E aí, campeão! Tudo pronto para a nossa sessão de review? Sabe, quando a gente começa no beach tennis, a escolha da raquete é como a escolha da primeira tática de jogo: tem que ser inteligente, funcional e te dar confiança para ir para a rede.
Hoje, vamos desempacotar e analisar a fundo a Raquete Beach Tennis Shark Tour. Você já deve ter visto ela por aí, nas mãos de quem está dando seus primeiros passos ou de quem joga casualmente. Minha missão, como seu professor, é te mostrar o porquê essa raquete se tornou a “queridinha” da transição e como você pode extrair o máximo dela. Esquece aquela conversa de vendedor; aqui a gente fala de performance de quadra, de feel e de resultado. Vamos lá, pega sua água e presta atenção no que o professor tem a dizer.
1. As Especificações Técnicas: O DNA da Shark Tour
Para começar qualquer análise de equipamento, você precisa entender o que está nas suas mãos. Chamo isso de “Anatomia da Raquete”. A Shark, uma marca que você sabe que domina o nosso esporte, construiu a Tour com uma filosofia clara: facilitar a vida do aluno. Ela é um ace de conforto e facilidade.
1.1. Composição e Material Principal: Fibra de Vidro e o Toque “Soft”
Olha, você já deve ter ouvido falar que raquetes de carbono são para pros, e de fibra de vidro são para iniciantes, certo? Esquece essa regra. A realidade é que a fibra de vidro da Shark Tour não é um sinal de fraqueza; é uma escolha tática da engenharia.
Quando você usa fibra de vidro, a raquete automaticamente ganha mais flexibilidade e elasticidade. Pensa no seguinte: em vez de ser uma parede dura que rebate a bola, ela funciona mais como um mini-trampolim. Isso significa que a raquete faz mais trabalho por você, transferindo energia para a bola com menos esforço do seu braço. É por isso que muitos alunos que não têm a técnica totalmente desenvolvida se dão bem com ela. Ela é permissiva.
No coração dessa raquete, temos o EVA Soft. Esse é um detalhe crucial. O EVA Soft é de baixa densidade, o que se traduz em um toque macio na hora do contato. É como ter um amortecedor de alta performance. O objetivo aqui é triplo: absorver o impacto para proteger suas articulações, gerar um conforto enorme e, o mais importante, dar aquele tempo extra de contato com a bola, o que te ajuda a direcionar melhor o golpe. Lembre-se, um soft touch não é só para conforto, é para controle.

1.2. Peso, Espessura e Balanço: O Equilíbrio Ideal para o Controle
Quando eu te peço para sentir o peso e o balanço de uma raquete, não é frescura. Isso define sua manobrabilidade na rede. A Tour geralmente fica ali entre 320g e 330g, com uma espessura de 22 mm.
Um peso mais leve, como o dela, é uma vantagem tática enorme, especialmente em ralis mais longos e trocas rápidas na rede. Seu braço cansa menos, e você consegue reagir mais rápido àquele smash que vem rasgando.
O balanço é tipicamente equilibrado ou levemente deslocado para a cabeça, o que te dá um pouco mais de inércia e potência na hora de acelerar a bola, mesmo sendo uma raquete de fibra de vidro. Pensa assim: é um carro leve, fácil de dirigir, mas que tem um motorzinho esperto na frente para te ajudar nas subidas. Isso facilita o aprendizado do voleio mais agressivo e da bandeija simples.
1.3. Furação e Tratamento: Gerando Efeitos com Microgrânulos
Outro ponto que o pessoal mais novo adora é a capacidade de gerar efeito (o famoso spin). A Shark Tour vem com um padrão de furação estratégico, geralmente com 24 furos, e o que eles chamam de tratamento microgrânulos na superfície.
Essa textura áspera não está ali por estética. Ela é a sua aliada para morder a bola. Quando você raspa a raquete na bola para fazer um slice ou um topspin, os microgrânulos agarram a superfície da bola e a fazem girar mais intensamente.
O Insight Prático: Quer fazer aquela bola curta que morre logo depois da rede? Use o tratamento a seu favor. Tente esfregar a bola, em vez de apenas bater nela. Isso cria uma trajetória imprevisível para o seu adversário e te dá um ponto de graça. Na rede, é a diferença entre um voleio normal e um voleio que pinga e não volta.

