indoor, o Dri-FIT é imbatível na sensação de leveza e secura. Você precisa experimentar para ver qual sensação te agrada mais.
O Debate Eterno: Polo Clássica (elegância) ou Camiseta Técnica (agressividade)?
A gola da sua camisa diz muito sobre seu jogo. A Polo é a tradição. É o visual de Wimbledon. Muitos clubes privados, inclusive, exigem o uso de camisa com gola. A polo moderna não tem nada da versão de algodão antiga. Elas são feitas de poliéster técnico, têm golas de malha (mesh) para respirar e, muitas vezes, usam zíperes ou botões de pressão em vez de botões tradicionais. Elas transmitem uma imagem de respeito, de seriedade.
A camiseta técnica (gola careca ou crew neck) é a escolha da nova geração. É o uniforme do atleta moderno. Pense em Sinner ou Alcaraz. É pura função. Zero distração. Não há gola para “bater” no seu pescoço ou ficar torta. É sobre agressividade e movimento sem restrições. A maioria dos jogadores de alta performance que treinam pesado prefere a camiseta técnica pela simplicidade e pela sensação de “não ter nada” no corpo.
Como seu professor, meu conselho é: tenha as duas. Tenha algumas polos clássicas para jogos de clube, dias mais tranquilos ou para quando quiser se sentir como o Federer. E tenha seu arsenal de camisetas técnicas para os treinos intensos, os jogos de torneio e os dias em que você precisa de performance máxima.
Proteção UV e Costuras Estratégicas: Os Detalhes que Salvam sua Pele no Sol
Dois detalhes que 90% dos jogadores ignoram e que são absolutamente cruciais. Primeiro, Proteção UV. Nós, tenistas, somos atletas que passam horas sob sol forte. O dano na pele é cumulativo e real. Muitas roupas técnicas de alta qualidade agora vêm com uma classificação UPF (Fator de Proteção Ultravioleta) de 30+ ou 50+. Isso significa que o próprio tecido está bloqueando os raios nocivos. Isso é saúde, não é luxo. Eu sempre recomendo isso, especialmente em camisetas de manga longa para aquecimento ou para quem joga no sol do meio-dia.
Segundo, costuras. Parece um detalhe bobo, até uma costura mal feita começar a te “lixar” depois de uma hora de saque. Procure por “costuras planas” (flat-lock seams). Elas são lisas e não criam atrito com a pele. Mas o mais importante é o posicionamento da costura. As melhores marcas (como Nike e Adidas em suas linhas premium) “rolam” as costuras dos ombros. Em vez de a costura ficar bem no topo do seu ombro (onde a alça da sua raqueteira passa e onde ocorre o atrito do saque), eles a movem para frente ou para trás. É um detalhe de gênio que previne assaduras em um match de 3 horas.
O Alicerce do Movimento [Expansão 2]: Shorts, Meias e Acessórios
Seu jogo de pernas é tudo. Se a parte de baixo do seu kit não funcionar, você está comprometendo sua fundação. Shorts, meias e acessórios não são “extras”; são ferramentas essenciais.
O Dilema dos Shorts: O Bolso Perfeito para Guardar a Bola (Sem atrapalhar)
Se você já tentou jogar tênis com um short de corrida ou de academia, você conhece a frustração. Onde colocar a segunda bola? Um short de tênis deve ter bolsos. Mas, meu amigo, o diabo está nos detalhes desse bolso. É o recurso mais difícil de acertar e o que mais separa um short “bom” de um “excelente”.
O bolso não pode ser raso. Se for, a bola vai cair no meio do ponto quando você der um split step. Isso é um let automático e uma distração enorme. O bolso também não pode ser fundo demais, como um bolso de calça jeans. Se for, você perde tempo precioso “pescando” a bola para o seu segundo saque, o que quebra seu ritmo. O bolso de tênis ideal tem a profundidade exata para segurar a bola com segurança, mas permitindo uma retirada rápida.
A engenharia moderna do bolso é fantástica. Muitas marcas usam bolsos forrados com um material de malha que “agarra” levemente a bola. Outras, como as linhas premium da Nike, usam bolsos “cortados a laser” e “colados” (em vez de costurados) que ficam perfeitamente planos, segurando a bola contra a sua coxa sem deixá-la balançar. Quando for comprar um short, leve uma bola de tênis. Coloque no bolso, salte, corra. É o único jeito de saber.
