Fala, tenista! Vamos conversar sério hoje. Você passa horas em quadra aprimorando o topspin, ajusta a tensão das cordas da raquete com precisão cirúrgica e estuda táticas para vencer aquele adversário chato que só dá “balão”. Mas e os seus pés? Já parou para olhar para baixo? Muita gente esquece que o tênis é um esporte que se joga de baixo para cima. Se a base não estiver sólida, o golpe não sai.
Como treinador, vejo isso todos os dias. O aluno chega reclamando que o backhand está saindo atrasado ou que está sentindo dores estranhas no joelho, e a culpa quase sempre recai sobre a técnica ou o condicionamento físico. Mas, muitas vezes, o “sabotador” silencioso são aquelas sapatilhas (ou tênis, como preferir chamar) que já deveriam ter sido aposentadas há meses. O equipamento é a sua conexão com o solo; se essa conexão falha, tudo o que você construiu acima dela desmorona.
Neste artigo, vamos dissecar os sinais claros de que o seu calçado está jogando contra você. Não vamos falar de estética ou de sapatilhas sujas de saibro — isso é sinal de batalha! Vamos falar de estrutura, física e biomecânica. Pegue sua sapatilha, coloque-a sobre a mesa e vamos fazer essa análise juntos, como se estivéssemos no vestiário antes de uma final.
5 Sinais claros de que as suas sapatilhas estão a prejudicar o seu jogo
1. O “Efeito Pista de Gelo”: Perda de Tração e o Adeus ao “Squeak”
Você sabe do que estou falando. Aquele barulho característico de squeak em quadra rápida é música para os nossos ouvidos. É o som da borracha mordendo o concreto, garantindo que você pode frear bruscamente e explodir para o outro lado. Quando esse som desaparece, ou pior, quando você sente que está patinando em momentos decisivos, temos um problema grave.
A perda de tração é o primeiro e mais perigoso sinal de desgaste. No tênis, a confiança na movimentação é tudo. Se o seu cérebro, mesmo que inconscientemente, perceber que o pé vai escorregar se você forçar uma freada brusca, ele envia um comando para os seus músculos: “vá devagar”. O resultado? Você chega meio segundo atrasado na bola. E no nosso esporte, meio segundo é a diferença entre um winner na paralela e uma bola na rede.
O sumiço das ranhuras e o solado “careca”
Olhe para a sola da sua sapatilha agora. As ranhuras (aqueles desenhos na borracha) servem para escoar a poeira e criar atrito. Se você joga em quadra rápida (hard court), é comum que a região do dedão ou do calcanhar fique lisa primeiro. Se essa área estiver lisa como um pneu de Fórmula 1, você perdeu a capacidade de frenagem. Em quadras de saibro (clay), o padrão espinha de peixe é vital. Se ele estiver gasto, você não consegue controlar o deslize. Você escorrega demais e não consegue voltar para o centro da quadra a tempo.
A insegurança no Split Step
O split step é aquele pequeno salto que fazemos antes de o adversário bater na bola. É o momento de maior explosão muscular. Se a sua sapatilha não tem tração, a energia que você gera nas panturrilhas para explodir em direção à bola se perde no deslizamento do pé. É física pura: ação e reação. Se o chão não “devolve” a força porque o pé escorregou milímetros, você perde potência na arrancada. Se você sente que está “pesado” em quadra, verifique a sola antes de culpar sua preparação física.
O risco invisível das micro-escorregadas
Às vezes o escorregão não é aquele tombo cinematográfico. São as “micro-escorregadas”. O pé cede um pouquinho a cada apoio. Isso força seus adutores e a virilha a trabalharem o dobro para manter o equilíbrio. No final de um set longo, suas pernas estarão muito mais cansadas do que o normal. Se você termina o jogo com a virilha “gritando” sem motivo aparente, suas sapatilhas podem ter virado patins.
2. O Amortecimento “Morto”: Quando a Entressola Vira Pedra
Este é o sinal mais traiçoeiro porque nem sempre é visível. A parte externa do tênis pode estar linda, limpa e sem rasgos, mas a “alma” do calçado — a entressola de EVA ou espuma tecnológica — pode estar morta. O amortecimento tem uma vida útil medida em horas de impacto, não apenas em aparência.
Quando você saca e aterrissa em quadra, o impacto pode chegar a 3 ou 4 vezes o seu peso corporal. A função da entressola é absorver essa energia e dissipá-la. Quando a espuma está velha, ela perde a capacidade elástica. Ela se comprime e não volta mais ao estado original. É o que chamamos de bottoming out.