2. Desempenho em Quadra: Conforto e Controle na Troca de Bola
Tudo o que vimos em termos de material e números se traduz em uma coisa: como essa raquete se comporta no nosso campo de batalha, a areia. E aqui, a Tour mostra para que veio, focando em um jogo de consistência e segurança.
2.1. O Conforto do EVA Soft: Proteção e Absorção de Impacto
A maior benção do EVA Soft é a absorção de vibração. Jogadores iniciantes e intermediários, muitas vezes, não acertam a bola no sweet spot (o ponto doce da raquete) o tempo todo. Isso gera vibrações que podem ir direto para o cotovelo e ombro. A Tour, com seu núcleo macio, age como um escudo.
Eu te digo, aluno, o conforto é o que te mantém na quadra. Se a raquete machuca ou vibra demais, você não consegue treinar por tempo suficiente para evoluir. A Shark Tour te dá o feel de que você está batendo uma bola macia, mesmo quando a bola vem pesada do outro lado da rede. Isso te dá confiança para arriscar a próxima jogada.

É um insight simples, mas poderoso: uma raquete confortável te permite fazer mais repetições, e mais repetições é igual a evolução mais rápida.
2.2. A Resposta nos Golpes Defensivos: O Slice e o Voleio na Rede
Se você está na fase de aprimorar a defesa e a construção de pontos, a Tour é uma mestre.
No fundo da quadra, o slice (a batida por baixo, com giro) é facilitado pela fibra de vidro. A raquete “segura” a bola por um instante a mais, permitindo que você controle a profundidade do seu golpe. Você consegue mandar a bola lá no fundo, obrigando o adversário a se mover e a subir desorganizado.
Na rede, a agilidade do peso leve é a chave. Nos voleios rápidos, você não sente o peso extra, e a raquete se move como uma extensão do seu braço. Lembre-se, o voleio é 80% posicionamento e 20% ação. A Tour garante que você chegue na bola na hora certa, e o EVA Soft te ajuda a amortecer aquela bola rápida, devolvendo-a com precisão. Em vez de sacar a bola para fora da quadra, você consegue colocá-la. É um jogo de paciência tática.
2.3. Potência vs. Precisão: O Que Esperar do Smash
Aqui é onde a gente tem que ser brutalmente honesto. A Shark Tour não é uma raquete de potência pura, como um foguete de carbono 18K. Ela é uma raquete de potência assistida.
Você não vai ter a saída de bola explosiva de um material mais rígido, mas você terá muito mais margem de erro na hora de fechar o ponto. O smash com a Tour exige um pouco mais de aceleração própria do seu braço (o que é ótimo para desenvolver sua técnica).
No entanto, a flexibilidade da fibra de vidro, combinada com o balanço levemente na cabeça, ainda te dá um punch decente.
Ação Prática: Se você usa a Shark Tour, seu smash deve focar na colocação e no efeito. Não tente matar a bola com força bruta; tente direcionar ela para a linha, usando o tratamento microgrânulos para fazer ela “cair” de repente. A precisão dela vai te ajudar a acertar as laterais da quadra, tornando a bola inalcançável, mesmo sem a força de um pro.
3. Comparativo Tático: Shark Tour vs. Os Outros Jogadores da Categoria
No beach tennis, cada raquete é um “tipo de jogador”. Para entender onde a Tour se encaixa, vamos colocá-la lado a lado com alguns de seus “colegas de time” da Shark, e com uma raquete mais avançada, para você ter uma visão completa. Pense neste quadro como o resumo tático da nossa análise.
