Melhores Raquetes de Tênis para Jogadores Seniors (Idosos)
Ok, aluno. Senta aí, pega uma água. Vamos ter uma conversa séria sobre equipamento. Eu vejo você batalhando em quadra, vejo a técnica apurada, a leitura de jogo que só a experiência traz. Mas também vejo você balançando o braço depois de um saque mais forçado, ou aquela bola que morre na rede no fim do terceiro set. Você está tentando jogar o tênis de hoje com a física de ontem.
O tema é equipamento para seniors. E antes que você pense que isso é “raquete de velho”, entenda: os engenheiros hoje gastam milhões para criar equipamentos que permitam a você jogar em alto nível, com menos desgaste e mais potência. Isso não é muleta, é inteligência.
Eu fiz o dever de casa. Analisei o que o mercado oferece, o que os meus colegas professores estão indicando e, o mais importante, o que funciona na prática para um jogador que valoriza mais a consistência e o conforto do que tentar imitar o Alcaraz. Vamos dissecar o que você realmente precisa e qual a melhor ferramenta para o seu jogo atual.
O Que Acontece com o Jogo Depois dos 50? (A Física)
Vamos direto ao ponto: seu corpo mudou. O tênis é um esporte de impacto e repetição. Depois de décadas batendo na bola, suas articulações, especialmente o cotovelo e o ombro, pedem um equipamento mais gentil. A velocidade do seu swing (o movimento do braço) pode não ser a mesma de 20 anos atrás. Isso não é uma crítica, é um fato da biomecânica.
O que os jogadores experientes precisam é de uma raquete que compense essa mudança. Você precisa de uma ferramenta que gere potência sem exigir que você use 100% da sua força o tempo todo. Você precisa de uma raquete que absorva o impacto, para que a vibração pare no aro, e não no seu antebraço.
O jogo moderno é rápido, mas o jogo senior é inteligente. Você ganha pontos com colocação, consistência e tática. A raquete ideal para você é aquela que torna fácil manter a bola funda, que facilita o voleio e que permite sacar sem sentir o ombro no dia seguinte. É uma mudança de mentalidade: saímos da “potência bruta” e entramos na “eficiência máxima”.
A Batalha contra a Vibração: Protegendo seu Braço
O inimigo número um do jogador senior é a vibração. É ela a causadora do famoso “tennis elbow” (epicondilite lateral). Quando você bate na bola fora do centro da raquete, o aro torce e vibra. Essa onda de choque sobe pelo cabo, passa pelo seu punho e explode no cotovelo. Repita isso 50 vezes por jogo e você terá uma lesão crônica.
Fabricantes gastam muito dinheiro em tecnologias para mitigar isso. Você ouvirá falar de “Kinetic System” (ProKennex), “Freeflex” ou “Fortyfive” (Wilson). São nomes comerciais para um conceito simples: criar materiais ou mecanismos dentro do aro que absorvam esse choque antes que ele chegue à sua mão. Raquetes com baixo índice de “RA” (Rigidez) são fundamentais. Um RA baixo significa que a raquete é mais flexível, ela “abraça” a bola e filtra a vibração.
Portanto, sua primeira prioridade ao escolher uma raquete nova não é a cor. É o nível de conforto. Você precisa de um filtro de vibração. Equipamentos modernos fazem isso de forma brilhante. Raquetes mais antigas, especialmente as de grafite puro e rígidas, são veneno para o cotovelo de um jogador experiente. Esqueça o equipamento que você usava nos anos 90; a tecnologia de conforto avançou demais.
A Busca pela Potência “Grátis” (Easy Power)
Vamos ser honestos: gerar a própria potência exige um movimento de pernas muito rápido, uma rotação de tronco explosiva e um swing longo. Com o passar do tempo, manter essa intensidade em todos os golpes fica difícil. É aqui que entra a “potência grátis”, ou easy power. Isso não é mágica, é física aplicada ao design da raquete.
Existem duas formas principais de uma raquete gerar potência para você. A primeira é o equilíbrio: raquetes com “peso na cabeça” (Head Heavy). A maior parte da massa está na ponta da raquete. Mesmo com um swing mais curto e lento, essa massa extra na cabeça impulsiona a bola com mais velocidade. A raquete faz o trabalho pesado por você.