O teste da dor pós-jogo
Você costumava jogar duas horas e sair novo. Agora, joga uma hora e sente os joelhos latejarem ou a lombar travada? Isso não é necessariamente velhice, meu amigo. É falta de absorção de impacto. Quando a espuma “morre”, a onda de choque que deveria ser absorvida pelo tênis sobe direto pela sua tíbia, passa pelo joelho e vai parar na sua coluna. Se as suas articulações doem mais que seus músculos, troque o calçado imediatamente.
A perda da responsividade e impulsão
Sapatilhas novas dão uma sensação de “mola”. Você pisa e sente que o chão te empurra de volta. Sapatilhas com entressola vencida parecem “secas”. A pisada é dura, o som é mais “oco” ao bater no chão. Isso afeta seu jogo de rede, seus smashes e qualquer movimento que exija salto. Sem esse retorno de energia, você gasta mais combustível metabólico para fazer o mesmo movimento.
As rugas na entressola (O sinal visual)
Embora a sensação seja o melhor indicador, existe um sinal visual. Olhe para a parte lateral da sola (a parte branca ou colorida de espuma, não a borracha de baixo). Se ela estiver cheia de rugas profundas e permanentes, como se estivesse “amassada” mesmo quando o tênis está fora do pé, significa que a estrutura colapsou. Aquela espuma já deu o que tinha que dar. Ela está compactada e não vai mais proteger seu esqueleto.
3. A Instabilidade Lateral: O Pé “Dançando” Dentro do Calçado
Tênis não é corrida. Na corrida, o movimento é linear: calcanhar, ponta, frente. No tênis, o movimento é lateral, diagonal, brusco e violento. Precisamos de contenção. O cabedal (a parte de cima do tecido) precisa segurar seu pé sobre a plataforma da sola. Quando esse material cede, seu jogo fica instável.
Você já sentiu que, numa freada forte para pegar uma bola aberta na direita, seu pé continuou indo para o lado e a sapatilha ficou parada? Isso é terrível. Além de perder tempo para se recuperar, você está a um passo de uma torção de tornozelo.
O colapso do contraforte (A parte de trás)
O contraforte é aquela parte dura que envolve seu calcanhar. Ele é o piloto automático da estabilidade. Se você consegue apertar a parte de trás do calcanhar do seu tênis e ela dobra como papel, você está sem proteção. Em uma troca de direção brusca, se o calcanhar não estiver travado, seu tornozelo fica vulnerável. Faça o teste: pegue o tênis e aperte o calcanhar com o polegar. Ele deve oferecer resistência sólida. Se afundar fácil, lixo.
O tecido laceado e a falta de “Lockdown”
Com o tempo, o suor e a força mecânica fazem o tecido do cabedal ceder. Você aperta o cadarço ao máximo, mas ainda sente o pé sambando lá dentro. Isso causa dois problemas: primeiro, as bolhas, causadas pelo atrito do pé roçando no tecido solto. Segundo, a falta de confiança. Se o pé não está firme, você não se apoia com convicção para bater na bola. O resultado é um golpe sem peso, apenas com o braço, porque suas pernas não puderam transferir a força do chão.
O risco do “Rollover” (Virada de pé)
Quando a estrutura lateral do tênis está frouxa, existe o risco de, numa freada, o seu pé deslizar para fora da base da sola. Isso é a receita clássica para romper ligamentos do tornozelo. Uma sapatilha de tênis boa tem uma “gaiola” ou reforços laterais justamente para evitar isso. Se esses reforços estiverem rasgados ou moles, você está jogando roleta russa com seus ligamentos a cada set.
4. O Desgaste Irregular: O Mapa da Sua Biomecânica
As suas sapatilhas contam uma história. O modo como elas se desgastam revela se você está pisando certo ou se está compensando algum desequilíbrio muscular. Um desgaste excessivamente irregular não apenas prejudica o jogo atual, mas pode indicar que você precisa de palmilhas ortopédicas ou de um trabalho de fortalecimento específico.
Ignorar um padrão de desgaste estranho é pedir para ter uma lesão por esforço repetitivo. O tênis já é um esporte assimétrico por natureza (você usa mais um lado do corpo que o outro), e um calçado gasto de forma errada acentua essa assimetria.
Supinação e o perigo da borda externa
Olhe seus tênis. A parte de fora do calcanhar e a borda externa dianteira estão completamente comidas, enquanto a parte interna está nova? Você provavelmente é um supinador ou está entrando nas bolas com a base muito fechada. Quando o tênis gasta muito do lado de fora, ele passa a te “jogar” para fora a cada pisada. Isso aumenta a chance de entorse por inversão (virar o pé para fora). Você perde a base de apoio para bater a bola cruzada.