| Característica | Shark Tour (A Paciente) | Shark Hammer (A Forte) | Raquetes Carbono 3K/12K (A Agressiva) |
| Material Principal da Face | Fibra de Vidro (Fiberglass) | Carbono + Fibra de Vidro (Híbrido) | Carbono de Alta Densidade (3K, 12K, etc.) |
| Núcleo (EVA) | EVA Soft (Baixa Densidade) | EVA Soft/Medium | EVA Hard (Alta Densidade/Rígido) |
| Foco de Jogo | Controle, Conforto e Evolução | Potência e Versatilidade | Potência Bruta e Precisão Rígida |
| Vibração / Conforto | Muito Baixa (Excelente para articulações) | Média/Baixa | Média/Alta (Depende da espessura) |
| Potência Gerada | Média/Assistida (Mais push da raquete) | Média/Alta | Alta/Explosiva (Exige mais do braço) |
| Nível Ideal | Iniciante a Intermediário (Evolução) | Intermediário a Avançado | Avançado e Profissional |
Você pode ver no quadro que a Shark Tour é a que tem o maior foco em conforto e menor rigidez. Se o seu objetivo é jogar por horas sem dor e aprender o controle da bola, ela é a sua escolha. Os outros modelos exigem mais técnica e mais força do seu corpo.
4. Quem Deve Usar a Shark Tour? O Perfil do Atleta Ideal
Essa é a pergunta de um milhão de dólares, e a resposta é bem pessoal. Uma raquete é como um par de tênis: tem que servir perfeitamente.
4.1. Do Iniciante ao Intermediário em Evolução: A Curva de Aprendizado
Se você está começando a frequentar as quadras, ou se já joga há um tempo mas sente que o seu game não decola, a Tour é para você.
O Insight: Uma raquete que te dá confiança para acertar a bola é mais valiosa do que uma que te dá potência para errar a bola.
A Tour te proporciona um grande sweet spot (ponto doce), ou seja, a área onde a batida é perfeita é maior. Isso significa que mesmo que você não acerte o centro da raquete, a bola ainda vai sair com qualidade. Isso é crucial na fase de aprendizado, pois minimiza a frustração e permite que você se concentre na mecânica do movimento, e não apenas em acertar a raquete na bola. Muitos dos meus alunos fazem essa transição suave e só pensam em ir para o carbono quando já estão dominando o jogo defensivo e de rede.
4.2. O Jogador que Busca Feel e Proteção Articular
Existe uma categoria de jogadores, inclusive alguns mais velhos ou aqueles que já têm histórico de lesões (cotovelo de tenista, por exemplo), que priorizam o conforto extremo. Para eles, a Tour é quase uma prescrição médica.
O EVA Soft e a fibra de vidro trabalham juntos para filtrar as vibrações ruins. Se você joga frequentemente, três ou quatro vezes por semana, a sua prioridade deve ser a longevidade no esporte. Não arrisque sua saúde por alguns miles a mais no smash. A sensação macia da Tour te permite sentir a bola por mais tempo, o famoso feel, o que é excelente para dropshots e curtinhas. Você tem a sensação de abraçar a bola com a raquete, e não apenas de repelir. Isso é luxo no beach tennis.

4.3. O Fator Custo-Benefício: O Melhor Investimento para a Sua Areia
No final das contas, temos que falar de investimento. No nosso esporte, nem sempre o mais caro é o melhor para você.
A Shark Tour geralmente se posiciona como uma das raquetes de fibra de vidro de melhor custo-benefício do mercado. Ela não é a mais barata, mas a qualidade da construção e a tecnologia EVA Soft (que muitas raquetes baratas não têm) fazem com que ela dure mais e entregue um desempenho consistentemente alto na sua categoria.
Se você está pensando em comprar sua primeira raquete ou em fazer um upgrade de uma raquete básica, a Tour é o salto de qualidade que você precisa sem ter que hipotecar o carro. É um investimento inteligente que vai te acompanhar por um bom tempo na sua jornada de evolução.
5. Dicas do Professor: Maximizando o Rendimento da Sua Tour
Equipamento é apenas metade da equação; a outra metade é o atleta. Como professor, vejo muitos alunos que não exploram o potencial total do seu material. Vamos falar sobre como você pode transformar a sua Shark Tour na sua arma secreta.
5.1. A Escolha do Grip e Overgrip: O Toque Pessoal na Raquete
A raquete sai de fábrica com um grip padrão, mas o seu ponto de contato é o mais importante. O grip é a sua “mão” na raquete.
- Aumente a Espessura: Se você tem mãos maiores ou quer um feel mais macio, adicione um ou dois overgrips. Isso não só melhora o conforto, mas também te ajuda a soltar a mão na batida, evitando aquela pegada de “martelo”.