A segunda forma é o tamanho da cabeça. Raquetes com área de superfície maior (Oversize, acima de 105 polegadas quadradas) têm um efeito de trampolim maior. As cordas são mais longas e flexionam mais no impacto, devolvendo mais energia para a bola. Você bate com menos esforço e a bola anda mais. A combinação de equilíbrio na cabeça e cabeça grande é a receita clássica para a potência fácil que o jogador senior tanto se beneficia.
O Tamanho do “Sweet Spot” (Área de Contato Ideal)
O “sweet spot” é a zona central das cordas onde você obtém a melhor combinação de potência, controle e conforto. Quando você acerta ali, a bola vai limpa, sem vibração. O problema é que em raquetes de competição (95 a 100 polegadas), essa área é pequena. Conforme o jogo avança e o cansaço bate, a tendência é acertar mais bolas fora do centro.
Para o jogador senior, uma raquete “Oversize” (de 105 a 115 polegadas) é uma bênção. A área de superfície maior expande drasticamente o tamanho do sweet spot. Isso significa que mesmo naqueles golpes ligeiramente atrasados ou na devolução de um saque rápido, a raquete perdoa o erro. A bola ainda sai com qualidade, e a vibração é muito menor.
Não veja a cabeça grande como algo para iniciantes. Veja como uma apólice de seguro. Ela garante que mais bolas suas passem da rede e fiquem fundas, mesmo quando sua técnica não está 100% calibrada no fim de uma partida longa. É sobre consistência. Uma cabeça maior oferece uma plataforma de impacto mais estável, especialmente crucial nos voleios e na defesa.
O Foco do Review: Wilson Clash 108 V2
Se eu tivesse que escolher uma raquete que define a engenharia moderna para conforto e potência controlada, seria a linha Clash da Wilson. E para o jogador senior, especificamente, a Wilson Clash 108 V2 é a ferramenta que eu mais recomendo para teste. Ela não é como as outras raquetes de cabeça grande.

A Wilson fez algo diferente aqui. Ela quebrou a regra de que raquetes de cabeça grande precisam ser super rígidas para terem estabilidade. A Clash 108 é, na verdade, uma das raquetes mais flexíveis do mercado (RA muito baixo). Isso significa conforto absurdo. A vibração simplesmente desaparece.
Mas o truque é que, apesar de ser flexível (o que geralmente tira potência), a Wilson usou um mapeamento de carbono especial (chamado “Fortyfive”) que permite à raquete dobrar de um jeito que gera potência e spin, mas sem torcer. É uma raquete que parece potente como uma “Oversize”, mas se sente macia como uma raquete de controle clássica. É o melhor dos dois mundos para quem precisa de ajuda do aro sem sacrificar a sensação.
Primeiras Impressões: O Design e a Sensação (Flexibilidade)
A primeira coisa que você nota ao pegar a Clash 108 é o peso. Com cerca de 280 gramas (sem corda), ela é leve e muito fácil de manusear. Para jogadores de dupla que precisam de reações rápidas na rede, ou para quem sente o ombro no saque, esse peso mais baixo é um alívio imediato. O equilíbrio dela é levemente voltado para a cabeça, mas não tanto a ponto de parecer um martelo; é o suficiente para dar estabilidade.
O acabamento em vermelho fosco é elegante e moderno. Mas a verdadeira mágica acontece quando você bate na bola. A sensação é única. A bola parece “afundar” na raquete, como se ficasse na corda um milissegundo a mais. Para quem cresceu com raquetes mais rígidas, a sensação inicial pode ser estranha, quase “murcha”. Mas depois de dez minutos, você percebe o que isso significa: controle.
Essa flexibilidade é o sistema anti-choque dela. Você pode errar o sweet spot e, ainda assim, o impacto no braço é mínimo. Para quem sofre ou tem medo de ter tennis elbow, essa raquete é uma mudança de vida. Ela filtra ativamente as vibrações ruins, deixando passar apenas a sensação da bola. É difícil voltar para uma raquete rígida depois de se acostumar com esse nível de conforto.
Em Quadra: O Voleio e o Fundo de Quadra
No fundo da quadra, a Clash 108 entrega a potência fácil que seu tamanho de cabeça (108 polegadas) promete. Com um swing médio, a bola viaja funda na quadra adversária sem esforço. Isso permite que você se concentre mais na tática e menos em “fazer força”. O padrão de cordas 16×19 ajuda a gerar spin (efeito) facilmente, fazendo a bola pular e tirar o adversário da zona de conforto.