O “buraco do dedão” e o arrasto
Se você tem um buraco na parte superior do dedão ou na parte interna da biqueira, você é um “arrastador”. Isso é comum no saque ou em slices defensivos. Sapatilhas de tênis específicas têm reforços ali. Se você furou essa proteção e já está gastando a meia ou a pele, a estrutura frontal do tênis está comprometida. Isso afeta sua frenagem anterior. Além disso, expõe seus dedos a lesões por atrito direto com a quadra (a famosa “unha preta” ou ralados dolorosos).
Desnível entre os pares
Coloque o pé direito e o esquerdo lado a lado em uma mesa plana e olhe-os por trás, na altura dos olhos. Um está mais torto que o outro? Um calcanhar está mais inclinado para dentro? Se houver uma diferença visível na inclinação, sua bacia pode estar desalinhada durante o jogo por causa do calçado. Isso causa dores no quadril e encurta seu alcance de passada, pois uma perna “fica” mais curta funcionalmente que a outra.
5. Dores Inexplicáveis e a “Canelite” Fantasma
Às vezes, o sinal não está no tênis, mas em você. O corpo humano é uma máquina adaptável, mas tem limites. Quando o equipamento falha, o corpo tenta compensar. Essa compensação gera sobrecargas em tecidos que não foram feitos para aguentar tanto tranco.
Se você mudou seu treino, está jogando a mesma quantidade de horas, mas começou a sentir dores que não sentia antes, olhe para os pés. Não corra para o médico ou fisioterapeuta antes de verificar a validade do seu calçado. É muito mais barato trocar o tênis do que tratar uma periostite (canelite).
A Canelite (Shin Splints)
Essa dor aguda na frente da canela é clássica de corredores e tenistas com calçados vencidos. Quando a sapatilha perde a capacidade de absorver o choque inicial do calcanhar, o músculo tibial anterior vibra excessivamente e inflama. É uma dor chata que te impede de correr atrás das bolas curtas (drop shots). Se você sente a canela queimando no aquecimento, é um sinal vermelho.
Fascite Plantar
A sola do tênis tem uma estrutura chamada “shank” (uma placa rígida no meio) que dá suporte ao arco do pé. Com o tempo, essa placa pode quebrar ou a espuma ao redor cede, fazendo o tênis dobrar onde não deveria. Isso estressa a fáscia plantar (a sola do seu pé). Aquela dor aguda no calcanhar logo ao acordar no dia seguinte ao jogo? Pode apostar que seu tênis perdeu a rigidez estrutural necessária.
Fadiga Prematura
Você tem gás para três sets, mas no meio do segundo sente as pernas pesadas como chumbo? O esforço extra para estabilizar um pé em um calçado frouxo drena sua energia. É uma ineficiência biomecânica. É como dirigir um carro com pneus murchos: o motor (seu coração e músculos) tem que trabalhar muito mais para manter a mesma velocidade. Trocar o tênis muitas vezes devolve aquele “fôlego” que você achava que tinha perdido.
6. A Psicologia do Equipamento e a Confiança no Match Point
Agora vamos entrar em um território que poucos falam, mas que eu, como professor, valorizo muito: a mente. O tênis é um esporte de sensações. Se você não “sente” a bola na raquete ou o chão nos pés, você hesita. E a hesitação é a mãe do erro não forçado.
Uma sapatilha nova não é apenas borracha e tecido; é uma injeção de confiança. Existe um efeito psicológico real em entrar em quadra sabendo que seu equipamento vai responder. É o chamado “efeito placebo do equipamento”, mas que traz resultados concretos na performance.
O foco na bola, não no desconforto
Durante um ponto disputado, seu cérebro tem capacidade de processamento limitada. Ele precisa calcular a trajetória da bola, o vento, a posição do adversário e a sua tática. Se 5% da sua atenção estiver desviada porque seu dedinho está doendo ou porque você sentiu o calcanhar roçar, esses 5% farão falta na hora de decidir onde bater a bola. O conforto elimina distrações. Sapatilhas ruins são vampiros de atenção.
A coragem para deslizar
Pense no Djokovic ou no Alcaraz deslizando em quadra rápida. Eles só fazem aquilo porque confiam cegamente que o tênis vai parar quando eles quiserem. Se você tiver 1% de dúvida de que o tênis vai travar demais (e você vai virar o pé) ou que vai escorregar demais (e você vai cair), você não desliza. Você dá passinhos curtos e chega atrasado. Ter um equipamento em dia permite que você use 100% da sua capacidade atlética sem medo de se machucar, ao escolher sapatos de mulher para jogar tenis
A postura do vencedor
Pode parecer bobagem, mas entrar em quadra com o solado descolando ou o tecido rasgado afeta sua autoimagem. Você se sente menos “pro”. E a linguagem corporal influencia o adversário. Quando você amarra um tênis firme, novo e estável, você envia uma mensagem para si mesmo: “Hoje eu vim para ganhar”. Não subestime o poder de se sentir bem preparado.