- Troca Constante: O overgrip suado escorrega e te faz apertar a raquete, o que gera tensão e, ironicamente, diminui a sua força. Troque-o regularmente! Um overgrip novo é igual a um feel de raquete nova, e custa muito pouco.
- Escolha de Cor/Material: Existem overgrips mais aderentes (pegajosos) e outros mais secos. Teste. Ache o que te dá mais segurança na hora do smash e do saque.
Lembre-se: um grip perfeito te dá a confiança para relaxar o antebraço e usar a aceleração correta, o famoso chicote do braço.

5.2. Trabalhando a Fita de Proteção: Cuidado com o “Frame”
A Tour é uma raquete de perfil 22 mm e, como qualquer raquete, o frame (a borda) é vulnerável a batidas na areia.
Eu recomendo fortemente que você use fita de proteção (o famoso bumper tape). A areia é abrasiva e um simples arranhão mais profundo na borda pode enfraquecer a raquete a longo prazo.
Dica Extra: Se você costuma bater o topo da raquete na areia (muito comum em smashes altos), coloque mais de uma camada de fita no topo. Isso te protege e, de quebra, adiciona um pouco de peso na cabeça, o que pode te dar um plus de potência. Cuidar do seu equipamento é como cuidar do seu corpo; é prevenção de lesões e de prejuízos.
5.3. Treinos Específicos para a Raquete: Onde Focar o Seu Jogo
Se a sua raquete brilha no controle e no efeito, por que não focar seus treinos nisso?
- Treino de Direcionamento: Use cones e viseiras e treine 90% do seu tempo na colocação da bola (curta, fundo, lateral). Não se preocupe com a força. A Tour vai te ajudar a sentir onde a bola vai cair.
- Treino de Slice e Topspin: O tratamento de microgrânulos é um presente. Treine o slice (raspar por baixo) para fazer a bola morrer e o topspin (raspar por cima) para forçar o erro do adversário. A flexibilidade da raquete te dará tempo para executar o movimento completo.
- Treino de Voleio Rápido: Devido ao peso leve, você pode treinar voleios rápidos e sucessivos na rede. Peça para o seu parceiro mandar bolas rápidas e tente só amortecer e direcionar a bola. A Tour é uma mestre na defesa rápida e na troca de bola.
Aproveite as vantagens naturais da sua raquete e você vai ver seu nível de jogo subir como um balão.
6. Veredito Final: Vale a Pena Adicionar a Shark Tour ao Seu Game?
Sem frases de encerramento vazias, vamos direto ao ponto:
A Raquete Beach Tennis Shark Tour é uma das escolhas mais sensatas e inteligentes que um jogador iniciante ou intermediário focado em evolução pode fazer.
Ela é um equipamento que te ensina a jogar. Te força a desenvolver uma mecânica limpa no smash (já que não depende da rigidez do carbono) e te premia com um controle de bola e um conforto que são inigualáveis na sua faixa. É a raquete que te mantém na quadra por mais tempo, com mais saúde e com mais consistência.
Se você está buscando controle, conforto, proteção articular e uma excelente porta de entrada para o mundo do beach tennis, a Shark Tour está mais do que aprovada. É um grande ponto para a sua evolução no esporte. Coloca ela na sacola e vamos para a areia!
Espero que esta análise detalhada, feita com a visão de um professor que se preocupa com o seu jogo e a sua saúde, tenha sido útil.

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
ExperiênciaExperiência
Professor tênis – Professor tênis Professor tênis Instituto Próxima Geração. IPG · Tempo integral – Instituto Próxima Geração. IPG · Tempo integralmar de 2024 – o momento · 1 ano 2 meses De mar de 2024 até o momento · 1 ano 2 meses Monte Mor, São Paulo, Brasil · Presencial Monte Mor, São Paulo, Brasil · Presencial
Desenvolvimento de liderança e Tecnologias educacionais
Instrutor de tênis Instrutor de tênis Instrutor de tênis Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude Louveira · Meio período Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude Louveira · Meio período fev de 2017 – o momento · 8 anos 3 meses De fev de 2017 até o momento · 8 anos 3 meses Louveira, São Paulo, Brazil