Meias: O Herói Desconhecido (Prevenção de Bolhas e Amortecimento)
Eu vou ser direto. Se você gasta R$ 1.500 numa raquete e R$ 800 num calçado, e ainda usa meias de algodão de R$ 10, você está sabotando seu jogo. As meias são a interface mais importante entre você e a quadra. São elas que gerenciam o atrito. Meias de algodão, como as camisetas de algodão, ficam molhadas, encharcadas, e então elas “enrugam” dentro do tênis. Essa ruga molhada, sob a pressão de uma freada lateral, vira uma bolha. Fim de jogo.
Meias técnicas de tênis são seu melhor investimento. Elas são feitas de misturas sintéticas (poliéster, nylon, elastano) que expulsam a umidade do pé. Elas têm amortecimento extra em zonas de alto impacto: o calcanhar e a “bola” do pé (metatarso). Elas têm compressão no arco do pé, o que dá suporte e impede que a meia gire.
Elas são mais caras? Sim. Uma boa meia de tênis pode custar R$ 40, R$ 60, R$ 80 o par. Mas elas duram mais, previnem bolhas e salvam seus pés. Eu digo a todos os meus alunos: seu kit de tênis começa pelos pés. Invista em 3 ou 4 pares de meias técnicas de alta qualidade antes mesmo de pensar em comprar uma camiseta de R$ 300.
Fechando o Kit: A Função Técnica das Viseiras, Faixas e Munhequeiras
Esses não são itens de moda. São ferramentas de gerenciamento de suor e visão. Vamos quebrar a função de cada um. O boné ou viseira tem duas funções: sol e suor. Manter o sol fora dos olhos é óbvio, especialmente na hora do saque. Mas a função mais importante é a “testeira” interna. Ela absorve o suor da testa, impedindo que ele escorra para seus olhos. Um detalhe profissional: procure por bonés com a parte de baixo da aba (o under-bill) na cor preta ou escura. Isso reduz o reflexo da quadra e melhora sua visão.
A faixa (headband), popularizada por Nadal, é para quem transpira muito. É literalmente uma “barragem”. Se você sente que o boné satura rápido demais, a faixa é sua próxima linha de defesa. Ela segura um volume muito maior de suor.
Finalmente, as munhequeiras. Elas têm duas funções, e uma delas não é o que você pensa. A primeira, óbvia, é secar o suor da sua testa. É mais rápido que pegar a toalha. A segunda, e na minha opinião mais importante, é impedir que o suor que escorre pelo seu braço chegue à sua mão e ao grip da raquete. Um grip molhado é um desastre. Você perde a firmeza, e a raquete pode girar na sua mão num voleio ou num saque. A munhequeira é o “limpa-trilho” que mantém seu grip seco e firme.
Análise Comparativa: O Kit Ideal para a Quadra
Para simplificar, vamos colocar os três “filosofias” de kit lado a lado. Pense nisso como o Kit do Atleta Agressivo (Nike), o Kit do Engenheiro Eficiente (Adidas) e o Kit do Mestre Clássico (Lacoste).
| Característica | Kit 1: NikeCourt ADV (Atleta) | Kit 2: Adidas HEAT.RDY (Engenheiro) | Kit 3: Lacoste Sport (Clássico) |
| Peça Chave | Camiseta Dri-FIT ADV | Camiseta HEAT.RDY Freelift | Polo Técnica Ultra Dry Stretch |
| Tecnologia Principal | Dri-FIT ADV (Dispersão de suor) | HEAT.RDY (Resfriamento ativo) | Ultra Dry Piqué (Toque suave) |
| Foco de Performance | Mobilidade máxima (cortes agressivos), estilo ousado, leveza. | Gerenciamento de calor, sustentabilidade (Parley), design funcional. | Conforto supremo, durabilidade, elegância, tradição. |
| Shorts (Diferencial) | Bolsos cortados a laser, tecido “Flex” super elástico. | Tecido leve, design focado em não subir durante o saque. | Corte clássico, tecido piqué mais robusto, durabilidade. |
| Perfil do Jogador | Jogador agressivo, fã de Alcaraz/Sinner, gosta de slim fit e design moderno. | Jogador de baseline eficiente, joga em climas quentes, valoriza tecnologia e ecologia. | Jogador de clube, fã de Djokovic, valoriza o conforto, a qualidade e o visual clássico. |
Exportar para as Planilhas
O Veredito do Professor: Montando seu Kit Vencedor
Ok, aluno. Vimos muita teoria. Como você coloca isso em prática na loja? Meu conselho final se resume a prioridades. O que você realmente precisa?