Porém, é na rede que ela realmente brilha para o jogo senior. A cabeça grande (108) cria uma parede. É muito fácil bloquear saques e golpes rápidos. O peso leve (280g) torna a raquete incrivelmente rápida de manobrar nos voleios de reação. Você se sente mais confiante subindo para a rede sabendo que tem uma ferramenta tão permissiva e estável nas mãos.
O saque também se beneficia. O peso leve permite acelerar a cabeça da raquete mais rápido, e a cabeça grande oferece uma margem de erro maior no ponto de impacto. Você não vai sacar como o John Isner, mas vai sacar com mais consistência, menos esforço e, o mais importante, sem dor no ombro no final do dia.
Para Quem (E Para Quem Não É) Esta Raquete
Vamos ser claros: esta raquete é ideal para o jogador senior (ou intermediário) que busca a melhor combinação de conforto e potência fácil, sem abrir mão do controle. Se você é um jogador de duplas, essa raquete deve estar no topo da sua lista de testes. Se você tem histórico de lesões no braço, também. Ela perdoa seus erros e protege seu corpo.
No entanto, esta raquete não é para todos. Se você é um jogador que ainda tem um swing extremamente rápido e agressivo (estilo “Next Gen”) e baseia seu jogo em potência bruta gerada pelo corpo, você pode achar a Clash 108 “flexível demais”. Jogadores muito avançados podem sentir que a bola “voa” um pouco quando tentam bater com 110% de força.
Ela também não é a raquete mais barata do mercado. É um equipamento premium que usa tecnologia de ponta. Mas, como eu sempre digo aos meus alunos, o custo de uma boa raquete é muito menor do que o custo de uma fisioterapia para o cotovelo. Pense nela como um investimento na sua longevidade no esporte.

Os Concorrentes Diretos: Head Ti.S6 vs. ProKennex Q+15
A Clash 108 é fantástica, mas ela não está sozinha nessa categoria. Existem duas outras raquetes que disputam o título de “melhor amiga do senior”, mas com filosofias muito diferentes. Falo da Head Ti.S6 e da linha da ProKennex (como a Ki Q+15).
A Wilson Clash foca na flexibilidade para conforto. A ProKennex foca na absorção de massa (tecnologia Kinetic). E a Head Ti.S6 foca na potência bruta e leveza extrema, sendo uma opção de custo-benefício lendária.
Entender a diferença entre essas três é crucial para você achar a ferramenta certa. Se a Clash é o carro de luxo confortável, a Ti.S6 é o muscle car leve, e a ProKennex é o veículo com a melhor suspensão do mundo.
A Lenda do Custo-Benefício: Head Ti.S6
Você já deve ter visto essa raquete. A Head Ti.S6 está no mercado há décadas, e há uma razão para isso: ela funciona. É uma das raquetes mais leves (cerca de 225g sem corda) e mais “cabeçudas” (extremamente Head Heavy) que existem. Ela também tem uma cabeça gigante de 115 polegadas.
A física dela é simples: potência máxima com o mínimo de esforço do jogador. O peso na cabeça faz todo o trabalho. Se o seu swing ficou bem curto e lento, esta raquete é um canhão. Ela devolve a bola com velocidade, mesmo em golpes defensivos. Para jogadores que estão perdendo força no braço, a Ti.S6 é muitas vezes a solução que os mantém no jogo.
O lado negativo é o conforto e o controle. Por ser tão leve e rígida (para gerar a potência), ela vibra muito mais que a Clash ou a ProKennex. O feeling é “seco” e “metálico”. Você ganha potência, mas sacrifica a sensação de bola e a proteção ao braço. É uma troca. Para quem não tem problemas de cotovelo e só quer que a bola ande, é uma opção imbatível pelo preço.
A Engenharia Anti-Lesão: ProKennex Ki Q+15
A ProKennex é uma marca menos “famosa”, mas entre os professores e fisioterapeutas, ela é reverenciada. Eles não gastam milhões em marketing com os grandes jogadores; eles gastam em engenharia anti-lesão. A tecnologia “Kinetic” deles (agora “Q+”) é genial e comprovada.
Funciona assim: a raquete tem pequenas câmaras no aro (geralmente nas posições 10, 2, 4 e 8 horas) cheias de micro-esferas (como areia de metal). Quando você prepara o golpe, essas esferas vão para a parte de trás do aro. No impacto, a raquete desacelera, mas as esferas continuam se movendo para frente, colidindo com a parede da câmara. Essa colisão transfere massa extra para a bola (mais potência) e, o mais importante, anula a vibração de choque.