7. Anatomia de um Tênis de Performance: O Que Buscar na Troca?
Já que você percebeu que precisa trocar suas sapatilhas (se não percebeu ainda, volte e leia o item 2 de novo!), você precisa saber o que procurar. Não compre tênis de corrida para jogar tênis! Isso é o erro número um dos iniciantes. Vamos analisar a anatomia do que você precisa.
Um tênis de corrida é feito para ir para frente. Um tênis de tênis é feito para aguentar “pancada” de todos os lados. A engenharia é completamente diferente. Entender isso vai salvar seu bolso e seus tornozelos.
Sistemas de Estabilidade Lateral (Shank e Chassis)
Quando for à loja, pegue o tênis e tente torcê-lo como se fosse um pano de chão. Um bom tênis de tênis deve oferecer muita resistência. Se ele torcer fácil, deixe na prateleira. Procure por modelos que tenham uma peça de plástico rígido visível no meio da sola ou nas laterais. Isso é o “chassis” que impede seu pé de virar. No tênis, rigidez estrutural é qualidade, não defeito.
A Durabilidade da Biqueira e o Composto de Borracha
Tenistas arrastam o pé. É do jogo. Procure tênis que tenham reforços de borracha ou TPU na parte de cima dos dedos e na lateral interna. Além disso, verifique a densidade da borracha da sola. Marcas famosas costumam ter nomes específicos para suas borrachas de alta durabilidade (como AHAR, Adiwear, NDR, etc.). Se você joga em quadra dura, durabilidade é prioridade. Se joga no saibro, o desenho da sola é prioridade.
O “Drop” e a Sensação de Quadra
O drop é a diferença de altura entre o calcanhar e a ponta do pé. Tênis de corrida costumam ter drops altos. No tênis, preferimos drops mais baixos para ficarmos mais “perto do chão”. Isso aumenta a estabilidade. Quanto mais alto você estiver do chão, mais fácil é virar o pé. Busque modelos que ofereçam a sensação de “low to the ground”. Você quer sentir a quadra, não flutuar sobre ela.
Quadro Comparativo: Tênis Específico vs. Outros Calçados
Para que não reste nenhuma dúvida do porquê você não deve improvisar com o tênis de academia, preparei este comparativo rápido. Mostre isso para aquele seu amigo que insiste em jogar de tênis de corrida!
| Característica | Sapatilha de Tênis (O Ideal) | Tênis de Corrida (O Perigo) | Tênis de Academia/Casual (O Improviso) |
| Suporte Lateral | Alto. Reforços rígidos para evitar torções em movimentos bruscos. | Nulo. Feito apenas para movimento para frente. Risco alto de lesão. | Baixo. Tecido mole, sem estrutura para conter o pé. |
| Solado | Durável e Plano. Borracha densa e base larga para estabilidade. | Macio e Curvo. Feito para absorver impacto linear, desgasta em semanas na quadra. | Fino. Geralmente escorrega demais ou trava perigosamente. |
| Amortecimento | Firme e Responsivo. Focado no antepé e calcanhar, baixo perfil. | Muito Macio. Alto perfil, instável para mudanças de direção. | Inexistente. Impacto vai direto para o joelho. |
| Proteção dos Dedos | Reforçada. Biqueiras prontas para o arrasto no saque/voleio. | Frágil. O tecido rasga no primeiro “arrastão” no concreto. | Estética. Rasga facilmente e não protege a unha. |
Exportar para as Planilhas
Hora de Agir
Agora que você tem o conhecimento de um profissional, a bola está na sua quadra. Não espere o tênis furar para trocar. Se você joga 2 a 3 vezes por semana, suas sapatilhas provavelmente perdem a eficácia entre 4 a 6 meses, mesmo que pareçam novas por fora.
Faça o teste do “apertão” no calcanhar, verifique se a sola está careca e, principalmente, escute seu corpo. Aquela dorzinha chata no joelho pode sumir magicamente com um par novo. O investimento em um bom calçado é sempre menor do que o custo de sessões de fisioterapia.
Gostaria que eu te ajudasse a escolher o modelo ideal de sapatilha baseado no seu tipo de pisada e no tipo de quadra onde você costuma jogar?

Wallison Felipe Soares
Renato Fernandes, CRN9/ 22289, é um nutricionista apaixonado por transmitir conteúdo sobre saúde e nutrição para as pessoas.
Formado pelo grupo UNIEDUK, iniciou sua jornada como professor de tenis há mais de 20 anos.
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