O Kit Ideal para o Jogador de Fim de Semana (Foco no Custo-Benefício)
Você joga uma ou duas vezes por semana. Você quer conforto e durabilidade, mas não precisa do kit de R$ 1.000 do Grand Slam. Onde você deve focar seu dinheiro? Meias e Shorts. Repetindo: nunca economize nas meias. Compre dois pares de meias técnicas de marca boa. Elas vão salvar seus pés.
Para os shorts, foque 100% no bolso. Vá a uma loja de departamento esportivo. Ignore a marca. Pegue uma bola, coloque no bolso, pule. O bolso funcionou? O tecido é 100% poliéster ou poliamida? O preço é justo? Compre.
Para a camiseta, você tem mais flexibilidade. Você não precisa da linha “ADV” ou “HEAT.RDY” premium. Você só precisa de uma coisa: 100% poliéster. Qualquer camiseta básica de corrida ou treino de uma marca conhecida (Nike, Adidas, Fila, Asics, etc.) que seja 100% sintética vai funcionar mil vezes melhor que qualquer algodão.
O Kit de Competição para o Jogador Sério (Foco na Performance Total)
Você joga torneios. Você treina 3-4 vezes por semana. O tênis é seu esporte principal. Agora, o jogo muda. Para você, o “custo-benefício” é medido em performance, não em reais. É aqui que os R$ 100 extras numa camiseta “ADV” fazem sentido. A construção sem costuras nos ombros vai fazer diferença no terceiro set. O resfriamento ativo do HEAT.RDY vai te dar uma vantagem mental no sol do meio-dia.
Seu kit é um sistema. Você precisa de rotação. Tenha pelo menos 3 a 4 kits completos (camiseta e short) que você sabe que funcionam. Invista nas linhas premium, pois elas são projetadas para o estresse do alto rendimento. O “Freelift” da Adidas, que impede a camisa de subir no saque, é feito para você. O tecido “Flex” da Nike, que estica em quatro direções, é feito para sua defesa na linha de base. E você precisa de um arsenal de meias técnicas e munhequeiras.
Erros Comuns que Vejo Meus Alunos Cometerem (O que evitar na hora de comprar)
Eu vejo os mesmos erros toda santa semana. Deixe eu te poupar o dinheiro e a frustração. O erro número um é comprar pelo visual e ignorar o material. O aluno compra uma polo de algodão linda, com um logo bacana. Vinte minutos de treino de saque e ela pesa 3 quilos, grudada no corpo. Sempre, sempre leia a etiqueta. Se disser “Algodão” ou “Cotton”, não é para jogar tênis.
O segundo erro, e já falei mil vezes, é ignorar os pés. Meias de algodão. São o seu pior inimigo. Elas causam bolhas, que te tiram da quadra por uma semana. Não cometa esse erro.
O terceiro erro é errar no “fit” (caimento), especialmente nos shorts. O aluno compra um short de basquete, muito longo e largo. A bola no bolso fica balançando e batendo, é uma distração. Ou ele compra um short muito justo, que “prende” na hora de agachar para um voleio baixo. Você precisa experimentar a roupa e simular os movimentos do tênis na loja. Dê uma passada, finja um saque. Se algo “puxar” ou “travar”, não serve. Sua roupa de tênis deve ser uma segunda pele: você nem deveria lembrar que está usando.
Espero que este guia completo tenha “zerado” suas dúvidas. O equipamento certo não vai te dar um forehand milagroso. Isso é comigo, na quadra, com treino. Mas ele vai remover todas as barreiras e distrações, permitindo que você jogue seu melhor tênis.
Agora vá montar seu kit. Te vejo na próxima aula.

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
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