O resultado é a raquete mais confortável do planeta. Ponto. A sensação é de um “soco” sólido e amortecido. O modelo Q+15 (285g, 105 polegadas) é um concorrente direto da Clash 108. Ele pode não ser tão flexível quanto a Clash, mas o sistema Kinetic é superior em matar a vibração de alta frequência. Se o seu cotovelo está “no limite”, a ProKennex não é uma opção, é uma prescrição médica.
Quadro Comparativo: Clash vs. Ti.S6 vs. Q+15
Para facilitar sua visualização, preparei um quadro rápido. Pense nisso como a “ficha técnica” antes do seu test drive.
| Característica | Wilson Clash 108 V2 | Head Ti.S6 | ProKennex Ki Q+15 (285g) |
| Cabeça (sq in) | 108 | 115 | 105 |
| Peso (s/ corda) | 280g | 225g | 285g |
| Equilíbrio | Levemente Head Heavy | Extremamente Head Heavy | Levemente Head Heavy |
| Rigidez (RA) | Muito Baixa (Flexível) | Alta (Rígida) | Média-Baixa |
| Foco Principal | Conforto Flexível + Controle | Potência Máxima (Grátis) | Absorção de Choque (Saúde) |
| Melhor Para | Duplistas e jogadores com swing médio que buscam feeling. | Jogadores com swing curto/lento que precisam de ajuda na potência. | Jogadores com dor crônica no braço (tennis elbow). |
| Sensação | Macia, “afunda” a bola | Seca, “explosiva”, metálica | Sólida, amortecida, “morta” (no bom sentido) |
O “Setup” Completo: Maximizando a Raquete Senior
Ótimo, você está quase pronto para escolher a raquete. Mas escute o professor aqui: a raquete é apenas 50% da equação. Você pode comprar a melhor raquete do mundo, mas se você errar no “setup” (corda e tensão), você joga todo o investimento no lixo.
Muitos jogadores gastam uma fortuna no aro e depois colocam a corda mais barata ou a tensão errada. Para o jogador senior, a corda e a tensão são mais importantes que o aro para a saúde do braço. Você precisa de um sistema que trabalhe em conjunto.
Seu foco deve ser em duas palavras: absorção e elasticidade. Você quer que o conjunto (corda + raquete) absorva o máximo de impacto e devolva o máximo de energia para a bola. Isso significa usar cordas macias e tensões baixas.
Cordas: Por que Multifilamento é Mandatório
Esqueça o que você vê os profissionais usando na TV. Eles usam “arame farpado” (poliéster) porque arrebentam cordas a cada 9 games e precisam de controle extremo para os swings absurdamente rápidos deles. Se você, jogador senior, usar uma corda de poliéster, você pode marcar a cirurgia do cotovelo. É um material morto, rígido, que transmite toda a vibração direto para o seu braço.
Para você, a escolha é o multifilamento. Pense no multifilamento como centenas de pequenas fibras trançadas juntas, como uma corda de navio, e envoltas por uma camada de resina. Elas são projetadas para imitar a sensação da tripa natural (a corda mais confortável e cara que existe).
O multifilamento é macio, elástico e absorve muito bem o choque. Ele segura a bola na raquete por mais tempo, dando mais potência e muito mais conforto. Cordas como a Wilson NXT, a Tecnifibre X-One Biphase ou a Head Velocity MLT são exemplos perfeitos. Elas custam um pouco mais que um sintético básico, mas o benefício para o braço é incalculável.
Tensão: A Regra das 50 Libras (ou Menos)
Aqui é onde eu vejo o maior erro. Alunos chegam com raquetes novas e pedem 58, 60 libras de tensão. Eles acham que “corda apertada” significa controle. Em raquetes modernas e para o jogo senior, isso está completamente errado. Tensão alta = corda dura. Cimento.
Quanto mais baixa a tensão, mais a corda estica (efeito trampolim). Isso significa: mais potência “grátis” e um sweet spot maior. O impacto também fica muito mais macio, pois a corda absorve a energia em vez de refletir de volta para o seu braço.
Para jogadores seniors usando uma raquete confortável (como a Clash ou a ProKennex) e uma corda multifilamento, minha recomendação é começar com 48 a 50 libras no máximo. Se você sentir que a bola está “voando” demais (o que duvido com seu controle), aumente 2 libras. Se você quer ainda mais conforto e potência, baixe para 45 libras. Você ficará chocado com a facilidade de jogar.
Ajustando o Grip para Conforto Máximo
O último detalhe é o cabo. Se o grip (a empunhadura) for muito fino para sua mão, você terá que apertar a raquete com muita força durante o jogo. Esse “aperto” constante é o que tensiona os músculos do antebraço e, adivinhe, causa o tennis elbow.
O tamanho do grip deve ser confortável. Você deve conseguir segurar a raquete com firmeza, mas sem “estrangulá-la”. Além do tamanho correto, use sempre um bom overgrip. Um overgrip macio e com boa aderência (como os da Wilson Pro ou Tourna) ajuda a absorver o suor e as vibrações residuais que passam pelo cabo.
Troque o overgrip regularmente. Assim que ele ficar liso e duro, ele perde a capacidade de absorção e força você a apertar mais. É um ajuste barato que tem um impacto direto na saúde do seu braço e na firmeza dos seus golpes.
Erros Clássicos na Troca do Equipamento
Para fechar nossa conversa, quero alertar sobre as armadilhas. Eu vejo isso toda semana na quadra. Jogadores experientes, inteligentes, mas que cometem erros básicos ao escolher o equipamento por ego ou desinformação.
O primeiro erro é achar que a tecnologia é só marketing. Não é. Uma raquete de 2024 é fundamentalmente mais confortável e eficiente que uma de 2004. A engenharia de materiais avançou. Aceite a ajuda que a tecnologia oferece.
O segundo erro é a teimosia. “Ah, mas eu sempre joguei com raquete pesada”. Certo, mas seu corpo de 30 anos não é o mesmo de 60. O equipamento precisa evoluir junto com seu físico e seu estilo de jogo. Não lute contra a física.
O Perigo de Copiar os Profissionais da TV
Esse é o pior de todos. O aluno vê o Nadal, o Djokovic ou o Sinner e diz: “Eu quero a raquete daquele cara”. Isso é um desastre. A raquete que você compra na loja com o nome “Babolat Pure Aero” é uma versão comercial. A raquete que o profissional realmente usa é uma ferramenta customizada, pesando muito mais (perto de 400g) e com uma rigidez absurda.
Essas raquetes (Pro Staff, Aero, Speed) são feitas para atletas de 25 anos no auge físico, que treinam 8 horas por dia e têm swings que geram velocidade de bola de 160 km/h. Elas são o oposto do que você precisa. Elas exigem que você gere toda a potência.
Usar uma raquete “Pro” sendo um jogador senior é como tentar ir ao supermercado com um carro de Fórmula 1. É a ferramenta errada, para o piloto errado, na situação errada. Vai te machucar e seu jogo vai piorar.
O Mito de que “Raquete Leve Não Tem Controle”
Muitos jogadores antigos associam “peso” com “controle” e “estabilidade”. Isso era verdade nos anos 80, com raquetes de madeira ou grafite antigo. O peso era a única forma de impedir a raquete de torcer no impacto.
A tecnologia moderna mudou esse jogo. Materiais como o grafeno (Head), o Kinetic (ProKennex) ou o mapeamento de carbono (Wilson) criam estabilidade sem precisar de massa. A Clash 108, com 280g, é mais estável e confortável do que muitas raquetes de 320g de 15 anos atrás.
Não tenha medo de raquetes leves (abaixo de 290g). Elas permitem que você acelere a cabeça da raquete mais rápido (gerando spin e potência) e cansam menos o seu braço. O controle hoje vem da estabilidade torsional do aro e do padrão de cordas, não apenas do peso bruto.
Quando Saber que sua Raquete “Morreu”
A última lição. Raquetes não duram para sempre. O grafite e os materiais compostos têm uma vida útil. Com o tempo (anos de jogo, trocas de corda, batidas no chão), o material entra em fadiga. Ele perde a rigidez original, fica “morto”, vibra mais e perde potência.
Se sua raquete tem mais de 5 ou 6 anos e você joga regularmente, é provável que ela já não esteja entregando o desempenho que deveria. Você se acostuma com a vibração e a falta de potência, e acha que o problema é o seu braço. Muitas vezes, o problema é a ferramenta que já passou do prazo de validade.
O tênis é um esporte para a vida toda. Para aproveitá-lo, você precisa da ferramenta certa. Faça um favor a si mesmo: vá a uma loja especializada, pegue uma Clash 108, uma ProKennex Q+15 e até a Ti.S6 para teste. Coloque um multifilamento novo com 48 libras. Eu garanto que você vai redescobrir a facilidade e o prazer de bater na bola.

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
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